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Universidade Federal do Ceará prova que painéis solares podem ser fabricados a partir de resíduos da castanha de caju

Testes de produção de painéis solares – (Foto: Viktor Braga/UFC)

Buscando uma maior eficiência e sustentabilidade, a Universidade Federal do Ceará comprovou que é possível fabricar painéis solares por meio da castanha de caju. Os resíduos ainda podem baratear o custo de produção

A energia solar, fonte renovável e não poluente é gerada por meio da luz e calor solar. Essa fonte de energia renovável é captada por painéis solares e, para a fabricação desse equipamento, cientistas da Universidade Federal do Ceará (UFCE), estão utilizando um líquido viscoso e escuro que resta do processamento da castanha do caju, que é chamado de LCC.

Projeto da Universidade Federal do Ceará pode ser mais eficaz e tornar painéis solares baratos

Líquido da casca de castanha de caju (LCC), resíduo industrial utilizado no experimento da pesquisa (Foto: Viktor Braga/UFC)

A pesquisa feita pela Universidade Federal do Ceará mostrou a possibilidade de produzir painéis solares mais eficientes a partir do resíduo da castanha de caju, como explica Nivaldo Aguiar, professor do Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Ciência de Materiais.

De acordo com o pesquisador da Universidade Federal do Ceará, esse resto do processamento da castanha de caju gera dano ao meio ambiente, tendo em vista que deixa o solo estéril, dificultando a agricultura. As indústrias, sem ter nenhum meio ou algo a fazer com os resíduos da castanha de caju, geralmente os armazenam em grandes reservatórios.

Além de dar um destino “mais limpo”, o pesquisador da Universidade Federal do Ceará afirma que a aplicação do resíduo na geração de energia solar ainda tem a capacidade de reduzir o custo de fabricação de painéis solares. Os pesquisadores da instituição atuam com o aproveitamento do resíduo da castanha de caju há cerca de três anos. Durante a próxima etapa da pesquisa, os cientistas planejam registrar a patente do sistema e também realizar testes de custo.

Ceará avançando em pesquisas inovadoras

RESÍDUO DA CASTANHA DE CAJU É USADO NA PRODUÇÃO DE PAINÉIS SOLARES
crédito: Rede Nacional de Rádio

Além da universidade federal do Ceará, que está desenvolvendo painéis solares, pesquisadores do IFCE estudam o reaproveitamento de algumas substâncias da casca da banana. Uma das missões é utilizar a casca da fruta como parte da composição de embalagens ou como substituta de produtos fabricados a partir de petróleo. Com o estudo da casca da banana, foi encontrada uma substância conhecida como lignina.

Segundo os pesquisadores, tal substância pode ser aplicada na indústria farmacêutica, de produtos e alimentícia, que usam derivados de petróleo para fabricar pesticidas, aditivos entre outros.

De acordo com os pesquisadores, é possível encontrar esta substância em outras frutas, mas a produção e plantio de banana é mais predominante na região de Iguatu, onde prosseguem os estudos, ou seja, favorecendo sua utilização na pesquisa.

Tangerina pode produzir Biogás?

O Mestrado Profissional em Engenharia Urbana e Ambiental do Centro Técnico Científico da PUC-Rio revelou que as cascas da famosa tangerina, que são descartadas, podem ser transformadas em biogás, podendo ser uma substituta dos combustíveis fósseis.

De acordo com o autor, Rafael Vieira de Carvalho, se os resíduos da tangerina forem tratados da forma correta, serão capazes de gerar energia limpa e adubo, podendo movimentar a economia, reduzindo os impactos e sendo um dos melhores aliados na busca de um futuro mais sustentável.

O biogás pode ser encontrado por meio de um ensaio chamado de BMP, em que as cascas são trituradas, misturadas e armazenadas em dispositivos que medem o volume do gás por cerca de 21 dias.

Uma camada de átomos para "libertar os elétrons"

Cientistas da Universidade do Kansas dizem que adicionar uma camada de dissulfeto de molibdênio semicondutor bidimensional pode melhorar muito o desempenho de células solares orgânicas. A pesquisa também poderia informar os esforços para projetar a interface entre camadas em células orgânicas híbridas.

A pós-graduanda Tika Kafle, à direita, trabalha com espectroscopia de fotoemissão resolvida no tempo. Imagem: Cody Howard / Universidade do Kansas

Uma equipe de cientistas da Universidade do Kansas descobriu que combinar a ftalocianina de zinco semicondutora orgânica com uma única camada de átomos de dissulfeto de molibdênio pode melhorar muito o desempenho do material como uma célula solar.

Usando equipamentos de espectroscopia de fotoemissão, a equipe foi capaz de observar o comportamento dos elétrons no material. Isso levou a várias descobertas sobre a interface entre os dois materiais que, segundo os pesquisadores, poderiam determinar novas direções para a pesquisa de células solares orgânicas e semicondutores bidimensionais.

"Uma das suposições predominantes é que elétrons livres podem ser gerados a partir da interface, desde que os elétrons possam ser transferidos de um material para outro em um período relativamente curto de tempo - menos de um trilionésimo de segundo", disse Wai-Lun Chan. professor associado de física e astronomia na Universidade do Kansas. “No entanto, meus alunos de pós-graduação e eu descobrimos que a presença da transferência eletrônica ultra-rápida em si não é suficiente para garantir a geração de elétrons livres da absorção de luz. Isso porque os 'buracos' podem impedir que os elétrons se afastem da interface. Se o elétron pode estar livre dessa força de ligação depende da paisagem energética local perto da interface. ”

Jornadas eletrônicas de rastreamento

Os experimentos estão descritos no artigo Efeito do Cenário Energético Interfacial na Geração de Carga Fotodinâmica na Interface ZnPc / MoS 2 , publicado no Journal of the American Chemical Society . A equipe usou um pulso de laser com duração de 10 -14 (dez quadrilésimos de segundo) para colocar elétrons em movimento e, em seguida, um segundo pulso para expulsar os elétrons da amostra.

Isso permitiu aos cientistas calcular a jornada dos elétrons após o primeiro pulso de laser e sua posição em relação à interface.

Os pesquisadores dizem que suas descobertas permitirão que novas pesquisas desenvolvam princípios para o projeto de células fotovoltaicas orgânicas híbridas. "Essas medidas detalhadas nos permitiram reconstruir a trajetória do elétron e determinar as condições que permitem a geração efetiva de elétrons livres", disse Hui Zhao, professor de física e astronomia da Universidade do Kansas e co-autor do artigo.

Sunew e ENGIE apresentam no Brasil um carpot solar para recarregar carros elétricos

Por meio de uma aliança entre a ENGIE Brasil e a fabricante de Filme Fotovoltaico Orgânico (OPV) Sunew, os visitantes da feira de decoração Casacor 2019 poderão encontrar uma garagem (cobertura de estacionamento) para carregar baterias de veículos elétricos.


A feira de decoração CasaCor 2019 acontece de 7 de julho a 18 de agosto de 2019 na Casa do Lago (Rua Rouxinol, 153 - Ariribá, Brasil). Lá, a ENGIE Brasil e a fabricante de Filme Fotovoltaico Orgânico (OPV) Sunew apresentarão aos visitantes o resultado de sua aliança: uma garagem (cobertura para estacionamentos) para carregar baterias de veículos elétricos.

“Apresentaremos uma solução para casas que não possuem teto com estrutura adequada para suportar os painéis solares tradicionais. Sendo um filme muito leve e flexível, o OPV se adapta facilmente a qualquer superfície. O material também tem um belo efeito visual, que ajuda no design da garagem ”, explica Tiago Alves, CEO da Sunew.

O Solar Photovoltaic (OPV) da Sunew é uma inovação para edifícios verdes, um conceito de busca que neutraliza a huaella de carbono nos principais centros urbanos. Por cada metro equipado com OPV você não emitirá 120 kg de CO2 por ano. Adição da ligação e delgadez, outro recurso importante do OPV é a flexibilidade e resistência às sacudidas. O material que você está usando está usando a solução para construção de fachadas, ventanas, claraboyas, mobiliario urbano e automoveis. Otra ventaja do OPV é com capacidade de retentor caso 100% da radiação ultravioleta (UV) e infravermelho (IR). Gracias a ello, a Película Fotovoltaica Orgânica fornece no ambiente um maior conforto térmico, ahorro no sistema de refrigeração e controle da luz.

A Sunew foi criada pelo CSEM Brasil, um centro de pesquisa e inovação localizado em Belo Horizonte. A empresa já é líder mundial na fabricação de filmes fotovoltaicos orgânicos (OPV).

Recentemente, a Sunew e a EDP anunciaram a construção no Brasil do maior projeto adesivo fotovoltaico orgânico do mundo: As empresas assinaram um acordo para a instalação de quase 2.000 m2 de energia fotovoltaica orgânica em vários edifícios. A primeira iniciativa será realizada na sede da Federação das Indústrias do Espírito Santo.

Sentindo uma oportunidade para PV interno

Um novo artigo publicado por cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) examina o potencial para integrar pequenas células solares nos sensores sem fio necessários para alimentar o ecossistema de Internet das coisas (IoT), muitos dos quais estão localizados em ambientes fechados. Este mercado pode representar uma oportunidade única para tecnologias fotovoltaicas de filmes finos e perovskitas, em particular, para reduzir o risco inerente ao aumento da produção em escala comercial.

Células solares flexíveis, como esta desenvolvida pela NREL, poderiam permitir uma integração mais fácil com os sensores e os nós da internet das coisas, de acordo com um novo estudo do MIT. Imagem: Dennis Schroeder / NREL

Cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) delinearam o que poderia ser uma oportunidade significativa para novos fabricantes de energia solar, na forma de 'PV indoor'.

De acordo com o MIT, o mercado de células fotovoltaicas internas, como as usadas para turbinar relógios e calculadoras, valia apenas US$ 140 milhões em 2017. Mas as reduções de preço da energia solar estão começando a se alinhar com a diminuição de requisitos de energia para tecnologias como sensores sem fio , Etiquetas RFID e beacons Bluetooth. O MIT prevê que bilhões desses sensores serão instalados nos próximos anos, além de afirmar que sua dependência atual de energia da bateria é um fator importante de restrição, levando a um desempenho sacrificado para maior vida útil da bateria e operações adicionais e custos de manutenção associados à substituição dessas baterias .

A integração de células fotovoltaicas aos dispositivos poderia resolver muitos desses problemas, levando a universidade a prever um boom no mercado fotovoltaico interno, superando US$ 1 bilhão anualmente em 2024. Cerca de metade dos sensores devem ser colocados em ambientes fechados, com pouca ou nenhuma acesso à luz solar, significando que as células fotovoltaicas teriam que contar com luz artificial, tipicamente em intensidades três ordens de grandeza abaixo da luz solar.

Matéria material

A análise do MIT, explicada no artigo Tecnologia e Perspectiva do Mercado para Células Fotovoltaicas Internas, publicado na revista Joule, sugere que o baixo desempenho de luz fraca do silício não o tornaria um bom candidato para aplicações fotovoltaicas internas, abrindo a porta para vários filmes finos. tecnologias.

Tecnologias emergentes, incluindo PV e perovskitas orgânicas, exibiram o tipo de desempenho de pouca luz necessário para a PV interna, e seus problemas de estabilidade bem documentados seriam menos problemáticos em ambientes internos. O tipo de sensor que está sendo alimentado pode ter uma vida útil muito mais curta que os 20 anos mais, o que se tornou o padrão da indústria.

Para os perovskitas em particular, o MIT teoriza que o mercado interno de PVs pode fornecer uma oportunidade para mitigar muitos dos riscos associados à introdução comercial: “Nossa análise de mercado neste documento deixa claro que o rápido crescimento do mercado interno de IoT poderia fornecer um ideal ponto de partida para produtos de perovskita, permitindo que uma nova empresa de PV estabeleça clientes, receita e credibilidade antes de estabelecer instalações de fabricação de painéis solares de grande escala ”, afirmam os autores.

Volume baixo

As impressionantes reduções de custos alcançadas pela solar até agora resultaram de economias de escala, algo que terá de ser totalmente desconsiderado quando se trata de PV interno - o que significa que o baixo investimento em equipamentos e processos de produção é uma consideração importante. A análise do MIT prevê que para materiais de película fina estabelecidos, bem como perovskitas e outros novos entrantes, os custos de fabricação devem ser baixos o suficiente, embora seja necessário mais trabalho para entender o impacto do investimento inicial em produção de menor volume .

Ao prever uma taxa de crescimento de mercado anual de 70% para dispositivos fotovoltaicos alimentando sensores de IoT, os pesquisadores observam três coisas necessárias para garantir esse desenvolvimento de mercado - um conjunto de padrões universais para medir o desempenho de PVs internos, o desenvolvimento de dispositivos especialmente ajustados a esse ambiente e o desenvolvimento de modelos de custo e de negócios para fabricação de baixo volume.

Cientistas russos enviam PV orgânico em órbita

Cientistas do Instituto Skoltech de Ciência e Tecnologia da Rússia demonstraram uma célula solar com alta estabilidade de radiação. Os cientistas dizem que as células, baseadas em um composto de polímero orgânico, podem ser um forte candidato para atender aos requisitos de alimentar satélites em órbita mais baixa da Terra.

O uso de células solares orgânicas para alimentar satélites pode oferecer uma enorme economia de custos. Imagem: Skoltech

Uma equipe liderada pelo Instituto Skolkovo de Ciência e Tecnologia (Skoltech) em Moscou demonstrou uma célula solar orgânica capaz de suportar 6.000 unidades cinzas (Gy) de radiação gama, uma conquista que o instituto diz que é um recorde.

O desempenho gera esperanças de que a célula possa alimentar satélites em órbita próxima à Terra, onde os pesquisadores teorizaram que o dispositivo poderia fornecer vidas úteis operacionais muito além de 10 anos.

As células são descritas no artigo Estabilidade de radiação impressionante de células solares orgânicas baseadas em derivados de fulereno e polímeros conjugados contendo carbazol, publicado na ACS Applied Materials & Interfaces . Os dispositivos são baseados em uma mistura de polímeros à base de carbazol e um derivado de fulereno.

Os testes mostraram que um filme composto desses materiais mantinha mais de 80% de sua eficiência de conversão inicial após a exposição a uma dose máxima absorvida de 6.500 Gy. Os pesquisadores observaram que a NASA estima que os satélites em órbita terrestre geocêntrica estão expostos a uma dose média anual de radiação de 160 Gy, tornando o composto orgânico testado pela equipe da Skoltech um forte candidato a operar efetivamente nesse ambiente por mais de uma década.

Outras vantagens

O artigo observou outras vantagens do uso de PV orgânico para aplicações de satélite, incluindo uma alta relação potência / peso e flexibilidade. "A implantação de velas solares espaciais feitas de células solares plásticas flexíveis representa uma oportunidade atraente para aumentar a potência dos conversores fotoelétricos nos satélites", disse Pavel Troshin, professor da Skoltech, que liderou o grupo de pesquisa.

O mesmo grupo recentemente avaliou um grupo de perovskitas à base de chumbo para aplicações semelhantes e descobriu que as células rapidamente se degradaram sob exposição a 5.000 Gy de radiação. Enquanto isso, um grupo de pesquisa chinês descobriu que a falta de umidade no oxigênio a 35 km da superfície da Terra era uma vantagem para a perovskita.

Os satélites que requerem uma fonte de energia no espaço dependem principalmente de células solares III-V - assim nomeadas porque incorporam elementos desses grupos da tabela periódica. Conceitos alternativos, como PV orgânico e perovskitas, no entanto, potencialmente oferecem uma alternativa muito mais barata.

Cientistas russos enviam PV orgânico em órbita

Cientistas do Instituto Skoltech de Ciência e Tecnologia da Rússia demonstraram uma célula solar com alta estabilidade à radiação. Os cientistas dizem que as células, baseadas em compostos orgânicos poliméricos, podem ser um forte candidato para atender às exigências de alimentar satélites na órbita inferior da Terra.

O uso de células solares orgânicas para satélites de energia poderia oferecer uma enorme economia de custos. Imagem: Skoltech

Uma equipe liderada pelo Instituto Skolkovo de Ciência e Tecnologia (Skoltech), em Moscou, demonstrou uma célula solar orgânica capaz de resistir a 6 mil unidades de radiação gama (Gy), uma conquista que, segundo o instituto, é recorde.

O desempenho gera esperanças de que a célula possa alimentar satélites na órbita próxima da Terra, onde os pesquisadores teorizaram que o dispositivo poderia oferecer vida útil operacional muito além de 10 anos.

As células são descritas no artigo Estabilidade à Radiação Impressionante de Células Solares Orgânicas Baseadas em Derivados de Fulereno e Polímeros Conjugados Contendo Carbazol ,publicados na ACS Applied Materials & Interfaces . Os dispositivos baseiam-se numa mistura de polímeros à base de carbazole e um derivado de fulereno.

Os testes mostraram que uma película composta desses materiais manteve mais de 80% de sua eficiência de conversão inicial após a exposição a uma dose máxima absorvida de 6.500 Gy. Os pesquisadores observaram que a NASA estima que os satélites geocêntricos da órbita da Terra sejam expostos a uma dose anual média de radiação de 160 Gy, fazendo com que o composto testado pela Skoltech seja um forte candidato a operar efetivamente em tal ambiente por mais de uma década.

Outros aspectos positivos

O documento observou outras vantagens do uso de PV orgânico para aplicações de satélite, incluindo uma alta relação potência / peso e flexibilidade. "A implantação de velas solares espaciais feitas de células solares plásticas flexíveis representa uma oportunidade atraente para aumentar o poder dos conversores fotoelétricos nos satélites", disse o professor da Skoltech, Pavel Troshin, que liderou o grupo de pesquisa.

O mesmo grupo recentemente avaliou um grupo de perovskitas baseadas em chumbo para aplicações semelhantes e descobriu que as células rapidamente se degradaram sob exposição a 5.000 Gy de radiação. Um grupo de pesquisa chinês, por sua vez, descobriu a falta de umidade no oxigênio a 35 km da superfície da Terra , aproveitando a vantagem da perovskita .

Os satélites que exigem uma fonte de energia no espaço dependem principalmente de células solares III-V - assim chamadas porque incorporam elementos desses grupos da tabela periódica. Conceitos alternativos, como PV orgânico e perovskitas, no entanto, potencialmente oferecem uma alternativa muito mais barata.

MOBILIÁRIO URBANO COM ENERGIA SOLAR ATIVA MÚSICA E ILUMINAÇÃO

Com bom design e sustentabilidade, o mobiliário se torna ideal para instalação em ambientes livres e abertos.


A criação de mobiliário urbano com energia solar para espaços de interação social, com música e iluminação é ideal para instalação em áreas ao ar livre ou com restrição de eletricidade. Pensando nisso, a Sunew, empresa brasileira que atua na fabricação de Filmes Fotovoltaicos Orgânicos (OPV), e a Hephaenergy, especializada em internet das coisas, uniram tecnologias e criaram o Syntz, mobiliário urbano inteligente que funciona com energia solar e possibilita um espaço de convivência tecnológico, com música e iluminação controladas por um aplicativo de celular.

O produto inova pela conectividade, design e sustentabilidade e é ideal para instalação em áreas livres, como espaços de convivência de hotéis, resorts, clubes, restaurantes, casas noturnas, lounges, rooftops, parques urbanos, centros de convenções, entre outros.

O diretor de operações (COO), da Hephaenergy, Felipe Batista, explica que “a Syntz transforma a energia solar em um ambiente interativo, envolvente e vibrante, por isso lhe demos um nome que relembra a fotossíntese. Desenvolvemos o produto em parceria estratégica com a Sunew, que nos fornece os filmes fotovoltaicos orgânicos e com quem trocamos constantemente informações sobre a aplicabilidade, possibilidades e alternativas de inovação”.

Além de gerar energia solar, o OPV absorve raios UVA e UVB, portanto a sombra que o mobiliário produz gera melhor conforto térmico. A Syntz oferece ótima acústica: praticamente elimina sons externos e permite pouco vazamento de som para fora do ambiente.

A iluminação e o sistema de som são facilmente controlados por meio de celulares. O mobiliário também oferece tomadas para recarregar os gadgets. As características operacionais da Syntz, como geração e consumo de energia e conexões USB, podem ser monitoradas por uma central de suporte e manutenção.

“A Syntz representa a nova geração de mobiliários urbanos que unem sustentabilidade, tecnologia e design. Nas cidades inteligentes o OPV poderá habilitar conectividade, novas funcionalidades e autonomia energética de forma integrada e harmônica”, conta Tiago Alves, CEO da Sunew.
OPV

É a terceira geração de tecnologia de captação de luz solar para produção de energia elétrica. Trata-se de um filme fino, leve e flexível que utiliza polímeros orgânicos semicondutores. É produzido com materiais não tóxicos e recicláveis, com tecnologia própria da Sunew, desenvolvida para operar com baixíssima emissão de CO2.

Entre as vantagens do OPV, a versatilidade é o maior diferencial. É possível aplicar o material em qualquer área: fachadas, veículos, pontos de ônibus, postos de gasolina e outros mobiliários urbanos. O material é customizável em tamanho, forma e cor, portanto o produto possibilita a geração de energia limpa além de garantir um design inovador.

FONTE – e-mobile

Painéis solares fotovoltaicos para janelas e varandas serão moda


O desenvolvimento dos painéis solares tem sido enorme. Cada vez mais os fabricantes procuram soluções que vão de encontro aos clientes, soluções que sejam facilmente integrados durante a construção de uma casa, como por exemplo numa varanda ou numa janela.

Painéis solares substituem varandas, janelas e toldos

Recentemente o desenvolvimento das tecnologias de painéis solares, permitiu a criação de sistemas fotovoltaicos transparentes. Estes permitem a integração dos painéis solares fotovoltaicos dentro do vidro da janela.

Para já, ainda é uma tecnologia em desenvolvimento, que está a ser levada a cabo por investigadores americanos. O objetivo passa por criar a típica transparência de um vidro, e ao mesmo tempo aproveitar a energia solar e transformá-la em energia elétrica.

Tipos de sistemas solares fotovoltaicos transparentes

Há ainda que fazer uma distinção entre a fotovoltaica transparente de gel de silício, fotovoltaica transparente de base orgânica e fotovoltaica transparente de grafeno.

Sistema fotovoltaico transparente de gel de silício

Semicondutor que explora a propriedades do silício. Os fotões, que compõem os raios solares, atingem os átomos de silício presentes no gel, provocando energia cinética (é como um impulso que gera movimento e este se transforma em energia elétrica dentro da estrutura cristalina do silício, que atua como semicondutor).

É aplicado entre o vidro duplo, através de uma injeção do gel no espaço do vidro duplo, mas se for num vidro simples, este é pulverizado.

Sistema fotovoltaico transparente de base orgânica

Determinados tipos de polímeros. As novas células solares consistem em dois elétrodos no meio dos quais se coloca uma camada de semicondutor orgânico.

Este tem a função de absorver a energia solar incidente e gerar eletrões, quando estes são recolhidos pelos elétrodos é produzida a corrente elétrica.

Sistema fotovoltaico transparente de grafeno

O grafeno é composto por uma única camada de átomos de carbono, e devido a ser transparente, não bloqueia a absorção de luz solar. Mas este não adere à base da célula, como tal, ainda há investigadores a tentar modificar a superfície que é impura.

Painéis Solares para varandas e janelas

Aplicações dos painéis fotovoltaicos

Se até agora apenas se falava da aplicação da tecnologia solar fotovoltaica transparente às janelas, como forma de aumentar as vendas, e não alterar a estética das casas, na Suécia já há mais aplicações, em varandas, janelas e toldos.

Com estas novas aplicações, toda a fachada exterior de uma casa pode produzir eletricidade.

Painéis solares fotovoltaicos com bactérias vivas produz energia sem sol


A tecnologia referente à energia solar está em constante mutação, recentes descobertas relacionam a utilização de bactérias vivas em painéis solares fotovoltaicos, esta inovação pode permitir que os painéis solares produzam energia mesmo em dias nublados.

Um dos principais problemas da energia solar é exatamente a fonte da energia, pois apesar de o sol ser a fonte de energia mais abundante e segura de todas, ainda assim existem limitações, como a questão óbvia, mas não menos importante de o sol só brilhar por parte do dia, a questão das nuvens e do inverno, e o problema que ocorre em regiões mais distantes da linha do Equador, onde a incidência solar é menor e depende demais das estações, com períodos de várias horas de sol, e períodos de dias muito curtos, e com o sol a uma curvatura em relação a terra que reduz o desempenho dos painéis.

Um outro problema da energia solar é o desempenho de conversão, pois apenas uma parte da radiação solar captada é realmente aproveitada, dificilmente passando de 25%, mesmo com todas as pesquisas para melhorar esse quadro. O silício é a principal matéria prima para as células de captação e conversão.

Entretanto, estão sendo feitos estudos para mudar isso. O grafeno é uma aposta de especialistas, mas novas pesquisas podem estar descobrindo algo muito simples e eficaz, as bactérias.

Qual a bactéria que pode mudar a energia solar?

Por incrível que pareça, a bactéria objeto de estudo é a E.coli, uma bactéria conhecida por fazer muito mal para o intestino. Os responsáveis pelos estudos são pesquisadores da Universidade da Columbia Britânica (Canadá), que fazem experimentos biogenéticos para gerar energia.

Inicialmente, os pesquisadores tentaram extrair o pigmento licopeno das bactérias e implantar nos painéis solares, mas não foi possível, já que o processo se mostrou difícil e com consequências tóxicas.

bactéria e.coli

Então os pesquisadores começaram através de engenharia genética usar E.coli para produzir maiores quantidades de licopeno, responsável por dar a cor vermelha aos vegetais e frutas.

Depois misturaram um semicondutor à base de minerais nos cultivos de bactérias, a mistura obtida foi posta em uma lâmina de cristal.

O resultado foi animador, pois as bactérias conseguiram gerar energia até em condições de pouca luminosidade, como em ocasiões de tempo nublado ou perto de anoitecer.

Resultados obtidos

Os resultados são incríveis, já que foi obtida uma quantidade muito maior de energia do que em experimentos biológicos anteriores, algo como 0,686 mil amperes por centímetro quadrado, sendo que nos melhores estudos anteriores não se passou de 0,362 mil amperes.

O responsável pelo estudo, Vikramaditya Yadav, disse que além de as possibilidades de aumento do desempenho dessa técnica ao longo do tempo serem enormes, ela poderia ser usada para colocar painéis de captação em lugares nunca antes imaginados, como até em baixo de água.

Novo campo, a bio-sintónica

Vikramaditya Yadav é, inclusive, pioneiro em uma nova vertente da ciência chamada bio-sintónica, voltada não apenas para a geração de energia elétrica, mas para a farmacêutica também. Isso é possível, pois com a genética, é possível criar medicamentos mais rapidamente e a custos menores.

A bio-sintónica consiste em encontrar e sintetizar moléculas bio-ativas, capazes de revolucionar as pesquisas químicas em diversas áreas.

fonte: Portal Energia

Célula solar biogênica gera o dobro de energia mesmo com céu nublado

O segredo da biocélula está no licopeno, a mesma substância responsável pela cor do tomate. [Imagem: S. K. Srivastava et al. – 10.1002/smll.201800729]

Célula solar biogênica

Pesquisadores descobriram uma maneira barata e sustentável de construir uma célula solar usando bactérias que convertem luz em energia – uma biocélula solar.

A biocélula gerou uma corrente mais do que o dobro mais forte do que qualquer outro dispositivo desse tipo até agora, e funcionou de forma eficiente tanto sob uma luz equivalente ao brilho do Sol, quanto sob uma penumbra mais forte do que em um dia chuvoso.

Com o desenvolvimento necessário que deverá se seguir, essas células solares – chamadas de “biogênicas”, porque são feitas de organismos vivos – têm potencial para se tornar tão eficientes quanto as células fotovoltaicas usadas nos painéis solares convencionais.

Esforços anteriores para construir células solares biogênicas se concentraram na extração de um corante natural que as bactérias usam para a fotossíntese. É um processo caro e complexo, que envolve solventes tóxicos e pode causar a degradação do corante.

Sarvesh Srivastava, da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, decidiu deixar o corante nas bactérias.

Corante coletor de energia

Srivastava modificou geneticamente bactérias E. coli para produzir grandes quantidades de licopeno, um corante que dá aos tomates a sua cor vermelho-alaranjada e é particularmente eficaz na colheita de luz para conversão em energia. As bactérias foram revestidas com um mineral que funciona como um semicondutor e, em seguida, a mistura foi aplicada a uma superfície de vidro.

Com o vidro revestido agindo como um anodo, a célula biogênica alcançou uma densidade de corrente de 0,686 miliamperes por centímetro quadrado – uma grande melhoria em relação aos 0,362 obtidos pela melhor abordagem anterior.

“Nós registramos a mais alta densidade de corrente para uma célula solar biogênica. Esses materiais híbridos que estamos desenvolvendo podem ser fabricados econômica e sustentavelmente e, com uma otimização suficiente, podem funcionar com eficiência comparável às células solares convencionais,” disse o professor Vikramaditya Yadav, coordenador da equipe.

A economia de custos é difícil de estimar, mas Yadav acredita que o processo reduz o custo da produção de corantes para cerca de um décimo em relação aos métodos atuais. O “santo graal” nesse campo, disse ele, seria encontrar um processo que não mate as bactérias, para que elas possam produzir o corante indefinidamente.

Fonte: Inovação Tecnológica

Painel solar: conheça as tecnologias que ajudam a preservar o meio ambiente

Energia fotovoltaica gerada a partir do painel solar tem a mesma função da energia elétrica.

O painel solar é uma fonte alternativa para geração de energia, ele é o principal componente para se criar uma energia limpa gerada de uma forma muito simples e gratuita, utilizando apenas a luz do sol.

Cientificamente falando, as células do painel solar são atingidas pela luz do sol, fazendo com que os elétrons dentro da célula se movimentam gerando uma corrente elétrica e fazendo com que as células se tornem fotovoltaicas. Essa energia fotovoltaica gerada a partir do painel solar tem a mesma função da energia elétrica, como por exemplo, acender as luzes dentro de casa e ligar eletrodomésticos.

A energia solar é uma fonte de energia limpa, ou seja, não gera nenhum tipo de resíduo ou gases poluentes que causam o aquecimento global ou o efeito estufa. Além disso, a energia solar pode ser considerada também uma fonte de energia renovável, pois para ela ser gerada utiliza-se de um recurso ilimitado, a luz do sol.

Além de ajudar o planeta por ser ecologicamente correta, a energia solar por meio dos painéis solares pode ajudar também o seu bolso, economizando de 50% a 95% na conta de luz. Ou seja, ao instalar o sistema de painéis solares, após alguns anos, ou até meses, o investimento feito na aquisição e na instalação acaba sendo pago pelo dinheiro que é economizado com a redução de gasto com energia elétrica. Além disso, um painel solar pode durar de 25 a 50 anos em média, fazendo com que um futuro sem poluição também resulte em economia para você.

Existem várias tecnologias que viabilizam a utilização de energia solar, dentre elas temos:


Vidros fotovoltaicos: São como painéis solares, mas com a aparência de vidros simples. Para isso, são instaladas pequenas lâminas de células fotovoltaicas de silício em vidros laminados ou duplos. Fazendo assim com que sejam facilmente instalados em fachadas de prédios e nas coberturas.



Telha solar: São painéis solares encapsulado dentro de um formato de telha comum. Hoje, ainda é perceptível a diferença entre um telhado tradicional e um telhado feito com telha solar, porém o intuito é aprimorar essa tecnologia para não ser mais possível discernir a diferença.


OPV: São painéis solares flexíveis, ou seja, é um filme plástico onde são impressas as células fotovoltaicas feitas de tinta à base de carbono, transformando a luz do sol em energia elétrica. A grande vantagem dessa tecnologia é por eles serem flexíveis e moldáveis, há uma variedade de possibilidades para a aplicação desses painéis, podendo ser aplicados em qualquer lugar, como em cima do carro, no guarda-sol na praia, na fachada dos prédios e etc.


Painel solar híbrido: Essa tecnologia além de ter a vantagem tradicional de um painel solar, pode também aquecer a água por meio da conversão fotovoltaica. Ou seja, pode conceder uma grande vantagem, em média 30% mais economia do que os painéis solares tradicionais.


A energia solar e a utilização de painéis solares vem crescendo muito por motivos econômicos e sustentáveis, e é esperado que em um futuro próximo essas tecnologias citadas tornem-se mais populares e atinjam grande escala comercial. Esperamos que sim, afinal nosso planeta agradecerá muito!

Fonte: JRS

Células solares orgânicas: transformação de luz em eletricidade explicada

O princípio de funcionamento de uma célula solar orgânica é o seguinte: entre 2 eletrodos ou "extratores de corrente" se encontram duas substâncias não miscíveis: a primeira (quase sempre um polímero) libera elétrons quando absorve luz; a outra (fulereno) capta os elétrons e os dirige para o extrator correspondente (catodo), o que permite a circulação da corrente. A separação de carga não funciona a não ser em condições muito precisas.

"Conforme os conhecimentos atuais, as cargas positivas e negativas produzidas pela luz, sempre ordenadas aos pares, são de fato difíceis de separar porque se atraem", explica V. Dyakonov. Todavia, quando o polímero absorve a luz, há a produção de "excitons": a nuvem de elétrons que gira em torno de uma molécula modifica sua forma, o que, seguida de deslocamentos de carga, conduz à formação de um par "elétron-buraco".

C. Deibel estudou o modo como o elétron pode se liberar definitivamente. Com o auxílio de medidas de rendimento quântico e de espectroscopia de fotoluminescência, analisou camadas de 20 a 30 nanômetros de espessura de materiais orgânicos nas células solares e, assim, determinou a energia necessária para separar as cargas. Depois disso, fez a modelagem computacional do deslocamento complexo dos pares de carga nas células solares polímero-fulereno, e encontrou condições efetivas, nas quais o resultado teórico e o resultado experimental concordam.

"O procedimento não funciona em seu conjunto a não ser que o polímero possua um comprimento mínimo", explica Deibel. Somente neste caso o elétron superficial pode se desligar do fulereno e migrar para o catodo ao longo das cadeias de carbono. Ao contrário, a lacuna do exciton permanece no polímero e desliza ao longo dessa cadeia em direção ao anodo. 

"Demonstramos que um portador de carga que se encontra sobre o segmento de uma cadeia de polímero é, na mesma proporção, menos atraído pela outra carga, quanto mais longo o segmento", disse V. Dyakonov, um dos autores do trabalho. Além disso, nessas condições, os portadores de carga podem se deslocar mais rápido ao longo da cadeia de polímeros que sobre os segmentos curtos. A conjunção desses dois efeitos permite a separação muito eficaz do par de carga.

As simulações realizadas por C. Deibel revelam, assim, uma multiplicação por dez da corrente fotoelétrica, quando o comprimento dos segmentos das cadeias de polímeros é aumentado de 1 a 10 nm. 10 nm é um comprimento típico dos semicondutores poliméricos utilizados nas células fotovoltaicas orgânicas. "Nossos resultados explicam, assim, a razão pela qual as melhores células solares polímero-fulereno atuais permitem uma transformação tão eficiente da luz em eletricidade", afirma V. Dyakonov.

Carsten Deibel (à esquerda) e Vladimir Dyakonov. - Créditos: Gunnar Bartsch.

O Ministério Federal de Ensino e Pesquisa (BMBF) colocou à disposição 60 milhões de euros (cerca de 156 milhões de reais) para projetos de pesquisa em "fotovoltaica orgânica" e 300 milhões de euros (cerca de 880 milhões de reais) suplementares deverão provir de sociedades privadas. Dyakonov e Deibel trabalham no âmbito do projeto "Influência dos Contatos e Interfaces Internas sobre os Parâmetros Macroscópicos das Células Fotovoltaicas Orgânicas". Ao lado da Universidade de Wurtzburg, o Centro de Pesquisa Energética Aplicada da Baviera (ZAE) está igualmente engajado.

As células orgânicas, entretanto, não são ainda susceptíveis de transformar a luz do sol em eletricidade, com a mesma eficiência que seus concorrentes contendo silício: enquanto estes últimos atingem um rendimento de cerca de 30%, as células orgânicas conseguem somente um rendimento de 6%. Suas vantagens residem em: transparência - instalação em edifícios para deixar passar a luz; flexibilidade - para uma aplicação portátil (mochilas, recarga de baterias de telefone celular); facilidade de produção - máquinas de impressão podem aplicar as substâncias sobre um material de preço não elevado e custos reduzidos em comparação com as células de silício.

Enerzine (Tradução - MIA).

Células solares orgânicas de cientistas chineses batem recorde de eficiência

Investigadores da Universidade Nankai, do município chinês de Tianjin, estabeleceram um novo recorde na eficiência da conversão de luz solar para eletricidade, através de células solares orgânicas, um novo avanço na difusão dos painéis solares.


A equipe alcançou uma eficiência na conversão energética de 17,3%, a mais alta registada por uma célula solar orgânica, segundo um estudo publicado na revista Science.

A investigação, dirigida pelo cientista chinês Chen Yongsheng, provou que as células fotovoltaicas orgânicas têm o potencial de alcançar um nível de conversão energética similar ao dos painéis solares tradicionais de silício.

“As células solares orgânicas são mais baratas e fáceis de fabricar do que os painéis de silício, mas o seu uso foi limitado até à data porque eram menos eficientes na conversão de luz solar em eletricidade”, afirmou Chen, citado pela Science.

“Os materiais destas células tendem a ter um raio limitado de absorção da luz solar”, acrescentou.

A equipe chinesa usou células em tandem (montadas longitudinalmente), colocadas junto a diferentes capas de materiais orgânicos, para resolver aquela limitação.

“Diferentes capas de células em tandem podem absorver diferentes longitudes de ondas de luz. Isto quer dizer que se pode usar a luz solar de forma mais eficiente e obter uma taxa de conversão energética mais alta”, explicou Chen.

As células fotovoltaicas orgânicas produzem-se a partir de materiais baseados em carbono, com uma flexibilidade que permite a instalação em superfícies acidentadas.

Fonte: RTP

Células solares vivas produzem energia, mesmo em mau tempo

Representação seqüencial da síntese de materiais bio-PV de célula inteira destacando: a) clonagem molecular de E. coli para expressão de licopeno; b) ligação superficial não covalente de nanopartículas de TiO 2 resultando em morfologia core @ shell-like; c) implantação de material fotovoltaico biogênico na fabricação de DSSC.

Agora, uma equipe de pesquisadores da Universidade da Columbia Britânica (UBC) demonstrou como as células solares feitas de organismos vivos podem gerar energia mesmo com a luz solar limitada. Conhecidas como células solares "biogênicas", essas células poderiam oferecer uma alternativa às células sintéticas usadas atualmente em painéis solares convencionais, fornecendo uma fonte de energia apesar do mau tempo. Um artigo detalhando a pesquisa foi publicado este mês na revista Small.

"Este é o primeiro estudo demonstrando materiais biogênicos geneticamente modificados para a fabricação de células solares", disse à Digital Trends Sarvesh Kumar, engenheiro químico e biológico da UBC e um dos principais autores do estudo. “Utilizamos uma bactéria inofensiva e reprojetamos sua maquinaria interna para produzir um pigmento fotoativo chamado licopeno.”

No passado, os pesquisadores desenvolveram células solares biogênicas através da extração de corantes naturais que as bactérias usam para gerar energia na fotossíntese. Isso provou ser um processo caro, no entanto.

Num golpe de sorte, os cientistas da UBC identificaram uma rota potencialmente mais barata enquanto manipulavam geneticamente E. coli, de modo que produzissem muito licopeno, o corante que dá aos tomates sua cor, o que se demonstrou ser uma efetiva colheitadeira leve. Notando que o licopeno estava degradando (liberando elétrons), eles se perguntaram se a taxa dessa degradação era suficiente para gerar uma corrente utilizável. Eles revestiram as bactérias produtoras de licopeno com um semicondutor mineral, aplicaram-nas em uma superfície de vidro onde puderam coletar luz solar e examinaram o que aconteceu.

Padrões de DRX de difração de A) células @ TiO 2 ; b) corante licopeno revestido sobre TiO 2 ; c) TiO 2 NPs.

A corrente que geraram atingiu uma densidade de 0,686 miliamperes por centímetro quadrado, o que foi 0,324 miliamperes maior que os estudos anteriores. É difícil dizer que economias de custo podem resultar se essa tecnologia for desenvolvida em escala, mas os pesquisadores estimam que a produção de corantes, usando seu processo, custa cerca de um décimo dos métodos atuais.

Outro aspecto promissor da tecnologia é que as células funcionaram tão bem com pouca luz quanto na luz brilhante, o que significa que o método pode ser útil em lugares no extremo norte ou sul, onde os céus são frequentemente encobertos.

“Não vemos nossa tecnologia como concorrente de células solares convencionais. Pelo contrário, eles são um complemento”, disse Vikramaditya Yadav, engenheiro químico e biológico da UBC e outro dos principais autores do estudo. “Ainda assim, as células que desenvolvemos são um dispositivo de 'geração um' que precisa de melhorias significativas e otimização antes que possa atingir os níveis de células solares de silício. 

No entanto, mesmo em sua infância, a tecnologia já lançou algumas aplicações promissoras. A exploração de ambientes com pouca luz, como as minas, requer o uso de sensores que poderiam ser alimentados com células biogênicas, como a que desenvolvemos.

Células Solares a Base de Fruta - Dye-Sensitized Solar Cells - DSSCs


Pode parecer maluco, mas cientistas do Instituto Indiano de Tecnologia Roorkee (IIT) descobriram que o pigmento contido no jamelão, chamado de antocianina, e o qual também é encontrado em mirtilos, framboesas e cerejas, é capaz de absorver a luz do sol, podendo então ser usado para a fabricação de células solares.

Os pesquisadores extraíram a antocianina da fruta utilizando etanol, e a usaram como um sensibilizador em células solares sensibilizadas por corantes (“Dye-Sensitized Solar Cells”, ou DSSCs, em inglês). A conclusão foi que o uso de corantes naturais, como a antocianina do jamelão, para a fabricação dessas células, tornaria a produção em massa dos painéis solares até 40% mais barata. 


Porém, devido à baixa eficiência alcançada por essas células solares (0,5%), quando comparadas as de silício (15%), essa tecnologia fotovoltaica ainda deve ficar restrita ao campo experimental. 

Contudo, os cientistas se dizem animados e acreditam que, com o desenrolar das pesquisas, essa eficiência seja alcançada, ou até mesmo superada, fazendo das células solares sensibilizadas por corantes uma alternativa mais barata e sustentável, visto se tratar de um material orgânico e biodegradável, ao contrário das células de silício tradicionais que utilizam corantes sintéticos e tóxicos.

Painel Solar de Jambolão/Oliveira?

Você conhece o jamelão (Syzygium cumini)? Essa pequena fruta é conhecida por possuir benefícios medicinais, além de seu valor nutricional, e cresce em árvores oriundas do sul da Ásia. Mas o que isso tem a ver com a tecnologia fotovoltaica, você pode estar se perguntando.

Pode parecer maluco, mas cientistas do Instituto Indiano de Tecnologia Roorkee (IIT) descobriram que o pigmento contido no jamelão, chamado de antocianina, e o qual também é encontrado em mirtilos, framboesas e cerejas, é capaz de absorver a luz do sol, podendo então ser usado para a fabricação de células solares.

De acordo com o estudo, publicado recentemente no periódico científico IEEE Journal of Photovoltaics, os pesquisadores extraíram a antocianina da fruta utilizando etanol, e a usaram como um sensibilizador em células solares sensibilizadas por corantes (“Dye-Sensitized Solar Cells”, ou DSSCs, em inglês).

A conclusão foi que o uso de corantes naturais, como a antocianina do jamelão, para a fabricação dessas células, tornaria a produção em massa dos painéis solares até 40% mais barata.

Porém, devido à baixa eficiência alcançada por essas células solares (0,5%), quando comparadas as de silício (15%), essa tecnologia fotovoltaica ainda deve ficar restrita ao campo experimental.

Contudo, os cientistas se dizem animados e acreditam que, com o desenrolar das pesquisas, essa eficiência seja alcançada, ou até mesmo superada, fazendo das células solares sensibilizadas por corantes uma alternativa mais barata e sustentável, visto se tratar de um material orgânico e biodegradável, ao contrário das células de silício tradicionais que utilizam corantes sintéticos e tóxicos.


O dispositivo - DSSC

A DSSC original desenvolvida por Grätzel consiste em três partes principais: o anodo, o filme fino de TiO2 e o catodo. Sobre o anodo, constituído por um substrato de vidro recoberto com um filme fino de um óxido semicondutor transparente (como o FTO – óxido de estanho dopado com flúor) é depositado o filme de dióxido de titânio (TiO2), que deve ser constituído de nanopartículas a fim de ter uma grande porosidade e alta área superficial. 

Este anodo (eletrodo) então é imerso numa solução saturada de corante (geralmente um complexo de Ru) até que as moléculas do corante fiquem covalentemente ligadas na superfície do TiO2. O outro eletrodo, o catodo, é constituído pelo mesmo substrato de vidro recoberto com FTO recoberto com uma camada de Pt que tem o papel de catalisador na célula. Os eletrodos devem ser unidos (sanduichados), e entre eles é depositado um eletrólito, que geralmente é constituído por uma solução de iodo. A célula deve ser selada para que não haja vazamentos e o eletrólito não seja drenado.


Funcionamento

Para o bom funcionamento de uma DSSC a luz solar deve passar através do substrato de vidro, do filme de FTO e atingir o corante adsorvido na superfície da molécula de TiO2. O TiO2 absorve apenas uma pequena fração de fótons provenientes da luz solar (na região do UV). Os fótons que atingirem o corante e tiverem energia suficiente para serem absorvidos, criam um estado excitado no corante, de onde um elétron pode ser ejetado e ir diretamente para a banda de condução do TiO2. 

O elétron então se difunde através do TiO2 até o catodo. Devido à perda do elétron a molécula de corante se decompõe, mas em seguida é regenerada por um elétron proveniente do eletrólito de iodo, que é oxidado ao íon triiodeto (I3-). Esta reação ocorre muito rápido se comparado ao tempo que leva para o elétron que foi ejetado voltar à molécula que foi oxidada. Esta diferença no tempo de reação evita a recombinação, que poderia provocar um curto-circuito na CS. Por sua vez, o íon triiodeto recupera seu elétron perdido através de difusão até o catodo, onde o contra eletrodo (Pt) reintroduz o elétron após este fluir através do circuito externo.


Corantes

Teoricamente, um bom corante deverá absorver o máximo possível em todo espectro solar, ligar-se fortemente à superfície semicondutora, ter um potencial redox adequado e ser estável por vários anos de exposição solar. Dentre os tipos de corantes utilizados recentemente na produção de DSSC podem-se destacar os complexos de metais de transição, como N3 e Black Dye, este apresentado na Figura 4. Também podem ser utilizados corantes naturais, extraídos de folhas e frutos que possuem principalmente antocianinas, como a jabuticaba, mirtilo, amora, entre outros.


Eficiência

Muitas medidas são utilizadas na caracterização das DSSC, porém a mais importante é a medida da energia elétrica produzida por quantidade de energia solar incidida na célula. Esta medida é expressa em porcentagem e é conhecida como eficiência de conversão solar. A potência é o produto da tensão e corrente, então os valores máximos dessa medida é importante, assim como a Jsc (densidade de corrente de curto circuito) e Voc (tensão de circuito aberto). 


Ainda, a eficiência quântica pode ser usada para comparar a probabilidade que um fóton (com uma certa energia) irá promover um elétron. Devido ao fato das nanopartículas de TiO2 estarem recobertas com o corante, logo uma grande área superficial, existe uma grande probabilidade de que o fóton incidente promova um elétron, assim em termos de eficiência quântica, as DSSC são muito eficientes. Teoricamente, a tensão máxima gerada por cada célula é a diferença entre o (quasi-)Fermi level do TiO2 e o potencial redox do eletrólito, em torno de 0,7 V sob iluminação (Voc). Isto é, uma DSSC iluminada conectada a um voltímetro em circuito aberto deve ser lida a tensão de 0,7 V. 

Embora o corante seja altamente eficaz na conversão dos fótons absorvidos em elétrons livres no TiO2, apenas os fótons absorvidos pelo corante irão produzir corrente. A taxa de absorção de fótons depende do espectro de absorção da camada de TiO2 sensibilizadas pelo corante, sobre o espectro de fluxo solar. A sobreposição dos dois espectros determina a possibilidade máxima de fotocorrente. 

Os corantes tipicamente utilizados têm baixa absorção na parte vermelha do espectro se comparado ao silício, o que significa que um menor número de fótons são utilizados para a geração de corrente. Estes fatores limitam a corrente gerada por um DSSC, para comparação, uma célula de silício solar tradicional proporciona cerca de 35 mA/cm2, e as DSSCs atuais geram cerca de 20 mA/cm2.


Degradação

As DSSCs degradam-se quando expostas à radiação ultravioleta. Por isso o eletrodo pode ser constituído de estabilizadores de UV e/ou UV cromóforos luminescentes (que absorvem a radiação solar e emitem em comprimentos de onda mais longos) e anti-oxidantes, que protegem e aumentam a vida útil da célula.



Vantagens

A DSSC apresenta boa eficiência em relação ao custo de produção, em torno de 11%, sendo reportado até 12,3%. Isto faz das DSSCs atraentes como substituto para as tecnologias existentes em aplicações como coletores solares no telhado, onde a robustez mecânica e leveza do coletor são grandes vantagens.


Desvantagens

A principal desvantagem nas DSSCs é o uso do eletrólito líquido, que apresenta problemas em relação à estabilidade e temperatura. Em baixas temperaturas o eletrólito pode congelar, interrompendo o processo da célula. Em altas temperaturas o líquido pode expandir-se, e vazar do dispositivo se este não estiver com uma vedação perfeita. Ainda, o eletrólito possui compostos orgânicos voláteis (solventes), que devem ser cuidadosamente vedados, pois podem ser prejudiciais à saúde humana e ao ambiente.

Estas desvantagens, junto ao fato dos solventes permearem substratos poliméricos, têm impedido sua aplicação em larga escala ao ar livre, assim como sua integração em estruturas flexíveis. A substituição do eletrólito líquido por um sólido ou em gel tem sido amplamente estudada. Trabalhos recentes utilizando sais fundidos solidificados têm se mostrados promissores, porém possuem taxa de degradação ainda maior durante o funcionamento contínuo e não são flexíveis.


Mercado

Atualmente existem empresas que comercializam os suprimentos para a construção de DSSC e algumas até os próprios painéis, como: 

- Solaronix, uma empresa suíça especializada na produção de materiais para DSSCs desde 1993 e em 2010 ampliou suas instalações para sediar uma linha piloto de produção de módulos de DSSC 

-Solar Print fundada em 2008, é uma marca irlandesa que comercializa painéis. Esta empresa busca a inovação do eletrólito líquido, que tem dificultado a comercialização das DSSC. 


- Dyesol abriu oficialmente suas novas instalações de produção em Canberra Austrália no dia 7 de outubro de 2008. Esta empresa tem parcerias com a Tata Steel (TATA-Dyesol) e Pilkington vidro (Dyetec-Solar) para a fabricação e desenvolvimento em grande escala de DSSCs. 

- Sony Corporation desenvolveu DSSC com uma eficiência de conversão de energia de 10%, um nível considerado necessário para uso comercial.