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A diferença entre lixo, resíduo e rejeito e como é feito o seu gerenciamento


Saber a diferença entre lixo, rejeito e resíduo proporciona uma gestão eficiente e de qualidade. O lixo é tudo aquilo que não se quer mais e joga fora. Já o resíduo é aquilo que não serve para você, mas para outros pode se tornar matéria-prima de um novo produto ou processo. O rejeito é um tipo específico de resíduo, onde foram esgotados todas as possibilidades de reaproveitamento ou reciclagem. Neste artigo vamos entender melhor qual é esta diferença. Confira!

Lixo, resíduo e rejeito são palavras normalmente usadas como sinônimos. Porém existem diferenças entre elas. Saber diferenciar três simples palavras pode mudar a visão que do seu empreendimento sobre o que sobra dos processos e atividades organizacionais.

Você pode estar jogando dinheiro fora se não souber a diferença entre lixo, rejeito e resíduo. No mercado, há fornecedores e compradores dos mais diversos tipos de materiais, e aquele seu coproduto, pode ser muito valioso para outra organização.

Veja abaixo o que abordaremos neste artigo: diferença entre lixo, resíduo e rejeito para onde destinar corretamente o lixo, rejeito e resíduo qual é a situação do Brasil nos dias atuais em relação aos resíduos e rejeitos.


Qual a diferença entre lixo, resíduo e rejeito?

Saber a diferença entre os termos proporciona uma gestão eficiente e de qualidade,

Vamos, então, às explicações sobre as diferença entre lixo, resíduo e rejeito.


O que é lixo?

A palavra lixo vem do latim lix que significa “cinza”. De acordo com o dicionário, lixo significa tudo àquilo que não se quer mais e se joga fora, sendo consideradas coisas inúteis, velhas e sem valor.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) define o lixo como os restos das atividades humanas, considerados pelos geradores como inúteis, indesejáveis ou descartáveis, podendo se apresentar no estado sólido e líquido, desde que não seja passível de tratamento.

O termo lixo no âmbito técnico não é utilizado e com todo conhecimento e tecnologia disponíveis hoje, grande parte do que é gerada em processos produtivos e afins pode ser de alguma forma reaproveitada ou reciclada, sendo considerado como resíduo e, quando isso não é possível, considera-se como rejeito.


O que é resíduo?


A definição de lixo tem haver com tudo aquilo que não apresenta nenhuma serventia para quem o descarta. Por outro lado, o que não serve para você pode se tornar para o outro, matéria-prima de um novo produto ou processo, ou seja, resíduo sólido.

Resíduo então é tudo aquilo que pode ser reutilizado e reciclado e, para isto, este material precisa ser separado por tipo, o que permite a sua destinação para outros fins. Podem ser encontrados nas formas sólida (resíduos sólidos), líquida (efluentes) e gasosa (gases e vapores).

Segundo a ABNT, NBR 10.004:2004, resíduos sólidos são aqueles que “resultam de atividades de origem industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, de serviços e de varrição. Ficam incluídos nesta definição os lodos provenientes de sistemas de tratamento de água, aqueles gerados em equipamentos e instalações de controle de poluição, bem como determinados líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou corpos de água, ou exijam para isso soluções, técnica e economicamente, inviáveis em face à melhor tecnologia disponível.”

Os resíduos são complexos e diversos e, para efeitos da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), são classificados quanto:

**I - quanto à origem: **
  • resíduos domiciliares: originados de atividades domésticas em residências urbanas;
  • resíduos de limpeza urbana: originados da varrição, limpeza de logradouros e vias públicas e outros serviços de limpeza urbana;
  • resíduos sólidos urbanos: resíduos domiciliares e de limpeza urbana;
  • resíduos de estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços: os gerados nessas atividades. Não incluem nessa categoria os resíduos de limpeza urbana, os de serviço de saneamento básico, os de saúde, construção civil e de transporte;
  • resíduos dos serviços públicos de saneamento básico: os gerados nessas atividades, exceto os sólidos urbanos;
  • resíduos industriais: os gerados nos processos produtivos e instalações industriais;
  • resíduos de serviços de saúde: os gerados nos serviços de saúde, conforme definido em regulamento ou em normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama e do SNVS;
  • resíduos da construção civil: os gerados nas construções, reformas, reparos e demolições de obras de construção civil, incluídos os resultantes da preparação e escavação de terrenos para obras civis;
  • resíduos agrossilvopastoris: os gerados nas atividades agropecuárias e silviculturais, incluídos os relacionados a insumos utilizados nessas atividades;
  • resíduos de serviços de transportes: originados em portos, aeroportos, terminais alfandegários, rodoviários e ferroviários e passagens de fronteira;
  • resíduos de mineração: os gerados na atividade de pesquisa, extração ou beneficiamento de minérios;

**II - quanto à periculosidade: **
  • resíduos perigosos: aqueles que, em razão de suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade, patogenicidade, carcinogenicidade, teratogenicidade e mutagenicidade, apresentam significativo risco à saúde pública ou à qualidade ambiental, de acordo com lei, regulamento ou norma técnica;
  • resíduos não perigosos.

O que é rejeito?

O rejeito é um tipo específico de resíduo, onde quando todas as possibilidades de reaproveitamento ou reciclagem já tiverem sido esgotadas e não houver solução final para o item ou parte dele e, portanto, as únicas destinações plausíveis são encaminhá-lo para um aterro sanitário licenciado ambientalmente ou incineração, que devem ser feitas de modo que não prejudique o meio ambiente.


Para onde destinar corretamente o lixo, rejeito e resíduo?

Com a tecnologia atual disponível, é possível tratar os mais diversos tipos de resíduos das mais diversas formas. As formas de destinação adequadas que ocorrem no país são:

  • Compostagem
É um tipo de destinação, que ocorre por meio de um processo controlado de decomposição microbiana que transforma matéria orgânica em adubo ou ainda ração animal, reduzindo o envio de resíduos para aterros.

Muito utilizado quando os resíduos são compostos por grande quantidade de matéria orgânica, como por exemplo, restos de alimentos.

  • Co-processamento em fornos de cimento
É um tipo de destinação por meio da queima de resíduos em fornos de cimento com temperaturas acima de 1.200 °C, para reaproveitamento de energia, em que o material é utilizado como substituto ao combustível. Ou ainda para reaproveitamento como substituto da matéria-prima, em que os resíduos a serem eliminados apresentem características similares às dos componentes normalmente empregados na produção de clínquer.

Esta alta temperatura permite a destruição de quase toda a carga orgânica.

Este método não é permitido para queima de organoclorados, resíduos urbanos, radioativos e hospitalares.

  • Reciclagem
Uma das formas de destinar corretamente os resíduos é pela reciclagem, que é o processo de transformação dos resíduos sólidos, que envolve a alteração de suas propriedades físicas, físico-químicas ou biológicas, com vistas à transformação em insumos ou novos produtos.

  • Incineração
É conhecida como uma forma de destinação adequada, sendo basicamente uma decomposição térmica dos resíduos, com o objetivo de reduzir o volume e a sua toxicidade.

Por meio da incineração, é possível obter a redução de resíduos em até 5% do volume e 15% do peso original e ainda é possível recuperar a energia contida nos resíduos.

Por outro lado, o investimento é elevado, já que possui um alto custo de operação e manutenção, além de mão de obra especializada.

Para conhecer mais sobre tipos de tratamento de resíduos, leia o estudo sobre o setor no site da ABETRE.

Agora veja algumas formas de disposição final:

  • Aterro comum ou lixão
É uma forma de disposição final inadequada dos resíduos sólidos, visto que se caracteriza pela disposição de resíduos sobre o solo, sem medidas de proteção ao meio ambiente ou à saúde pública.

Apesar de ainda existirem muitos lixões em todo país, esta forma de dispor não é recomendada.

  • Aterro controlado
É o aterro comum, porém com pequenas adaptações. O solo não é protegido contra a decomposição dos resíduos e não há controle dos gases, faz-se apenas um recobrimento dos resíduos com material inerte diariamente. Esta forma de disposição final também é considerada inadequada.

  • Aterro Sanitário
É a principal forma de disposição final adequada existente hoje, visto que é uma técnica que não causa danos ou riscos à saúde pública e à segurança.

É uma solução economicamente viável e que causa menos impactos ao meio ambiente, porém possui vida útil de curta duração, exige grandes extensões de terra e controle e manutenção constantes.

Os aterros sanitários recebem resíduos de classe II A e II B, não inertes e inertes, respectivamente. Os resíduos perigosos, classe I, são encaminhados para aterros industriais, que possuem formas de disposição final mais específicas devido as características dessa classe de resíduos.


Qual é a situação do Brasil nos dias atuais em relação aos resíduos e rejeitos?

Mais de 80% do material que vai para aterros poderia ter outra destinação, como por exemplo, a reciclagem e a compostagem. Isso quer dizer que a maior parte daquele material que convencionamos chamar de “lixo”, na verdade poderia ter outros usos, transformando um passivo ambiental em geração de receita, reciclando e reaproveitando itens.

Mesmo com a Política Nacional de Resíduos sólidos em vigência desde 2010, com prazo para aplicação vencido em 2014, a situação do destino dos resíduos no Brasil pouco mudou. Cerca de 40% de todo resíduo gerado no país ainda é depositado em locais considerados inadequados, como lixões e aterros controlados. Ainda no ano de 2014, 1.559 municípios brasileiros tinham lixões.


E como reverter essa situação?

Um caminho para a solução dos problemas relacionados com os resíduos é apontado pelo Princípio dos 5 R’s. São nada mais do que a adoção de atitudes práticas no dia a dia para termos um mundo mais sustentável. Vejamos o que significa cada R:

1º Repensar

A responsabilidade ambiental nos faz refletir sobre os nossos hábitos de consumo. Isso não é muito diferente dentro de uma empresa que busca alcançar a sustentabilidade ambiental.

A ação repensar busca a reflexão sobre os processos socioambientais de produção, desde a aquisição da matéria prima, passando pelos processos e condições de trabalho (ou seja, modo de produzir), pela distribuição dos produtos, até o descarte dos resíduos. É necessário, também, repensar como o seu cliente descartará o produto no fim de seu ciclo de vida.

2º Recusar

Recusar na política dos 5R’s consiste na etapa de não aceitar produtos ou tratamento de resíduos que tenham um significativo impacto ambiental. A empresa deve dá preferência por adquirir produtos e serviços que não agridam o meio ambiente.

O ato de recusar incentiva os fornecedores a buscar tecnologia que melhore seus processos, tornando-os menos agressivos ao meio ambiente.

3º Reduzir

Quando reduzimos o consumo, consequentemente, reduzimos a geração de resíduos. O ponto chave ao reduzir os resíduos é identificar nas etapas do processo de fabricação os pontos de desperdício ou melhorias que aumente a eficiência.

Outro meio de reduzir é comprar somente aquilo que é necessário, verificando seu estoque e necessidade.

4º Reutilizar

A ação de reutilizar na política dos 5Rs permite a empresa diminuir seus custos de aquisição e de destinação, uma vez que não será necessário adquirir a matéria prima para fabricação ou pagar pelo tratamento e disposição em aterros sanitários.

Contribui para o desenvolvimento tecnológico, uma vez que será desenvolvido meios de reaproveitar essas sobras sem diminuir a qualidade dos produtos.

5º Reciclar

Na política dos 5 R’s o ato de reciclar deve ser o último procedimento adotado pelas empresas. O importante é diminuir o máximo de resíduos gerados.


Onde minha empresa se encaixa nesse cenário?

Com o agravamento da atual crise econômica, problemas relacionados à má gestão de resíduos acarretam em aumento da poluição, riscos de saúde pública e aumento nos gastos públicos de saneamento básico.

Mesmo diante deste cenário, o mercado é exigente frente às obrigações legais que precisam ser cumpridas e o empresário, que quer ter um diferencial competitivo para conseguir fornecer para grandes organizações, precisa reduzir custos, criar novas oportunidades e evitar problemas como multas e perda de clientes, além de está em dia com a legislação ambiental vigente e buscar métodos eficazes para uma correta e adequada gestão de resíduos.

As ações de preservação ou de redução dos resíduos e rejeitos, bem como os demais impactos ao meio ambiente devem ser realizadas com uma política sustentável de modo que não prejudiquem o crescimento econômico da empresa e possam impulsionar sua competitividade frente ao mercado atual.

A implantação de um Sistema de Gestão Ambiental (SGA) vinculado à certificação ambiental favorece não apenas um ambiente mais sustentável, mas também as empresas certificadas, os fornecedores, os clientes e os órgãos ambientais, ou seja, todas as partes interessadas se beneficiam de um sistema como esse.

E para colocar um sistema de gestão ambiental nas empresas, utiliza-se a norma internacional ISO 14001, que foi projetada para ajudar na adequação de responsabilidades ambientais aos seus processos internos e dar continuidade ao crescimento das empresas, mantendo-as bem-sucedidas comercialmente.


O que é ISO 14001?

Esta norma é baseada no ciclo PDCA do inglês “plan-do-check-act” - planejar, fazer, checar e agir - e utiliza terminologia e linguagem de gestão conhecida, apresentando uma série de benefícios para a organização.

A estrutura de um sistema como este permite realizar uma correta e adequada gestão dos resíduos gerados nos processos, atendendo às expectativas de responsabilidades corporativas cada vez mais elevadas dos clientes, assim como aos requisitos legais ou regulamentares.

No Brasil, esta norma é conhecida como NBR ISO 14001 e, recentemente, teve sua versão atualizada, e a ABNT disponibilizou um arquivo sobre a nova versão, intitulado como Introdução à ISO 14001 2015 pdf.

A norma evoluiu ao longo dos anos para atender as necessidades do mercado, veja a evolução até a última lançada NBR ISO 14001:2015:

1996 – Primeira versão da norma, com o objetivo de definir critérios para implantação do Sistema de Gestão Ambiental e gerenciamento dos impactos ambientais das atividades das organizações;

2004 – Revisão e atualização de conceitos e definições. O grande destaque dessa versão é o conceito de desempenho ambiental.

2015 – A nova versão da ISO 14001 2015, publicada em setembro de 2015, tem como destaques: o alinhamento da Gestão Ambiental à estratégia da empresa, a gestão de riscos e a busca pela maior compatibilidade com as demais normas ISO.

Empresas certificadas ISO 14001 atendem as suas necessidades socioeconômicas em equilíbrio com a proteção do meio ambiente, veja quais são os objetivos dessa norma:

proteger o meio ambiente com a prevenção ou mitigação dos impactos ambientais adversos; mitigar os potenciais efeitos adversos das condições ambientais na organização; auxiliar a organização no atendimento aos requisitos legais e outros requisitos; aumentar o desempenho ambiental; controlar ou influenciar o modo que os produtos e serviços da organização são projetados, fabricados, distribuídos, consumidos e descartados, utilizando uma perspectiva de ciclo de vida que possa prevenir o deslocamento involuntário dos impactos ambientais dentro do ciclo de vida; alcançar benefícios financeiros e operacionais que resultem na implementação de alternativas ambientais que reforçam a posição da organização no mercado; comunicar as informações ambientais para as partes interessadas pertinentes, conhecidos como steakholders.



O que é tratamento de resíduos sólidos? Como a Política Nacional de Resíduos Sólidos trata esse assunto? Quais são as formas de tratamento? Como se tornar um especialista na área e se destacar no mercado?

Resíduos sólidos, um dos maiores problemas enfrentados na atualidade. A falta de conscientização e a escassez de profissionais especializados intensifica a problemática. A consequência do inadequado tratamento dos resíduos traz a deterioração da qualidade das águas e dos solos. Por outro lado, para os profissionais que têm a visão holística do segmento, o mercado é promissor e está cada vez mais aquecido, o que soa como música para os especialistas em tratamento de resíduos sólidos.

A busca por soluções na área dos resíduos é crescente. Se gerenciado de forma adequada, os resíduos adquirem valor comercial, desta forma podem ser introduzidos no mercado como matéria-prima para geração de novos produtos. Além disso, trará resultados satisfatórios no âmbito social, ambiental e econômico.

“Você tem o que é preciso para mudar essa realidade, mesmo que esteja começando”

Você se imagina atuando no mercado de resíduos sólidos? Se esse assunto lhe chama a atenção, conheça um pouco mais sobre o mercado de resíduos sólidos.


O que é Tratamento de Resíduos Sólidos?

Consiste em um conjunto de métodos, operações e uso de tecnologias apropriadas, aplicáveis aos resíduos, desde sua produção até o destino final, com o objetivo de mitigar o impacto negativo sobre a saúde humana e o meio ambiente e transformá-los em um fator de geração de renda como a produção de matéria prima secundária. Dessa forma podemos denominar de tratamento de resíduos as várias tecnologias existentes.


Como a Política Nacional de Resíduos Sólidos trata esse assunto?

De acordo com o Art. 9° da Lei 12.305/2010, o Tratamento de Resíduos Sólidos tem a quinta prioridade na gestão e gerenciamento de resíduos a ser aplicada no Brasil. Veja:

“Lei 12.305/2010 Art. 9 Na gestão e gerenciamento de resíduos sólidos, deve ser observada a seguinte ordem de prioridade: não geração, redução, reutilização, reciclagem, tratamento dos resíduos sólidos e disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos.

1° Poderão ser utilizadas tecnologias visando à recuperação energética dos resíduos sólidos urbanos, desde que tenha sido comprovada sua viabilidade técnica e ambiental e com a implantação de programa de monitoramento de emissão de gases tóxicos aprovado pelo órgão ambiental.

2° A Política Nacional de Resíduos Sólidos e as Políticas de Resíduos Sólidos dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios serão compatíveis com o disposto no caput e no § 1o deste artigo e com as demais diretrizes estabelecidas nesta Lei. “

Quais são as formas de tratamento?

Para aprofundar um pouco mais sobre o assunto podemos separar as formas de tratamento de resíduos em 3 grupos: Tratamento Mecânico, Tratamento Bioquímico, Tratamento Térmico. Aprofunde um pouco mais sua visão, veja:

Tratamento Mecânico

No tratamento mecânico são realizados processos físicos geralmente no intuito de separar (usinas de triagem) ou alterar (reciclagem) o tamanho físico dos resíduos. Neste processo não ocorrem reações químicas entre os componentes como nos muitos casos do tratamento térmico.

Os maiores exemplos de tratamento mecânico de resíduos são encontrados no setor de reciclagem. Muitas vezes, o processo de reciclagem de produtos são divididas em várias etapas que agem de maneira interdependente. Em alguns casos como na reciclagem de resíduos eletrônicos, os processos mecânicos costumam ser complexos.

De uma forma geral, podemos classificar as formas de tratamento mecânico de resíduos de acordo com sua finalidade. Vejamos alguns exemplos abaixo:

Diminuição do tamanho das partículas: 
  • Quebra, trituração, moinhos;
  • Aumento do tamanho das partículas: aglomeração, briquetagem, peletagem;
  • Separação da fração física: Classificação;
  • Separação pelo tipo de substância;
  • Mistura de substâncias: extrusão, compactação;
  • Separação de fases físicas: sedimentação, decantação, filtração, centrifugação, floculação;
  • Mudança de estados físicos: condensação, evaporação, sublimação.

Tratamento Bioquímico

O tratamento bioquímico ocorre através da ação de grupos de seres vivos, (em sua maioria micro-organismos como bactérias e fungos mas também organismos maiores como lesmas e minhocas), que ao se alimentarem dos resíduos, quebram suas moléculas grandes transformando-as em uma mistura de substâncias e moléculas menores. Dependendo de alguns fatores como por exemplo a temperatura, pressão e acidez dessa mistura de substâncias (moléculas), as substâncias resultantes desse processo podem reagir entre si quimicamente, caracterizando assim o processo bioquímico.

Em alguns casos só ocorre o processo biológico, em outros somente o químico. Isso vai depender da tecnologia e metodologia utilizada.

Os processos de tratamento bioquímico mais conhecidos são:

Biodigestão: 

Decomposição da matéria orgânica na ausência de oxigênio nos chamados Biodigestores ou Centrais de Biogás.
  • Biodigestor para resíduos sólidos orgânicos urbanos
  • Biodigestor para resíduos sólidos orgânicos rurais
  • Biodigestor para resíduos com alto teor de celulose

Compostagem: 

Decomposição da matéria orgânica na presença de oxigênio em Usinas de Compostagem.
  • Usina de compostagem de Salerno na Itália
  • Usina de Compostagem de Bremen na Alemanha

Tratamento Térmico

No tratamento térmico, os resíduos recebem uma grande quantidade de energia em forma de calor a uma temperatura mínima que varia de acordo com a tecnologia aplicada (Temperatura de reação) durante uma certa quantidade de tempo (Tempo de reação) tendo como resultado uma mudança nas suas características como por exemplo a redução de volume, devido a diversos processos físico-químicos que acontecem durante o processo.

Podemos diferenciar 5 principais processos de tratamento térmicos separados em função da temperatura de operação e o meio onde ocorre o processo. São eles:

Secagem: Retirada de umidade dos resíduos com uso de correntes de ar. Ocorre na presença do ar atmosférico e temperatura ambiente.

Pirólise: Decomposição da matéria orgânica a altas temperaturas e na ausência total ou quase total de oxigênio. As temperaturas do processo podem variar de 200 a 900°C.

Gaseificação: Transformação de matéria orgânica em uma mistura combustível de gases (gás de síntese). Na maioria dos processos não ocorre uma oxidação total da matéria orgânica em temperaturas variando entre 800 e 1600°C.

Incineração: Oxidação total da matéria orgânica com auxílio de outros combustíveis a temperaturas variando entre 850 e 1300°C

Plasma: Desintegração da matéria para a formação de gases.


Conheça algumas tecnologias para tratamento de resíduos sólidos

Comumente no Brasil, as tecnologias para tratamento de resíduos sólidos mais utilizados são: o tratamento mecânico, bioquímico e térmico. O objetivo maior das tecnologias de tratamento de resíduos é diminuir o impacto negativo no meio ambiente e para a saúde humana, além de, em alguns casos, gerar retorno financeiro para as organizações. Neste artigo você conhecerá algumas tecnologias para tratamento de resíduos sólidos.

Para cumprir com as leis vigentes e aplicáveis aos resíduos sólidos (Lei nº 12.305/10), deve-se analisar e pesquisar o melhor método para tratar seus resíduos.

Sendo a quinta prioridade no gerenciamento de resíduos, as tecnologias podem consistir em: disposição final ou tratamento intermediário, para diminuir a periculosidade dos mesmos, possibilitando a sua reutilização ou reciclagem.


O que diz a Lei 12.305/2010 sobre tratamento de resíduos?

De acordo com a Lei dos resíduos sólidos, as prioridades da gestão e gerenciamento dos resíduos tem a seguinte ordem de prioridade:
  • não geração;
  • redução;
  • reutilização;
  • tratamento;
  • disposição final.

Sendo a quinta prioridade no gerenciamento de resíduos, o tratamento utiliza tecnologias apropriadas para neutralizar a periculosidade do resíduo, possibilitando muitas vezes a reutilização e reciclagem.

A Lei 12305/2010 define que para o tratamento de resíduos sólidos:

“§ 1o Poderão ser utilizadas tecnologias visando à recuperação energética dos resíduos sólidos urbanos, desde que tenha sido comprovada sua viabilidade técnica e ambiental e com a implantação de programa de monitoramento de emissão de gases tóxicos aprovado pelo órgão ambiental.

Portanto, tendo em vista o cumprimento da Lei, o tratamento dos resíduos é uma atividade essencial para que uma empresa esteja de acordo com a legislação, além de estar construindo uma boa imagem perante os clientes e público em geral.

Caso a empresa não cumpra com a legislação, sofrerá com implicações que geram prejuízos financeiros e desgaste na imagem de seus serviços e produtos e consumidores.


Tecnologias para tratamento de resíduos sólidos

As tecnologias para tratamento de resíduos sólidos mais utilizadas pode ser separado em 3 grupos: tratamento mecânico; tratamento bioquímico; e tratamento térmico.

Geralmente todos os bens de consumo são resíduos sólidos em potencial. Tudo que é produzido pela atividade humana e consumido em residências, comércios e indústrias, após não ter mais utilidade, pode ser separado, selecionado e processado, resultando em resíduo sólido.

E esses resíduos devem ter seu tratamento ambiental correto, vejamos os tipos de tratamento: reciclagem: consiste na reintrodução dos resíduos no processo de produtos. Gera economia de energia nos processos de produção, e diminui a utilização de matéria-prima.

A reciclagem é o processo de reaproveitamento do resíduo que não serve mais para o processo, com mudanças em seus estados físico, físico-químico ou biológico, de modo a atribuir características para que se torne novamente matéria-prima ou produto;

biodigestores: consiste na decomposição da matéria orgânica na ausência de oxigênio nos Biodigestores. Esse processo tem várias tecnologias;

compostagem: realizado através de processo biológico de decomposição da matéria orgânica, o resultado final é um composto orgânico, podendo ser utilizado no solo sem ocasionar riscos ao meio ambiente.

Muito utilizado na zona rural. Mas no meio urbano, deve ser realizado uma triagem e livrar o componente orgânico de componentes tóxicos ou perigosos;

aterro sanitário: forma de disposição final dos resíduos sólidos no solo, em local estratégico e com técnicas de engenharia, seguindo normas operacionais para evitar danos à saúde público e impactos ambientais;

incineração: processo que consiste redução de peso e volume do lixo pela combustão controlada. Esse método ainda é mais utilizado para o tratamento dos resíduos hospitalares e industriais, no caso do Brasil;

Há tecnologias para tratamento de resíduos sólidos capazes de realizar a gestão de resíduos com ecoeficiência as etapas desde: coleta, seleção, tratamento, reintrodução nas cadeias produtivas e destinação final dos rejeitos. Vejamos: combustíveis derivados de resíduos: o tratamento térmico dos resíduos gera energia térmica em duas fases: logo no início da separação dos materiais recicláveis, matéria orgânica e resíduos não recicláveis, serão encaminhados para a incineração.

Esses materiais são triturados e depois incinerados a temperatura de aproximadamente 1000°C.

Os gases emitidos são neutralizados pelo processo de filtragem, sendo lavados com água alcalina. Esses gases limpos são lançados na atmosfera e os resíduos inertes são levados para um decantador e podem ser aproveitados na produção de material de construção civil. tecnologias de separação e classificação de resíduos: utilizam tecnologias de sensores óticos para diferenciar os tipos de materiais e acelerar a separação dos materiais recicláveis. Esta tecnologia pode ser utilizada para resíduos domésticos, industriais, comerciais, limpeza urbana e construção civil.

Esta tecnologia pode ser utilizada na aplicação da eliminação dos resíduos clorados e metais e na homogeneização do valor calorífico do combustível; plasma térmico: é uma tecnologia que pode ser utilizada para o processamento de resíduos perigosos como: lama, cinzas de incineração, lixo hospitalar, sucatas metálicas, resíduos de produção de alumínio e outros metais.

Uma chama é lançada diretamente sobre os resíduos, produzindo a dissociação das ligações moleculares dos resíduos sólidos, líquidos ou gasosos, orgânicos ou inorgânicos, perigosos ou não, alterando a composição química original para compostos mais simples.

No processo das duas câmaras, os resíduos são inseridos em uma primeira câmara onde a parte orgânica é gaseificada e parte inorgânica é fundida.

Os gases e líquidos são lançados em uma segunda câmara através do reator de plasma. Os gases são lavados e os metais voláteis e gases ácidos são incinerados; produção de adubos orgânicos: os adubos são muito eficientes na recomposição dos solos e pastagens e na melhoria da fertilidade da agricultura. Esta é uma tecnologia muito versátil que pode ser aplicada para a produção independente.

A importância da classificação dos resíduos para a escolha da tecnologia para tratamento


Para descobrir qual o melhor tratamento para o seu resíduo, deve-se primeiramente classificá-lo de acordo com a NBR 10004, para identificar se são: perigosos, resíduos inertes ou não inertes, sendo as classificações: Classe I, II A e II B, respectivamente.

E, para classificar os resíduos deve-se fazer uma amostra representativa (NBR 10.007) e realizar os procedimentos para classificação (NBRs: 10.005 e 10.006). A norma NBR 10.004, divide os resíduos nas classes abaixo:
  • Classe I – resíduos perigosos
  • Classe II A – resíduos não inertes
  • Classe II B – resíduos inertes

Os resíduos perigosos deverão ter tratamento especial, devido às suas características. E os resíduos não inertes, mesmo tendo esse nome sugestivo, não devem ser descartados de qualquer forma, pois podem causar impactos ambientais negativos.

É importante destacar que as empresas devem classificar os resíduos corretamente, para não sofrerem punições legais junto aos órgãos ambientais por destiná-los de forma incorreta. E, também uma forma de cumprir a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

As instituições que classificam corretamente seus resíduos possuem mais rentabilidade nos seus negócios, pois assim conseguem identificar os resíduos que podem ser vendidos e os que não podem ser vendidos, além de realizarem o tratamento correto.

Para a venda dos resíduos, o empreendedor pode utilizar a plataforma Mercado de Resíduos, que é um software criado para estabelecer o encontro entre as empresas geradoras de resíduos e os compradores de resíduos.

Resíduos para o desenvolvimento de energia na África - uma nova planta da WTE

Waste to Energy International (WTEI) continua o desenvolvimento de resíduos para energia na África seguindo a estratégia de longo prazo. Além de nosso projeto de transformação de resíduos em energia no Egito , assinamos o acordo para desenvolver, investir, construir e operar uma nova planta de transformação de resíduos em energia na África Subsaariana.

A nova usina de transformação de resíduos em energia deve processar 2.000 tpd (toneladas por dia de RSU (resíduos sólidos urbanos) e, como resultado, a usina deve produzir cerca de 40 MW de eletricidade.

Resíduos em usina de energia na África

O G20 estabeleceu uma meta global com o objetivo de implementar tecnologias de transformação de resíduos em energia na África. Em particular, o documento diz o seguinte. “O G20 deve criar um grupo de trabalho ... para melhorar o setor de resíduos a jusante. O G20 deve pedir às organizações relevantes ... que identifiquem as melhores práticas ... para estabelecer sistemas nacionais de coleta de dados de resíduos. Articular políticas de gestão de resíduos para um sistema mais eficaz, considerando os requisitos específicos da tecnologia de transformação de resíduos em energia ”.Hugo Le Picard, G20 Insights.

Como a WTEI realiza um novo desperdício para o desenvolvimento de energia na África

Em resposta a esses objetivos globais, a WTEI criou um consórcio para construir e operar uma nova planta de transformação de resíduos em energia na África. Esta planta será a terceira instalação no continente, depois da planta da Etiópia e da planta da WTEI no Egito . O consórcio inclui OAK - nosso parceiro de investimento de longo prazo, o desenvolvedor local e o patrocinador do projeto. Criamos o consórcio seguindo nosso modelo de desenvolvimento, que utilizamos para diversos projetos de energia alternativa.

Agora, a WTEI e o desenvolvedor local iniciaram o estudo de viabilidade para determinar a melhor tecnologia aplicável. A equipe do desenvolvedor local atua no país, coletando respostas para o nosso RFI (solicitação de informações). Na próxima etapa, a WTEI realizará negociações com o provedor de tecnologia e o contratante EPC. Com isso, teremos uma proposta firme de CAPEX e OPEX para nosso modelo financeiro. Os cálculos baseados nos custos reais criarão uma base severa para o financiamento de nossos investidores e instituições financeiras.

Todo o ciclo de desenvolvimento, iniciado em outubro de 2021, levará de 2 a 3 anos. Em 3-5 meses, realizaremos o estudo de viabilidade. O encerramento financeiro demorará cerca de 1 a 2 meses. Em seguida, o consórcio fará a construção e o comissionamento. A planta deve estar operacional por 25-30 anos.

Portanto, agora, quando a WTEI expande sua presença na África, nosso portfólio continua crescendo. Juntamente com o projeto hidrelétrico, o valor total do investimento de nossos projetos em andamento atingiu 1,2 bilhão de dólares. O futuro do negócio de energia alternativa parece mais promissor hoje do que em qualquer época anterior. E esperamos que WTEI agregue uma contribuição valiosa para um ambiente melhor e mais saudável.


Preço em leilão dá sinal positivo a térmicas a lixo no Brasil, diz indústria

Preço em leilão dá sinal positivo a térmicas a lixo no Brasil, diz indústria

Reuters. Vista de usina movida a resíduos sólidos em Burnaby, Canadá 17/06/2019 REUTERS/Lindsey Wasson

Por Gabriel Araujo

SÃO PAULO (Reuters) - O nascente setor brasileiro de termelétricas movidas a resíduos sólidos urbanos se mostrou satisfeito com os preços fixados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para a negociação de eletricidade gerada por essa fonte no próximo leilão A-5, marcado para o dia 30 de setembro, que representa um movimento pioneiro para o segmento.

A reguladora informou na última terça-feira que o certame negociará energia de térmicas movidas a lixo por 639 reais por megawatt-hora (MWh), valor que ficou dentro das expectativas da Associação Brasileira de Recuperação Energética (Abren).

Segundo o presidente da entidade, Yuri Schmitke, os estudos de mercado realizados pelo setor apontavam um preço médio esperado de 650 reais/MWh. Como o valor oferecido para o certame está próximo dessa marca, ele acredita que o mercado tenha recebido um sinal positivo em relação à fonte.

Os preços ainda são bastante elevados se comparados a outras fontes de energia --no leilão, o segundo maior valor fixado é de 365 reais/MWh, para termelétricas a outros combustíveis sem outorga. Schmitke acredita, porém, que a introdução do Waste-to-Energy (WTE, na sigla em inglês) nos certames seja um primeiro passo para a evolução do setor e consequente redução de custos.

"A perspectiva é que esse custo vai reduzir, como aconteceu com a energia eólica. A eólica mostra claramente o que acontece com o mercado quando ele se desenvolve: há uma queda de preço, fabricação nacional, criação de uma cadeia de fornecimento de serviços, máquinas e equipamentos, e isso reduz o preço", afirmou Schmitke em entrevista à Reuters.

De acordo com a Aneel, 12 projetos de termelétricas a resíduos sólidos que somam 315 megawatts (MW) de capacidade foram inscritos no leilão A-5, que negociará energia para suprimento a partir de 1º de setembro de 2026.

A Abren acredita, porém, que o certame vai se concentrar em três projetos com licença ambiental garantida, que somam 131 MW: a URE Barueri, em São Paulo, com 20 MW; a URE Caju (Rio de Janeiro, 31 MW); e a URE Mauá, do Grupo Lara (São Paulo, 80 MW).

A Reuters havia antecipado em fevereiro a intenção do governo de testar as térmicas movidas a lixo nos leilões de geração a partir deste ano, depois de experiências de sucesso na inserção de novas fontes --como eólica e solar-- em sua matriz energética ao longo da última década.

A associação aguarda agora pela distribuição de demanda para o leilão.

Schmitke, que vê a inserção da fonte no leilão como a maior vitória da Abren até hoje, espera que o certame dê viabilidade pelo menos aos três projetos mencionados.

"A gente espera que o governo viabilize pelo menos esses três projetos, porque são projetos que se não forem viabilizados agora, vai atrasar bastante o desenvolvimento deles. São projetos que estão maduros, (prontos) para começar as obras", afirmou.

A Abren --que conta com empresas como a norte-americana Babcock & Wilcox, a nipo-suíça Hitachi Zosen Inova e a francesa Veolia como associadas-- espera ainda que a fonte volte a ser inserida nos próximos leilões de eletricidade no Brasil.

Segundo Schmitke, já há discussões no governo para que as térmicas a resíduos sólidos entrem no leilão de capacidade, em janeiro de 2022, e também no leilão A-5 do primeiro semestre do ano que vem. "E quem sabe no A-5 do segundo semestre também", afirmou.

A recuperação de energia é essencial no tratamento de resíduos não recicláveis

Por ocasião da publicação do pacote climático “Fit for 55”, a ESWET reafirmou a contribuição essencial da recuperação de energia para a gestão de resíduos


Por ocasião da publicação do pacote climático “Fit for 55” , a ESWET reafirmou a contribuição essencial da recuperação de energia (Waste-to-Energy) para a gestão de resíduos na Europa. A Waste-to-Energy já contribui para a descarbonização do setor, desviando os resíduos não recicláveis ​​dos aterros e recuperando energia e matérias-primas secundárias.

Reduzir aterros sanitários significa, antes de tudo, reduzir as emissões de metano, um gás até 84 vezes mais potente que o CO2 em 20 anos. Além disso, a recuperação de energia (eletricidade, calor e vapor) e de matérias-primas secundárias economiza recursos virgens e melhora o consumo de energia e materiais na Europa.

Dois arquivos incluídos no pacote climático “Fit for 55” estão diretamente relacionados às operações de transformação de resíduos em energia: a Diretiva de Energia Renovável (RED) e o Sistema de Comércio de Emissões (ETS). Em ambos os casos, as revisões propostas pela Comissão Europeia preservam a contribuição positiva de Waste-to-Energy para o tratamento seguro de resíduos não recicláveis.

Em primeiro lugar, a revisão proposta da Diretiva de Energia Renovável (RED) aborda precisamente a urgência de aproveitar todas as fontes de energia renováveis ​​disponíveis , incluindo eletricidade, vapor, aquecimento e resfriamento gerados a partir de não-resíduos. Na verdade, cerca de 50% da produção de energia das usinas de transformação de resíduos em energia é renovável, pois provém da fração biodegradável dos resíduos.

No que diz respeito à revisão do ETS, a decisão de manter todo o setor de gestão de resíduos sob o Regulamento de Compartilhamento de Esforços é uma avaliação cuidadosa. Incluir a incineração de resíduos municipais apenas no ETS da UE, sem qualquer avaliação de impacto inicial anterior, causaria efeitos colaterais, como maior custo de reciclagem, taxas adicionais para os municípios e um aumento de resíduos não recicláveis ​​enviados para aterros legais e ilegais.

O próximo passo para reduzir ainda mais as emissões de GEE de resíduos não recicláveis ​​é apoiar a implementação de captura e armazenamento de carbono (CCS) em usinas de transformação de resíduos em energia . O setor pode se tornar neutro em carbono ou mesmo negativo em carbono, como demonstrado por vários projetos-piloto na Europa.

"A Comissão Europeia estabeleceu um ambicioso conjunto de medidas para reduzir drasticamente as emissões das indústrias europeias", disse Patrick Clerens, Secretário Geral da ESWET . "Os fornecedores de transformação de resíduos em energia estão empenhados em tomar as medidas necessárias para alcançar a neutralidade de carbono com o apoio da União Europeia."

Devido à complexidade da questão, a ESWET acredita que as reformas que abrangem o setor de gestão de resíduos devem sempre avaliar cuidadosamente as consequências ambientais e econômicas , levando em consideração o amplo impacto em toda a cadeia de gestão de resíduos e fornecimento de energia.

Londrina está entre as regiões metropolitanas com maior potencial de geração de energia através do seu lixo urbano do brasil



A região metropolitana de Londrina aparece num levantamento realizado pela ABREN-Associação Brasileira de Recuperação Energética de Resíduos entre as capitais com maior potencial de geração de energia do seu lixo urbano.

De acordo com o último senso de 2019 a RM de Londrina tem em torno de 1.120 milhão de habitantes. Cada habitante gera por dia uma média de 820 gramas de lixo. Isso significa que a cidade produz por dia 920 toneladas de lixo por dia e perto de 382.000 toneladas por ano.

A cidade tem com esse volume um custo ambiental passa de 25 milhões de reais por ano com a saúde pública.

Esses números apontados no levantamento da ABREN mostram que a região metropolitana de Londrina é uma região com capacidade para receber a instalação de 2 plantas geradoras de energia com a transformação desses resíduos.

Essas plantas juntas poderiam gerar mais de 22 MWe de potência instalada, totalizando a produção de quase 179.000 MWh/Ano de energia elétrica. A cidade contaria ainda com investimentos de R$ 359 milhões por planta e a geração de 150 empregos diretos nas obras e prosseguimento implantado.

Shenzhen inaugurará em 2020 a maior usina do mundo que transforma resíduos em energia

Escrito por Eric Baldwin | Traduzido por Camilla Sbeghen

A maior usina de geração de energia a partir de resíduos, de Schmidt Hammer Lassen e Gottlieb Paludan, deve ser inaugurada no ano que vem, nos arredores de Shenzhen, na China. A nova fábrica é feita para lidar com 5000 toneladas de resíduos por dia dentro de uma estrutura simples, limpa e icônica. Ela irá incinerar resíduos e gerar energia enquanto ensina os residentes sobre o ciclo de desperdício de energia. O projeto visa mostrar novos empreendimentos no setor de resíduos para energia da China e compartilhá-los com o mundo.


Com uma população de 20 milhões, Shenzhen produz 15.000 toneladas de lixo por dia, um número que está aumentando aproximadamente 7% ao ano. Para neutralizar isso, a nova usina da Shenzhen Energy não somente usa os processos tecnológicos mais avançados na incineração de resíduos, mas também atua como uma fonte de educação para os cidadãos. Em um único dia, a usina vai lidar com cerca de um terço dos resíduos gerados pelos habitantes de Shenzhen.


Os visitantes são convidados a acessar a fábrica por meio de um parque, cruzando uma ponte de entrada que se eleva até um hall e um centro de visitantes com vista para a maquinaria da usina.

O edifício apresenta uma forma circular para controlar o impacto da estrutura e a quantidade de escavação necessária para construir no local. O projeto organiza toda a fábrica, incluindo edifícios auxiliares, em um volume - quebrando o tradicional layout retangular das instalações industriais. O telhado de 66.000 m2 foi projetado para ser coberto por até 44.000 m2 de painéis fotovoltaicos, oferecendo a oportunidade para a fábrica não apenas fornecer uma maneira mais limpa de lidar com os resíduos da cidade, mas também contribuir para a provisão de energia renovável.

O trabalho de detalhamento do projeto começou no início de 2016 e a fábrica está programada para entrar em operação em 2020.

Foi concedido contrato de $ 6,4 bilhões para o Projeto de Limpeza de Idaho do Departamento de Energia dos EUA

Jacobs foi premiado com o Projeto de Limpeza de Idaho no Laboratório Nacional de Idaho.

© MichaelVi - stock.adobe.com

Jacobs foi premiado com o Projeto de Limpeza de Idaho (ICP) no Laboratório Nacional de Idaho (INL), como o sócio majoritário da Idaho Environmental Coalition LLC (IEC), que inclui membros da Jacobs e North Wind Portage Inc. Jacobs tem apoiado o Departamento dos EUA da missão do Gabinete de Gestão Ambiental (EM) da Energia (DOE) no ICP desde 2005.

O DOE estima o valor do contrato em US$ 6,4 bilhões, a ser concedido ao longo de um período de 10 anos.

"Jacobs dá as boas-vindas à oportunidade de parceria com o DOE para avançar na restauração do ICP para reutilização benéfica para a comunidade de INL e Idaho Falls", disse Jacobs Critical Mission Solutions SVP, North American Nuclear Karen Wiemelt. "Junto com o DOE, Jacobs usará nossas soluções baseadas em tecnologia para reduzir o legado ambiental da Guerra Fria, apoiar empregos de alta qualidade na região e proteger o Aquífero Snake River Plain, um elemento crítico da indústria agrícola de Idaho."

O ICP está focado na redução de riscos para os trabalhadores, o público e o meio ambiente e envolve a limpeza ambiental segura do local do INL, contaminado com resíduos legados gerados a partir do Projeto Manhattan, reatores de pesquisa de propriedade do governo, reprocessamento de combustível nuclear irradiado, pesquisa de laboratório e missões de defesa em outros locais do DOE.

O trabalho a ser executado no âmbito do novo contrato do Projeto de Limpeza de Idaho (ICP) incluirá o seguinte: Operações da Unidade Integrada de Tratamento de Resíduos; Gestão de combustível nuclear gasto; Transuranic e disposição e gestão de resíduos de baixo nível; Descontaminação e desativação de instalações; Atividades de remediação ambiental; Infraestrutura das instalações.

De acordo com o DOE, o contrato de limpeza apoiará aproximadamente 1.900 empregos pagando os salários vigentes, com os trabalhadores mantendo o direito de se sindicalizar e negociar coletivamente. Os trabalhadores representados por sindicatos representam atualmente aproximadamente 43% da força de trabalho total.

A Coalizão Ambiental de Idaho entregará o ICP sob o Modelo de Contratação do Estado Final do DOE. A concessão única de contrato de entrega / quantidade indefinida permite que o DOE, a IEC e as partes interessadas do projeto colaborem para definir os estados finais necessários para concluir o trabalho no ICP.

Volumes comerciais de produtos químicos básicos reciclados quimicamente e poliolefinas ativadas

A Borealis assinou um acordo com a Renasci para adquirir toda a produção de matéria-prima reciclada quimicamente de seu centro de reciclagem de alta tecnologia em Oostende.

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A Borealis assinou um acordo com a Renasci para adquirir toda a produção de matéria-prima reciclada quimicamente de seu centro de reciclagem de alta tecnologia em Oostende, Bélgica. Com a produção projetada de 20kT / ano entregue à Borealis, este acordo permitirá que a Borealis se torne um dos principais fornecedores globais de produtos químicos de base reciclada quimicamente e poliolefinas.

Como complemento da reciclagem mecânica, a reciclagem química tem um papel importante a desempenhar no fechamento do ciclo do material na circularidade do plástico. Isso ocorre porque os fluxos de resíduos de plástico de qualidade inferior podem ser reciclados quimicamente em material de alta qualidade. Na verdade, os produtos fabricados com matéria-prima reciclada quimicamente oferecem os mesmos níveis de desempenho que os produtos produzidos com matéria-prima fóssil. Isso permite a produção de aplicações baseadas em poliolefinas de alta tecnologia, incluindo materiais de embalagem de alimentos e saúde sujeitos a normas rigorosas de qualidade e segurança que nem sempre podem ser atendidas com materiais reciclados mecanicamente.

Os resíduos de matéria-prima processados ​​no centro de reciclagem com certificação ISCC PLUS da Renasci são derivados principalmente de resíduos domésticos secos e alguns resíduos industriais. Em uma primeira etapa, os resíduos são separados várias vezes para extrair o material plástico de melhor valor para a reciclagem mecânica. A matéria-prima residual que não pode ser reciclada mecanicamente é então reciclada quimicamente; essa matéria-prima reciclada quimicamente será posteriormente processada nos crackers a vapor Borealis, inicialmente em seu local de produção em Porvoo, Finlândia. A recente certificação ISCC PLUS do local da Borealis Porvoo - o padrão global para materiais reciclados e de base biológica certificados - permite a produção de equilíbrio de massa de produtos renováveis ​​e reciclados quimicamente.

“Este acordo com a Borealis nos permitirá fechar completa e verdadeiramente o ciclo circular dos plásticos”, comenta Kristof Beuren, COO da Renasci. “O desafio era encontrar uma solução de fechamento para esse tipo de resíduo e juntos conseguimos.”

“Aceleramos a ação em direção à circularidade dos plásticos por meio da colaboração”, afirma Lucrèce Foufopoulos, Vice-Presidente Executivo da Borealis para Poliolefinas, Inovação e Tecnologia e Soluções de Economia Circular. “A cooperação com a Renasci nos permite oferecer aos nossos clientes e parceiros poliolefinas virgens a partir de resíduos pós-consumo quimicamente reciclados em quantidades de materiais a partir deste trimestre.”

Fonte: /waste-management-world.com

Resíduos em energia: lições do Japão

As objeções à gaseificação não mudaram desde que a tecnologia foi inventada: muito cara, muita manutenção, não eficiente o suficiente em comparação com a incineração convencional. Somente o Japão foi capaz de fazer melhor. Por que é isso?

© cidade de Kitakyushu

Planta de gaseificação na cidade de Kitakyushu: a política de aterros extremamente restritiva do Japão é um grande impulsionador para a gaseificação, enquanto as desvantagens da tecnologia são menos importantes do que em outros lugares.

A gaseificação é considerada a alternativa mais difundida aos processos convencionais de incineração de resíduos em grelha e leito fluidizado. No entanto, ainda não foi implementado em grande escala. De acordo com o Banco Mundial, a participação de mercado de tecnologias alternativas, como a gaseificação, não passa de 2%, mesmo em países de alta renda. Em países de baixa renda, essas tecnologias são, na realidade, inexistentes.

No entanto, há uma grande exceção: o Japão. No início dos anos 2000, a gaseificação e os processos de pirólise menos comumente usados ​​juntos tinham uma participação de mercado de mais de 50% no setor de transformação de resíduos em energia. Embora agora tenha caído para cerca de 25-30%, a indústria de resíduos do Japão ainda seria inconcebível sem as usinas de gaseificação.

A preferência do Japão pela gaseificação é resultado de sua geografia. Grandes partes da nação insular são tão densamente povoadas que há espaço extremamente limitado para a construção de aterros sanitários, onde os resíduos da reciclagem térmica podem ser descartados. Além de um regime de separação e reciclagem muito rígido, a gaseificação é, portanto, uma alavanca-chave na estratégia de gerenciamento de resíduos do Japão para minimizar o uso de aterros sanitários.

Vantagens da gaseificação

Nobuhiro Tanigaki é gerente sênior da Nippon Steel Engineering, líder de mercado no Japão, que construiu mais de 50 plantas de gaseificação. Ele explica as vantagens usando o exemplo do Direct Melting System (DMS) da empresa, um benefício do qual é produzido significativamente menos resíduos do que com a incineração convencional. “A quantidade final de aterro de grelha no Japão é de aproximadamente 15%, enquanto o aterro final de nosso Sistema de fusão direta é de apenas 3%. Ele contém apenas o resíduo do Controle de Poluição do Ar, enquanto o aterro da tecnologia de grelha convencional contém cinzas e resíduos de APC. Como os custos de aterro de cinzas e resíduos de APC são quase os mesmos, a diferença é o benefício. Além disso, a co-gaseificação DMS de outros resíduos de difícil tratamento, como rejeitos de centros de reciclagem.

No Japão, que tem os custos médios de aterro mais altos do mundo, esse é um argumento muito forte. Os custos proibitivos de aterro são o fator decisivo para a indústria japonesa de resíduos. Enquanto uma média de cerca de 25% dos resíduos domésticos ainda são enviados para aterros na UE, o número correspondente no Japão é de 10%. Este resíduo consiste apenas em material residual da incineração ou gaseificação. Na Europa, a meta de 10% de aterro sanitário estabelecida no Pacote de Economia Circular não deve ser alcançada até 2035. No entanto, a importância da reciclagem de resíduos em energia no Japão torna-se ainda mais clara quando a quantidade total de resíduos é considerada, não apenas lixo doméstico. De acordo com dados do Ministério do Meio Ambiente do Japão, apenas 1,1% de todo o volume de resíduos gerados no Japão foi depositado em aterro em 2015.

Terceirização de operações de resíduos sólidos em Karachi, Paquistão, aprovada

Operações de resíduos sólidos de dois distritos de Karachi contratadas para empresas chinesas e europeias.

© Pavel - stock.adobe.com

O Conselho de Gestão de Resíduos Sólidos de Sindh (SSWMB) aprovou no sábado o processo de aquisição para terceirização de operações de resíduos sólidos nos distritos de Korangi e Central.

O conselho em sua 15ª reunião realizada sob a presidência do Ministro do Governo Local de Sindh, Syed Nasir Hussain Shah, aprovou a aquisição de uma empresa chinesa para coletar lixo do distrito de Korangi e uma empresa com sede na Europa para transportar o lixo do distrito Central.

Também endossou o processo de aquisição para terceirização do contrato de coleta de lixo inicial em Hyderabad e Larkana.

O conselho deu sua aprovação oficial para assumir a atividade de gestão de resíduos sólidos municipais em áreas de Gulshan-e-Hadeed, Murad Memon goth, Steel Town caindo sob a jurisdição do Conselho Distrital de Karachi por meio de um contrato existente do Comitê Municipal Distrital de Malir.

A reunião também aprovou um orçamento de Rs8 bilhões (€ 42 milhões e US$ 50 milhões) do conselho para o ano financeiro de 2021-22. Além disso, o conselho reconheceu um potencial de receita de INR 6,5 bilhões (€ 34 milhões e US$ 41 milhões) com a cobrança de taxas mínimas das famílias por serviços de gestão de resíduos sólidos em sete distritos de Karachi.

Inicialmente, o potencial de receita foi estimado em Rs2,8 bilhões (aproximadamente € 15 milhões e US$ 17,7 milhões) por ano. Nesse sentido, o Secretário SSWMB foi instruído a finalizar uma proposta detalhada.

A SSWMB aprovou uma resolução para a transferência de 500 acres de terra em nome da SSWMB em Jam Chakro para o desenvolvimento de um aterro sanitário. Outros locais de aterro sanitário aprovados pelo conselho incluem 450 acres em Gond Pass no distrito oeste, 200 acres em Soan Walhar na M-9 Moterway em Jamshoro, 500 acres em Ganjo Takar em Hyderabad. A transferência do título foi necessária para evitar a invasão dos aterros e a execução de outros componentes dos esquemas de ADP nos locais.

Membros da SSWMB incluindo Secretário do Governo Local Syed Najam Shah, Secretário Especial do Departamento Financeiro Bilal Ahmed, Diretor Administrativo da SSWMB Zubair Chana, Secretário da SSWMB Shahbaz Tahir Ali, Diretor Executivo de Operações-I Tariq Ali Nizamani, Diretor Executivo Operação-II Nisar A Soomro, Comissário Adicional Karachi Asad Ali Khan e outros participaram da reunião.

Fonte: /waste-management-world.com

Resíduos em energia: lições do Japão

As objeções à gaseificação não mudaram desde que a tecnologia foi inventada: muito cara, muita manutenção, não eficiente o suficiente em comparação com a incineração convencional. Somente o Japão foi capaz de fazer melhor. Por que é isso?

© cidade de Kitakyushu

Planta de gaseificação na cidade de Kitakyushu: a política de aterros extremamente restritiva do Japão é um grande impulsionador para a gaseificação, enquanto as desvantagens da tecnologia são menos importantes do que em outros lugares.

A gaseificação é considerada a alternativa mais difundida aos processos convencionais de incineração de resíduos em grelha e leito fluidizado. No entanto, ainda não foi implementado em grande escala. De acordo com o Banco Mundial, a participação de mercado de tecnologias alternativas, como a gaseificação, não passa de 2%, mesmo em países de alta renda. Em países de baixa renda, essas tecnologias são, na realidade, inexistentes.

No entanto, há uma grande exceção: o Japão. No início dos anos 2000, a gaseificação e os processos de pirólise menos usados ​​juntos tinham uma participação de mercado de mais de 50% no setor de transformação de resíduos em energia. Embora agora tenha caído para cerca de 25-30%, a indústria de resíduos do Japão ainda seria inconcebível sem as usinas de gaseificação.

A preferência do Japão pela gaseificação é resultado de sua geografia. Grandes partes da nação insular são tão densamente povoadas que há espaço extremamente limitado para a construção de aterros sanitários, onde os resíduos da reciclagem térmica podem ser descartados. Além de um regime de separação e reciclagem muito rígido, a gaseificação é, portanto, uma alavanca-chave na estratégia de gerenciamento de resíduos do Japão para minimizar o uso de aterros sanitários.

Vantagens da gaseificação

Nobuhiro Tanigaki é gerente sênior da Nippon Steel Engineering, líder de mercado no Japão, que construiu mais de 50 plantas de gaseificação. Ele explica as vantagens usando o exemplo do Direct Melting System (DMS) da empresa, um benefício do qual é produzido significativamente menos resíduos do que com a incineração convencional. “A quantidade final do aterro de grelha no Japão é de aproximadamente 15%, enquanto o aterro final do nosso Sistema de fusão direta é de apenas 3%. Ele contém apenas o resíduo do Controle de Poluição do Ar, enquanto o aterro da tecnologia de grelha convencional contém cinzas e resíduos de APC. Como os custos de aterro de cinzas e resíduos de APC são quase os mesmos, a diferença é o benefício. Além disso, a co-gaseificação DMS de outros resíduos de difícil tratamento, como rejeitos de centros de reciclagem,

No Japão, que tem os custos médios de aterro mais altos do mundo, esse é um argumento muito forte. Os custos proibitivos de aterro são o fator decisivo para a indústria japonesa de resíduos. Enquanto uma média de cerca de 25% dos resíduos domésticos ainda são enviados para aterros na UE, o número correspondente no Japão é de 10%. Este resíduo consiste apenas em material residual da incineração ou gaseificação. Na Europa, a meta de 10% de aterro sanitário estabelecida no Pacote de Economia Circular não deve ser alcançada até 2035. No entanto, a importância da reciclagem de resíduos em energia no Japão torna-se ainda mais clara quando a quantidade total de resíduos é considerada, não apenas lixo doméstico. De acordo com dados do Ministério do Meio Ambiente do Japão, apenas 1,1% de todo o volume de resíduos gerados no Japão foi depositado em aterro em 2015.

Política Restritiva

Embora a política extremamente restritiva de aterros sanitários seja o principal fator para a gaseificação, algumas das desvantagens da tecnologia são menos importantes no Japão do que em outros lugares. Isso se deve principalmente à legislação específica que rege o sistema de gerenciamento de resíduos japonês.

Por exemplo, os municípios no Japão não apenas precisam elaborar um plano de gestão de resíduos de longo prazo para pelo menos os próximos 20 anos, mas também devem tratar e / ou reciclar seus próprios resíduos em sua área. Se necessário, pequenos municípios também podem formar associações, mas o transporte de resíduos em distâncias mais longas é geralmente proibido. Além disso, como a transformação de resíduos em energia é um dos esquemas de gestão de resíduos, a redundância da central é do interesse dos municípios. Isso incentiva a demanda por

unidades pequenas que processam quantidades relativamente pequenas e para as quais também há slots de manutenção suficientes disponíveis como resultado de níveis de utilização mais baixos - todos fatores que favorecem as tecnologias de gaseificação. Segundo estimativas, as fábricas operam apenas cerca de 280 a 300 dias por ano.

E a gaseificação tem uma vantagem adicional: no Japão, a cinza residual produzida durante a incineração não pode ser usada diretamente, por exemplo na construção de estradas, mas deve passar por um tratamento adicional, como fusão ou calcinação. Na gaseificação, na qual nenhuma cinza inferior é produzida, esse problema não surge em primeiro lugar.

Esperando pelo avanço

Para Nobuhiro Tanigaki, uma coisa é, portanto, clara: “De acordo com a estrutura legal que temos no Japão, a incineração convencional com grelha pode não ser a melhor solução para os municípios. Além disso, se a tecnologia pode processar o maior número possível de resíduos na mesma planta, em um processo conhecido como co-gaseificação, ela muda as condições de contorno da gestão de resíduos e é vantajosa para os municípios ”, diz Tanigaki. Isso também fala a favor dessa forma de gaseificação.

No momento, porém, as experiências do Japão não podem ser facilmente transferidas para outros países - porque não importa o quão bem a tecnologia se encaixe no sistema japonês, em outros países ela é considerada exótica. E com razão, na opinião de Peter Quicker, Professor de Tecnologia de Combustíveis da RWTH Aachen University. “As tecnologias de gaseificação têm estado à beira de um avanço na indústria de resíduos por décadas, principalmente de acordo com os fornecedores dessas tecnologias. Conceitos surpreendentes e aparentemente novos têm sido exaltados repetidamente, mas nenhum desses conceitos ainda é viável e, ao mesmo tempo, acessível. É por isso que não existem plantas desse tipo na Europa.”

O que o exemplo japonês também mostra é que o aspecto técnico é um fator que determina o sucesso ou o fracasso de uma tecnologia. O quadro político e jurídico é outro. É por isso que empresas como Amedeo Vaccani e Suejean Asato, da consultoria de gestão baseada em Zurique A. Vaccani & Partners acreditam que a gaseificação deve permanecer no radar dos fornecedores europeus também. Em uma avaliação de mercado, eles julgam que: “É concebível que uma ou outra nova tecnologia de gás de síntese possa realmente atingir a maturidade do mercado e atingir um bom nível de competitividade. Como resultado, os fabricantes de plantas europeus que usam processos tradicionais provavelmente serão comparados com processos alternativos com mais frequência no futuro.”

Fonte: /waste-management-world.com

Entrevista - “Você pode até fazer diamantes com resíduos residuais”

O Professor Peter Quicker, da Unidade de Tecnologia de Combustíveis da RWTH Aachen University, explica por que realmente existe apenas uma alternativa para a incineração de resíduos - e ela está no design do produto, a montante da lata de lixo.

© RWTH Aachen

Professor Quicker, ouvimos regularmente a promessa de que os processos de gaseificação poderiam substituir a incineração de resíduos clássica e se tornar a próxima grande novidade no processamento de resíduos térmicos. Qual é a sua avaliação?

Peter Quicker Em primeiro lugar, temos que esclarecer o que queremos dizer com gaseificação. Muito do que vem sob este termo é, na verdade, incineração em dois estágios. Um exemplo do Reino Unido refere-se a processos que foram desenvolvidos quando plantas capazes de produzir gás calorífico estavam sendo promovidas lá. Isso foi conseguido primeiro pela incineração dos resíduos com uma pequena quantidade de oxigênio, que sempre produz gás combustível. Se você fizesse uma medição, poderia dizer: Estou produzindo gás pela incineração de resíduos, que teoricamente posso usar como energia. Na realidade, porém, em tais fábricas, o ar é adicionado novamente em um segundo estágio que segue imediatamente e o processo de combustão continua. Portanto, trata-se de uma incineração em dois estágios e não de gaseificação.

E quanto ao Japão? O país é considerado um reduto da gaseificação.

Os Processos Peter Quicker são frequentemente usados ​​lá, que são semelhantes, mas os dois estágios ocorrem separados espacialmente. Esse desenvolvimento surgiu quando regulamentações foram aprovadas no Japão que exigiam que as cinzas produzidas pela incineração de resíduos fossem derretidas. Nestes processos de dois estágios separados espacialmente, os resíduos são primeiramente desgaseificados e, em seguida, o gás produzido é queimado em um forno de alta temperatura junto com o coque, ou seja, o carbono que sobra do processo de desgaseificação. A ideia é que as cinzas derretam durante o processo. Isso reduz o volume do material residual. A escória que sobra depois
a cinza derretida é completamente inerte, queimada e livre de poluentes. Se pingar na água, vitrifica. Mas o problema com o processo é que você precisa adicionar combustível fóssil adicional, por exemplo, gás natural ou carvão, para fazê-lo funcionar. Além disso, o processo é muito mais caro do que a combustão convencional.

Mas existem outros processos de gaseificação que realmente produzem um gás que está disponível para posterior utilização térmica.

Peter QuickerExistem instalações de gaseificação em leito fluidizado onde o gás produzido durante o tratamento de resíduos vai diretamente para um processo a jusante, por exemplo, para o calcinador de um forno rotativo de cimento. Porém, aqui também o gás é queimado de forma que nenhum gás seja recuperado que possa ser usado para uma utilização subsequente de valor mais alto. Uma tecnologia de gaseificação que visa a utilização motora do gás produzido é conhecida como processo Thermoselect. Seu uso falhou na Europa, mas algumas fábricas ainda estão operando no Japão. Eles gaseificam os resíduos para produzir um gás que pode ser usado em processos de alto valor. No entanto, o desempenho dessas plantas é, para dizer o mínimo, muito medíocre. Um problema é que as temperaturas muito altas exigidas para este processo são difíceis de atingir com o desperdício por si só. Portanto, o gás natural deve ser adicionado constantemente - uma quantidade não desprezível na verdade: 40 metros cúbicos por tonelada. E 400 metros cúbicos de oxigênio por tonelada também são necessários. E, em última análise, o gás muitas vezes não é limpo o suficiente para o uso do motor e, apesar do esforço, é queimado novamente em uma câmara de combustão para executar um processo de vapor.

Você está dizendo que, na realidade, não existe uma única planta em funcionamento onde os resíduos possam ser gaseificados?

Peter Quicker Na verdade, não conheço nenhum caso em que os resíduos residuais sejam gaseificados em condições que chegam a meio caminho de fazer sentido econômico e em que haja um benefício adicional em comparação com a incineração de resíduos convencional. No Japão existe uma fábrica onde o plástico é gaseificado e onde o hidrogênio é produzido ao final do processo. Mas eu vejo isso mais como um exemplo de demonstração. Para que esse processo funcione, ele precisa de uma matéria-prima de boa qualidade que imediatamente se questione se não faria mais sentido reciclar esse material. Além disso, ainda há muito trabalho a ser feito na matéria-prima antes da gaseificação. O plástico deve ser limpo, triturado e extrudado.


E não há mais nada?

Peter Quicker Muitos processos estão sendo testados em que o plástico é pirolisado, resultando em óleos que podem ser usados ​​como matéria-prima para a indústria química. Mas a qualidade desses óleos de pirólise é tão baixa que, na verdade, eles só podem ser usados ​​em pequenas quantidades como aditivo ao petróleo bruto na refinaria. Ou seu processamento é extremamente complexo. Isso pode fazer sentido para certas frações especiais que estão claramente separadas, como espumas de colchão ou placas de isolamento térmico, e para as quais a reciclagem mecânica não é possível. Eu aconselharia a qualquer pessoa que pensa que na pirólise eles encontraram uma solução para o lixo de plástico doméstico a dar uma boa olhada em um saco de reciclagem ou lata de lixo e então considerar o que eles precisariam fazer para separar os plásticos de variedade única do resto do conteúdo.

Com a quantidade certa de esforço, é possível.

Peter Quicker Com a quantidade certa de esforço, tudo é possível. Você pode até fazer diamantes com resíduos residuais. Tecnicamente, é possível. Você apenas tem que separar todos os minerais para que fique apenas com o carbono, que você pirolisa em carbono puro, e então o pressuriza em alta temperatura por vários meses para fazer diamantes. Isso é possível. No entanto, não gostaria de ver a mochila ecológica que você criou no processo. É algo semelhante com a gaseificação. Também aqui, quanto mais complexo o processo, pior seu equilíbrio, tanto ambiental quanto economicamente.

Portanto, não há alternativa à incineração de resíduos?

Peter QuickerTodo mundo sempre pede uma alternativa! Sim, existe, mas é a montante do depósito, não a jusante dele. Ao projetar produtos, muito mais consideração deve ser dada à sua capacidade de serem separados em materiais individuais no final de seu ciclo de vida, porque isso permitirá que esses materiais sejam reciclados. No momento, porém, as coisas infelizmente estão indo exatamente na direção oposta. Tudo está sendo colado, fundido, soldado ou fundido. E mais e mais produtos têm componentes eletrônicos de estilo de vida embutidos que você não pode remover e acabam no lixo residual. Nem todo casaco precisa ser capaz de fazer uma xícara de café. Não, não é culpa da incineração de resíduos que tantos resíduos desnecessários são produzidos. Ele o elimina e o faz da melhor maneira técnica possível. Mas ainda há uma necessidade urgente de queimarmos menos recursos valiosos. A maneira de fazer isso, no entanto, é por meio da prevenção de resíduos e da reciclagem. Não adianta esperar que um dia seja inventado um processo com o qual - se me desculpem a expressão - você pode transformar merda em ouro. Mesmo na Idade Média, eles sabiam que isso não funcionava.

Peter Quicker é professor da RWTH Aachen University e um dos especialistas mais conhecidos do mundo nas áreas de transformação de resíduos em energia, tecnologias alternativas de tratamento de resíduos e recuperação de materiais.

Fonte: Waste Management World