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Dia da Energia é comemorado com programação online e gratuita

Fundação Energia e Saneamento promove ações especiais programadas por suas três unidades: São Paulo, Itu e Salesópolis

O Museu da Energia de Salesópolis abordará o tema por meio de questionamentos e reflexões
Foto: divulgação

Para comemorar o Dia Mundial da Energia, celebrado em 29 de maio, a Fundação Energia e Saneamento, instituição responsável pela gestão dos Museus da Energia de São Paulo, Itu e Salesópolis, preparou uma programação on-line e gratuita para debater e trazer conscientização sobre o tema energia no Brasil. Entre as ações previstas, estão lives, vídeos, atividades e outros conteúdos que serão publicados nas redes sociais do Museu da Energia.

A unidade de Itu preparou uma live para o dia 28 de maio, a partir das 16h, com o tema "Energia Renovável: Vantagens e Desvantagens". A transmissão ao vivo será pelo canal do YouTube (https://www.youtube.com/c/MuseudaEnergia) e pelo Facebook (https://www.facebook.com/museudaenergia), com a participação de representantes da Unicamp Energy Club, a primeira organização estudantil brasileira com foco em energia renovável.

Os convidados, Joniel Alves e João Pedro, cofundador e atual vice-diretor e diretor do setor de eventos da Unicamp Energy Club, respectivamente, serão mediados por Ana Luísa Vieira, Educadora do Museu da Energia de Itu. "Essa parceria é importante para a aproximação da universidade junto ao museu, visando a difusão das instituições envolvidas e a oferta de conteúdo para o público", relata Ana Sbrissa, Coordenadora do Museu da Energia de Itu.

Ainda de acordo com Ana, o objetivo da live é apresentar as fontes de energia renováveis e a importância da conscientização de incorporá-las ao cotidiano, tendo em vista a preservação dos recursos naturais. "Resolvemos trazer ao público uma conversa descontraída e didática para esclarecer o uso desse tipo de energia na rotina. O Dia da Energia também nos remete a um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), 'Energia Limpa e Acessível', que prevê até 2030 aumentar substancialmente a participação de energias renováveis na matriz energética global", conta.

Quanto ao Museu da Energia de Salesópolis, abordará o tema por meio de questionamentos e reflexões. Alguns colaboradores foram convidados a responder a questão: "Qual energia que te move a trabalhar no Museu?". Já os visitantes, selecionados pelas equipes de educativos, responderam à pergunta: "Qual energia que o Museu te proporciona?". As respostas serão publicadas nas redes sociais do Museu da Energia, em formatos de vídeos, textos e fotos.

"A ideia esse ano é falar do tema energia de uma forma mais poética. A equipe elaborou essas questões para que a pessoa tivesse um momento de reflexão a respeito da palavra energia, porém em outros sentidos", explica Simone Villegas, Coordenadora do Museu da Energia de Salesópolis.

Como o Dia da Energia é uma das datas mais importantes na realização das atividades da Fundação, assim como o Dia da Água, a proposta é repensar a relevância da energia em todas as suas formas e possibilidades. "Não só a energia elétrica, mas todos os desdobramentos de energia. Como estamos trabalhando essa questão poética, nos perguntamos: como anda a nossa energia? Como é a energia dos locais que a gente vai? O tema energia é de extrema importância para nós, não à toa somos o Museu da Energia", completa Simone.

Por fim, o Museu da Energia de São Paulo está preparando um vídeo especial, que será disponibilizado no YouTube e no Instagram da instituição, apresentando o experimento da pilha de batata ou limão. Segundo Suelen Barcelos, Educadora do Museu da Energia de São Paulo, essa ação tem como objetivo conscientizar sobre o uso racional da energia, incentivar o uso de fontes renováveis e apresentar de forma lúdica os conceitos envolvidos por meio do experimento realizado.

"O experimento será sobre o funcionamento da pilha de ponte salina, onde explicamos o funcionamento da pilha e levamos nosso público a reproduzir em casa sua pilha com batata ou limão. No Instagram e YouTube do Museu temos outros vídeos e publicações que abordam a temática com experiências envolvendo energia, como alguns experimentos que os nossos visitantes podem tentar fazer em casa", acrescenta Suelen.

O Dia Mundial da Energia foi criado em 29 de maio de 1981, uma iniciativa da Direção Geral de Energia de Portugal. O surgimento da Fundação Energia e Saneamento está atrelado à história da energia elétrica no Brasil, a partir da criação de empresas que passaram a fornecer energia, de forma sistemática, para a iluminação pública e transportes, e, mais tarde, para as casas no final do século XIX. A instituição foi criada em 1998, com a proposta de preservar o rico acervo histórico da história da energia, da tecnologia e do desenvolvimento urbano e industrial do Estado de São Paulo.

"As unidades do Museus da Energia oferecem aos visitantes atividades culturais voltadas para todas as idades, e que reforçam conceitos de cidadania e incentivam o uso responsável de recursos naturais, explorando tais questões por abordagens históricas, científicas e sociais. Promover o debate sobre como serão as cidades do futuro, sempre olhando para as experiências do passado, é um dos objetivos da Fundação, que vê a necessidade de que a sociedade e comunidades locais participem desses diálogos, contribuindo de forma ativa nas decisões sobre o mundo que desejamos deixar para as próximas gerações", finaliza Mariana de Andrade, Coordenadora de Projetos e Produção Editorial da Fundação Energia e Saneamento.
Fonte O Diário

USP descobre jazida no fundo do mar e tesouro submarino torna o Brasil ´rico` em energias renováveis

 RRS Discovery, navio da realeza britânica / Fonte: Reprodução – Via Google
USP acaba de descobrir tesouro no fundo do mar! Bactérias formaram reservas submarinas de cobalto, níquel, molibdênio, nióbio, platina, titânio e telúrio

Bactérias responsáveis por um processo de biomineralização que formou reservas submarinas de cobalto, níquel, molibdênio, nióbio, platina, titânio e telúrio, acabam de ser descobertas por oceanógrafos do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP). A nova descoberta dos pesquisadores brasileiros pode tornar o Brasil rico em energias renováveis!

As jazidas encontradas pelos pesquisadores da USP estão em uma área conhecida como Elevação do Rio Grande. A região fica localizada em águas internacionais, mas o Brasil obteve autorização da Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ligada à ONU) para estudar seu potencial por 15 anos.

Nas próximas décadas, o mundo poderá assistir a um rali por minérios, especialmente aqueles usados em baterias recarregáveis e células para geração de energia de alta eficiência, substitutas dos combustíveis fósseis causadores do aquecimento global. Esse é o caso do cobalto e do telúrio encontrados na Elevação Rio Grande.

Área do tesouro submarino encontrada pela USP tem três vezes o tamanho do estado do Rio de Janeiro

O tesouro submarino encontrado pelos oceanógrafos fica localizado a 1,5 mil quilômetros da costa brasileira. A área onde se encontra a jazida tem três vezes o tamanho do Estado do Rio de Janeiro e os “tesouros” estão a profundidades que vão de 800 a 3 mil metros.

Segundo a USP, a jazida se formou durante a separação do supercontinente Gondwana (que deu origem à África e à América do Sul), a Elevação Rio Grande era uma ilha que afundou há 40 milhões de anos devido ao peso da lava de um vulcão e à movimentação de placas tectônicas.

O Brasil solicitou à ONU, em 2018, a ampliação da sua plataforma continental, para incluir a Elevação Rio Grande na zona marinha exclusiva do país. A descoberta foi publicada recentemente pela revista Microbial Ecology e contou com o apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de SP. Além disso, as expedições foram a bordo do RRS Discovery, navio da realeza britânica.

Existem apenas quatro áreas no planeta com potencial semelhante

Vale ressaltar que a viabilidade ou não da exploração futura desses minérios dependerá de aprofundamento na pesquisa.

Só outras quatro áreas no planeta apresentam potencial semelhante. São elas a Fratura de Clipperton e o monte submarino Takuyo-Daigo, ambos no Pacífico Norte, além do monte submarino Tropic, no Atlântico Norte.

Aneel aumenta tarifa de energia em parte de SP, MS e MT

Foto: Agência Brasil

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou nesta quinta-feira (22), em reunião pública extraordinária, os reajustes tarifários de energia elétrica de 2021 das concessionárias Companhia Paulista de Força e Luz – CPFL Paulista, Energisa Mato Grosso e Energisa Mato Grosso do Sul.

Para consumidores residenciais, os índices de reajuste serão de 8,24% (CPFL Paulista), 7,28% (Energisa MS) e 7,29% (Energisa MT).

As novas tarifas já entraram em vigor para 4,6 milhões de unidades consumidoras localizadas em 234 municípios do Estado do São Paulo, 1,5 milhão de unidades consumidoras situadas em 141 municípios do Mato Grosso e 1 milhão de unidades consumidoras localizadas em 74 municípios de Mato Grosso do Sul.

Segundo a Aneel, houve um conjunto de ações promovidas para amenizar esses índices finais, sem ultrapassar um dígito, como a conta-covid e o reperfilamento do pagamento do financeiro da RBSE (recebimento do saldo remanescente) das transmissoras.

Os fatores que mais impactaram o processo tarifário foram os custos com as atividades de distribuição de energia, gastos com compra de energia impactados em especial pela energia da Usina de Itaipu, precificada em dólar, e pagamento de encargos setoriais.

Em meio às constantes altas no valor da energia, os sistemas fotovoltaicos são uma das principais alternativas para serviços e usuários residenciais reduzirem custos com a conta de luz. Desde 2012, a pessoa que gera sua própria energia também pode ceder sua geração excedente para a rede elétrica, abatendo esse volume de sua conta.

Atualmente, a Aneel está tentando revisar esse benefício e criar taxas, medida que é combatida pelo setor fotovoltaico. O segmento luta pela aprovação pelo Congresso Nacional de um marco regulatório para a energia fotovoltaica, que impeça mudanças de rotas e dê previsibilidade ao investidor para manter investimentos e gerar empregos.

Potencial de transformação de lixo em energia em cidades grandes é de US$ 14 bilhões no Brasil


As 28 regiões metropolitanas do Brasil, com mais de 1 milhão de habitantes, poderiam gerar 18,9 TWh / ano por meio de usinas de resíduos sólidos urbanos para energia (WTE) exigindo US $ 14 bilhões, de acordo com um estudo produzido pela associação local de resíduos para energia ABREN e compartilhado com BNamericas.

O montante, que representa cerca de 3% da demanda de energia elétrica do país, poderia ser gerado por meio de 118 usinas de 20 MW (ou 59 40 MW) alimentadas por 97.000 t / d de lixo urbano.

O maior potencial identificado pela ABREN está nas regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro, que poderiam gerar 3,719TW / ano e 2,829TWh / ano, respectivamente. Em seguida, vem o distrito federal de Brasília com 1.089TWh / ano.

Atualmente, existem 183MW de projetos WTE em desenvolvimento no Brasil: a planta URE Barueri de 20MW e 825t / d com queima massiva, que já recebeu licença de instalação; a planta de 80MW e 3.000 t / d URE Mauá com licença prévia; a planta de 38 MW, 2.000 t / d URE Baixada Santista; planta de 30MW, 1.300 t / d Ciclus / Rio de Janeiro, também com licença prévia; e a planta de 15 MW, 500 t / d Diadema com gaseificação Outotec.

Em dezembro passado, o governo brasileiro aprovou a primeira licitação de resíduos sólidos urbanos do país para produção de energia, prevista para este ano. A aprovação é uma etapa fundamental para viabilizar projetos WTE no país.

Segundo o presidente da ABREN, Yuri Schmitke, o país tem potencial para 250 usinas, cada uma com 20 MW de capacidade instalada, o que representa um investimento de R $ 160 bilhões (US $ 30 bilhões).

No entanto, para viabilizar economicamente esses projetos, a ABREN estima que as taxas de aterro sanitário locais teriam que ser aumentadas em 11 reais / t de resíduos sólidos urbanos anualmente, enquanto a tarifa de energia WTE seria obrigada a cair para 250 reais / MWh dos atuais 620 reais / MWh em 2040.

Isso poderia ser alcançado com o uso de caminhões de lixo elétricos e ônibus movidos a energia gerada nas plantas WTE. Como uma única concessionária seria responsável pela geração de energia e pelos serviços de transporte, a empresa seria categorizada como autoprodutora de energia, com isenção do ICMS (serviço), por exemplo.

“O WTE deve ser pago pelos municípios, não pelo setor de energia elétrica. Estamos trabalhando para que isso aconteça ” , disse Schmitke ao BNamericas.

Nova parceria

Na quarta-feira, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, Fapesp, e a secretaria de meio ambiente assinaram um protocolo para fomentar a implantação de projetos WTE no estado.

Durante a cerimônia, o secretário de infraestrutura e meio ambiente, Marcos Rodrigues Penido, destacou que os resíduos urbanos estão ligados tanto à pauta de saneamento básico quanto de energia.

“O desperdício que poderia ser usado para gerar energia em São Paulo é enorme” , disse.

Fonte: BNAmericas

Voluntários constroem escola 100% sustentável na periferia de SP com 2.5 milhões de embalagens recicladas


A iniciativa é impressionante e reúne tudo o que tem de melhor de conceitos sobre uma sociedade desenvolvida. A ação reúne voluntariado, sustentabilidade e educação inovadora para quem mais precisa.

Foi em um complexo da periferia de São Paulo que nasceu a escola construída pela ONG Mangalô, com a mão de obra de 600 voluntários. O complexo envolve as comunidades Morro do sabão, Parque das Flores, Jardim Santo André, Comunidade do Rodoanel e Jardim São Francisco, que têm juntas um total de 150 mil habitantes.

Foram utilizados 2.5 milhões de embalagens plásticas e caixas longa vida recicladas, doadas por empresas e pessoas físicas. A escola é 100% sustentável.“A escola foi construída desde sua fundação até o teto, com materiais provenientes da reciclagem, embalagens que certamente poluiriam os rios, mares e aterros“, disse Fernando Teles, fundador e CEO da Mangalô.

A escola tem capacidade para atender 100 crianças e terá ensino bilíngue e sistema educacional montessoriano, o mesmo utilizado nos países que estão no topo do ranking de desenvolvimento educacional e humano. Tudo isso será acessível para famílias de baixa renda.

“A construção dessa plataforma educacional é a realização de um grande sonho. Sonho de mudar a realidade do nosso país através de uma educação de qualidade, eficiente, inovadora e transformadora”, disse Fernando, que inclusive vem da periferia.

“Sei o quanto precisam, afinal, eu sou cria da comunidade, nasci e fui criado em um cortiço na periferia e sempre estudei em escola pública da quebrada. E conseguir unir isso tudo à sustentabilidade ambiental é muito inovador”, disse.

Método Montessoriano foca no desenvolvimento integral da criança

O método que será adotado pela escola é baseado no modelo de uma estudiosa italiana que foca a educação no desenvolvimento integral da criança a partir do estímulo para a criatividade, as formas de aprendizagem independentes e correlacionadas com o meio da criança, respeitando o seu tempo, o seu ritmo, entre muitas outras características.

E a Mangalô oferecerá, ainda esse ano, através da sua plataforma digital, cursos online de capacitação, aperfeiçoamento e atualização focado no método Montessori para educadores, principalmente para os professores/profissionais da rede pública de ensino. Tudo em formato de plataforma digital e online no estilo Netflix.

“Só a educação tem o poder de acabar com a desigualdade social e todas as mazelas sociais que criamos. Se não começarmos já, ficará cada vez mais difícil de reverter a situação, até um dia entrar em um colapso social. Depende de todos nós não permitir que isso aconteça”, finalizou Fernando.

Plástico sustentável e comestível é desenvolvido por pesquisadores da Unicamp


De acordo com o estudo realizado pela organização WWF (World Wide Fund for Nature) baseado em uma pesquisa do Banco Mundial em 2019, o Brasil é o quarto país do mundo a produzir mais lixo plástico. Cerca de 11 mil toneladas deste tipo de lixo são produzidas anualmente e somente 1,28% é reciclado no país. Visando encontrar uma alternativa para o plástico não degradável, pesquisadoras da Faculdade de Engenharia Química (FEQ) e da Engenharia de Alimentos (FEA) da Unicamp, desenvolveram um plástico biodegradável e comestível, composto por amido e gelatina.

O bioplástico é obtido pelo processo de extrusão em que o amido e gelatina são inseridos em uma máquina, onde são submetidos à alta pressão, sem adição de qualquer solvente. Em seguida, passam por um processo de sopro, que dá a forma de um biofilme. O desenvolvimento ocorreu durante o doutorado da pesquisadora Farayde Matta Fakhouri, orientada pela professora Lucia Helena Inoocentini Mei, da FEQ, e pela professora Fernanda Paula Collares Queiroz, da FEA.

Durante o doutorado, e após extensiva busca de dados em repositórios nacionais e internacionais, Farayde identificou que existiam bioplásticos flexíveis produzidos com outros polímeros biodegradáveis, mas não soprados apenas com materiais comestíveis. A ausência de um produto baseado em material comestível e não tóxico levou a pesquisadora a buscar o desenvolvimento de um processo que tornasse essa alternativa viável. Os resultados positivos levaram a uma solução inédita, baseada em amido e gelatina, que possibilitou que a Agência de Inovação Inova Unicamp requisitasse a patente junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). “O nosso plástico é atóxico e pode ser utilizado em brinquedos e artigos infantis depois de higienizado. Deste modo, se uma criança levar à boca, não haverá problema”, explica a professora Lucia Mei.

Gestão de resíduos sólidos urbanos nos municípios da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê: uma análise sobre o uso de TIC no acesso à informação governamental


O estudo teve por objetivo analisar de que forma tecnologias de informação e comunicação (TIC), e a internet em particular, são empregadas para apoiar a gestão de resíduos sólidos urbanos (RSU) no nível municipal. Para tanto, analisaram-se os websites dos 34 municípios da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê em relação às informações de programas de coleta seletiva, uso de Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) e o acesso ao Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PGIRS). Os resultados revelam que a maior parte dos municípios utilizam as TIC de forma limitada, e as subutilizam na divulgação de informações relevantes à população, sobretudo no que diz respeito às formas adequadas de separação e acondicionamento dos resíduos sólidos para a coleta seletiva. 

Isso pode reduzir o desempenho desse serviço público e aumentar os riscos à saúde dos catadores que atuam na reciclagem desses materiais. Concluiu-se que um melhor uso de TIC para o adequado monitoramento e difusão de informações sobre resíduos sólidos urbanos pode ser um mecanismo efetivo para o cumprimento dos objetivos e metas determinados pela Política Nacional de Resíduos Sólidos no nível local e para práticas de accountability e informação aos cidadãos.

Os resíduos sólidos urbanos (RSU) constituem hoje um desafiante tema na agenda de políticas públicas ambientais. A gestão e a disposição inadequadas desses resíduos causam conhecidos impactos ambientais e à saúde pública, como poluição e degradação do solo, poluição de corpos d’água e mananciais, intensificação de enchentes devido ao assoreamento de rios e córregos e obstrução de bueiros, proliferação de moscas, baratas, ratos e outros vetores de importância sanitária, aumento no risco de doenças de veiculação hídrica tais como leptospirose e dengue. Há ainda os impactos sociais negativos, como coleta de materiais recicláveis feita em condições insalubres pelos catadores nas ruas, nos galpões de triagem e/ou nas áreas de disposição final, como lixões (Cherfem, 2015; Jacobi & Besen, 2011; Santos & Gonçalves-Dias, 2012).

Procurando criar mecanismos legais que possam induzir o poder público a adotar uma gestão adequada dos resíduos sólidos em relação aos aspectos ambientais, sociais, econômicos e sanitários, o governo federal sancionou em 2010 a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), por meio da lei nº 12.305 (Brasil, 2010a). Tal política estabelece importantes objetivos, diretrizes e instrumentos, dentre os quais se destaca promover, através de uma abordagem integrada, a redução, reaproveitamento e reciclagem dos resíduos (nessa ordem de prioridade), além da coleta seletiva, a compostagem, a logística reversa, a responsabilidade compartilhada, a educação ambiental, a pesquisa científica e tecnológica, o incentivo e apoio às cooperativas de catadores de materiais recicláveis e o monitoramento e fiscalização ambientais (Brasil, 2010a). 

Essa abordagem integrada contrapõe-se ao paradigma até então vigente na gestão de resíduos sólidos urbanos, caracterizado por tratar o problema “[…] setorialmente, de forma desarticulada, obstruindo uma visão sistêmica do problema e se refletindo em políticas públicas fragmentadas” (Santos & GonçalvesDias, 2012, p. 146).

Como apontado pelo Ministério do Meio Ambiente (Brasil, 2010b), para que haja maior desempenho na implantação de programas municipais de coleta seletiva, é fundamental mobilizar e orientar a população, incluindo o uso de meios de comunicação, para que os resultados do programa sejam coerentes com o que foi previsto.

Autores: Flávio Bordino Klein; Sylmara Lopes Francelino Gonçalves-Dias e Martin Jayo.

Usina Solar Fotovoltaica na USE-UFSCar começa a funcionar


Com cerca de 27 mil atendimentos gratuitos por ano, a Unidade Saúde Escola (USE) da UFSCar tem por objetivo a formação de estudantes e o cuidado com a população de São Carlos e região. Nesta semana, a infraestrutura da USE foi reforçada: a Usina Solar Fotovoltaica instalada em suas dependências foi ativada.

O sistema fotovoltaico instalado na USE – UFSCar possui capacidade de geração de energia de 99,9 KWp (quilowatt pico). “Durante toda a vida útil deste sistema fotovoltaico (cerca de 25 anos), o benefício ambiental é equivalente a plantarmos árvores em 165 campos de futebol”, conta o Vice-Reitor da UFSCar e coordenador do projeto, Walter Libardi.

A instalação desta Usina Solar Fotovoltaica também traz benefícios financeiros: a economia anual com energia elétrica pode chegar a R$ 137 mil. Os investimentos para a construção do sistema provêm de edital da CPFL Paulista aberto para incentivar o uso de sistemas solares. Desde 2017, a UFSCar já investiu mais de R$ 8 milhões em eficiência energética por meio da participação em editais com esta finalidade.

O Projeto – A UFSCar já teve 6 projetos de eficiência energética aprovados. Por meio destes projetos foi possível substituir 26.834 lâmpadas e luminárias por tecnologias LED. Também foram instaladas 04 usinas solares fotovoltaicas na Universidade.

“Participar destes projetos tem sido, para mim, uma oportunidade ímpar. Colaboramos com a melhoria da Eficiência Energética da Universidade implantando a geração de energia limpa a custo zero, o que proporciona economia imediata para os campi. Além disso, estamos promovendo benefícios ao meio ambiente, conta Armando Gullo Martins, responsável pela gestão dos projetos de Eficiência Energética na Fundação de Apoio Institucional (FAI) da UFSCar.

Os investimentos em eficiência energética realizados pela UFSCar resultarão em uma redução permanente de R$ 2 milhões na conta de luz da Universidade. “Este recurso que economizamos pode se transformar em apoio estudantil. Novos professores, médicos, engenheiros, biotecnologistas, dentre outros profissionais, podem concluir o ensino superior e transformar a sociedade quando a nossa possibilidade de investir em nossos estudantes aumenta”, finaliza o Vice-Reitor da UFSCar, Walter Libardi.

Geração de usinas a biomassa cresce 3% em 2019


Números divulgados pela Câmara de Comércio de Energia Elétrica (CCEE) revelam que a geração de energia das usinas térmicas a biomassa aumentou 3% em 2019, quando comparado com o ano anterior. Ao todo, o Brasil produziu 3.108,6 MW médios, superando o resultado de 3.007,1 MW médios de 2018.

O crescimento decorre principalmente da ampliação do número de empreendimentos dedicados à produção de energia a partir de biomassa. Em 2019 foram contabilizadas 295 usinas em dezembro contra 274 no mesmo mês de 2018.

A capacidade instalada também apresentou crescimento, com 13,09 GW aferidos em dezembro de 2019, 2% maior que os 12,82 GW do mesmo mês no ano anterior.

São Paulo lidera produção

Com 41% da capacidade instalada das usinas a biomassa do país, o estado de São Paulo é o maior produtor de energia elétrica a partir desta fonte. Em 2019, a produção cresceu 5%, alcançando 1.391 MW médios. Mato Grosso do Sul, com 514,9 MW médios, e Minas Gerais, com 390,4 MW médios, completam a lista dos maiores geradores a biomassa no ano passado. 

Fonte: CCEE

TMW Energy terá as maiores usinas fotovoltaicas GD do Brasil construídas com painéis fotovoltaicos nacionais

Com capacidade instalada de 4,75 MWp e sob o regime de "Geração Compartilhada", será uma das cinco maiores usinas fotovoltaicas do Brasil em Geração Distribuída, a maior do Estado de São Paulo e a maior do país construída com painéis fotovoltaicos nacionais.

TMW Energy

O Royal FIC Group, um dos maiores distribuidores de combustíveis fósseis do Brasil, investirá aproximadamente R$ 21 milhões (cerca de 5 milhões de dólares) na instalação de uma usina fotovoltaica da TMW Energy, uma empresa de energia renovável e sustentável pertencente à Royal FIC O grupo está construindo em Campinas e estará operacional antes do final do ano.

Com capacidade instalada de 4,75 MWp e capacidade de geração de 7.318.000 kWh por ano, será a maior do Estado de São Paulo e uma das cinco maiores usinas solares do Brasil no âmbito da Geração Distribuída (GD) . Além disso, é o maior do gênero no Brasil construído com painéis fotovoltaicos nacionais: em uma área de aproximadamente 80.000 m² localizada em Campinas (Estado de São Paulo), estão sendo instalados 14.400 módulos fotovoltaicos de 330 kWp fornecidos pela BYD Brasil, que em 2017 inaugurou sua fábrica de módulos fotovoltaicos em Campinas. A planta será construída pela Alsol Energias Renováveis, empresa do Grupo Energisa.

O modelo de negócios adotado será a Geração Compartilhada, uma forma de geração distribuída contemplada pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica). Nesse sistema, conhecido como B2B ("business to business"), os clientes formam um consórcio e investem nas taxas de aluguel da usina fotovoltaica em troca de descontos na conta de luz. A economia gerada pode variar entre 10% e 20%.

Para Eduardo de Mello e Lima, gerente de projetos da TMW Energy, as vantagens vão além da redução da fatura. “Nesse modo, os clientes não precisarão fazer investimentos com painéis fotovoltaicos nos telhados de suas empresas e não terão que pagar os custos de operação e manutenção da planta. Vamos financiar isso. Ao alugar as taxas, os clientes não sofrerão com a variação de bandeiras (verde, amarela e vermelha) em suas contas, e o reajuste do contrato é listado pelo IGP-M (Índice Geral de Preços de Mercado), índice inferior ao reajuste energia, que no ano passado foi em média 8,66% nas tarifas da CPFL São Paulo, distribuidora de nossa faixa de operação ”, explica.

Um novo parque fotovoltaico Total Eren começa a operar no Brasil

Após o lançamento da Dracena (total de 90 MWp) no Estado de São Paulo em agosto de 2019, a subsidiária francesa de petróleo possui 140 MWp fotovoltaicos em operação no Brasil.

Total Eren

A Total Eren, subsidiária da empresa francesa de petróleo Total, anunciou o lançamento em agosto de 2019 do projeto Dracena, de 90 MWp, composto por usinas fotovoltaicas de 30 MWp cada, no município de Dracena, São Paulo. As usinas foram premiadas no concurso realizado pela Aneel em 2014 e assinaram um PPA de 20 anos com a Câmara de Comércio de Energia Elétrica (CCEE).

Com a entrada em operação deste projeto, a empresa já possui 140 MWp em operação no Brasil. Um ano antes, em 2018, as usinas BJL11 e BJL4 entraram em serviço, em maio de 2018 e novembro de 2018, respectivamente .

O BJL11 e o BJL4 também têm um contrato de 20 anos com a CCEE.

AES Tietê inaugura oficialmente 294 MW fotovoltaicos no Brasil

São duas usinas de energia solar com capacidade respectiva de 150 MW e 144 MW, localizadas em Guaimbê e Ooeste, no estado de São Paulo.

Andreas160578, Pixabay

A AES Tietê, uma divisão da AES Brasil, subsidiária da empresa de energia americana AES Corporation, abriu oficialmente dois projetos fotovoltaicos com uma potência total de 294 MW no estado de São Paulo.

Segundo a empresa em comunicado, esses são os projetos Guaimbê e Ooeste. “Este é um passo importante para a expansão da AES Tietê em energia solar no estado de São Paulo. O complexo Guaimbê é o primeiro grande investimento em energia solar no estado de São Paulo e o maior complexo solar no portfólio da empresa ”, afirmou o presidente da empresa, Ítalo Freitas.

O projeto Guaimbê, com capacidade de 150 MW, foi adquirido pela AES Tietê em setembro do ano passado. Na realidade, todas as plantas estão em operação há muito tempo e têm um PPA de 20 anos. O projeto foi selecionado pelo governo brasileiro por meio do leilão de Energia de Reserva, realizado em outubro de 2014.

Em relação ao segundo projeto, a usina solar Oureste de 144 MW localizada na cidade de mesmo nome, a AES Tietê disse que sua segunda fase será concluída em breve, confirmando o compromisso da empresa em concluir o projeto antes do prazo final para a conexão com a A rede. Parte da energia gerada por esse parque solar (36 MW) será vendida ao mercado regulado através de um contrato obtido no âmbito de um leilão do governo brasileiro, enquanto a energia restante será comercializada no mercado livre.

EDP ​​Renováveis ​​fecha um PPA de 126 MW renováveis ​​no Brasil

EDP ​​Renováveis ​​foi premiado com um contrato para a venda de energia (PPA) privada para 20 anos para vender a energia gerada pelas Verde VI e Boqueirão I-II parques Monte, que têm uma capacidade total de 126 MW, conforme relatado pela empresa.

Imagem: EDP Renováveis

A empresa Portuguesa EDP Renováveis ​​anunciou hoje que obteve, através da sua subsidiária EDP Renováveis ​​Brasil, um PPA privada para 20 anos para vender a energia gerada por parques eólicos Monte Verde VI e Boqueirão I-II, que, quando eles entram em operação em 2022, terá capacidade total de 126 MW.

Os projetos estão localizados no estado brasileiro do Rio Grande do Norte. Atualmente, EDP tem mais do que um GW em projetos de energia eólica e solar em desenvolvimento que estará operacional esperada 0,2 GW 2021, GW 2022 0,4 e 0,5 GW 2023, todos com a longo termo concedido.

Com este acordo, a EDPR contratou 3,3 GW dos cerca de 7 GW do objetivo de incorporação de capacidade global para o período 2019-2022 contemplado na atualização do seu plano estratégico anunciado em 12 de março de 2019.

Há cerca de um ano, a EDP ​​assegurou um PPA de 15 anos para um projeto solar de 199 MW, localizado em Ferreira Barreto, no estado brasileiro de São Paulo.

A Neoenergia, subsidiária da Iberdrola, estreou na Bolsa de Valores de São Paulo com a maior colocação no setor energético brasileiro desde 2000

A empresa torna-se a principal empresa privada de energia elétrica com presença na atividade de rede listada na B3 de São Paulo. A Iberdrola, que possui mais de 50% de seu capital acionário, prevê investimentos de 6 bilhões de euros no país para o período 2018-2022.

IPO da Neoenergia. Foto: Iberdrola

Neoenergia, a subsidiária brasileira da Iberdrola espanhol, estreou na Bolsa de São Paulo com aumentos de quase 10% no maior IPO do ano no mercado brasileiro. Quotas de energia após a sua estreia marcada um preço de 16,86 reais (cerca de US $ 4,4), até quase 8% em comparação com 15.65 de reais (4,1), que foi criado para sua estréia, na faixa intermediária da faixa de preço anunciada no registro do IPO (entre 14,42 e 16,89 reais). Esta transação representa a maior colocação deste tipo de oferta pública inicial (IPO) - até agora este ano e a mais relevante no setor de energia brasileiro desde 2000.

Com uma capitalização de cerca de 19.000 milhões de reais (cerca de 5.000 milhões de dólares), a Neoenergia torna-se a principal empresa privada de energia elétrica com presença na atividade de rede cotada no Novo Mercado.

O valor da oferta totalizou 3.255,89 milhões de reais após a venda de 208.044.383 ações da Neoenergia, representando 17,139% de seu capital social.

No total, foram oferecidos 208 milhões de partes, que representa 17,13% em estaca Neoenergia, uma empresa formada em 2017 na sequência da fusão desta companhia com Elektro, ambos participaram pela Iberdrola.

O grupo Iberdrola, através de sua subsidiária brasileira, planeja investir 6.000 milhões de euros no Brasil durante o período de 2018-2022, conforme refletido em suas Perspectivas Estratégicas, apresentado em fevereiro passado em Londres.

O capital social da Neoenergia foi estruturado da seguinte forma: Iberdrola controla 50% + 1 ação, Previ, 32,9%, e de longo prazo restante acionista como relevante, eo restante, 17,139%, é como free float.

Quando a operação foi anunciada no final de abril, a Iberdrola informou que o IPO da empresa deve receber entre 3 mil e 3,5 mil milhões de reais (cerca de 780 e 910 milhões de dólares).

No final de 2017, a Iberdrola adiou a planejada flotação da Neoenergia no mesmo ano. Em seguida, a transação foi cancelada depois que o Banco do Brasil e a Previ, seus sócios na empresa, rejeitaram a faixa de preço dos títulos solicitados pelos investidores. A faixa de preço foi estabelecida entre 15,02 e 18,52 reais (por ação), o que significou valorizar 100% da empresa em um mínimo de mais de 4,5 bilhões de dólares e um máximo acima dos 5,6 bilhões de dólares.

Importação de placas fotovoltaicas aquecem mercado brasileiro de energia solar


O mercado de energia solar fotovoltaica apresenta uma trajetória animadora no Brasil. A energia é a atualmente a sétima fonte mais representativa na matriz energética brasileira, segundo dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Aboslar). A mesma entidade projeta um crescimento de até 44% ao ano na capacidade instalada de energia solar no Brasil.

Foto: DINO / DINO

Estimativas como estas estão puxando a importação de placas fotovoltaicas de países como China e Alemanha através da Allog, empresa especializada em logística internacional. Carlos Souza, gerente da divisão de cargas projetos da Allog, explica que as projeções de crescimento do setor são compatíveis com o volume de produto a ser importado. "Os importadores estão voltando os olhos para importação do setor de energia renovável", destaca.

As placas que chegam ao país são distribuídas para todas as regiões do país. De forma geral, as placas que chegam ao país desembarcam nos portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR), de onde são distribuídas para o mercado comprador do país. Elas são transportadas em contêineres de 40 pés, sendo considerada uma carga que os armadores (donos de navios) gostam de trabalhar. Conforme Carlos, as placas fotovoltaicas são movimentadas pela Allog desde meados de 2017, o que coloca a empresa no mercado internacional deste tipo de produto.

De acordo com levantamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica, a partir de dados oficiais, hoje já são mais de 2.000 megawatts (MW) em usinas de geração centralizada solar fotovoltaica em operação no Brasil. O número representa mais de R$ 10 bilhões em investimentos privados atraídos ao País desde 2014, que viabilizaram a geração de mais de 50 mil novos empregos locais qualificados pelo setor nas regiões onde os projetos foram implantados.

As usinas em operação geram energia elétrica limpa e renovável suficiente para suprir um consumo equivalente à necessidade de mais de 3 milhões de brasileiros. Adicionalmente, há mais de 1.500 MW em novos projetos em fase de desenvolvimento e construção, com início de operação prevista para até 2022.

Folha de bananeira substitui plástico em mercearia de São Paulo


Solução foi implementada no setor de hortifrúti da Casa Santa Luzia.

Fundada em 1926, por um português, a Casa Santa Luzia é quase centenária. Tantos anos de existência não seriam possíveis se não fosse antenada às exigências do público. Exemplo disso, é a recente implantação de embalagens de folha de bananeira no setor de hortifrúti da loja. 

A folha de bananeira já foi bastante utilizada pela cultura indígena e caiçara, ou seja, não é exatamente uma novidade. Mas o mercado de embalagens no Brasil, para produzir em larga escala, sempre incentivou o uso de invólucros nada sustentáveis -, como os inúmeros plásticos que vemos diariamente nos supermercados. 

Foi após se deparar com a postagem, que viralizou nas redes sociais, que a Casa Santa Luzia se inspirou para implementar a solução. “Resistente, impermeável e flexível, ela também é biodegradável, ou seja, pode ser usada na compostagem ou, se descartada, irá se decompor naturalmente, de forma muito mais rápida em relação ao plástico”, salientou o empório ao compartilhar com seus clientes a novidade.

Supermercado na Tailândia que está testando a folha de bananeira como alternativa para evitar o uso excessivo de plásticos que embalam frutas e legumes.

Da inspiração à implementação

Entrevistamos Ana Maria Lopes, diretora da Casa Santa Luzia, que nos contou que foram os próprios funcionários a chamarem atenção para a ideia. A parte bacana da história é que a loja foi atrás de um fornecedor para verificar a viabilidade de implantação e a aceitação dos clientes. “Este fornecedor foi muito receptivo com a ideia e rapidamente nos enviou uma amostra e, na mesma semana, efetuamos a primeira compra”, diz Ana Maria. 

O resultado já pode ser visto na loja, localizada na capital paulistana, que até agora só recebeu elogios. “De imediato tivemos a aceitação do consumidor tornando possível manter o produto em linha”, conta Ana Maria. 

Um nicho a ser explorado 

A princípio pode parecer que faz pouca diferença substituir plásticos por folhas de bananeira, diante de tantos outros agentes poluidores, mas vamos aos fatos: Um terço do lixo doméstico no Brasil é composto por embalagens. São inúmeros os materiais que são descartados diariamente após serem usados uma única vez. Imagine o impacto em um mês, em um ano, em um país com mais de 200 milhões de habitantes.

Que há um enorme ganho econômico nas embalagens atuais não há novidade. Segundo a Associação Brasileira de Embalagem (Abre), 38% dos ganhos da produção de embalagens veio do material plástico em 2017. Mas estamos em um momento da história que é preciso repensar o que parecia consolidado. Aliás, dar preferência a embalagens ecológicas não significa perda econômica. Segundo a diretora da Casa Santa Luzia, houve até um aumento na venda dos produtos e há planos de expandir a solução. “Existe abertura e negociação com outros fornecedores para futura expansão de mix de produtos”, conclui Ana Maria em entrevista ao CicloVivo.

Além dos números, nesta matéria falamos dos benefícios ambientais das folhas de bananeira.

Fonte: Ciclovivo, Foto: Agência Twist Entrevista: Mayra Rosa, Texto: Marcia Sousa

Setor agropecuário ganha maior usina de geração de energia solar em São Paulo


Com investimento inicial de R$ 5 milhões, projeto conta com 3,6 mil painéis fotovoltaicos instalados em uma área de 10 mil metros quadrados.


A Cooperativa de Produtores Rurais (Coopercitrus) acaba de inaugurar, dentro do próprio complexo de grãos, localizado no município de Bebedouro (SP), a maior usina de geração de energia solar destinada ao setor agropecuário no estado de São Paulo.

Criado com o intuito de abastecer integralmente as 28 unidades da Coopercitrus por meio de créditos obtidos junto à rede da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), o complexo energético, cujo investimento inicial foi de R$ 5 milhões, conta com 3,6 mil painéis fotovoltaicos instalados em uma área de 10 mil metros quadrados. A estimativa é produzir 1.987MWh/ano.

Com a usina, a Coopercitrus espera reduzir em mais de 50% os gastos com energia elétrica em toda a cooperativa. O presidente do Conselho de Administração da Coopercitrus, José Vicente da Silva, afirmou na imprensa que “um dos principais objetivos da cooperativa com o projeto é oferecer e desenvolver soluções integradas e inovadoras, que resultem em sustentabilidade, beneficiando aos cooperados, a comunidade onde está inserida e o meio ambiente.”

Para o presidente do conselho, a inauguração do complexo fotovoltaico pode ser descrita como um marco para a cooperativa. “É o início de uma operação que pode crescer muito mais, inclusive com a coparticipação de nossos cooperados e parceiros do setor de geração de energia”, comentou.

E continua: “É um dos primeiros e um dos maiores projetos de energia fotovoltaica de cooperativa agrícola do País, porém, mais importante que o pioneirismo é que, com a nova unidade, a Coopercitrus será ainda mais competitiva e com muitos benefícios na sustentabilidade, com geração de energia de fontes renováveis. Na parte econômica, com a redução do valor pago na conta de energia, na segurança energética e previsibilidade, como forma de eliminação de riscos com interrupção e preços preestabelecidos”, destaca.

Hoje, a produção anual da usina instalada no complexo de grãos da cooperativa deve chegar a quase 2 gigawatts. Entretanto, em até dois anos a expectativa é pelo menos triplicar a capacidade de geração do complexo.

A cidade de Americana, no Brasil, terá uma nova usina solar


Com investimento de R$ 4,6 milhões (US$ 1,1 milhão), o projeto inclui 3.320 módulos e uma potência de 1,12 MW, capaz de gerar 1.771 MWh / ano, o suficiente para abastecer 738 domicílios com consumo média de 200 kWh / mês durante o período.

O prefeito da cidade de Americana (São Paulo, Brasil), Omar Najar, eo secretário de Meio Ambiente, Odair Dias, entregue a CPFL Soluções, empresa CPFL Energia, licenciamento e instalação para a construção da Fotovoltaica América Solar planta do Grupo CPFL em Americana. O encontro aconteceu nesta segunda-feira e contou com a presença do Diretor Comercial de Soluções em Energia da CPFL Soluções, Flávio de Souza; o diretor de Relações Institucionais e Sustentabilidade da CPFL Energía, Rodolfo Sirol; e o coordenador de Relações Institucionais do Grupo CPFL, Sebastião Arcanjo.

Com investimento de R $ 4,6 milhões (US $ 1,1 milhão), o projeto inclui 3.320 módulos e uma potência de 1,12 MW, capaz de gerar 1.771 MWh / ano, o suficiente para abastecer 738 domicílios com consumo média de 200 kWh / mês durante o período. A nova planta será instalada na Avenida São Jerônimo, no bairro São Jerônimo. As obras começarão em julho e devem terminar em dezembro deste ano.

A iniciativa pode reduzir a conta de energia dos clientes que estão conectados a esse tipo de geração em até 95%.

A gestão da empresa elogiou o comprometimento da Secretaria do Meio Ambiente e a rapidez na concessão da licença. "Quero parabenizar o prefeito e a equipe de secretaria, que completaram os procedimentos burocráticos antes do prazo final. Recebemos a aprovação em tempo recorde e estamos muito felizes por essa parceria ", afirmou o diretor Rodolfo Sirol.

Comercializadoras terão que se adequar as novas regras de operação


CCEE, Aneel e MME anunciaram ações de curto prazo para entrar em vigor em 2020, visando aumento da segurança do mercado de energia.


As novas comercializadoras e as que já operaram no mercado de energia terão que se adequar aos novos critérios para participação na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Os temas ainda estão em discussão, porém três medidas de curto prazo em estudo foram anunciadas oficialmente nesta quarta-feira, 22 de maio, em evento em São Paulo, pelas autoridades do setor elétrico. 

Estiveram presentes no evento o secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia (MME), Ricardo Cyrino; o presidente do Conselho de Administração da CCEE, Rui Altireri; e o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), André Pepitone. 

“O MME está muito atendo as questões que envolvem a comercialização de energia, especialmente em situações que geram incerteza sobre a liquidez e a segurança de mercado. O setor elétrico precisa ser um ambiente de negócios seguro, pois essa segurança e esse alinhamento entre os diversos segmentos garantem os investimentos na expansão do sistema e o atendimento aos consumidores”, disse Cyrino. 

As ações envolvem a implementação de chamada de margem semanal. Isso significa que toda semana as comercializadoras precisarão aportar garantias financeiras que façam frente às exposições das empresas. A segunda medida será aprimorar e desenvolver indicadores que permitam os agentes “olhar para a situação operacional de cada empresa”. A terceira ação será criar critérios mais rigorosos para criação de novas comercializadoras. No entanto, as empresas que já operam no mercado também terão que se adequar as novas exigências. Um tempo será concedido para essa transição. 

Segundo André Pepitone, esses critérios serão embasados considerando regras previstas na instrução 461/07 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A B3, bolsa de valores de São Paulo, tem contribuído nesse processo de aprimoramento do mercado de energia. “Hoje as regras permitem uma alavancagem muita grande das comercializadoras”, frisou o diretor da Aneel. 

Todo esse movimento em relação à necessidade de aumentar a segurança do mercado ganhou força no início desse ano, quando algumas comercializadoras apresentaram default e instalaram uma crise no ambiente bilateral de negociação de energia. O ambiente multilaretal, lembrou Pepitone, não foi afetado, porém houve o entendimento que essa inadimplência coloca em risco a “saúde do mercado”. 

De acordo com Rui Altieri, três comercializadoras estão em processo de desligamento por descumprimento de obrigações financeiras no mercado. Há cinco comercializadoras que estão em operação assistida, ou seja, não estão impedidas de operar, mas precisam atender a exigências excepcionais por parte da CCEE. 

Altieri contou que as ações de monitoramento dos contratos evitaram R$ 39,4 milhões de possíveis inadimplências. O executivo contou que R$ 11,8 milhões foram arrecadados com aplicação de penalidades. Disse também que existem outros 43 agentes em “condição especial de acompanhamento, por uma série de motivos”. Esses agentes foram convocados pela CCEE e alguns compromissos foram formalizados. Altieri não revelou quais foram esses compromissos. 

Na reunião dessa quarta-feira, técnicos da CCEE e da Aneel detalharam como acontecerá a operacionalização dessas novas regras. Pepitone reforçou que todas as ações de curto prazo propostas serão alvo de rodadas de discussão com o mercado e passarão por audiência pública antes de entrar em vigor em janeiro de 2020. 

Pepitone pontou, contudo, que essas propostas foram desenhas em comum acordo com diversos atores do segmento de geração e comercialização, inclusive com a contribuição da Associação Brasileira de Comercializadores de Energia (Abracel). A CCEE informou que proposta de chamada de margem semanal será apresentada protocolada formalmente na Aneel até o final deste mês.

São Paulo planeja implementar 170 km de ciclovias até 2020


O novo Plano Cicloviário de São Paulo, apresentado recentemente pelo prefeito Bruno Covas, prevê a implementação de 173,3 quilômetros de novas ciclovias e ciclofaixas na capital. A proposta, que faz parte do ajustes no Plano de Metas da administração municipal, também compreende a requalificação de 310,6 quilômetros existentes.

Avenidas como a Brasil, Doutor Arnaldo, Inajar de Souza, Teotônio Vilela, Salim Farah Maluf e um trecho da Marginal Pinheiros estão entre aquelas que poderão receber ciclovias ou ciclofaixas até 2020, segundo o mapa divulgado pela prefeitura de São Paulo.

O plano tem como objetivo “reconhecer definitivamente a bicicleta como modo de transporte, consolidando uma rede cicloviária abrangente, segura e integrada", e será implementado após audiências públicas em diversas regiões da cidade. “A medida tem como objetivo apresentar à população as propostas de conexões da malha cicloviária, além de receber recomendações, sugestões, críticas, propostas ou outros elementos que viabilizem a implantação de ciclovias e ciclofaixas, tornando o processo mais transparente, colaborativo e democrático”, afirma um comunicado da secretaria de comunicação da prefeitura.


A malha cicloviária de São Paulo compreendia apenas 11,6 quilômetros de vias até 2008, passando para 91,5 km em 2013. Durante a gestão de Fernando Haddad, entre 2013 e 2016, a malha foi ampliada para 498,3 quilômetros; não obstante, desde então ela permanece inalterada.

À estagnação soma-se o fato do número de fatalidades envolvendo ciclistas ter triplicado no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, passando de 5 para 16, recorde na série histórica do Infosiga, o banco de dados de acidentes de trânsito do governo do estado.

Fonte: Estadão e G1