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Banco Central do Brasil quer comprar energia solar por meio de leasing

O maior banco do Brasil lançou três propostas diferentes para selecionar instalações solares para comprar energia através de um contrato de arrendamento. O banco quer comprar cerca de 4 GWh por ano para o consumo de eletricidade no Distrito Federal e outros 2 GWh para os estados de Goiás e Pará, respectivamente.

Joel no exterior, flickr

O maior banco do Brasil e da América Latina, o Banco do Brasil SA (BB), decidiu lançar três leilões diferentes para comprar energia de usinas solares alugadas.

O banco disse que pretende comprar eletricidade para 96 ​​de suas agências no Distrito Federal, que abriga a capital do país, Brasília, na região Centro-Oeste e nos estados de Goiás e Pará.

Com essa medida, o BB estima uma economia de R$ 20 milhões (US$ 4,9 milhões) em contas de energia elétrica. No Distrito Federal, espera contratar cerca de 4 GWh por ano, enquanto nas outras duas unidades federais pretende comprar 2 GWh por ano, respectivamente.

Toda a energia produzida pelas instalações solares será injetada na rede elétrica, informou o Banco do Brasil em seu comunicado, e depois será deduzida das contas de energia do banco, de acordo com as regras de medição líquida aplicáveis ​​no Brasil. a todos os geradores de energia solar com capacidade de até 5 MW.

As chamadas públicas serão feitas em plataformas eletrônicas no dia 10 de setembro, às 8h30, para o Distrito Federal, e às 12h30, para o Pará. Para Goiás, a teleconferência será no dia 11 de setembro, às 9h30.

O arrendamento solar tornou-se uma opção concreta no mercado brasileiro em 2015, quando a agência reguladora do país, a ANEEL, introduziu novas disposições que o tornaram possível. Suas regras permitem que empresas e entidades públicas sem telhados ou superfícies disponíveis implantem um sistema fotovoltaico para arrendar uma fração de uma usina solar de propriedade de terceiros e consumir parte da energia gerada.

O BB informou ainda que foram realizados seus dois primeiros leilões do mesmo tipo para suas 200 agências no estado de Minas Gerais, que é a unidade federativa do Brasil com os maiores preços de energia, juntamente com São Paulo e Rio de Janeiro. em julho de 2018 e 2019, respectivamente. "A primeira fábrica, localizada em Porteirinha, estará pronta até o final deste ano, enquanto a segunda está sob contrato", afirmou o banco. "Juntos, os dois contratos totalizam R $ 88,3 bilhões e gerarão economia de 58% nas tarifas de energia".

Tecnologia pode fornecer energia a regiões afastadas a partir de 2021


O Laboratório de Aerodinâmica Aplicada de Furnas, subsidiária da Eletrobras, em Aparecida de Goiânia (GO), está desenvolvendo um projeto pioneiro para a construção de torres eólicas. A tecnologia pode resultar em economia em termos financeiros e em maior eficiência, na questão da durabilidade. A meta, no longo prazo, é instalar torres eólicas de menor altura e com geradores de menor porte para abastecer de energia regiões afastadas do Brasil.

Segundo o gerente do Centro Tecnológico de Engenharia Civil de Furnas, Renato Cabral, pela primeira vez no Brasil está sendo usada, para a fundação da torre eólica, a tecnologia conhecida como expander bodies, usada no mundo inteiro em fundações de edificações normais, na estrutura de contenções e na fundação de torres de transmissão. No Brasil, essa tecnologia nova está começando a ser adotada na fundação de torres de transmissão.

A tecnologia nova de fundação trabalha com o sistema de tração. “Ou seja, em vez de estar empurrando a torre no solo, há um esforço que puxa ela para cima”, explica Renato Cabral. “Como se estivesse arrancando”, complementa o gerente da Divisão de Tecnologia e Engenharia Civil de Furnas, Alexandre Castro. O sistema expander bodies trabalha melhor com essas ações de arrancamento. Isso porque, nas torres eólicas, o esforço acontece pela ação dos ventos, que têm tendência de “puxar” a torre.

Protótipo

O protótipo de torre que será montado no campo experimental do laboratório de Furnas terá 40 metros de altura, ao contrário das torres de parques eólicos tradicionais instalados na Região Nordeste, com torres de 120 metros. A torre começará a ser montada em agosto próximo e terá gerador de 30 quilowatts (kw), bem abaixo dos geradores utilizados atualmente em torres eólicas no país de 3 megawatts (MW), cujas pás chegam a até 90 metros de diâmetro.

Em setembro, quando a torre estiver montada, serão concluídos os testes de carga, para verificar a eficiência da nova tecnologia usada na fundação do equipamento. Em seguida, ao longo de um ano, está prevista a realização de testes para verificar a ação dos ventos, entre outros fatores. Os testes a serem efetuados em 2020 servirão para comprovar a viabilidade técnica e econômica do sistema, visando à aplicação a partir de 2021.

Um primeiro estudo envolverá a prova de carga. Será feita uma fundação similar à do protótipo à qual serão aplicados carregamentos, para verificar qual é o comportamento. “A ideia é comparar com a fundação normal”, disse Cabral. Segundo ele, análises iniciadas pela Universidade de Brasília (UnB) mostraram que essa fundação apresenta o dobro de eficiência em relação às fundações normais. O segundo estudo será referente à torre em si e verificará a atuação dos ventos e de seus reflexos sobre a fundação.

Economia e eficiência

Renato Cabral estima que a nova tecnologia de fundação pode significar valores até 20% mais baratos do que a tecnologia tradicional na hora da execução, dependendo do terreno onde a torre será erguida. No entanto, o principal fator de preocupação dos técnicos de Furnas diz respeito à durabilidade. “Você pode executar outro tipo de fundação com o mesmo valor, só que esse outro tipo, por não trabalhar bem a tração, vai começar a dar problemas em cinco a dez anos. Com a tecnologia nova, o que se espera é que não haja problemas futuros”.

Cabral explicou que apesar de não ter, num primeiro momento, retorno financeiro imediato, o novo tipo de torre é rentável ao longo de toda a vida útil por causa da durabilidade do empreendimento. “A gente espera que essa fundação tenha melhor comportamento do que os demais tipos aplicados, ao longo do tempo”, ressalta.

Caso os resultados dos testes sejam positivos, a nova tecnologia poderá ser aplicada por Furnas em novos projetos de parques eólicos no país. A ideia, disse Cabral, é avaliar a instalação de torres de 40 metros para a implantação de parques eólicos menores em locais de vento de baixa velocidade e que possam ser montadas por empresas locais em regiões mais afastadas e com geradores de menor porte. O objetivo é fornecer energia a comunidades de menor população em todo o Brasil.

Goiás é um dos estados que poderão ser beneficiados com a nova tecnologia e, por extensão, a Região Centro-Oeste, afirmou o gerente do Centro Tecnológico de Engenharia Civil de Furnas. Deverão ser feitos estudos de viabilidade para a altura de 40 metros de uma torre eólica e com pequenos geradores. “Viabilizando isso para Goiás, viabiliza para o Brasil todo”, concluiu Cabral.

A construção da torre eólica de 40 metros com a tecnologia de fundação expander bodies faz parte do projeto de pesquisa e desenvolvimento “Metodologias e Infraestruturas Tecnológicas para Ampliação da Confiabilidade e Otimização de Empreendimentos de Energia”, conduzido pelo Centro Tecnológico de Engenharia Civil de Furnas, em parceria com a empresa Embre Engenharia Geotécnica e a UnB.

Por Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro , Edição: Wellton Máximo

Furnas desenvolve projeto de torres eólicas mais baixas e duráveis

Tecnologia pode fornecer energia a regiões afastadas a partir de 2021 


O Laboratório de Aerodinâmica Aplicada de Furnas, subsidiária da Eletrobras, em Aparecida de Goiânia (GO), está desenvolvendo um projeto pioneiro para a construção de torres eólicas. A tecnologia pode resultar em economia em termos financeiros e em maior eficiência, na questão da durabilidade. A meta, no longo prazo, é instalar torres eólicas de menor altura e com geradores de menor porte para abastecer de energia regiões afastadas do Brasil.

Segundo o gerente do Centro Tecnológico de Engenharia Civil de Furnas, Renato Cabral, pela primeira vez no Brasil está sendo usada, para a fundação da torre eólica, a tecnologia conhecida como expander bodies, usada no mundo inteiro em fundações de edificações normais, na estrutura de contenções e na fundação de torres de transmissão. No Brasil, essa tecnologia nova está começando a ser adotada na fundação de torres de transmissão.

A tecnologia nova de fundação trabalha com o sistema de tração. “Ou seja, em vez de estar empurrando a torre no solo, há um esforço que puxa ela para cima”, explica Renato Cabral. “Como se estivesse arrancando”, complementa o gerente da Divisão de Tecnologia e Engenharia Civil de Furnas, Alexandre Castro. O sistema expander bodies trabalha melhor com essas ações de arrancamento. Isso porque, nas torres eólicas, o esforço acontece pela ação dos ventos, que têm tendência de “puxar” a torre.

Protótipo

O protótipo de torre que será montado no campo experimental do laboratório de Furnas terá 40 metros de altura, ao contrário das torres de parques eólicos tradicionais instalados na Região Nordeste, com torres de 120 metros. A torre começará a ser montada em agosto próximo e terá gerador de 30 quilowatts (kw), bem abaixo dos geradores utilizados atualmente em torres eólicas no país de 3 megawatts (MW), cujas pás chegam a até 90 metros de diâmetro.

Em setembro, quando a torre estiver montada, serão concluídos os testes de carga, para verificar a eficiência da nova tecnologia usada na fundação do equipamento. Em seguida, ao longo de um ano, está prevista a realização de testes para verificar a ação dos ventos, entre outros fatores. Os testes a serem efetuados em 2020 servirão para comprovar a viabilidade técnica e econômica do sistema, visando à aplicação a partir de 2021.

Um primeiro estudo envolverá a prova de carga. Será feita uma fundação similar à do protótipo à qual serão aplicados carregamentos, para verificar qual é o comportamento. “A ideia é comparar com a fundação normal”, disse Cabral. Segundo ele, análises iniciadas pela Universidade de Brasília (UnB) mostraram que essa fundação apresenta o dobro de eficiência em relação às fundações normais. O segundo estudo será referente à torre em si e verificará a atuação dos ventos e de seus reflexos sobre a fundação.

Economia e eficiência

Renato Cabral estima que a nova tecnologia de fundação pode significar valores até 20% mais baratos do que a tecnologia tradicional na hora da execução, dependendo do terreno onde a torre será erguida. No entanto, o principal fator de preocupação dos técnicos de Furnas diz respeito à durabilidade. “Você pode executar outro tipo de fundação com o mesmo valor, só que esse outro tipo, por não trabalhar bem a tração, vai começar a dar problemas em cinco a dez anos. Com a tecnologia nova, o que se espera é que não haja problemas futuros”.

Cabral explicou que apesar de não ter, num primeiro momento, retorno financeiro imediato, o novo tipo de torre é rentável ao longo de toda a vida útil por causa da durabilidade do empreendimento. “A gente espera que essa fundação tenha melhor comportamento do que os demais tipos aplicados, ao longo do tempo”, ressalta.

Caso os resultados dos testes sejam positivos, a nova tecnologia poderá ser aplicada por Furnas em novos projetos de parques eólicos no país. A ideia, disse Cabral, é avaliar a instalação de torres de 40 metros para a implantação de parques eólicos menores em locais de vento de baixa velocidade e que possam ser montadas por empresas locais em regiões mais afastadas e com geradores de menor porte. O objetivo é fornecer energia a comunidades de menor população em todo o Brasil.

Goiás é um dos estados que poderão ser beneficiados com a nova tecnologia e, por extensão, a Região Centro-Oeste, afirmou o gerente do Centro Tecnológico de Engenharia Civil de Furnas. Deverão ser feitos estudos de viabilidade para a altura de 40 metros de uma torre eólica e com pequenos geradores. “Viabilizando isso para Goiás, viabiliza para o Brasil todo”, concluiu Cabral.

A construção da torre eólica de 40 metros com a tecnologia de fundação expander bodies faz parte do projeto de pesquisa e desenvolvimento “Metodologias e Infraestruturas Tecnológicas para Ampliação da Confiabilidade e Otimização de Empreendimentos de Energia”, conduzido pelo Centro Tecnológico de Engenharia Civil de Furnas, em parceria com a empresa Embre Engenharia Geotécnica e a UnB.

Por Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro , Edição: Wellton Máximo

Estudante goiano tem trabalho publicado em Conferência sobre Energias Renováveis, na Espanha


Uma plataforma digital que simula um motor elétrico otimizando máquinas industriais e auxilia na manutenção e operação das mesmas. Um estudo cientifico foi desenvolvido por um aluno do Instituto Federal de Goiás, de Itumbiara. Matheus Bueno tem 23 anos e sempre foi apaixonado por tecnologia. O estudante que cresceu na roça teve seu trabalho apresentado em na Conferência Internacional sobre Energias Renováveis e Qualidade de Energia, na Espanha e tem sido elogiado por acadêmicos por conta de suas pesquisas.

Bueno fez todo o Ensino Médio em Silvânia, no interior de Goiás. Por viver em fazendas, sempre teve familiaridades com o trabalho na roça logo se interessava pelas atividades rurais e por consequência disso, conseguiu uma vaga no curso de Engenharia Agrícola. "Fiz um ano no curso, mas acabei não gostando", revela o estudante. Não é que considerasse um curso ruim, mas acabou não se identificando com algumas coisas que aprendia. "Sempre gostei de eletrônica, tecnologia e coisas do tipo". Nos tempos livres o estudante gostava de desenvolver aplicativos e jogos. Também gostava de brincar com artes digitais e logo passou a dominar softwares de design gráfico. Esses "hobby's" deram base para o segundo curso que escolheu e permitiu que apresentasse o trabalho fora do Brasil: a engenharia elétrica.

A pesquisa de Matheus consiste no seguinte: você tem uma máquina agrícola, por exemplo. A plataforma que ele desenvolveu permite que você preveja possíveis erros, de modo que o aproveitamento desta maquina se tornaria maior. Caso o equipamento apresente algum problema, a plataforma pode ser utilizada para identifica-lo sem ter que passar por grandes manutenções. "Em alguns casos a maquina teria de ser trocada", salienta. Quando utilizada, a plataforma que Matheus desenvolveu pode evitar essa troca. "Podemos ver previamente como qualquer máquina pode ser melhor aproveitada na Indústria". Utilizando um aplicativo chamado Matlab, Matheus aplica os seus estudos. "Seria como se estivemos trabalhando com uma máquina real. Se eu fosse fazer essas alterações numa maquina real, gastaríamos muito dinheiro. Com o simulador, conseguimos fazer uma economia muito relevante.", afirmou.

O artigo apresentado teve o título "Study and Implementation of a Computational Platform to Drive a Switched Reluctance Motor 8x6 for Electric Vehicles Applications" (em português traduzido literalmente algo como: "Implementação de uma Plataforma Computacional para Acionamento de um Motor a Relutância Variável 8x6") e teve como orientação a colaboração do professor do Campus Itumbiara, Ghunter Paulo.

Matheus não quer parar. Ainda esta no sexto período e tem um bom caminho pela frente. Quando estava escrevendo esta matéria, consultei alguns outros profissionais e acadêmicos e mostrei o trabalho de Matheus: "é uma aplicação muito interessante. Esse cara é de Goiás?", surpreendiam-se alguns. O aluno que saiu da roça no interior do Estado e ia para a escola com o transporte municipal hoje tem seu trabalho exposto na Europa. A Conferência Internacional sobre Energias Renováveis acontece todos os anos desde 2003 e é uma dos maiores eventos aonde são discutidos soluções e alternativas de sustentabilidade e renovação no mundo.

EDP ​​vai construir usina fotovoltaica de 5 MW para abastecer Banco do Brasil

A instalação de energia fotovoltaica, localizada na cidade de Januaria, deverá estar em funcionamento em 2019. Sua produção irá para a potência 58 dos escritórios do banco no estado.

A EDP Energias do Brasil SA (B3: ENBR3) e o banco nacional Banco do Brasil assinaram nesta quarta-feira um contrato para o desenvolvimento de um projeto fotovoltaico (PV) de 5 MWp no estado de Minas Gerais.

A instalação de energia fotovoltaica, localizada na cidade de Januaria, deverá estar em funcionamento em 2019. Sua produção irá para a potência 58 dos escritórios do banco no estado.

Composta por 15.000 painéis solares, a usina solar deve gerar cerca de 11 GWh por ano, o que seria suficiente para atender à demanda anual de 4.500 residências locais e compensar cerca de 1.000 toneladas de emissões de dióxido de carbono (CO2). O banco estima que economizará aproximadamente R $ 82 milhões (US $ 21,3 milhões / EUR 18,5 milhões) em sua conta de eletricidade ao longo de um período de 15 anos, graças ao contrato de energia solar.

O Banco do Brasil tem planos para, nos próximos anos, construir duas outras fazendas PV em Minas Gerais, assim como nos estados de Goiás, Distrito Federal, Pará, Maranhão e Bahia.

Energia Solar ja dobrou neste ano graças ao PRONAF


O meio rural brasileiro atingiu 15,8 megawatts de utilização operacional de energia solar fotovoltaica. Essa marca significa que o uso da energia solar cresceu nove vezes em 2017, e ja dobrou neste ano graças ao PRONAF.

“Os agricultores descobriram a energia solar fotovoltaica. São eles os responsáveis por levar o alimento do campo para as áreas urbanas, e passam, agora, a também ter uma complementação de renda, gerando energia elétrica para abastecer áreas urbanas e reduzir os seus gastos especificamente,” disse o presidente executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), Rodrigo Sauaia.

“O meio rural tem açudes usando energia solar fotovoltaica flutuante em Goiás. Tem projetos mais tradicionais de bombeamento e irrigação em Minas Gerais; quando começa o dia, o pivô é ligado e quando some o sol ele deixa de irrigar a plantação. Tem indústria de sorvete no Ceará. O período que vende mais sorvete é no verão e aí pode também gerar energia para garantir energia nesta estação do ano quando gastam mais para refrigerar o sorvete. No verão, eles gastam muito mais energia por conta da refrigeração, então, casa bem com a sazonalidade deles, com o custo também é bem positiva essa sinergia”, contou Rodrigo.

Financiamentos

A energia solar também tem-se mostrado um bom negócio para os produtores de agricultura familiar. O PRONAF (Programa Nacional de Fortalecimento de Agricultura Familiar) oferece financiamentos com juros variando entre 2,5% a 5,5% ao ano.

Já o BNDES oferece recursos com juros de até 4,6% e a aquisição do equipamento deve estar vinculada a uma atividade econômica.

Para as pessoas físicas e jurídicas que queiram instalar projetos de energia solar fotovoltaica, o banco abriu linhas de financiamento no Programa Fundo Clima para 80% dos itens financiáveis, podendo chegar a R$ 30 milhões a cada 12 meses por beneficiário. Para renda anual de até R$ 90 milhões, o custo é de 0,1% ao ano com a remuneração do BNDES de 0,9% ao ano. Na renda anual acima de R$ 90 milhões, o custo tem o mesmo percentual, mas a remuneração do BNDES é de 1,4% ao ano.

Fonte: ABSOLAR

A nova fronteira da energia

Uma onda de investimentos em energia solar, capitaneada por grandes empresas, começa a esquentar no Brasil. Entenda por que companhias como a construtora MRV, a operadora Oi e a locadora de veículos Localiza estão apostando na tecnologia

Insolação: Rafael Menin, CEO da construtora MRV, quer que todos os lançamentos da empresa possuam painéis de geração solar fotovoltaica (Crédito: Marcus Desimoni / NITRO)

Quem subir no telhado de um dos 22 prédios do Spazio Parthenon, empreendimento da construtora MRV localizado na região da Pampulha, na capital mineira, vai se deparar com um cenário ainda pouco usual para a maioria dos brasileiros. No topo de cada um dos edifícios, foram instalados 75 painéis solares – um total de 1,65 mil equipamentos em todo o complexo. O sistema gera 53 Megawatts (MW) de energia por mês, capacidade suficiente para abastecer todos os 440 apartamentos do condomínio, além das áreas comuns. Para os moradores, a tecnologia garante uma economia na conta de luz de cerca de R$ 90 por mês.

O projeto de geração fotovoltaica do complexo, que demandou um aporte de R$ 1,5 milhão, é o exemplo mais recente de um investimento maciço da MRV na energia solar. “É quase uma cláusula pétrea que implantamos na empresa”, afirma Rafael Menin, copresidente da MRV. “Queremos entregar todos os novos imóveis com energia solar e cada vez com um número maior de painéis.” O plano da construtora, elaborado em meados do ano passado, é investir cerca de R$ 800 milhões, até 2022, na construção de pelo menos 220 mil apartamentos abastecidos com sistemas iguais ao do Spazio Parthenon. A meta, a partir do ano que vem, é que todos os lançamentos da companhia possuam a tecnologia. Neste ano, 75 imóveis, ou 60% do total que será lançado, já terão placas solares no telhado.

A jornada da MRV faz parte de uma onda de investimentos em energia solar, capitaneada por grandes empresas e que tem avançado no Brasil nos últimos três anos. Estimativa da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltacia (Absolar) mostra que o setor privado e as residências investiram R$ 1,9 bilhão desde 2012 no mercado. “É um movimento recente, mas as empresas estão buscando cada vez mais a geração solar para alimentar suas instalações”, diz Victor Kodja, presidente do Balcão Brasileiro de Comercialização de Energia (BBCE).


A operadora de telecomunicações Oi é outra que decidiu, recentemente, seguir o mesmo caminho da incorporadora. Em paralelo às suas tratativas para dar andamento a sua recuperação judicial, a empresa está investindo R$ 30 milhões na construção de duas fazendas dedicadas a geração de energia solar fotovoltaica. Localizadas em Capitão Enéas, no Norte de Minas Gerais, e em Januába, no interior do mesmo Estado, as usinas ficarão prontas em setembro deste ano. A capacidade de geração de cada uma é de 5 MW, que serão destinados para abastecer oito mil unidades consumidoras da Oi, entre antenas, torres de telecomunicação e prédios corporativos. 

O projeto da operadora prevê ainda a construção de outras 15 usinas do mesmo perfil até junho de 2019. Quando todas estiverem em pleno funcionamento, a empresa estima que terá uma redução de cerca de 30% em seus gastos com energia elétrica. “Hoje, despendemos R$ 750 milhões por ano com energia”, afirma Marco Antonio Vilela, diretor de patrimônio e logística da Oi. “Quando todas estiverem funcionando, esperamos reduzir esse valor para algo em torno de R$ 550 milhões.”

Uma das fontes energéticas globais mais limpas e renováveis, a energia solar ainda é pouco utilizada no Brasil. Apesar da vocação do País, que conta com um nível alto de irradiação do sol, de 5,4 quilowatts-hora por metro quadrado, ela corresponde apenas a 0,27% da matriz energética, e é uma fração de países como a China e a Alemanha, que possuem um nível menor de insolação, de 5,0 e 2,5 quilowatts-hora, respectivamente (confira mais no quadro abaixo). “O Brasil está 15 anos atrasado no desenvolvimento da energia solar”, afirma Rodrigo Sauaia, presidente da Absolar. “Precisamos recuperar o tempo perdido.” A boa notícia é que esse quadro deve mudar rapidamente.

Um dos aspectos que tem estimulado o crescimento dos investimentos é o barateamento da infraestrutura. Nos últimos dez anos, o custo para a construção de um sistema completo reduziu drasticamente, caindo mais de 75% no período, diminuindo também o prazo de retorno dos investimentos, que é hoje de, em média, sete anos. Para se ter uma ideia, a instalação de quatro painéis solares com potência de 1,25 MW, que custava cerca de R$ 30 mil em 2015, passou a custar R$ 15 mil. Já as tarifas de energia elétrica das distribuidoras subiram mais de 50% nos últimos dois anos, muito acima da inflação acumulada de 9,2%, estimulando a busca das empresas por alternativas mais baratas.

Somado a isso, houve uma série de mudanças regulatórias que deram impulso para a chamada microgeração e minigeração distribuída, categoria em que os projetos da MRV e da Oi se enquadram. Em 2012, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou a produção própria de energia de fontes renováveis, permitindo, também, que o excedente gerado fosse repassado para a rede pública em troca de créditos (leia mais no quadro na pág. 47). “A regulamentação foi fundamental”, afirma Sauaia. “Antes dela, não havia um mecanismo para os consumidores aproveitarem a energia excedente.”

Mais perto do sol: a rede Pague Menos instalou painéis solares em dois de seus quatro centros de distribuição, por exemplo, o localizado em Goiás (foto) (Crédito:Divulgação)

Para diminuir esse atraso, diversas empresas, além da MRV e da Oi, estão investindo na geração fotovoltaica. É o caso da locadora de veículos Localiza, que fechou neste ano uma parceria com a Axis Renováveis para utilizar toda a energia gerada por quatro usinas solares da empresa. As fazendas demandaram um investimento de R$ 20 milhões e o prazo de retorno do aporte é de sete anos. A empresa vai iniciar também, no segundo semestre, a instalação de painéis solares no telhado de suas agências de locação e revenda de carros. A meta é que, até o fim de 2019, mais de 490 agências da rede sejam abastecidas com energia solar. Para isso, será necessário construir placas em 60% dessas unidades, e as restantes serão supridas com os créditos da geração excedente. “Queremos tornar a empresa 100% autossuficiente em energia”, diz João Ávila, diretor de operações da Localiza, que calcula que o projeto gere economia de 15% nos gastos da empresa com eletricidade.

Um dos casos mais emblemáticos é o da rede de farmácias Pague Menos, uma das pioneiras no uso de energia solar no Brasil. Em 2014, dois anos após a primeira regulação da Aneel entrar em vigor, a empresa começou a construção de um condomínio solar, no Ceará, em parceria com a Enel Soluções. Hoje, a varejista conta com cinco parques, que abastecem 79 lojas, além de painéis em dois de seus quatros centros de distribuição. O objetivo é que, no segundo semestre de 2019, todas as lojas e centros de distribuição sejam abastecidos com energia fotovoltaica. Na data, a expectativa é que os gastos com conta de luz caiam dos atuais R$ 72 milhões por ano para R$ 60 milhões.


Este ano, a rede já vai economizar R$ 5 milhões. “A energia fotovoltaica é uma das mais limpas e o custo de implantação caiu muito nos últimos anos”, diz Eduardo Dias, gerente financeiro da Pague Menos. “Com isso, conseguimos ser sustentáveis e ainda por cima ter um retorno financeiro interessante.” A combinação de custos menores e uma regulação favorável, que tem estimulado o investimento das grandes empresas, pode colocar o Brasil entre os líderes globais de geração fotovoltaica, dado o seu imenso potencial. A projeção no mercado é que até 2030 a fonte solar represente mais de 10% da matriz elétrica do País.

Você sabe o que é uma árvore solar?


Uma árvore solar é na verdade uma estrutura tubular composta por vários painéis fotovoltaicos, capaz de produzir energia sustentável. Como parte do projeto de eficiência energética da Enel Distribuição Goiás, iniciamos este mês a instalação de três árvores solares em instituições de ensino de Goiânia e Itumbiara.

As estruturas metálicas, em formato de palmeira, são compostas por 10 painéis solares cada e vão ajudar as universidades a economizar energia. Já foram instadas três árvores: no campus Goiânia do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG); no campus Itumbiara do IFG e no campus Samambaia da Universidade Federal de Goiás.

Cada árvore possui 11 metros de altura, tem potência de 2.6 kWp e é capaz de gerar cerca de 300 KWh/mês, energia equivalente ao consumo médio mensal de duas famílias de quatro pessoas.

“A árvore funciona como uma pequena usina solar, aproveitando ao máximo a incidência da luz solar para gerar energia.”
– Odailton Arruda, Responsável por Eficiência Energética da Enel Brasil


Sustentabilidade e Eficiência Energética

A implementação de projetos de eficiência energética em instituições federais é estimulada pela Agência Nacional de Energia Elétrica. O objetivo é que as instituições públicas de ensino superior obtenham o selo A de eficiência energética do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia).

A iniciativa do Grupo Enel, inédita no Estado, contará com investimento total de R$ 18 milhões. Além das árvores solares, o projeto também contempla a substituição de cerca de 50 mil lâmpadas comuns pelo modelo LED – mais econômico – a troca dos chuveiros elétricos por um sistema de aquecimento solar da água e a instalação de estruturas de geração fotovoltaica nos telhados das instituições.

No decorrer do projeto, as instituições também receberão um sistema de gerenciamento e monitoramento da energia, que apontará os dados de geração, consumo e a redução do volume de gás carbônico lançado na atmosfera.

“Esse projeto é muito importante para o Instituto Federal de Goiás e colabora com as pesquisas e estudos que temos feito com foco em economia e geração de energia elétrica.”
– José Luis Domingos, professor e coordenador do projeto de eficiência energética do campus Goiânia do IFG


Etiqueta sustentável

O Programa Brasileiro de Etiquetagem, coordenado pelo Inmetro, avalia e fornece informações sobre produtos e instalações, considerando critérios como eficiência energética, segurança, impacto ambiental e relação custo/benefício. Sendo assim, todo prédio público novo ou reformado deve receber uma etiqueta dizendo o quanto são sustentáveis.

“Queremos servir de exemplo. Da nossa parte, o envolvimento será absoluto e total. Esse projeto tem tudo a ver com o que defendemos e acreditamos.”
– Edward Madureira Brasil, Reitor da Universidade Federal de Goiás

Uso de energia solar no campo cresce com usinas flutuantes


O meio rural atingiu 15,8 megawatts de utilização operacional de energia solar fotovoltaica. Essa marca atual significa que este tipo de fonte cresceu nove vezes em 2017 e neste ano já dobrou o uso dessa tecnologia no campo.

“Os agricultores descobriram a energia solar fotovoltaica. São eles os responsáveis por levar o alimento do campo para as áreas urbanas, e passam, agora, a também ter uma complementação de renda, gerando energia elétrica para abastecer áreas urbanas e reduzir os seus gastos especificamente”, disse à Agência Brasil o presidente-executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia,.

Segundo o presidente, essa é uma novidade interessante, porque a demanda tem se espalhado em diversos segmentos. “O meio rural tem açudes usando energia solar fotovoltaica flutuante em Goiás. Tem projetos mais tradicionais de bombeamento e irrigação em Minas Gerais, quando começa o dia, o pivô é ligado e quando some o sol ele deixa de irrigar a plantação. Tem indústria de sorvete no Ceará. O período que vende mais sorvete é no verão e aí pode também gerar energia para garantir energia nesta estação do ano quando gastam mais para refrigerar o sorvete. No verão, eles gastam muito mais energia por conta da refrigeração, então, casa bem com a sazonalidade deles, com o custo também é bem positiva essa sinergia”, contou Sauaia.

Além do custo mais baixo, outra vantagem apontada por Rodrigo Sauaia para o uso desta tecnologia no campo é a de ela ser mais limpa. “Muitos desses produtores rurais, às vezes para levar irrigação para uma área produtiva distante da rede elétrica, tinham que levar um gerador a diesel barulhento e poluente no meio da plantação para gerar e poder irrigar. Era péssimo para o meio ambiente, caro para o produtor, mas ele precisava fazer isso. Agora, pode fazer isso com o sol, com um sistema móvel e com energia limpa e sem combustível, sem dor de cabeça para o produtor”, observou.

Usinas flutuantes

O engenheiro Orestes Gonçalves Júnior, da empresa F2 Brasil, foi o responsável pela instalação de um sistema de energia solar fotovoltaica flutuante em açudes da Fazenda Figueiredo, produtora de leite, em Cristalina, Goiás. Para o engenheiro, a utilização da área de açude amplia a conservação da região e dá melhor destinação a terras que estejam impactadas. Segundo ele, o uso das placas flutuantes permite ainda ao produtor aproveitar mais a propriedade e manter o solo para as plantações.

“Ele não está tirando parte agricultável para botar uma usina. A flutuante libera a área usada para a solar, para continuar fazendo desenvolvimento econômico da atividade do agronegócio e, por outro lado, reduz a evaporação que é um ativo, hoje, importante. Como está faltando muita água, principalmente, em algumas regiões como a do Rio São Francisco, se consegue ter algo em torno de 20% a mais de água por ano. Deixa de tirar água dos rios, ou tem melhor produtividade na irrigação dele fazendo reduzir a evaporação. É econômico, ambiental e ao mesmo tempo em maior volume de água nos açudes”, apontou.

Orestes Gonçalves Júnior destacou ainda que o produtor tem mais uma forma de lucrar com a solar flutuante em açude, que pode ser usado por mais de um produtor da região. Mais uma alternativa para o produtor é usar os açudes para desenvolver projetos de piscicultura.

Financiamentos

A energia solar também tem se mostrado um bom negócio para os produtores de agricultura familiar. O presidente da Absolar destacou as linhas de financiamento que o consumidor passou a ter para fazer a instalação do serviço. Ele contou que, no Paraná, um produtor familiar de leite está refrigerando o produto com a energia do sol, depois de conseguir um financiamento por meio do Programa Nacional de Fortalecimento de Agricultura Familiar (Pronaf), que neste caso, tem juros variando entre 2,5% a 5,5% ao ano.

Para o período de julho de 2018 a junho de 2019, o BNDES informou que os juros são de até 4,6% e a aquisição do equipamento deve estar vinculada a uma atividade econômica. “A dotação orçamentária ainda será publicada pelo Conselho Monetário Nacional”, completou o BNDES em resposta à Agência Brasil.

Para as pessoas físicas e jurídicas que queiram instalar projetos de energia solar fotovoltaica, o banco abriu linhas de financiamento no Programa Fundo Clima para 80% dos itens financiáveis, podendo chegar a R$ 30 milhões a cada 12 meses por beneficiário. Para renda anual de até R$ 90 milhões, o custo é de 0,1% ao ano com a remuneração do BNDES de 0,9% ao ano. Na renda anual acima de R$ 90 milhões, o custo tem o mesmo percentual, mas a remuneração do BNDES é de 1,4% ao ano.

Redução de custos

Na visão do presidente da Absolar, a redução de custos para a instalação de um sistema de energia fotovoltaica tem sido um atrativo para o aumento de consumidores neste tipo de fonte. “Em dois anos, a tecnologia barateou em 25%. Nos últimos dez anos, a energia solar fotovoltaica ficou entre 60 a 80% mais barata, com isso hoje em dia já é possível na maior parte do Brasil gerar e produzir a sua própria energia através do sol do seu telhado e no solo do que comprar a energia da rede, por exemplo. Não por acaso, o que mais leva as pessoas a investirem em energia solar fotovoltaica não é só pelo meio ambiente, mas pela economia no bolso que a tecnologia traz”.

Evolução

O presidente da Absolar comentou que o setor começou 2017 com mais ou menos 90 megawatts de energia solar fotovoltaica operando na matriz elétrica brasileira e terminou o ano com 1.145 megawatts, o que segundo ele, representa crescimento de mais de 11 vezes no período. “São poucos os setores na nossa economia que crescem mais de 11 vezes em um único ano. Essa é a velocidade exponencial que a fonte solar fotovoltaica está acelerando neste momento”.

A expectativa é fechar 2018 com cerca 2.400 megawatts e, assim, o setor vai mais do que dobrar e, permitir ao Brasil subir no ranking mundial da energia solar fotovoltaica. Atualmente o país está entre os 25 a 30, principais países em energia solar fotovoltaica.

No Rio de Janeiro, a distribuidora Light informou que, até maio de 2018, foram registradas 1.036 unidades de consumidores que utilizam a energia bidirecional, o que representa um crescimento de 150% nos últimos dois anos (2016-2018). Em créditos, segundo a empresa, durante o mês de abril deste ano, os consumidores obtiveram 300 Kwh com recursos da fonte solar fotovoltaica. No caso da Light, a maior concentração de usuários está nas zonas Sul e Oeste da cidade do Rio de Janeiro.


Energia solar no setor público

Na área pública, os projetos também estão se desenvolvendo. O presidente da Absolar lembrou que a sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, instalou um sistema de energia solar fotovoltaica no telhado. Além disso, o Ministério de Minas e Energia (MME) é o primeiro prédio do governo federal a receber este tipo de fonte.

“É o primeiro prédio da Esplanada dos Ministérios com energia solar fotovoltaica. Abastece de 5% a 7% da demanda elétrica do prédio”, completando que, diante do impedimento de tráfego aéreo na região por questão de segurança, só foi possível instalar o sistema em uma parte do telhado, já que o transporte de placas utilizadas no sistema ficou restrito.

A assinatura do termo de cooperação com o ministério foi em 2015 e o término da instalação ocorreu no fim de 2016. O projeto-piloto desenvolvido pelo setor custou R$ 500 mil e o governo federal não precisou pagar nada.

“O governo não tirou nenhum centavo do bolso, mas também não recebeu nenhum centavo nosso. Recebeu o sistema com o compromisso de que ele fosse aberto à sociedade brasileira para que ela pudesse acompanhar e entender. Tem uma TV no térreo que mostra em tempo real o quanto o sistema está produzindo de energia e subindo dá para fazer a visitação do sistema”, disse. Rodrigo Sauaia espera que outros ministérios também desenvolvam projetos semelhantes.

Contribuição

Para o executivo, um dos fatores que permitiram a expansão do setor foram os leilões que o governo federal tem realizado desde 2014. “Foi um leilão em 2014, dois em 2015, um em 2017 e agora um em 2018. Os projetos que foram contratados lá em 2014 e 2015 começaram a entrar em operação, por isso, esse salto grande que tivemos no mercado”.

O crescimento de projetos em residências, comércios, indústrias, prédios públicos e produtores rurais também contribuíram para a evolução do setor. “Esse mercado representou cerca de 15% no final do ano do que tínhamos instalado no país. Ele está distribuído ao redor de todos os estados brasileiros em pequenos sistemas junto aos consumidores em todo o Brasil”, disse, ressaltando, que esses consumidores se beneficiam com os créditos de energia para abater o consumo no futuro.

Fonte: IstoÉ

Goiás irá receber primeira fábrica de veículos elétricos do país

A indústria Electro Motors do Brasil terá sua sede em Goianésia (GO).




Matéria escrita por Mateus Neves

Com o investimento fixo de R$ 240 milhões e gerando 250 empregos diretos em Goianésia, a indústria Electro Motors do Brasil vai entregar ao mercado brasileiro, no dia 20 deste mês, quatro modelos de moto elétrica nacional fabricadas inteiramente em Goiás.

“Começamos com o projeto para desenvolver oito modelos de veículos totalmente movidos a energia limpa, a eletricidade, cuja produção inicial será de mil unidades ao mês”, disse o empresário Carlos Eduardo Barbosa Pinto ao portal Goiás Agora.

Nas próximas etapas a indústria promete produzir também dois modelos de veículos furgões (utilitários) e dois modelos de automóveis, programados para chegarem ao mercado em 2019.

A distribuidora de energia de Góiais inaugura em árvore solar de 11 metros

A Enel Distribuição Goiás inaugurou nesta terça-feira (5), uma árvore solar no campus Samambaia da Universidade Federal de Goiás (UFG). Esta é a terceira estrutura que a empresa instala no Estado, as duas primeiras foram no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG) campus Goiânia e Itumbiara.


A árvore é uma palmeira metálica de 11 metros composta por uma estrutura tubular e dez folhas, sobre as quais estão instalados dez painéis fotovoltaicos.

“Ela funciona como uma pequena usina solar, aproveitando ao máximo a incidência da luz solar para gerar energia”, afirma o responsável por Eficiência Energética da Enel Brasil, Odailton Arruda.

Cada estrutura tem potência de 2,6 kWp e uma geração estimada média de 300 KWh/mês, o equivalente ao consumo médio mensal de energia de duas famílias com cerca de quatro pessoas.

As árvores solares integram o projeto de eficiência energética em instituições de ensino superior realizado pela Enel. A iniciativa no IFG e UFG, também contempla a substituição da iluminação existente por cerca de 50 mil lâmpadas LED, a troca de chuveiros elétricos por sistema de aquecimento solar de água e a instalação de geração solar fotovoltaica nos telhados das instituições, além do descarte correto dos equipamentos antigos.

Também está sendo implementado nas instituições de ensino um sistema de gerenciamento e monitoramento dos pontos de energia, tanto no que diz respeito ao consumo quanto à geração.

Serão distribuídas telas demonstrando um balanço energético e o que a instituição está economizando em volume de gás carbônico que deixa de ser gerado por causa das ações de eficiência energética.

“Queremos servir de exemplo para o país. De nossa parte, o envolvimento será absoluto e total. Esse projeto tem tudo a ver com o que defendemos e acreditamos”, afirma o reitor da UFG, Edward Madureira Brasil.

A implementação de projetos de eficiência energética em instituições federais é proveniente de chamada pública da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) direcionada a instituições públicas de ensino superior, para que possam obter o selo A de eficiência energética, conforme o Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), coordenado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

O PBE avalia e fornece informações sobre produtos e instalações, considerando critérios como eficiência energética, segurança, impacto ambiental e relação custo/benefício. Todo prédio público novo ou reformado deve receber uma etiqueta dizendo o quanto são sustentáveis.

FONTE: AmbienteEnergia

Festival de Cinema Ambiental discute fontes de energia renovável

O coordenador-geral do FICA, Nasr Chaul, e Rodrigo Sauaia, presidente da associação brasileira de energia solar fotovoltaica, durante mesa temática de Meio Ambiente, que discute “A Nova Energia”.

As novas fontes de energia e a importância da diversificação da matriz energética brasileira foram tema de debate hoje (6) durante o 20º Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica), na Cidade de Goiás. Além da extensa programação cultural, o desenvolvimento sustentável é parte do evento nas oficinas e mesas de conversa.

Os participantes da primeira mesa de meio ambiente do Fica, com o tema A Nova Energia, destacaram a importância de se aliar o desenvolvimento tecnológico à preservação do meio ambiente. Para o representante da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Pedroso, a diversificação e a complementariedade da matriz energética são essenciais para a estabilidade do sistema elétrico. “Temos as hidrelétricas, a energias eólica, a solar, e com isso, uma condição de geração bem contínua. Todas elas, a não ser a de combustíveis fósseis, são importante e se complementam”, disse.

Mais de 82% da matriz energética brasileira é de fontes renováveis, sendo mais de 60% hídrica, mas tendência é de diversificação. Segundo Pedroso, o Brasil tem 152 gigawatts de capacidade instalada, sendo apenas 1 gigawatts de energia solar. “Estamos em uma curva de crescimento. A energia solar não é mais a energia do futuro, mas do presente”, disse. Segundo ele, a expectativa é que, até 2040, a energia solar represente 32% da matriz energética. “É um recurso que não agride o meio ambiente, temos que usá-lo”.

De acordo com representante da Absolar, a Resolução 482 da Aneel, que regulamentou a utilização da energia solar fotovoltaica, permite que cada pessoa gere a sua própria energia elétrica e envie para o sistema da concessionária de energia o que não é utilizado. “Mais do que um benefício ambiental, ela traz um benefício econômico”, explicou.

Também há linhas de financiamento específicas para compra de equipamentos e instalação do sistema e a possibilidade de isenção do ICMS na conta de energia. “Precisamos mostrar que não é uma energia inacessível, muita gente não usa por desconhecer. Mas é viável economicamente e ambientalmente”, disse Pedroso.

Segundo o especialista, o que vai levantar o setor é a energia solar centralizada, por meio de usinas solares. Ele conta que esse ano, por exemplo, o setor pode participar de um dos leilões de energia do governo federal. “Não somos os salvadores, mas como energia renovável, todos unidos temos condições de resolver problema de abastecimento de energia no Brasil”, ressaltou. “Queremos que a energia renovável seja a base do sistema e que ele tenha as termelétricas [que opera com a queima de carvão] como emergência”.

Energia eólica

O representante da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Ney Maron, destacou que o potencial eólico, quando utilizado com responsabilidade, é capaz de fazer transformações socioambientais. A capacidade instalada da energia eólica no Brasil é de 13 gigawatts, sendo 11 gigawatts só no Nordeste. A geração eólica já chegou a abastecer mais de 60% do consumo do Nordeste, por exemplo, e já evitou apagões.

“A matriz brasileira é bastante limpa, com 82% de renováveis. O desafio é não nos contentarmos com isso. [..] E as usinas hidrelétricas não conseguem mais ser viabilizadas por conta das questões socioambientais”, disse Maron. Segundo ele, as vantagens da energia eólica é que os parques ocupam as áreas que não havia utilização humana, nem para agricultura, nem para indústria, e ainda podem conviver com outras atividades.

Para ele, não existe atividade humana desprovida de impactos. “Mas é uma questão de escolha. Que a gente vai gerar energia não há dúvida, a discussão é como vai gerar. O viés socioambiental não pode ser deixado de lado, não pode ser só o de menos custo ou de menor tempo de implantação”, disse.

O Fica 2018 acontece até o próximo domingo (10). Mais duas mesas de meio ambiente fazem parte da programação. Elas abordarão as questões das novas cidades e da espiritualidade. O festival é uma realização da Secretaria de Educação, Cultura e Esporte do governo de Goiás.

Fonte: IstoÉ

IFG recebe segunda arvore de Energia Solar


Na próxima segunda-feira, 28, às 19h, será inaugurada oficialmente a árvore solar instalada no Câmpus Itumbiara do Instituto Federal de Goiás (IFG), que simboliza o acordo de cooperação técnica assinado entre o IFG, a Enel Distribuição Goiás e Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A inauguração ocorrerá dentro da cerimônia de abertura do II Workshop de Fontes Renováveis de Energia, evento que contará com a presença do reitor do IFG, professor Jerônimo Rodrigues, além de outros gestores do Instituto e autoridades locais.

Também chamada de “palmeira solar”, o equipamento mede 11 metros de altura e ocupa uma área aproximada de 20 m². Nas dez “folhas” da palmeira estão instalados painéis fotovoltaicos que irão captar a luz do sol e transformá-la em energia elétrica, contribuindo diretamente para a diminuição da conta de luz do Câmpus e redução da emissão de gás carbônico (CO2) na atmosfera. A árvore solar do IFG de Itumbiara é a segunda a entrar em funcionamento na Instituição, sendo que a primeira foi a do Câmpus Goiânia, no último dia 16 de maio.

A árvore é a “pedra fundamental” que simboliza um projeto muito maior, que trará benefício e visibilidade não só para o Câmpus como também para o IFG como um todo, explica o professor Ghunter Paulo Viajante (Câmpus Itumbiara), que é o coordenador do projeto “Eficiência Energética e Minigeração no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás – IFG”. 

Projeto esse que foi aprovado em 2017 na Chamada de Projeto Prioritário de Eficiência Energética e Estratégico de P&D nº 001/2016, publicada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Ainda de acordo com o professor Ghunter, esse grandioso projeto de eficiência energética é importante não só por reduzir a conta de luz num primeiro momento, como também pelo favorecimento de pesquisas na área de energias renováveis.

É por causa dos Termos de Cooperação Técnica desse projeto com a Enel/Aneel que essas ações de eficiência energética estão sendo implantadas no Câmpus Itumbiara, Câmpus Goiânia e nas demais unidades do IFG. Além da árvore capaz de gerar energia elétrica, também está previsto a substituição de mais de 30 mil lâmpadas e luminárias, a instalação de quase 4 mil placas solares, de 315 Wp cada e 37 inversores, o que deve gerar uma economia de 80% na conta de energia elétrica de todo o IFG, após a total implementação do Projeto.

Fonte: Diário de Goiás

Geração de energia solar será ampliada em Goiás

Durante reunião foram discutidas propostas que facilitem mais investimentos em energia limpa em Goiás e para que mais empresas do ramo se instalem em território goiano.

Uma das metas é a de capilarizar a geração de energia solar fotovoltaica para todas as regiões goianas. (Reprodução)

Para estabelecer diretrizes de trabalho, o governador José Eliton se reuniu nesta manhã de terça-feira (22), com o presidente da Comissão de Minas e Energia da Assembleia Legislativa de Goiás, deputado Simeyzon Silveira, e representantes da cadeia produtiva de energia solar do Estado. Também foram discutidas propostas que facilitem mais investimentos em energia limpa em Goiás e para que mais empresas do ramo se instalem em território goiano.

“Éramos o oitavo e hoje nós somos o sexto Estado com energia fotovoltaica, energia limpa. E nossa meta é chegar até o final do ano entre os três maiores estados em produção de energia limpa”, disse Simeyzon Silveira.

Lançado em fevereiro do ano passado, o Programa Goiás Solar já é referência nacional. Segundo Simeyzon, a intenção é cada vez menos usar a energia das termelétricas e buscar mais outras fontes complementares de energia limpa, “tornando o nosso Estado cada vez mais forte e competitivo”.

Outro dado importante apresentado na reunião é que o Goiás Solar tem auxiliado com a desburocratização e a redução da carga tributária, além da implementação de diversas iniciativas que corroboram com o desenvolvimento da geração e transmissão de energia solar. Uma das metas do programa é a de capilarizar a geração de energia solar fotovoltaica para todas as regiões goianas, fomentando seu uso em áreas urbanas e rurais.

O governador José Eliton determinou que o secretário de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos (Secima), Hwaskar Fagundes, realize estudos para verificar as possibilidades de viabilização de propostas que facilitem os investimentos no setor em Goiás.

Governador José Eliton se reuniu com o presidente da Comissão de Minas e Energia da Assembleia Legislativa de Goiás, deputado Simeyzon Silveira, e representantes da cadeia produtiva de energia solar do Estado. 
(Foto: Reprodução/Goiás Agora)

Fonte: MaisGoiás

Projeto brasiliense leva energia solar a comunidades quilombolas

A Pisco de Luz foi criada pelo empresário André Viegas, em 2017, beneficiando famílias da comunidade Kalunga, na Chapada dos Veadeiros.

Transformar a vida de quilombolas que ainda vivem sem energia elétrica. Esse é o objetivo do projeto Pisco de Luz que leva energia solar para as casas localizadas em áreas mais remotas da Chapada dos Veadeiros. A iniciativa começou a ser desenvolvida em julho do ano passado e já beneficiou até agora oito famílias da comunidade Kalunga, no município de Cavalcante (GO).

O sistema foi desenvolvido pelo empresário e morador de Brasília, André Viegas, que atua como voluntário nas comunidades. Os kits são montados de forma artesanal e custam cerca de R$ 735. Para expandir o projeto, eles criaram agora uma vaquinha virtual no site do Catarse para arrecadar mais recursos. A ideia, segundo ele, é montar e instalar em mais 100 casas.

“O projeto surgiu de uma experiência que eu tive na região. E dormindo na minha barraca eu notei que o simples pisco da luz no celular era diferente de eu não enxergar nada. Voltando pra casa resolvi pesquisar sobre o assunto e desenvolver alguns protótipos. E consegui desenvolver um dispositivo capaz de iluminar até 7 ambientes por meio de uma placa solar. A primeira casa instalada foi em setembro do ano passado, e com isso, o morador pode aposentar as lamparinas que tem um problema sério de poluição”, destaca ele sobre a concepção do projeto.

O Brasil Rural vai ao ar, de segunda a sexta-feira, às 5h, pelas rádios Nacional AM Brasília e Nacional AM Rio; sábado, às 5h, pela Rádio Nacional do Alto Solimões e, às 7h, pelas rádios Nacional AM Brasília e Nacional da Amazônia.

Fonte: EBC

Nove cidades brasileiras aderiram ao Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e Energia em Brasília

Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e Energia em colaboração com ICLEI América do Sul.

Nove cidades brasileiras assinaram, em Brasília (Brasil), a adesão ao Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e a Energia (GCoM), a maior aliança global de cidades comprometidas com o combate ao aquecimento global e que já conta com 9.149 cidades.

Itacoatiara (AM), Nova Santa Rita (RS), Alexânia (GO), Indiaroba (SE), Serra Talhada (PE), São Cristóvão (SE), Lauro de Freitas (BA), Camocim (CE) e Juruti (PA) foram as localidades que se comprometeram a promover ações locais diante do fenômeno e a estar presentes nas discussões internacionais sobre sustentabilidade.

Cidades durante a cerimônia de comprometimento com o Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e Energia

A prefeita de Camocim, Mônica Gomes Aguiar, assegurou que “fazer parte do Pacto significa poder trocar experiências com os municípios mais avançados nas discussões sobre desenvolvimento sustentável” e convidou diferentes atores a “investir para que as cidades possam se desenvolver de maneira sustentável”.

Prefeita Moema Gramacho, de Lauro de Freitas/BA

Como parte desse movimento global, as cidades devem agora seguir um roteiro para implementar ações em seu município nos próximos 3 anos, como a preparação de inventários de gases de efeito estufa, análise de vulnerabilidade e planos de ação climática e de energia. Para isso, as cidades terão acesso a treinamento e apoio técnico de organizações como o ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade, a Associação Brasileira de Municípios, a Frente Nacional de Prefeitos, a Confederação Nacional de Municípios e o GCom-LAC, para desenvolver essas etapas o próximo ano.

Prefeito Alysson Silva, de Alexânia/GO

A cerimônia de assinatura das 9 cidades aconteceu durante o Painel sobre os ODS nos municípios, promovido pela Associação Brasileira de Municípios (ABM), no dia 27 de novembro, na capital do Brasil. A mesa foi composta pelo Ministro Conselheiro da União Européia no Brasil, Thierry Dudermel, o Diretor Executivo da ABM, Eduardo Tadeu Pereira, e a Coordenadora de Relações Institucionais e Comunicação do ICLEI América do Sul, organização que preside o Comitê Consultivo Nacional do Pacto no Brasil, Daniela Ades.

Prefeito Henrique Gomes Costa, de Juruti/PA

O prefeito de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, e Presidente da Associação Brasileira de Municípios, Ary Vanazzi, garantiu que “estamos trabalhando para ajudar os municípios a se prepararem melhor, se conhecerem melhor e buscarem a aplicação de políticas relacionadas aos ODS em suas populações”. Vanazzi acrescentou, além disso, que a ABM assumiu o “compromisso com nossos prefeitos, para que eles sejam incluídos, se capacitem, e também defendam o Pacto de Prefeitos, o que contribui para uma melhor convivência na construção de nossas cidades”.

Daniela Ades, coordenadora de Relações Institucionais e Comunicação do ICLEI América do Sul, durante sua intervenção na cerimônia

O painel abordou a implementação dos ODS nos municípios, que se concentraram na experiência do projeto Parceria pelo Desenvolvimento Sustentável.

Sobre o Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e a Energia

O Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e a Energia reúne formalmente o Compacto de Prefeitos e o Pacto de Prefeitos da União Europeia, as duas principais iniciativas de cidades para ajudar as cidades e os governos locais em sua transição para uma economia de baixo carbono demonstrar seu impacto global. Liderados pelo enviado especial do Secretário-Geral das Cidades e Mudanças Climáticas das Nações Unidas, Michael R. Bloomberg, e o Vice-Presidente da Comissão Europeia, Maroš Šefčovič, a coalizão compreende mais de 9.149 cidades em 6 continentes e 120 países, representando mais de 700 milhões de pessoas ou 10% da população mundial. Obtenha mais informações em http://pactodealcaldes-la.eu. O Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e a Energia na América Latina e no Caribe é o capítulo da América Latina e do Caribe que trabalha para estabelecer o Pacto Global na região.

Programa em Goiás incentiva usinas solares

Em fevereiro do ano passado, havia no estado cerca de 170 usinas solares.

A usina fotovoltaica da fazenda Figueiredo, em Cristalina (GO), usa painéis solares flutuantes – Divulgação

Apesar de partir de números muito pequenos, já que a participação da energia solar na matriz energética do Brasil é insignificante, com menos de 0,1%, o crescimento dessa fonte de energia em Goiás neste primeiro ano de vida do programa impressiona.

Em fevereiro do ano passado, havia no estado cerca de 170 usinas solares, que produziram 1.300 kW naquele mês. Em dezembro já foram cerca de 7.000 kW produzidos. O balanço de fevereiro deste ano mostra que a produção ultrapassou 8.500 kW e que as usinas se multiplicaram — já são 605 em atividade.

Com isso, Goiás passou do 16º para o 8º lugar entre os estados na geração de energia solar no Brasil. E registrou dois recordes.

Em junho de 2017, foram instaladas 2.800 placas sobre o telhado de um supermercado atacadista em Goiânia. Os cerca de 8.000 m² ocupados pelos painéis representam a maior usina fotovoltaica em área urbana do Brasil e vão gerar por ano 1.500 MWh, ou 40% da demanda da loja.

Já em Cristalina, a cerca de 130 km de Brasília, a fazenda Figueiredo, que produz 23 mil litros de leite por dia, é a primeira do país a ter uma usina fotovoltaica flutuante. Além de gerar energia capaz de suprir a demanda de 170 casas populares, as placas flutuantes reduzem em 70% a evaporação do lago.

Há ainda outra vantagem. “Pode parecer estranho, mas as placas solares não gostam de calor, elas gostam de luz. Então, devido ao resfriamento natural provocado pela água do lago, os painéis flutuantes acabam tendo eficiência 14% superior à dos painéis colocados no chão ou em telhados”, diz Rodrigo Costa Silveira, gerente de energia e telecomunicações da Secima (secretaria de meio ambiente de Goiás).

Fonte: Folha de São Paulo

Cooperação entre Celg e Aneel instalará árvores de energia solar no Instituto Federal de Goiás

O próximo ano será de economia de energia elétrica e redução de gasto no Instituto Federal de Goiás. Serão instaladas duas árvores solares no IFG, que fazem parte da cooperação técnica entre o Instituto e a Celg D – Enel / Aneel na implantação de projetos de eficiência energética, com instalação de usinas fotovoltaicas e troca do sistema de iluminação.

Os Termos de Cooperação Técnica, um para o Câmpus Goiânia, e outro para os câmpus Anápolis, Aparecida de Goiânia, Formosa, Inhumas, Itumbiara, Jataí, Luziânia, Valparaíso, Uruaçu e Senador Canedo foram assinados pelo reitor, professor Jerônimo Rodrigues da Silva e pela diretora de Sustentabilidade nacional da Enel, Márcia Massotti.

As árvores devem ser instaladas a partir do mês de março do ano que vem, com lançamento oficial em cada unidade. Elas serão de 11 m² e devem ocupar uma área de apenas 20 m² cada uma, “representando uma economia de energia de 300 kWh/mês (cada)”, conta o economista da Celg D Adriano Ferreira de Faria, que é responsável pelos projetos de eficiência energética na empresa.

Isso representa, segundo o professor e coordenador do projeto no Campus Goiânia, José Luis Domingos, “o consumo médio mensal de energia de duas famílias, com cerca de quatro pessoas”, afirma. Cada árvore vai custar cerca de R$ 120 mil e a vida útil delas é de 20 anos.

Além da economia de energia, explica Adriano Ferreira, a árvore de energia solar também contribui para redução do gasto de gás carbônico (CO2) – são 18.390 kg de CO2 por ano -, o que equivale a 10 carros a menos nas ruas e a 110 árvores plantadas, além de redução do consumo de água utilizada nas usinas hidrelétricas comuns (113.503.016 litros de economia). A potência de sistema de cada árvore será de 2.6 kWp (potência gerada pelo sistema fotovoltaico).

Para o reitor, o Projeto Prioritário de Eficiência Energética e Minigeração no IFG – de instalação de usinas fotovoltaicas e troca de lâmpadas nos câmpus – tem grande importância pois teve origem em um trabalho de mestrado feito pelo egresso do IFG, o economista da Celg D, Adriano. “Além da economia, estamos tendo retorno dos nossos alunos ao termos um egresso voltando à Instituição”, comemora Jerônimo.

Também participaram da reunião de assinatura dos Termos, o diretor Executivo do IFG, professor Adelino Candido Pimenta, e o membro da equipe de Adriano, na Celg D, Jessé França.

O projeto

Pelos Termos da Cooperação, o projeto tem previsão de ser executado durante o ano de 2018, mas com cronograma ainda a ser definido. Em todos os câmpus, serão substituídas 32.140 lâmpadas e luminárias, além da instalação de 3.974 placas de energia solar de 315 Wp cada, 37 inversores e mais os materiais necessários.

“O que deve gerar uma economia de 80% na conta de energia de todo o IFG”, ressalta o reitor. Na Instituição, já foram instalados os sistemas de micro e minigeração solar fotovoltaico para eficiência energética nos câmpus Itumbiara e Uruaçu.

O projeto contempla como um todo cinco frentes de atuação em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D):
  • análise dos impactos técnicos nas redes de distribuição de energia em função da inserção da geração distribuída e das ações de eficiência energética,
  • análise de viabilidade econômica, desenvolvimento de tecnologias de conversores eletrônicos (CC-CC e CC-CA) para a conexão e interfaceamento de sistema FV à rede elétrica, visando a nacionalização das técnicas empregadas nesses dispositivos;
  • estudo e implantação de um sistema completo de captação e tratamento de esgoto e de uma planta piloto para conversão de energia termoelétrica a partir da utilização do biogás, e
  • estudo de telhados/coberturas das edificações no Brasil para instalação das estruturas dos painéis FV.
Fonte: Instituto Federal de Goiás