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Uruguai: UTE lança concurso para energia solar de 65 MW

As empresas interessadas em participar terão tempo até 25 de outubro para enviar suas ofertas.

A usina solar La Jacinta começou a operar em outubro de 2015 e foi o primeiro projeto solar em larga escala no Uruguai. Imagem: Fotowatio

A empresa uruguaia de eletricidade Administração Nacional de Usinas e Transmissões de Energia Elétrica (UTE) lançou um concurso para a construção de um parque solar de 65 MW .

A UTE disse que planeja ter 65 MWp de painéis solares para o primeiro trimestre de 2020. “É necessária a construção, operação e manutenção da planta, que deve incluir estudos, desenvolvimento de engenharia, fornecimento, instalação, testes, comissionamento e tudo o necessário para atender a essa condição (exceto a subestação 150 kV e fornecimento de painéis fotovoltaicos) ”, pode ser lida na declaração do governo uruguaio.

As empresas interessadas em participar do concurso devem enviar suas ofertas antes de 25 de outubro.

A publicação do concurso e a realização de um novo projeto solar em larga escala são, sem dúvida, boas notícias para o Uruguai, pois no país existem poucos parques solares que foram construídos no âmbito de um programa de aproximadamente 200 MW em projetos Fotovoltaica lançada pelo governo em 2013.

Duas dessas instalações foram desenvolvidas pela empresa solar espanhola Solaria Energía y Medio Ambiente: a usina Natelu SA de 9,5 MW e a usina Yarnel do mesmo tamanho. Outros dois projetos fotovoltaicos de 75 MW provenientes deste programa são as usinas El Naranjal e Del Litoral, localizadas no departamento de Salto, no norte do Uruguai, pertencentes à Atlas Renewable Energy, empresa de energia renovável criada pela empresa britânica de investimentos privados Actis. Além disso, o programa permitiu a construção da usina solar La Jacinta, de 65 MW, que a Invenergy adquiriu da Fotowatio da Espanha em março de 2017, está em operação desde outubro de 2015.

Em entrevista exclusiva recentemente realizada com a revista pv, o atual ministro da Energia do Uruguai, Guillermo Moncecchi, falou sobre o futuro da energia solar no mix de energia do país, reconhecendo o grande potencial da energia fotovoltaica devido à queda nos preços dos combustíveis. essa tecnologia. Em abril, o ministro disse que os novos leilões de energia solar serão realizados em 2020.

Além disso, existe um esquema de medição líquida no país em que vários megawatts foram realizados em pequenas instalações fotovoltaicas. O país continua alistado entre os países mais renováveis ​​do mundo, com uma cota próxima a 98%. De acordo com as últimas estatísticas publicadas pela Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), o Uruguai tinha uma energia fotovoltaica instalada de cerca de 248 MW no final de 2018.

Nova instalação fotovoltaica na Antártica uruguaia

A ABB colocou em operação a segunda usina fotovoltaica da Base Artigas. Sua colaboração com o Instituto Antártico Uruguaio (IAU) ajuda a facilitar a pesquisa sobre mudanças climáticas.

A ABB colocou em operação a segunda usina fotovoltaica da Base Artigas, na Antártica uruguaia.
Foto: ABB

Em 2018, a ABB Solar Solutions instalou o primeiro sistema solar na base Artigas, por isso foi o parceiro natural desta segunda grande instalação fotovoltaica em 2019, realizada em conjunto pelo MIEM, UTE, IAU e SmartGreen como fornecedor. A equipe foi novamente doada pela ABB.

A equipe teve que contornar condições severas e inóspitas para concluir a instalação em apenas três dias. No primeiro projeto, painéis solares foram montados nas paredes do edifício para minimizar a interferência do vento. No entanto, isso significava que a posição dos painéis não estava na inclinação ideal de 55 ° Norte, o que afetava o desempenho. Nesse segundo sistema, foi escolhida uma instalação de piso, em suportes de metal, otimizando o ângulo de elevação e a orientação dos painéis para maximizar a geração de energia. Um dos principais desafios encontrados no projeto foi a necessidade de suportar ventos de até 200 km / h.

Os materiais para a instalação foram transportados pelo navio ROU26 Vanguard, sendo a montagem e o comissionamento realizados durante a quarta fase da Campanha Aérea de Verão, em condições climáticas difíceis, típicas de maio.

Como resultado, durante o horário de verão, a instalação pode gerar até 10% da energia demandada pela Base Artigas. Possui o inversor ABB UNO-DM-6.0-TL (6kW a 230VAC 1ph), MCB 40A de dois pólos e RCD 40A de 300mA de dois pólos, 24 painéis solares Jinko 270 W de 24 pólos (12 módulos por filial) e uma conexão com o portal de gerenciamento da planta ABB Aurora Vision através da interface wi-fi integrada do inversor. A produção elétrica das duas plantas existentes pode ser vista on-line e em tempo real no Live Antarctica.

Universidade Tecnológica do Uruguai inaugura espaço didático de energias renováveis

Instalado no Instituto Tecnológico Regional Centro-Sul da Universidade Tecnológica (UTEC), em Durazno, o novo espaço de ensino de energias renováveis ​​visa desenvolver um ponto de informação, conscientização e promoção da energia limpa e seu impacto no meio ambiente e no meio ambiente. desenvolvimento.
O novo espaço didático de energias renováveis ​​da Universidade Tecnológica do Uruguai
Foto: Universidade Tecnológica do Uruguai

O Instituto Tecnológico Regional Centro-Sul da Universidade Tecnológica (UTEC) do Uruguai, com sede em Durazno, inaugurou em 8 de agosto um espaço de ensino para energias renováveis.

O projeto, um processo de trabalho conjunto de três anos entre as instituições, nasceu graças a um acordo de cooperação técnica assinado pela UTEC com o Banco de Desenvolvimento da América Latina - CAF, que conta com o apoio da empresa estatal UTE, a Organização dos Estados Ibero-americanos de Educação, Ciência e Cultura (OEI) e a Fundação Elecnor.

Segundo declaração divulgada pela Presidência do país, a proposta "é voltada para a comunidade da região, principalmente crianças e adolescentes".

Inaugurada no Uruguai a Usina Fotovoltaica Hikari

A segunda usina solar fotovoltaica doada pelo governo japonês localizada na área de San Francisco, departamento de Lavalleja.

A usina fotovoltaica Asahi (“Morning Sun”), inaugurada em fevereiro de 2013, foi a primeira doada ao Uruguai pelo governo japonês.
Foto: Associação Japonesa de Cooperação Técnica do Uruguai

Nesta quarta-feira, ocorrerá a inauguração da usina solar fotovoltaica Hikari, termo japonês que significa “brilho”, na área de São Francisco, departamento de Lavalleja (Uruguai).

O parque, cuja construção teve início em março, tem capacidade instalada de 250 kW, resultado da execução da segunda etapa do Programa de Cooperação iniciada em 2009 entre o Uruguai e a JICA (Agência Internacional de Cooperação Japonesa). A partir do acordo assinado naquele ano, foi desenvolvido o projeto “Introdução de energia limpa por um sistema de geração de eletricidade solar para a República Oriental do Uruguai”.

Esta é a segunda usina solar fotovoltaica doada pelo governo japonês. O primeiro, chamado Asahi ("Sol da manhã"), foi inaugurado em 28 de fevereiro de 2013. Possui capacidade instalada de 480 kWp e está localizado no departamento de Salto.

O governo do Japão estabeleceu a Cool Earth Association como um mecanismo financeiro através do qual coopera ativamente com os países em desenvolvimento para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e promover o uso de energia limpa.

Dia da Inovação no solo de Charrúa

Epicentro latino-americano uruguaio para falar sobre energias renováveis.

Foto: Wikimedia Commons / Desi burgos

Com o apoio da Agência Internacional de Energias Renováveis (IRENA sigla), o Ministério da Indústria, Energia e Mineração do Uruguai e do Escritório de Infra-estrutura da Suécia, foi inaugurado no país sul-americano Innovation Day um espaço para a troca de idéias entre especialistas e autoridades uruguaias com seus pares das nações vizinhas para falar sobre a geração de energia a partir de energias renováveis.

Olga Otegui, subsecretária de Indústria do governo anfitrião: "O intercâmbio nos permitirá tentar ver essas inovações emergentes, como elas podem nos inspirar e nos informar de alguma maneira para continuar no caminho dessa transformação e continuar incorporando a energia renovável".

Reunida como a que foi desenvolvida na última terça e quarta-feira, a IRENA organiza a cada dois anos na Alemanha, agora com o apoio do governo uruguaio, a agência internacional de energia organizou um workshop entre tomadores de decisão sobre soluções inovadoras para atingir 100% de energia proveniente de fontes renováveis.

Um dos temas relevantes do Dia da Inovação foi a descarbonização do setor elétrico global, o que está de acordo com os objetivos do Acordo de Paris da Organização das Nações Unidas.

Em uma das tabelas de análise foi enfatizado que o processo de descarbonização exigirá um aumento significativo de energias renováveis ​​na geração total até 2050.

Dentro de três décadas, energias limpas, como solar e eólica, representarão 60% da energia total gerada no mundo.

Renováveis sobem na matriz global (mas não fazem nem cócegas nos fósseis)

Usina eólica de Pedra do Reino III, na Bahia. Foto: Programa de Aceleração do Crescimento/Flickr.

Vamos primeiro às boas notícias: a instalação de energias renováveis bateu mais um recorde no mundo em 2016. Setenta por cento de toda a energia elétrica instalada no planeta veio de fontes renováveis. Somente em painéis solares foram 98 gigawatts, ou sete Itaipus. Alguns países do mundo, como o Uruguai e a Dinamarca, extraem de 30% a 50% de sua eletricidade de placas solares ou turbinas eólicas. Entre 2007 e 2017, a capacidade instalada em renováveis mais do que dobrou globalmente.

Tudo somado, porém, essas energias não fazem nem cócegas no petróleo, no carvão e no gás natural, o trio parada dura dos combustíveis fósseis. As chamadas “novas renováveis”, ou seja, que excluem a lenha e o carvão vegetal queimados por populações pobres no mundo, ainda respondem por míseros 10,4% do consumo total de energia da humanidade – uma elevação de 0,2 ponto percentual em relação ao ano anterior. E isso incluindo hidrelétricas, que são renováveis, mas nem sempre sustentáveis.

Já as fósseis, por uma série de circunstâncias que atendem pelo nome de “crescimento da Ásia”, subiram de 78,4% para 79,5% da matriz. Permanecem teimosamente no patamar de 80% do consumo de energia. Precisam chegar a zero em algum momento dos próximos 30 anos se o planeta estiver falando sério sobre evitar a “mudança climática perigosa”, tal qual preconizado pelo Acordo de Paris.

Segundo o relatório, o crescimento das renováveis vem sendo “irregular” entre os setores: enquanto seu crescimento na produção de eletricidade é irrefreável, devido à queda dos preços e à incorporação de novas tecnologias, os setores de aquecimento, refrigeração e transportes seguem adotando renováveis abaixo do potencial. Estes últimos têm apenas 3,1% de renováveis – em sua quase totalidade, biocombustíveis –, em que pese o rápido crescimento do mercado de carros elétricos, cujas vendas subiram 58% em 2017 em relação a 2016.

Já na calefação residencial e industrial, as renováveis modernas (solar e eólica) forneceram aproximadamente 10% do total global. Somente 48 países têm metas nacionais para a energia renovável no aquecimento e no arrefecimento, enquanto 146 países têm metas para energias renováveis no setor elétrico.

O Brasil é uma exceção neste quesito: segundo a Ren21, o país é líder global em uso de bioenergia para produção de calor na indústria graças à cogeração com biomassa – em especial bagaço de cana. O relatório também destaca o país entre os dez maiores produtores de energia eólica.

“Comparar ‘eletricidade’ com ‘energia’ está levando à complacência”, disse Rana Adib, Secretária Executiva da Ren21, em comunicado à imprensa. “Podemos estar no caminho para um futuro com 100% de renováveis no setor elétrico, mas no que que diz respeito ao aquecimento, ao arrefecimento e aos transportes, estamos à deriva como se tivéssemos todo o tempo do mundo, e não temos”.

Fonte: O eco

Energia eólica revoluciona matriz energética no Uruguai

Hoje, mais de 95% do país é abastecido com energias renováveis.

Eolic energy windmills at countryside landscape in Maldonado outskirts, Uruguay

Em março, o vento venceu a água pela primeira vez. Durante o terceiro mês do ano, a energia eólica tornou-se a primeira fonte de geração de eletricidade no Uruguai, deslocando a hidráulica para o segundo lugar. Os 40,96% da energia em março foram gerados pelo vento, seguido por água com 38,77%, biomassa de resíduos florestais e casca de arroz (9%), térmica (7,65%) e fotovoltaica (4,65%) explicou o restante, de acordo com as informações disponíveis no site da empresa elétrica do país (UTE).

No fim do ano passado, foram instalados mais parques eólicos que permitiram ao país alcançar e se aproximar ainda mais das metas propostas para 2020 em energias renováveis, estabelecidas na Política Energética (2005 a 2030) da nação. Hoje, o Uruguai possui 43 centrais de geração, capazes de abastecer mais de 35% da população.

Em uma década, o Uruguai tornou-se o país com maior proporção de eletricidade gerada a partir da energia eólica na América Latina e quarto no mundo, segundo o relatório “Renovable 2017: Report Global“, elaborado pela REN 21.

Com isso, o país reduziu sua vulnerabilidade às mudanças climáticas e às crescentes secas que afetam as hidroelétricas, bem como reduzir os custos de geração e cumprir os compromissos firmados em fóruns internacionais como Paris e Marrocos.

Investimento

Hoje, mais de 95% do país é abastecido com energias renováveis: hidroelétrica, solar, biomassa e eólica. Para alcançá-lo, foram investidos US $ 2.700 bilhões na mudança da matriz energética, dos quais US $ 1.800 bilhões foram destinados a infraestrutura para energia eólica.

O progresso da energia eólica no Uruguai foi feito graças a um conjunto de medidas e condições favoráveis: um esquema de benefícios fiscais, a disponibilidade de recurso eólico, processos competitivos de contratação transparentes, forte rede de infraestrutura viária, portuária e eletricidade, e fundamentalmente, um consenso político-social que garanta a continuidade e solidez do desenvolvimento energético como prioridade do Estado.

Fonte: Ciclo Vivo

Em 20116 as fontes renováveis respondem por 98% da energia no Uruguai

As fontes renováveis foram responsáveis pela geração de 98% da energia elétrica no Uruguai, disse nesta terça-feira o presidente da empresa estatal elétrica uruguaia (UTE), Gozalo Casaravilla, que destacou que isto se deve à combinação de fontes hidráulicas, eólicas, fotovoltaicas e biomassa.
O especialista fez estas afirmações durante um encontro com empresários e investidores do setor que se desenvolveu na sede da câmara Espanhola de Comércio, Indústria e Navegação do Uruguai, em Montevidéu.
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Nesse sentido, Casaravilla explicou que o Uruguai "fez um bom investimento" desde o passado com a instalação de represas hidrelétricas, que representam 50% do fornecimento atual, às quais se somam as fontes de geração eólicas e solar, que fornecem 40%, e as de biomassa, responsáveis por 8%.
"Neste ano em particular, como foi um ano com boa contribuição nas represas, já temos na média do ano uma ordem de 98 % de energia elétrica do Uruguai renovável", disse.
Além disso, o engenheiro em eletricidade destacou que todos estes avanços, que localizam o Uruguai como o país mais avançado na região em energias renováveis, se devem aos procedimentos de investimento como contratos de compra de energia (PPA, por sua sigla em inglês), fideicomissos, e sociedades anônimas, entre outras.
Segundo explicou Casaravilla, para a mudança da matriz elétrica uruguaia foi feito um investimento de cerca de US$ 3 bilhões em energia eólica, enquanto em solar foram gastos cerca de US$ 500 milhões, e em fontes de microgeração ficam em US$ 15 milhões.
A máxima autoridade da empresa energética estatal precisou que as previsões de exportação de energia à Argentina e Brasil, que em primeira instância ficavam em US$ 30 milhões, serão revisadas, já que como descreveu, ambos países atravessam diferentes realidades que serão analisadas.
Finalmente, Casaravilla disse que o Uruguai oferece garantias como "o cumprimento de contratos honrados" àqueles investidores internacionais que desejam se instalar no país no setor de geração elétrica.

Fontes renováveis geram até 100% da eletricidade no Uruguai.

Há apenas 15 anos, o Uruguai tinha grande dependência externa na geração de energia. O petróleo representava 27% de todas as importações e um novo gasoduto iniciava operação, trazendo gás da Argentina. Através de um processo decisório firme e parcerias público-privadas essa realidade se transformou rapidamente. “Há 3 anos que não importamos um único quilowatt-hora”, diz Rámon Méndez, diretor do Sistema Nacional de Resposta ao Câmbio Climático. “Estávamos habituados a importar eletricidade da Argentina, mas agora exportamos para eles. No último verão vendemos 1/3 da nossa produção de energia para eles”. Hoje em dia o Uruguai chega a alcançar 100% de produção de energia elétrica proveniente de fontes renováveis.


Ainda há muito a se fazer. O setor de transportes, por exemplo, continua dependente do petróleo. Mas a indústria – sobretudo a de processamento agrícola – é predominantemente abastecida por usinas de cogeração por biomassa. Nesse processo não existem milagres tecnológicos envolvidos. Além disso, energia nuclear está totalmente ausente do mix de fontes energéticas e não foi instalada nenhuma nova hidrelétrica nas últimas 2 décadas. Nos últimos 5 anos o investimento em energia no Uruguai – principalmente as renováveis, mas também em gás liquefeito – subiu para US$7 bilhões, ou 15% do PIB uruguaio. Esse valor é 5 vezes maior que a média na América Latina, ou 3 vezes maior que a recomendação internacional feita pelo especialista em economia climática Nicholas Stern.

Bom mix de fontes

Biomassa e energia solar também estão em ascensão. Somando isso às hidrelétricas já existentes, a energia proveniente de fontes renováveis responde por 55% de toda energia usada no país – incluindo combustível para veículos – o que coloca o Uruguai bem à frente da média global de 19,2%. Comparando com outros pequenos países com elevados percentuais de fontes renováveis de energia, o mix uruguaio é bem diversificado.

Enquanto Paraguai, Butão e Lesoto confiam basicamente em hidrelétricas e Islândia em geotérmicas, o Uruguai tem uma variedade de fontes que torna menos vulnerável a alterações no clima. Parques eólicos alimentam usinas hidrelétricas de maneira que as barragens podem manter suas reservas por mais tempo depois que passa o período das chuvas. De acordo com Méndez, isso reduziu a vulnerabilidade a secas em 70% – o que não é um benefício pequeno considerando que um ano de chuvas escassas costumava custar ao país cerca de 2% do seu PIB. Confirmando seu compromisso com sustentabilidade, o governo uruguaio afirmou, em convenção da ONU, que reduzirá suas emissões de carbono em 88% até 2017 (em relação ao período de 2008 a 2012). Com a instalação recente de novos parques eólicos, não há dúvidas de que alcançarão a meta.

Mudanças são nítidas

Toda essa transformação se torna visível atravessando a Ruta 5, umas das principais estradas do Uruguai, que corta todo o país, desde Montevidéu ao sul até Rivera, na fronteira com o Brasil. Em menos de 300 quilômetros você passa por 3 usinas de biocombustíveis e mais 3 parques eólicos. O maior deles é o Peralta, uma usina de 115MW, construída e operada pela empresa alemã Enercon. Suas turbinas gigantescas – cada uma mede 108 metros de altura – se erguem sobre pastagens ocupadas por gados e emas.

Além da região com ventos constantes – média de 12km/h – o maior atrativo para investidores estrangeiros como a Enercon é um preço fixo por 20 anos garantido pelo órgão público. Como o custo de manutenção é baixo (são necessários apenas 10 empregados) e estável, isso garante o lucro.

A consequência é que várias empresas estrangeiras estão interessadas em garantir contratos para operação de usinas eólicas. E a concorrência está causando queda nos preços das propostas, reduzindo os custos de geração de eletricidade em mais de 30% nos últimos 3 anos. Christian Schaefer, supervisor técnico da Enercon disse que sua companhia tem perspectivas de expansão e uma outra empresa alemã, a Nordex, já está construindo uma usina ainda maior mais ao norte na Ruta Cinco. É comum ver caminhões carregando turbinas, torres e hélices pelas estradas do país.

Méndez atribui o sucesso uruguaio a três fatores-chave: credibilidade (uma democracia estável que jamais declarou moratória de suas dívidas é atrativa para negócios a longo prazo); condições naturais favoráveis (bons ventos, radiação solar decente e muita biomassa proveniente da agricultura); e fortes estatais (que são parceiros confiáveis para as empresas privadas e podem trabalhar junto ao estado para criar um ambiente propício à operação).

O reconhecimento internacional não demorou a chegar: a revista Fortune mencionou o nome de Ramón Méndez na sua seleta lista de líderes globais e o WWF incluiu o Uruguai no seu relatório “Green Energy Leaders” (algo como Líderes em Energia Limpa) de 2014 afirmando que o país está criando tendências globais de investimento em fontes renováveis de energia.

Em terras brasileiras

Aqui no Brasil temos bons índices se compararmos com as médias mundiais, mas considerando todo o nosso potencial, ainda precisamos aprender muito com os vizinhos uruguaios. Principalmente porque concentramos a produção em hidrelétricas, que causam grande impacto ambiental e são mais vulneráveis a alterações climáticas.

Uruguai ganha primeira escola pública 100% sustentável da América Latina


Dois mil pneus, cinco mil garrafas de vidro, dois mil metros quadrados de papelão e oito mil latas de alumínio. O que dá para fazer com isso? Acredite: uma das respostas é “uma escola”, e ela já está de pé, lá no Uruguai.

Quem projetou a construção de 270 m² foi Michael Reynolds, um norte-americano que nos anos 60 percebeu que a arquitetura havia abandonado o ser humano e fundou uma comunidade para viver de forma mais inteligente e harmônica com a natureza.

Há 45 anos ele criou a Earthship, especializada em edifícios sustentáveis e de baixo custo. A escola de Jaureguiberry, no Uruguai, tem placas de energia solar e moinhos de vento para gerar energia, além de hortas para a produção de alimentos orgânicos.

60% do material utilizado na escola é reciclado. Desde 2014, os moradores da região foram apresentados ao projeto e fizeram o possível para torná-lo real. Assim como 200 voluntários do Uruguai e de outros países que colocaram a mão na massa durante as sete semanas de construção, aprenderam o método de Reynolds e poderão replicá-lo pelo mundo.


A escola sustentável atenderá cerca de cem alunos por ano, com um modelo de ensino que os coloca em contato direto com a natureza e o meio ambiente. O objetivo é ressignificar a escola, fazendo dela um espaço de encontro para comunidade, setor público e privado, com aprendizados sobre inovação e sustentabilidade desde a construção até as aulas.













166 MW submetidos ao programa tarifário de US$ 90 do Uruguai

Para o programa fotovoltaico de 200 MW a um preço máximo de US$ 91,5 por MWh inaugurado no início desta semana, quatro projetos já foram submetidos a uma produção de 166 MW.


Quatro dias após o prazo para apresentar licitações abertas para o programa de 200 megawatts (MW) fotovoltaicos a um preço máximo de US$ 91,5 um megawatt-hora já foram apresentados quatro projetos, totalizando 166 megawatts de energia, de acordo com o jornal El Observador. 

Na terça-feira, o governo do Uruguai anunciou que três projetos já haviam sido apresentados, duas usinas fotovoltaicas de 50 megawatts cada e outro projeto de 50 megawatts que, por razões de capacidade, foi reduzido para 16 megawatts. Conforme relatado por El Observador, outro projeto foi apresentado desde terça-feira, consistindo de várias usinas de cinco megawatts de energia, cada uma em vários locais.

No início deste mês, o governo do Uruguai aprovou um decreto para a instalação de 200 megawatts de energia fotovoltaica. O texto contempla que as instalações disponíveis dentro de um ano receberão US$ 91,5 por megawatt / hora. Para as usinas que estão em operação entre 1º de junho de 2014 e 1º de junho de 2015, foi introduzida uma redução linear de preço até um preço máximo de US$ 86,6 por megawatt-hora. Os contratos terão entre 20 e 30 anos. 

O governo uruguaio definiu o componente de investimento nacional em 20 por cento. Com o componente de investimento nacional, o governo refere-se aos bens e serviços do investimento inicial do projeto. Atualmente não há produção de módulos fotovoltaicos no país sul-americano.

Além dessa cota de 200 megawatts, o decreto contempla também a concessão de seis megawatts de energia fotovoltaica por licitação. Um megawatt corresponderá a instalações com uma potência de pelo menos 500 quilowatts, enquanto outros cinco megawatts serão para instalações com uma potência de pelo menos um megawatt. 

O primeiro parque fotovoltaico no Uruguai foi inaugurado em março passado em Salto e agora outra fábrica é construída em Minas. Desde 2010 existe um esquema de geração distribuída no Uruguai, no entanto, muitas instalações fotovoltaicas não foram realizadas até agora.

Uruguai procura instalar parques solares em larga escala dentro de um ano


Na cota de 200 MW para parques solares de larga escala anunciada recentemente pelo governo uruguaio, o preço máximo de compra de eletricidade foi estabelecido em US$ 91,5 / MWh para instalações disponíveis dentro de um ano.

O decreto, recentemente aprovado pelo governo uruguaio para a aquisição de 200 megawatts (MW) fotovoltaica estabeleceu um preço máximo de compra de energia de US$ 91,5 um megawatt-hora (MWh) para parques com uma capacidade de cinco megawatts e 50 megawatts disponíveis dentro de um ano. Para instalações disponíveis entre 1º de junho de 2014 e 1º de junho de 2015, o governo introduziu uma redução de preço linear até um preço máximo de US $ 86,6 por megawatt-hora.

As inscrições para este tipo de projeto devem ser apresentadas dentro de quatro meses após a aprovação do decreto, de acordo com o texto. Os contratos de compra de eletricidade (PPA) serão posteriormente fechados com a empresa de eletricidade Nacional Administração de Centrais e Transmissões (UTE) por um período entre 20 e 30 anos. 

Além dessa cota de 200 megawatts, o decreto contempla também a concessão de seis megawatts de energia fotovoltaica por meio de uma competição. Um megawatt corresponderá a instalações com uma potência de pelo menos 500 kilowatts, enquanto outros cinco megawatts serão para usinas com potência de pelo menos um megawatt.

O preço das instalações na categoria entre um megawatt e cinco megawatts deve ser pelo menos 20% inferior ao preço de categoria de até um megawatt. Se a categoria de um a cinco megawatts não for coberta, até três contratos na categoria de até um megawatt podem ser fechados. 

O governo uruguaio definiu o componente de investimento nacional em 20 por cento. Se essa porcentagem não for atendida, o preço de compra da eletricidade poderá ser reduzido. A redução máxima pode chegar a 10%.

"Dado o prazo limitado da chamada foi estabelecido como uma participação mínima de 20 por cento do componente nacional, no entendimento de que esta participação é obtida a partir da incorporação de bens e serviços obtidos e, atualmente, localmente", Wilson Sierra, diretor de Energias Renováveis ​​da Secretaria de Energia, destacou a revista pv.

No Uruguai, atualmente não há produção de módulos solares. Sierra destacou, no entanto, a disposição do país para apoiar a produção local. "Não obstante o acima, se qualquer concorrente manifestar vontade de avançar na instalação de usinas para produzir células ou investidores no país, o Uruguai possui um conjunto de instrumentos fiscais (por meio da aplicação da Lei de Promoção de Investimentos) que de agora em diante, estariam disponíveis para favorecer essa decisão ", acrescentou.

O Uruguai inaugurou seu primeiro parque fotovoltaico em março, uma planta piloto em Salto. Outra usina piloto solar está sendo construída em Minas. O país sul-americano também possui uma regulação do saldo líquido, no qual, no entanto, um grande número de sistemas fotovoltaicos ainda não foi instalado.

Turbina marinha na Amazônia

A empresa escocesa MTDS (Mowat Technical and Design Services Ltd.) concebeu um dispositivo singular, capaz de captar a energia de rios de fluxo lento - um mercado ainda inexplorado no mundo -, minimizando o impacto sobre o ambiente.

O protótipo de uma largura de 6 metros e de um peso de cerca de 50 toneladas foi fabricado em Caithness (no norte da Escócia), depois expedido para o Brasil para, enfim, ser instalado sobre um afluente do Amazonas, para um período de 12 meses de teste. Não obstante seu tamanho, este último será o menor e mais leve dos modelos de turbinas marinhas, e isto com o objetivo de facilitar o transporte e instalação.

Três anos de pesquisa foram necessários para desenvolver a turbina hidrocinética, que tem a particularidade de ser provida de pás verticais. Segundo a empresa, as pás da turbina podem se mover na mesma velocidade da corrente, o que faz com que a eficiência seja maximizada e os potenciais impactos à vida marinha sejam reduzidos ou eliminados.

Ilustração da turbina hidrocinética produzida pela MTDS escocesa.
Créditos: MTDS.

As vantagens do protótipo são: capacidade de produzir energia, não obstante às correntes de água relativamente lentas; fabricação barata; instalação fácil; manutenção mínima e conexão à rede simplificada.

"Existe um enorme potencial para as aldeias e cidades ribeirinhas que não têm acesso a uma alimentação elétrica suficiente, ou ainda de energia renovável", declarou M. Mowat, engenheiro da empresa MTDS. "Os mercados promissores estão no Chile, no Uruguai, passando pela China, Índia e Rússia."

FONTE: Enerzine

Uruguai pretende atingir 500 megawatts de energia renovável em 2015

No âmbito de uma política agressiva voltada para a produção de energias renováveis, o Uruguai se prepara para incorporar em sua rede elétrica um novo parque eólico capaz de satisfazer as necessidades de uma população de 25.000 pessoas, um passo significativo em um país de 3.4 milhões de habitantes que saturaram a capacidade de geração através de grandes usinas hidrelétricas e devem importar 100% do petróleo que consomem.


O primeiro parque eólico no Uruguai, formado por 16 moinhos de vento holandeses, já foi lançado. O parque é chamado Nuevo Manantial, e aproveita os ventos do Oceano Atlântico ao redor da lagoa Castillos, localizada na cidade de Rocha. É composto de 12 turbinas eólicas de 40 metros de altura e quatro turbinas eólicas de 70 metros. O parque fornecerá energia para as cidades de Rocha e Castillos. Atualmente, o Nuevo Manantial está com 60% de capacidade e tem uma potência de 6 megawatts, mas em plena operação o parque atingirá 10 megawatts de energia.

A UTE (Administração de usinas e transmissões elétricas) será responsável pela compra da energia produzida pelo parque Nuevo Manantial. A entidade afirma que o plano do Uruguai é contar para o ano de 2015 com 500 megawatts provenientes de energias renováveis.

Gerardo Rey, vice-presidente da UTE, assegura que atualmente existem 22 outros projetos para o uso de fontes renováveis.

O programa iniciado pelo governo do presidente Tabaré Vázquez em 2005, prevê a participação de investidores privados a quem o Estado lhes dá concessões entre 10 e 20 anos e garante a compra de energia gerada, e inclui fazer um mapa vento, o desenvolvimento de turbinas eólicas e incentivos para edifícios e casas que utilizam minimolinos para auto-suficiência.

"O primeiro parque, Nuevo Manantial, um empreendimento privado no departamento oriental da Rocha, começou a operar no final de outubro do ano passado e corresponde a um piloto modesto de 20 megawatts de licitação geração, algo insignificante, no entanto, se Considera-se que o consumo total de Montevidéu por sua iluminação pública é de 12 megawatts ", explicou o diretor nacional de Energia, Ramón Méndez Galain.

Entre dezembro e janeiro se juntou à produção Usinas estatais e Transmissões Elétricas (UTE), que atua como um organismo de controlo para regular a oferta e verificar os custos de produção, e virou-se para a rede nacional um volume de 10 megawatts que Em junho, outras cinco usinas de 2 megawatts cada serão adicionadas, o que atingirá um nível de geração capaz de abastecer a cidade de San Carlos, com 25.000 habitantes e localizada a 158 km a leste de Montevidéu.

O objetivo do governo é atingir o ano de 2015 com uma capacidade de geração de 500 megawatts de energia renovável, um número importante que não apenas absorverá todo o crescimento estimado da demanda, mas também iniciará o processo de desfiliação dos antigos. usinas térmicas, que operam com base em derivados de petróleo importados, acrescentou o funcionário.

O programa oficial explica que a tecnologia eólica é cara, o que implica em unidades de grande porte e baixa potência relativa, mas que, no entanto, podem ser melhoradas com seus próprios desenvolvimentos. Além disso, possui grandes vantagens ambientais e econômicas em relação aos hidrocarbonetos, uma vez que seu principal insumo - o vento - está no país e está amplamente disponível, o que elimina qualquer fator de dependência externa.

O próximo passo é um parque construído em Montevidéu ocidental e faz parte de um novo concurso lançado pela UTE para o fornecimento de 60 megawatts de energia renovável -20 eólica, biomassa 20 e 20 hidráulicas- Minicentrales, em que se manifesta como o início de um processo para expandir a matriz energética com base em um princípio estratégico: eliminar a energia térmica baseada em fósseis.

No entanto, esses ofertadas 60 megawatts foram concedidos apenas 36. Não houve licitantes para pequenas centrais hidrelétricas, mas sim projetos que, juntos, oferecidos a instalação de 181 megawatts, foram apresentados 110 energia eólica.

Uma empresa, a SoWiTec alemão, submetido trabalho adicional por 201 megawatts, mas condicionou sua implementação a UTE comprar-lhe sua geração ", o que implica um estudo aprofundado, porque não comprar tudo o que nos é oferecido não a qualquer preço. Precisamos de energia, mas a transparência que caracteriza esse governo popular nos obrigaria a realizar uma nova licitação ", disse Méndez Galain.

Quando este concurso for concluído, 6% da energia utilizada será gerada com base em recursos renováveis, o que ainda está longe da meta estabelecida para 2015, mas colocaria o Uruguai na vanguarda da América Latina no uso de energias não renováveis. contaminantes e dispensação de um combustível, o fóssil, em perigo de extinção (na região apenas 0,6% da energia consumida é produzida desta forma).

A Diretoria de Energia também convocou um concurso público para o projeto nacional de uma turbina eólica que permitiria dispensar as usinas que atualmente são compradas na Espanha.

E também, promove o uso de minimolinos em casas de família. De acordo com Méndez Galain, o consumo residencial poderia ser reduzido em até 30% e também pela instalação de um duplo sentido metro poderia estabelecer um regime de compensação, uma vez que a rede de energia consumida seriam contabilizados, e que o custo é subtrairia o valor do público de capotamento minimolino quando há um excedente em casa.

O grupo de investidores da capital espanhola, Fortuny, decidiu baixar a oferta que foi apresentado no último leilão da UTE para o contrato de energia renovável, de modo que seria capaz de assinar um acordo com a agência de energia para a venda de energia.

diretor Fortuny, Felipe de Haedo, disse que o parque eólico será localizado na cidade de Arbolito (Cerro Largo) e pode vender até 10 MW, embora o parque tem capacidade de 50 MW. O investimento neste trabalho será de cerca de 20 milhões de dólares.