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R$ 7 milhões serão investidos na construção de uma nova fábrica para atender o mercado de geração de energia solar, no Espírito Santo

Fábrica da Brametal/ Fonte: Divulgação Brametal
A nova fábrica com produção focada em equipamentos de energia solar, será construída pela Brametal, em Linhares, no estado do Espírito Santo

A Brametal irá realizar um investimento de R$ 7 milhões para a construção de uma nova fábrica no complexo de Linhares, no estado do Espírito Santo. A nova unidade terá como foco a linha de produção para atender o mercado de geração de energia solar fotovoltaica. A empresa já possui uma fábrica na cidade do norte do estado, além de outra unidade em Criciúma, Santa Catarina, totalizando uma capacidade produtiva de até 200.000 toneladas/ano. 

Investimentos na nova fábrica, no estado do Espírito Santo

Além da construção da nova fábrica dedicada à produção de itens para o mercado de geração de energia solar fotovoltaica, a companhia ampliou seu portfólio e está lançando dois novos produtos: o Brafix 3.0 e o Tracker bifileira (estruturas para geração de energia solar).

Marcos Bercht, diretor industrial da Brametal, diz que além do investimento na nova fábrica, serão aplicados mais R$ 5 milhões para o desenvolvimento do setor de engenharia e novos produtos, ampliando assim nossa capacidade produtiva com a nova planta. Com isso, conseguiremos reduzir o tempo de entrega, teremos estoque de matéria-prima e produtos acabados de toda a linha para atender as demandas do mercado, diz o diretor.

A empresa já tem projetos no segmento de energia solar

Recentemente, a EDP entregou uma das maiores usinas solares do Espírito Santo – localizada em Linhares (onde será construída a nova fábrica), para a Brametal. A usina solar é composta por 3.780 módulos fotovoltaicos distribuídos em uma área de cerca de 40 mil metros quadrados, aproximadamente o tamanho de seis campos de futebol, e conta com tecnologia de tracking, na qual os módulos se movem de acordo com as mudanças no ângulo dos raios solares para um maior aproveitamento da irradiação.

Após a assinatura de um memorando de entendimento com o Governo do Ceará, a empresa catarinense Renovigi Energia Solar espera iniciar as operações de sua nova fábrica no estado até o final deste ano. Segundo Gustavo Martins, presidente da Renovigi, o investimento total é de R$ 150 milhões, valor que inclui a instalação da linha de montagem (R$ 12,5 milhões), além da aquisição da matéria-prima, capital de giro, equipamentos, investimentos na distribuição, dentre outros.

A Renovigi promete realizar investimentos de R$ 12 milhões na construção ou locação de dois galpões industriais – para abrigar a fábrica de montagem dos painéis de energia solar e outro para um Centro de Distribuição dos produtos. Os imóveis estão sendo locados pela Companhia de Desenvolvimento do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP S/A), que administra o chamado Complexo do Pecém, incluindo o porto marítimo e a ZPE.

O investimento para a implantação de sua fábrica montadora de painéis de energia solar e de seu centro de distribuição é, aparentemente, pequeno, mas a Renovigi Energia Solar estima que mobilizará R$ 250 milhões em capital de giro e que seu faturamento anual, que a partir de 2022 chegará a R$ 2 bilhões.

Governo do Ceará assina memorando para instalação de fábrica de geradores de energia solar no Complexo do Pecém

Unidade viabilizará a geração de energia com o uso de fontes renováveis e mais empregos no Ceará


O governador Camilo Santana assinou, na manhã desta sexta-feira (25), o memorando de entendimento com a empresa catarinense Renovigi Energia Solar para instalação de uma unidade de fabricação de geradores de energia solar no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, em São Gonçalo do Amarante. Estiveram presentes na solenidade de assinatura a vice-governadora Izolda Cela, o secretário do Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Maia Júnior, a secretária da Fazenda do Ceará, Fernanda Pacobahyba, e o presidente da Renovigi, Gustavo Martins.

“A empresa está entre as maiores fabricantes de sistemas fotovoltaicos do Brasil, com mais de 1 milhão de painéis solares já instalados no País. Atrair investimentos para o estado e ampliar a geração de empregos aos cearenses é nossa prioridade”, afirmou Camilo Santana, em publicação nas redes sociais.


A assinatura do memorando releva o interesse do Governo do Ceará em fomentar o desenvolvimento local de uma cadeia de geração de energia com o uso de fontes renováveis. Além da instalação do complexo de fabricação de geradores de energia solar, também será implementada uma unidade produtora de sistemas fotovoltaicos e um centro de distribuição.

O investimento orçado para o projeto é da ordem de R$ 12,4 milhões e será executado integralmente com recursos próprios da empresa. “A escolha do Ceará foi estratégica para a Renovigi tanto pelos programas de incentivo aos renováveis deste estado como também pela infraestrutura. A unidade produtiva ficará dentro do Complexo Industrial e Portuário do Pecém, o que facilitará que a matéria-prima chegue da Ásia pelos navios que devem atracar no porto. Estamos muito felizes em celebrar essa parceria e temos certeza que vamos contribuir muito para o desenvolvimento do estado”, disse o presidente da Renovigi, Gustavo Martins.


O número de unidades geradoras de energia solar no território cearense mais que dobrou em 2020. No ano passado, o estado registrou mais de 10 mil micro e mini unidades geradoras desse tipo, com crescimento de 130,8% em relação ao ano anterior. O Ceará tem 170,9 megawatts (MW) em operação nas residências, comércios, indústrias, propriedades rurais e prédios públicos.

Unidade do Complexo do Pecém

Segundo a Renovigi, a unidade do Complexo do Pecém será a terceira da empresa no País. As outras duas fábricas estão localizadas em Louveira (São Paulo) e outra em Itajaí (Santa Catarina). A escolha da localização no Ceará mira o potencial de crescimento dos negócios na região Nordeste, onde a empresa possui 535 credenciados, que são os parceiros e integradores da empresa na venda direta aos clientes. E a instalação da unidade produtiva facilitará a logística da fabricante catarinense de kits de geração de energia solar fotovoltaica.

O projeto estima a produção de cerca de 600 sistemas de geração por mês, significando 7.200 sistemas anualmente. A comercialização dos sistemas se dará, preponderantemente, nos estados da região Nordeste, mas em escala menor deverá atender também à região Norte. As duas regiões representam hoje 22% das vendas da companhia. A expectativa é que passem a responder por 30%.

Larissa Falcão – Ascom Casa Civil – Texto
Carlos Gibaja – Fotos

Ceará abrirá nova fábrica de painéis de energia solar e muitos empregos serão gerados

Complexo de energia solar – Foto: Divulgação ABSOLAR
Para reerguer a economia gerando novos empregos, o Governo do Ceará fechou um novo contrato com uma montadora de usinas de energia solar

O Governo do Estado do Ceará fechou acordo com uma empresa brasileira para a instalação de uma linha de montagem de sistemas e placas fotovoltaicas, para a geração de energia, através de usinas de energia solar, fortalecendo, ainda mais, o setor de energia renovável no Ceará e gerando muito mais empregos no estado.

Complexo do Pecém ganha novos investimentos

De acordo com Maia Júnior, o secretário do Desenvolvimento Econômico e Trabalho no Ceará, o acordo entre a empresa e o estado está finalizado e esperando apenas a divulgação oficial, que acontecerá nos próximos dias, pelo governador do Ceará, Camilo Santana (PT). A linha de montagem de usinas de energia solar fotovoltaicas ocorrerá no Complexo do Pecém.

O nome da empresa que construirá a linha de montagem de usinas, que promete gerar diversos empregos, não pode ser revelado devido ao compromisso de confidencialidade feito na negociação, mas Maia afirma que é uma empresa com grande atuação no Sudeste. Segundo ele, o acordo atrairá novos investimentos, mas não é só em função disso, já que o estado também depende da logística que possui hoje.

Ceará ganha destaque no mercado de energia solar

Com a chegada da montadora de placas para usinas de energia solar fotovoltaica, o Governo espera transformar o Ceará em um polo industrial no setor de energia fotovoltaica no sistema de Geração Distribuída. A geração distribuída é uma modalidade em que os cidadãos produzem energia por conta própria. A montadora irá comprar os insumos para as placas de usinas de energia solar fotovoltaica e montar no Estado para que sejam distribuídos.

O acordo para a instalação da linha de montagem de painéis solares que promete movimentar a economia, e gerar diversos empregos no Pecém, faz parte do plano estadual da criação de um hub completo com atividades importantes na exploração de energia renovável.

“Com o hidrogênio verde e mais esse acordo finalizado, nós fechamos o ciclo, proporcionando uma futura riqueza muito importante para o estado do Ceará” afirma Maia.

Mercado de energia solar destrava empregos no Brasil

As ações do governo do Ceará também fazem parte do plano de se reerguer a atividade econômica do estado, que investirá mais para atrair investimentos com uma forte base tecnológica e que possa demandar uma mão-de-obra mais qualificada no país, fazendo com que os talentos locais apareçam e que vários empregos com salários mais elevados sejam gerados.

Brasil pode se tornar o maior hub de energia renovável do mundo

Hoje o setor elétrico brasileiro é responsável por apenas 3% das emissões de gases de efeito estufa, enquanto no mundo é de 25%

Diante da tendência inevitável de transição energética para uma economia de baixo carbono, especialistas, empresários e acadêmicos convergem que o Brasil pode se tornar o maior hub de energia renovável do mundo.

O debate sobre como o país pode se posicionar mundialmente e atrair investimentos foi promovido pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) e tratou das alternativas do sistema elétrico brasileiro para essa nova economia. Hoje o setor elétrico brasileiro é responsável por apenas 3% das emissões de gases de efeito estufa, enquanto no mundo é de 25%.

Segundo Luiz Barroso, presidente da consultoria PSR, isso garante competitividade em relação ao resto do mundo, já que 85% da energia elétrica no Brasil é renovável. “A matriz elétrica brasileira é muito adaptada para a descarbonização de outros setores da economia. O grande desafio é utilizar esse potencial para descarbonizar o setor de transportes e alavancar novos setores energéticos”, diz.

Nesse mesmo raciocínio, a diretora presidente adjunta da Neoenergia, Solange Ribeiro, acrescenta que eletrificar a economia é a chave para o Brasil surfar nessa onda de transição energética. “Temos condição de ofertar para o resto do mundo renovável, com baixa pegada de carbono e competitividade”, afirma.

Novos atores na matriz energética

Barroso lembrou que para atender as metas do Acordo do Clima de Paris, está havendo no mundo uma disponibilidade grande de investimentos em novas tecnologias sustentáveis, como o plano do presidente americano Joe Biden, por exemplo, em que vai alocar mais de US$ 2 trilhões.

Além de novas tecnologias sustentáveis, o consultor acredita que fontes de geração renovável vão guiar esse processo. Barroso aposta que geração distribuída associada às tecnologias de armazenamento vão liderar esse processo.

“Solar é o que mais vai crescer pelo lado distribuído da geração, seguido de eólicas. E o armazenamento é a tecnologia que deve mais crescer pelo volume de investimentos”.

Doutor em planejamento energético pela Unicamp, Daniel Lopes inclui o hidrogênio verde na lista de fontes que vão emergir no futuro. O acadêmico aposta na fonte como um vetor energético importante que vai atender o consumo de energia de países da Europa, como a Alemanha.

“É o elemento mais abundante no universo, não há emissão de carbono e por ser um vetor energético, pode ser extraído de diversas fontes. A estratégia global está seguindo nesse caminho”.

Fonte: ROBSON RODRIGUES, DA AGÊNCIA CANAL ENERGIA, DE SÃO PAULO

Mercado de energia movimenta a economia e traz boa perspectiva aos investidores

Novas matrizes energéticas devem impulsionar o mercado nos próximos cinco anos e direcionadas a serem commodities desde o momento da geração até o consumo, explica o CEO da Holding RPX (Imagem: Unsplash/@nrdoherty)

Por Rafael Pimenta, CEO da Holding RPX

Você já parou para pensar na importância do consumo de energia no seu dia a dia? A energia é responsável, por exemplo, por garantir a duração dos alimentos em geladeiras, pelo funcionamento de aparelhos eletrodomésticos e eletrônicos, banhos quentes, além de tantas outras ações do nosso cotidiano.

São várias as matrizes energéticas espalhadas pelo mundo, entre as mais utilizadas estão: fotovoltaicas, eólicas, termoelétricas, hidrelétricas e nucleares.

Atualmente, o Brasil possui 83% da sua matriz energética originada de fontes renováveis, contando com cerca de 170 mil MW de potência fiscalizada. Em suma, a energia que é gerada sempre irá necessitar do fator gerador, seja ele energia solar, queda de água, aquecimento de gases ou qualquer outro.

As chamadas energias renováveis são aquelas em que o fator gerador é recomposto constantemente pela natureza, mas até mesmo matrizes consideradas renováveis, como as hidroelétricas, produzem um impacto direto ao meio ambiente.

Vale mencionar que o Money Times conversou, no mês passado, com duas companhias do setor. A primeira até já fornece energia limpa e sustentável a consumidores residenciais, e a segunda, inclusive listada na Bolsa, revela como deve surfar a onda global de investimentos verdes.

E por que não pensar em uma energia renovável como investimento para o desenvolvimento econômico?

Há mais possibilidades de se obter um crescimento econômico quando a energia é um fator impulsionador e não somente um custo contabilizado, revela Pimenta (Imagem: Divulgação/Holding RPX)

A aceleração tecnológica aplicada ao desenvolvimento e infraestrutura necessita cada vez mais de energia.

Siderúrgicas, fábricas e comércios demandam o crescimento progressivo geometricamente de energia, o que abre espaço para novas fontes alternativas. Energias mais eficientes estão em alta, capazes de serem até 1100 vezes mais produtivas que os atuais combustíveis fósseis, custar 2% do valor e emitirem 0% de gases nocivos já estão sendo entregues no mercado.

É possível notar que o uso de tecnologias para energias renováveis gera resultados ainda mais positivos para o crescimento operacional, te conto o porquê: há mais possibilidades de se obter um crescimento econômico quando a energia é um fator impulsionador e não somente um custo contabilizado.

Novas matrizes energéticas devem impulsionar o mercado nos próximos cinco anos. Algumas mais eficientes, outras mais populares, mas todas direcionadas a serem commodities desde o momento da geração até o consumo.

A utilização da energia deve fazer parte do planejamento natural das pessoas, visando o desenvolvimento de novas atividades, deixando de ser apenas custo operacional.

Mas, para isso, haverá de reduzir significativamente o preço cobrado nas pontas, o que se dará quando entrarem em operação novas matrizes energéticas nos modelos de cogeração atuais.

Renova sai do prejuízo e lucra R$ 245,3 milhões no 4º trimestre

No acumulado do ano, a Renova conseguiu reverter o prejuízo bilionário de 2019 e teve lucro de R$ 22,4 milhões (Imagem: Youtube da Renova Energia)

A Renova Energia (RNEW3;RNEW4;RNEW11) terminou o quarto trimestre do ano passado com lucro líquido de R$ 245,3 milhões, saindo do prejuízo de R$ 235,7 milhões em igual período de 2019.

Segundo o relatório divulgado nesta terça-feira (30) pela companhia, que está em recuperação judicial, a performance se deve principalmente ao resultado positivo de equivalência patrimonial e ao resultado financeiro positivo decorrente da reversão das despesas financeiras provisionadas conforme norma contábil entre o deferimento do pedido e a aprovação do plano de recuperação judicial.

No acumulado do ano, a companhia conseguiu reverter o prejuízo bilionário de 2019 e teve lucro de R$ 22,4 milhões.

A receita operacional líquida quase dobrou no trimestre – em um ano, o valor foi de R$ 11,1 milhões para R$ 21,8 milhões. Ainda assim, houve queda de 28,2% na receita acumulada em 2020, com o montante totalizando R$ 70,4 milhões (de R$ 98,1 milhões em 2019).

O Ebitda, que representa o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, não saiu do negativo no quarto trimestre. No entanto, os -R$ 11 milhões do período representam uma melhora significativa em relação aos - R$ 93,6 milhões reportados nos últimos três meses de 2019. Em 2020, o indicador fechou com saldo positivo de R$ 46,2 milhões ante montante negativo de R$ 510,1 milhões em 2019.

Sob base ajustada, o Ebitda acumulado em todo o ano foi de R$ 49,8 milhões.

Financiamentos de painéis solares aumentam na pandemia


A busca por financiamentos para implantação de painéis solares cresceu durante a pandemia, segundo confirmam bancos públicos e privados brasileiros.

No caso das instituições de fomento públicas, o BNDES aprovou R$ 1,48 bilhão voltados à pagamentos de sistemas de geração solar no ano passado e prevê aumentar esse volume este ano. Já a Caixa teve crescimento de 35% nos créditos para energias sustentáveis.

Os bancos privados também confirmam a grande procura, impulsionada por empréstimos feitos por pessoas físicas.

O Santander, por exemplo, registrou salto de 25% na sua linha de crédito no primeiro bimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2020. O Bradesco registrou crescimento de 46% em empréstimos para instalação de painéis solares em 2020. Já o banco BV divulgou que o volume financiado em 2020 triplicou em relação a 2019.

A possibilidade de economizar até 95% na conta de luz gerando sua própria energia, em meio às constantes altas da energia elétrica, é um dos principais motivos da expansão do segmento fotovoltaico em pleno cenário de crise, seja para residências ou pequenos e grandes negócios.

Além da vantagem econômica, esses sistemas também são sustentáveis e usam energia renovável, garantindo segurança contra apagões elétricos.

Fontes: Jornais DCI e Extra

Omega faz sua maior captação de recursos em debêntures verdes

“Fomos pioneiros na emissão de debêntures verdes no Brasil em 2017 e continuamos engajados em fomentar o mercado de finanças sustentáveis brasileiro”, afirma a Diretora Financeira e de Relações com Investidores da Omega Energia (Imagem: YouTube/Omega Energia)

A Omega Geração (OMGE3) concluiu sua 3° emissão de debêntures, no valor de R$ 1,05 bilhão. Pioneira no mercado de títulos verdes no Brasil, a companhia reforça, por meio da sua maior emissão de dívida no mercado de capitais, seu comprometimento com o mercado de finanças sustentáveis brasileiro.

Para caracterizar uma debênture como um título verde, uma consultoria independente e especializada analisou a adequação das práticas, políticas e processos corporativos da Omega aos critérios ESG (Ambiental, Social e Governança, em português).

Em entrevista ao Money Times, a Diretora Financeira e de Relações com Investidores da Omega Energia, Andrea Sztajn, comentou que o ESG sempre esteve no DNA da Omega.

“O blue wave encabeçado por Joe Biden, novo presidente dos EUA, vai fortalecer só fortalecer a onda verde de investimentos. A tendência é vermos cada vez mais preocupação, não só dos investidores, mas de toda a sociedade com a sustentabilidade. A guinda verde já era um movimento sem volta. E toda essa onda deve baratear ainda mais a tecnologia do setor elétrico renovável”, disse a executiva.

Votando à emissão de debentures, a operação conta também com a atribuição de rating nacional de longo prazo (AA) pela Fitch Ratings.

O dinheiro captado será utilizado no pré-pagamento de dívidas de projetos em andamento, em particular as do Complexo Chuí, composto pelos complexos Santa Vitória do Palmar e Hermenegildo.

As debêntures têm prazo total de oito anos e juros semestrais equivalentes ao CDI + 1,99% ao ano.

“Fomos pioneiros na emissão de debêntures verdes no Brasil em 2017 e continuamos engajados em fomentar o mercado de finanças sustentáveis brasileiro, trabalhando pra que todas as nossas emissões sejam caracterizadas como green bonds (títulos de renda fixa que unem sustentabilidade com retorno financeiro)”, reforça Sztajn.

Em 2021, a Omega continua investindo na temática ESG, divulgando novas práticas e controles sobre a sua performance sustentável.

XP lança primeiro fundo de estratégia global focado em energias renováveis


Produto, que abraça os critérios ESG e faz parte do grupo Trend de fundos indexados da XP, tem aporte inicial mínimo de R$ 100,00.

A XP Investimentos acaba de lançar o seu primeiro fundo de estratégia global com foco em energias renováveis. O produto, chamado de "Trend Energias Renováveis FIM", acompanha o fundo de índice (ETF) iShares Global Clean Energy (ICLN), gerido pela BlackRock, e se enquadra em critérios ESG - sigla em inglês para Meio Ambiente, Social e Governança.

O investimento inicial mínimo para aplicação é de R$ 100 e o produto, que não tem exposição à variação do dólar, pode ser uma opção de diversificação para a carteira de investidores em geral, não sendo necessário ser qualificado. A taxa de administração vai de 0,5% a 0,7% ao ano e não há taxa de performance. Além disso, o prazo de conversão das cotas resgatadas em dinheiro é de 6 dias.

O ICLN tem como referência o índice S&P Global Clean Energy, que reflete a variação de empresas ligadas à produção de energia renovável. Algumas delas são a americana Plug Power, que produz células de hidrogênio capazes de abastecer motores elétricos, a dinamarquesa Vestas Wind Systems, fabricante de turbinas eólicas, e a chinesa Xinyi Solar Holdings, especializada em insumos para a produção de energia solar. Há, ainda, a neozelandesa Meridian Energy Group, responsável pela produção de energia 100% renovável a partir de fontes solar e eólica.

Em 2020, o iShares Global Clean Energy apresentou um retorno de 141,31%, enquanto nos últimos três anos o ganho acumulado foi de 217,13%.

Na avaliação do responsável pela área de fundos de investimento da XP, José Tibães, os critérios ambientais, sociais e governamentais estão sendo colocados em primeiro plano pelas empresas e, também, pelo universo das finanças. “Essa é uma tese de investimentos que veio para ficar. Cada vez mais se fala em renovação da matriz energética global, com redução no uso de combustíveis fósseis em detrimento de fontes renováveis como energia eólica e solar, por exemplo”, afirma.

AES Tietê vende AES Inova à EDP por R$ 102 milhões

Energia solar — Foto: Chelsea/Unsplash

De acordo com a AES Tietê, a Inova é uma plataforma de investimento em geração solar que possui um portfólio de aproximadamente 34 megawatt-pico (MWp).

A AES Tietê e a EDP - Energias do Brasil comunicaram ao mercado há pouco que assinaram um contrato de compra e venda da AES Inova a EDP Grid. O acordo foi firmado por R$ 101,7 milhões, valor sujeito a ajustes. A operação deve ser concluída no segundo trimestre.

De acordo com a AES Tietê, a Inova é uma plataforma de investimento em geração solar que possui um portfólio de aproximadamente 34 megawatt-pico (MWp), com unidades no Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais.

A EDP afirma que o investimento total estimado é de R$ 177 milhões, considerando o valor da aquisição e o investimento estimado para desenvolvimento de projetos. Segundo a EDP, 18 MWp dos 34 MWp totais são relativos a projetos em Minas Gerais que permitirão à EDP o desenvolvimento da obra, contratação em mercado estratégico e aproveitamento de sinergias operacionais com outros ativos da região.

A companhia também afirma que com o negócio ampliará sua carteira de geração solar em cerca de 50%.

FONTE: (Esta reportagem foi publicada originalmente no Valor PRO, serviço de informações e notícias em tempo real do Valor Econômico)

Cresce lista de gestoras que adota sustentabilidade e impacto para decidir investimentos

Nest, Perfin, Quasar, Pandhora se somam a JGP, Fama, Constellation, SulAmérica, Vox, Mov e Rise Ventures; Entre os bancos, BTG, Santander, Itaú e Safra lançam iniciativas.

A pandemia acelerou a busca por investimentos com viés social, ambiental e de governança (conhecido pela sigla em inglês ESG). No Brasil, o movimento cresce com a adesão de gestoras de recursos dos mais diversos universos a algum tipo de filtro para incorporar a sustentabilidade na seleção de ativos, com esses fatores passando a compor a avaliação de risco.

Assets tradicionais vêm integrando algum tipo de metodologia para escolher ativos de empresas que adotem boas práticas, como JGP, Fama, Constellation ou SulAmérica Investimentos. Gestoras ligadas aos bancões também reformularam a sua oferta de carteiras ESG, como Santander e Itaú e, mais recentemente, o Safra, que passou a aplicar critérios do suíço J. Safra Sarasin para um novo fundo local. Mas há outros nomes avançando nessa seara, como Nest, Perfin, Quasar e até a gestora de fundos quantitativos Pandhora.

No universo do capital de risco é emblemática a oferta do BTG Pactual para levantar até R$ 1,2 bilhão num fundo de private equity (que investe em empresas de capital fechado) de impacto - termo usado para designar investimento em empresas que não buscam apenas retorno financeiro, mas também um efeito positivo na sociedade. Vai ser um grande termômetro da demanda por iniciativas desse tipo, num segmento que no Brasil ainda é bastante restrito, com poucas gestoras dedicadas, como Vox, Mov ou Rise Ventures.

A proliferação da cultura ESG nas gestoras de recursos é uma das formas mais poderosas para pressionar as companhias a se comprometerem com critérios de sustentabilidade, diz Sonia Favaretto, SDG Pioneer pelo Pacto Global da ONU, especialista em sustentabilidade e colunista do Valor Investe. “A principal força que age sobre as empresas é o investidor, porque o consumidor, que poderia exercer maior influência, tem que fechar as contas no fim do mês e, muitas vezes, comprar produtos ESG é mais caro. Ele tem o poder, mas ainda não o ambiente, por questões sócio-econômicas.”

Na primeira semana na rua, o BTG já tinha demanda para 15% do que pretende captar no fundo de impacto, um ritmo acima do previsto, segundo um alocador que participou de uma das rodadas de apresentação. A tese que vem sendo colocada é que há muitas empresas que poderiam causar impacto, mas sem um empurrão financeiro e de governança não conseguem atingir esse objetivo. O retorno aguardado com cada projeto, com maturação média esperada em quatro anos, é entre 15% e 20%, em linha com o das carteiras de private equity convencionais.

Já a Rise Ventures acaba de fechar a captação da primeira parcela, com R$ 30 milhões, de um fundo de impacto em que planeja levantar R$ 300 milhões até meados de 2022, segundo Pedro Vilela, CEO e sócio-fundador da gestora. “As companhias que não praticarem isso vão perder valor ao longo do tempo. Não é modismo, é necessidade do mundo novo consumidor.”

Criada em 2016, a gestora pode ser considerada uma novata no segmento de private equity no país, mas já fez três investimentos: na Beleaf, do setor de alimentação à base de plantas; na Alba Energia, que trabalha com energia solar; e na Okena, que atua na gestão de resíduos industriais. Agora, trabalha na seleção de sete novos negócios relacionados a consumo de alta recorrência, de bens e serviços considerados essenciais, fora do badalado segmento de tecnologia pura.

Os alvos são companhias com fluxo de caixa ainda restrito, com faturamento anual entre R$ 20 milhões a R$ 50 milhões, caras para investidores-anjos, mas ainda fora do radar dos grandes fundos, diz Vilela. Os aportes variam de R$ 7 milhões a R$ 15 milhões por empresa. A partir do momento que ganham algum porte, com receitas entre R$ 150 milhões e R$ 300 milhões, o plano é vender para outros fundos de private equity, a pares estratégicos ou fazer a listagem na bolsa. O retorno estimado é de 25% a 30% ao ano.

Fora do eixo Rio-São Paulo

Tanto do lado da captação quanto da aplicação de recursos, o esforço da Rise tem sido sair do eixo Rio-São Paulo. Nesta primeira parcela captada, um terço dos recursos vieram de outras localidades e o mapeamento dos negócios tem sido feito no Brasil inteiro.

A Perfin foi atrás da consultoria em finanças sustentáveis SITAWI para certificar o seu fundo de infraestrutura, o FIP Apollo Energia. Listado desde janeiro de 2020 na bolsa, a carteira tem cerca de 6 mil investidores pessoas físicas e não necessariamente vai atrair um público diferente com tal selo, diz Carolina Rocha, executiva-chefe de operações da gestora. O portfólio, desenhado sob as regras de isenção tributária para o investidor individual, não permite o capital externo. “Já havia no regulamento restrição para investimentos em geração não renovável. Os questionamentos provocados pela auditoria levaram a melhorias e ajudaram a validar a própria área de infraestrutura da gestora”, diz Carolina.

Para este ano, o plano é levar engajamento para os fundos de ações líquidos, influenciar as empresas investidas a buscar, por exemplo, maior eficiência energética, fazendo a intersecção com o braço de infraestrutura. “A ideia é menos criar produtos ESG ou simplesmente riscar ‘isso eu faço, isso eu não faço’ e mais de incorporar, trazer a temática de forma mais orgânica para dia a dia das companhias.”

De 2017 para 2018, a Perfin se tornou signatária do Principles for Responsible Investment (PRI). A casa avalia pelo menos 26 fatores para dar um rating para as empresas alvo para sua carteira. A análise perpassa a indústria, a competição, o alinhamento dos executivos que tocam o negócio com governança e práticas sociais e ambientais. “Isso tudo entra no balanço de risco e retorno. Qualquer empresa pode ser elegível, mas vai ter participação menor na carteira se a nota for ruim.”

Carolina conta que a gestora já investiu, por exemplo, em Vale, mas numa parcela muito pequena, para que um evento ambiental negativo tivesse impacto menor no portfólio. Já para Petrobras — a avaliação é que a companhia está sujeita a interferências políticas — a nota de governança não é boa, e o papel também tem ficado fora do portfólio.

Na gestora de fundos quantitativos Pandhora, o envolvimento dos sócios-fundadores com causas ambientais levou a uma reflexão sobre o uso de capital como vetor de mudanças, diz Alexandre Bossi, do grupo de formação da casa. “As nossas carteiras já tinham filtro de alocação de capital, mas a vontade era fazer isso de forma quantitativa”, diz.

Há pouco mais de um ano, o sócio Flávio Duarte liderou estudos para incorporar à gestão modelos que possibilitassem isso. Fez um teste considerando diferentes filtros ESG em sua carteira de ações direcional, entre 2015 e 2020. Ao considerar setores que de forma direta ou indireta têm atividades que impactam o meio ambiente, os gestores atribuíram um desconto a essas ações. O peso dos ativos na carteira foi então reduzido entre 20% até a exclusão total. Mesmo aplicando esses filtros, não houve redução significativa da rentabilidade anualizada e do índice de sharpe, que mede a relação entre risco e retorno.

Sem métricas uniformizadas no mercado para essas questões, a Pandhora decidiu construir a própria metodologia, sem excluir nenhum setor de cara. “A gente penaliza, mas não exclui. Se a empresa é de combustíveis fósseis, mineradora ou siderúrgica vai ter um peso pequeno”, diz Duarte. “O mercado brasileiro é muito pequeno e boa parte da nossa bolsa é formada por essas empresas.”

A Nest começa a desenvolver processos para estar aderente a práticas de responsabilidade e de neutralidade de carbono até 2022, segundo o sócio responsável por crédito, Otávio Vieira. “Não vejo fundo deixando de comprar a ação ou a dívida de uma XPTO da vida, mas aquelas empresas que não tiverem protocolo para não agredir o meio ambiente, que comprem insumo de fornecedor que tem trabalho escravo ou atrase pagamento aos fornecedores, asfixiando as pequenas, elas vão ser punidas.”

Com a tendência de o investidor migrar para carteiras mais relacionadas à economia real, como private equity, crédito estruturado e infraestrutura, as preocupações ESG estão longe de ser uma onda passageira, prossegue o gestor. “Mesmo antes da pandemia, com as catástrofes naturais, já havia foco nisso. A covid-19 só acelerou. As companhias orientadas para as questões ESG vão ter custo de capital mais baixo, na média. Pode até não influenciar nas receitas, mas tem impacto sobre os passivos.”

Focada no mercado de crédito, a meta da Quasar é ter todos os fundos enquadrados em ESG até 2023. A casa formulou uma política interna de investimento em que segue sete etapas. A diligência inclui a categorização de riscos e oportunidades, análise da contribuição ambiental do projeto ou da companhia à integração ESG. A gestora é signatária da plataforma “Investidores pelo Clima” e obteve em outubro o certificado de neutralidade de carbono pela Moss.Earth.

Mariana Oiticica, corresponsável pelas áreas de ESG e impacto do BTG, diz que o banco já consegue colocar as questões da sustentabilidade em várias linhas de negócios, como emissões ou investimentos em participações, mas na gestora de recursos esse passo é mais complexo. Ela diz ser difícil criar filtros restritivos por causa da concentração da bolsa em setores controversos. A tendência, afirma, é criar produtos “ESG compliance”, a exemplo do ETF ESG, que estreou na B3 em outubro. “Nossa preocupação não é desenvolver vários produtos ESG, mas alguns que sejam reais em impacto positivo e que consiga mensurar e mostrar, com retorno condizente, tão bom quanto o investimento tradicional”, diz.

O que ela vê como tendência é a busca por investimentos do tipo pelas novas gerações. “Antes era um movimento mais do institucional, agora vemos a vontade de investir com propósito, levando alguns riscos ESG com mais frequência, diz Mariana.

Vilela, da Rise, cita que entre pais, mães e avós que estão no comando das fortunas familiares há quem ainda confunda o investimento de impacto com filantropia, mas na hora da sucessão tem a virada de chave. “Os mais novos têm absoluta intencionalidade no investimento, sabem que não há nenhum tipo de dualidade entre ganhar dinheiro e provocar uma transformação positiva."

Geração Distribuída deve atrair R$ 17,2 bi em 2021

Para a geração distribuída solar, o crescimento projetado é de 90% 

A geração solar distribuída deve atrair R$ 17,2 bilhões em novos investimentos no Brasil ao longo de 2021, e gerar mais de 118 mil empregos este ano. Estimativas da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) mostram que a GD será responsável pela maior fatia do crescimento solar fotovoltaico no ano.

Ao todo, estão previstos mais de R$ 22,6 bilhões em investimentos privados no setor no Brasil em 2021, somando os segmentos de geração distribuída (sistemas em telhados e fachadas de edifícios) e centralizada (grandes usinas solares).

A Absolar também prevê a adição de mais de 4,9 gigawatts (GW) de potência instalada, somando as usinas de grande porte e os sistemas distribuídos em telhados, fachadas e pequenos terrenos. O montante representa um crescimento de mais de 68% sobre a capacidade instalada atual do país, hoje em 7,5 GW.

Para a geração distribuída fotovoltaica, o crescimento projetado é de 90% frente ao total instalado até 2020, passando de 4,4 GW para 8,3 GW. Já no segmento de usinas solares de grande porte, o crescimento previsto será de 37%, saindo de 3,1 GW para 4,2 GW.

“A energia solar fotovoltaica reduz o custo de energia elétrica da população, aumenta a competitividade das empresas e desafoga o orçamento do poder público, beneficiando pequenos, médios e grandes consumidores do País” diz Ronaldo Koloszuk, presidente do Conselho de Administração da Absolar.

Fonte: Epbr

Consumo de energia elétrica cai, mas setor solar avança

Crise derruba consumo de energia elétrica, mas amplia busca por geração solar
 
Com o impacto do coronavírus na economia, o consumo de energia elétrica no Brasil foi 1,5% menor em 2020, em relação a 2019, informa a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica).

Segundo o órgão, observou-se um aumento do consumo de 2,8% no mercado livre e uma retração de 3,4% no regulado. A geração elétrica também caiu, refletindo o baixo consumo, mas fontes de geração sustentáveis como eólica e fotovoltaica se destacaram.

"Nos últimos quatro a cinco meses, houve uma rápida recuperação (no consumo de energia elétrica), principalmente nos setores de grande consumo. Ainda assim, abril, maio e o início de junho foram muito ruins em termos de consumo nos setores de produção, bens e serviços", diz Rui Altieri, presidente do Conselho de Administração da CCEE, no site do órgão.

Geração

Em relação à geração de energia, ainda conforme a CCEE, houve uma redução de 1,6% no Sistema Interligado Nacional, passando de uma produção de 64.637,5 MW médios em 2019 para 63.596,8 MW médios em 2020.

Entre as fontes, foi observada redução das térmicas, de -7,1%, e das hidrelétricas (- 0,9%), impactadas pela redução do consumo. Por outro lado, observou-se aumento nas eólicas, de 1,5%, e usinas solares fotovoltaicas, de 19,3%. O resultado de ambas, diz a Câmara, se explica por questões climáticas e pela ampliação nos parques produtores.

Os benefícios da energia solar, segundo o segmento fotovoltaico, são também econômicos, a tornando uma alternativa em tempos de crise. Com a geração própria obtida por painéis solares, a conta de luz pode ter uma redução de até 95% no valor final.

Cataflix: série mostra que os catadores têm muito a nos ensinar



Para dar visibilidade aos profissionais de materiais recicláveis – que coletam 90% de tudo que o Brasil recicla – acaba de nascer o Cataflix. Com o objetivo de criar conteúdo relevante sobre a reciclagem e o universo dos catadores, o Cataflix é um programa dentro do canal do Youtube do Pimp My Carroça, onde os youtubers serão catadores.


“O público do programa é tanto o gerador de resíduo quanto o próprio catador, até porque um não vive sem o outro”, disse João Bourroul, coordenador de comunicação do movimento Pimp My Carroça. “A melhor forma do gerador de resíduo se conscientizar sobre sua responsabilidade na cadeia da reciclagem é ouvindo o que um catador tem pra falar. Catadores são agentes ambientais e professores. Eles sempre foram influenciadores em potencial – a gente só colocou uma câmera pra registrar o imenso conhecimento desses trabalhadores”.


A primeira temporada terá cinco episódios e será apresentada por uma dupla de catadores. Cada um deles aborda um tema específico, de proteção do covid-19 até a História da “profissão catador” no Brasil e no mundo. Os cenários do programa, inclusive, são obras de arte feitas exclusivamente para o Cataflix. A cada episódio, um grafiteiro diferente é convidado para pintar um painel que retrate o tema daquele programa.

Anne – apresentadora do Cataflix

O Cataflix será quinzenal e seu primeiro episódio foi lançado na última sexta-feira (30), trazendo o tema da importância dos catadores na sociedade. Enquanto o último episódio da primeira temporada, por sua vez, deve ir ao ar no dia 18 de dezembro e trará informações sobre a saúde dos catadores.

Apesar do Cataflix ser gravado em São Paulo, o programa reflete o caráter nacional do Pimp My Carroça e do seu app, o Cataki. Ou seja, ao longo do programa, são feitas várias inserções de catadores do Brasil todo, além de vídeos de outros especialistas trazendo outros detalhes sobre o tema do episódio. O Cataflix é resultado de uma parceria entre Pimp My Carroça e Nestlé, empresa apoiadora do programa.

Episódio 1 – 30/10: Importância dos catadores

No episódio de estreia, o Cataflix traça um panorama geral sobre as dificuldades e as belezas do trabalho dos catadores. A importância da sociedade remunerar os catadores pelo serviço prestado, o valor de alguns dos principais materiais coletados, a trajetória do Pimp My Carroça e do seu app, o Cataki, são alguns dos temas abordados – sempre com o mesmo pano de fundo: o orgulho que as catadoras e catadores sentem do seu trabalho. 

Episódio 2 – 13/11: Covid

Como os catadores podem se proteger do covid? Essa é a pergunta que o episódio 2 vai responder. Spoiler: a responsabilidade também é dos geradores de resíduo.
 
Episódio 3 – 27/11: História dos catadores no Brasil e no mundo

Na Grécia Antiga já tinha lixão! Hoje os catadores são encontrados em praticamente todos os países do mundo e na maioria das cidades do Brasil. Mas nem sempre foi assim. Como toda profissão, o ofício dos catadores tem uma origem. No caso deles, essa origem data de muitos séculos atrás e sua trajetória acompanha e reflete algumas das principais transformações da Humanidade ao decorrer de sua História. O episódio 3 é uma viagem no tempo pela trajetória dessa profissão tão essencial quanto ignorada. 

Episódio 4 – 11/12: Destinação correta dos resíduos

A separação e a destinação correta dos resíduos é o tema do episódio 4. Os catadores – ninguém melhor que eles – contam qual a melhor forma pro gerador de resíduo separar e destinar os materiais de sua casa. Depois que você consumiu um produto, aquela embalagem não desaparece: ela segue existindo e, se você fizer sua parte, ainda irá gerar renda pro trabalhador da reciclagem. 

Episódio 5 – 18/12: Saúde dos catadores

A tração humana de carroças está longe de ser o modelo ideal – mas é o modelo mais comum hoje em dia. Pensando na redução de danos, o último episódio da temporada 01 do Cataflix traz dicas práticas para o profissional da reciclagem manter a saúde em dia mesmo diante das dificuldades e dos riscos da coleta na rua. 

BNDES prevê R$ 8,5 bilhões para projeto de economia 'verde' e social

Banco quer aproveitar ampliação de benefícios tributários para emissão de debêntures sustentáveis.


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pretende usar mais as debêntures incentivadas como forma de apoiar projetos de empresas nas áreas de economia “verde” e desenvolvimento social.

A instituição prevê subscrever R$ 8,5 bilhões em debêntures de infraestrutura e sustentáveis — que contam com incentivo fiscal do imposto de renda — no período de 2020-2021. A estimativa é sustentada por operações que estão em fase de estruturação na carteira do BNDES.

“Cada vez mais o banco vai atuar via debênture”, diz Petrônio Cançado, diretor de crédito e garantia do BNDES. Ele afirma que o decreto 10.387, de 5 de junho, estendeu o benefício tributário das debêntures de infraestrutura para a economia sustentável.

Essa ampliação do benefício permite ao banco apoiar, via debêntures, por exemplo, projetos de energia renovável, caso da geração eólica e solar, e também empreendimentos que têm impactos sociais relevantes como o investimento em saneamento básico.

Cançado diz que o banco vai continuar a trabalhar com o crédito no formato tradicional, via linha Finem, e que a parte de debêntures no financiamento será a que couber no projeto. “Não é todo projeto em que é possível emitir debênture. O percentual de debênture em cada projeto será analisado caso a caso”, diz Cançado.

Virada Sustentável chama atenção para volume de descarte de lixo provocados pelo consumo inconsciente


A 10ª edição da Virada Sustentável SP ocorre pela primeira vez em modelo híbrido: físico e virtual. A intensa programação – totalmente gratuita – é composta por ocupações artísticas que provocam uma reflexão sobre a sustentabilidade nos dias de hoje, enquanto nas plataformas digitais acontecem experiências e conexões humanas.

Uma das mais curiosas intervenções deste ano, a‌ ‌Mostra‌ ‌de‌ ‌Performance‌ ‌do‌ ‌‌Homem‌ ‌Refluxo‌ ‌‌ocorre‌ até dia 12/10 no‌ ‌Instagram @homemrefluxo. Por‌ ‌meio‌ ‌de‌ ‌provocações‌ ‌sobre‌ ‌o‌ ‌consumo‌ ‌de‌ ‌lixo,‌ ‌a‌ ‌ação‌ ‌idealizada pelo artista Peri Pane convida‌ ‌cada‌ ‌um‌ ‌de‌ ‌nós‌ ‌a‌ ‌olhar‌ ‌para‌ ‌os‌ ‌resíduos‌ ‌que‌ ‌produzimos‌ ‌durante‌ ‌o‌ ‌período‌ ‌de‌ ‌7‌ ‌dias‌, ‌e‌ ‌refletir‌ ‌em‌ ‌como‌ ‌podemos‌ ‌diminuir‌ ‌o‌ ‌lixo‌ ‌e‌ ‌ter‌ ‌um‌ ‌consumo‌ ‌mais‌ ‌consciente‌ ‌em‌ ‌nosso‌ ‌dia‌ ‌a‌ ‌dia.‌ ‌ ‌O artista terá a companhia da apresentadora Astrid Fontenelle (@astridfontenelle) e seu filho Gabriel, da consultora Giovanna Nader e @menos1lixo, além do músico Edgar (@novissimoedgar), que também vão guardar seus resíduos de 7 dias em uma capa Parangolixoluxo, e com isso, pensarem como podem diminuir sua produção de lixo para um bem maior, buscando a melhora do bem estar para o coletivo. O Parangolixoluxo é uma criação da artista Marina Reis (@marinareis) e foi confeccionado por Maria Célia de Paula.

Complementando a performance do Homem Refluxo, a Virada Sustentável promove, de 12 a 18 de outubro também no Instagram @homemrefluxo, Quarentrash, uma série fotográfica em que o artista Peri Pane dispõe da enorme quantidade de materiais descartáveis coletada para recriar cenas cotidianas domésticas povoadas pelos resíduos acumulados desde o início do isolamento social.

Integrando a Virada Sustentável ao cotidiano da população paulistana, o centro e a zona leste recebem a intervenção urbana “O que vai para o chão”, que tem como objetivo chamar a atenção e sensibilizar a sociedade sobre as quantidades e tipos de materiais que são descartados nas vias públicas. Essa ação contribui para a problemática global sobre a mistura de vários tipos de resíduos, que tem sido objeto de crescente atenção. Para a intervenção foram produzidos dois contentores de modelos diferentes: um modelo receberá os resíduos misturados; o outro, somente os recicláveis secos, provocando a percepção dos pedestres em relação à diferença em volume (lado a lado) e os diferentes destinos: o contentor para resíduos misturados tem como fim um aterro sanitário; o outro, a reciclagem e consequente preservação dos recursos naturais.

Com intuito de promover uma participação efetiva da sociedade no processo de reciclagem assertiva, a campanha de Coleta de Resíduos Eletroeletrônicos e Pilhas integra a programação da Virada Sustentável, como parte do movimento Eletrônico Não é Lixo, e em comemoração ao Dia Internacional do Lixo Eletrônico, dia 14 de outubro. Seis estações terão pontos de coleta até 16 de outubro: Vila Prudente, Clínicas, Barra Funda, Sé, Tucuruvi e Jabaquara.

O metrô também recebe, até o dia 18 de outubro, a ação “Seja a Mudança”, em que as escadarias das estações Brigadeiro, Clínicas e Carandiru ganham intervenções dedicadas a se pensar no futuro que queremos criar, propondo inspirações e reflexões para a construção de um REFUTURO possível, com temas sobre consumo consciente, economia circular e bem-estar estampados de maneira criativa e didática em suas propostas artísticas.

Energia solar: mais empregos na recuperação econômica do Brasil


A partir de meados de março, vários estados brasileiros começaram a anunciar planos de isolamento social para desacelerar o avanço da pandemia da Covid-19 que assola País. Como resultado disso, teve início um amplo debate sobre os impactos econômicos das importantes medidas de saúde pública implementadas junto à sociedade brasileira. Em decorrência da pandemia, economistas projetam alta possibilidade de uma recessão econômica mundial e também no Brasil, com risco de forte aumento das taxas de desemprego.

Logo no início da implementação das medidas de isolamento social no Brasil, a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) lançou uma nova campanha, a “Solar Urgente”, para levar informação de qualidade ao mercado e ao setor em áreas estratégicas como trabalhista, tributária, financiamento e boas práticas de gestão, entre outras. Ao mesmo tempo, a entidade passou a intensificar a divulgação dos mecanismos de alívio disponibilizados pelos governos e pelo Congresso Nacional, justamente para auxiliar empresas que atuam no segmento.

A energia solar fotovoltaica é reconhecida como uma grande locomotiva de desenvolvimento econômico, social e ambiental, responsável por gerar uma imensa quantidade de empregos no mundo e agora também no Brasil.

Estudos da Agência Internacional de Energia Renovável (International Renewable Energy Agency – IRENA) mostram que a solar é a fonte renovável que mais gera empregos no planeta, sendo responsável por mais de um terço dos mais de 11 milhões de empregos renováveis do mundo. A cada novo megawatt (MW) instalado, o segmento agrega entre 25 e 30 novos empregos, com grande parte criada de forma local, nas regiões em que os sistemas solares fotovoltaicos são instalados.

Outro fator de destaque está na qualidade dos empregos solares: são profissionais de formação técnica e superior, com salários médios acima do patamar médio brasileiro, o que agrega mais renda e poder de compra para as famílias brasileiras, de Norte a Sul do Brasil, ativando as economias locais.

Mas mesmo em períodos de crise econômica, como o que vivemos atualmente, ainda é possível que o setor solar fotovoltaico mantenha seu protagonismo na geração de empregos para a sociedade. Primeiramente, os serviços de construção civil, aos quais a energia solar está atrelada, são considerados como “atividades essenciais” e não deverão parar durante o período de quarentena. Adicionalmente, grande parte das indústrias, clientes potenciais da energia solar fotovoltaica também não interromperam suas atividades. Mesmo com a desaceleração da economia, a energia elétrica continua sendo imprescindível, tanto para as pessoas, quanto para as empresas e governos. Isso faz com que os propulsores do mercado de energia solar não parem por completo.

Devido à longa vida útil e alta durabilidade dos seus equipamentos e sistemas, os benefícios trazidos pela energia solar fotovoltaica permanecem sólidos com o passar dos anos. Isso faz da tecnologia uma opção atrativa para investidores, inclusive no atual momento de recursos escassos, quando os consumidores, sejam pessoas ou empresas, estão pressionados a buscar formas efetivas de reduzir seus gastos mensais e aumentar sua competitividade.

Vale destacar também que o sistema fotovoltaico é hoje um dos melhores investimentos para empresas e cidadãos, já que traz um retorno muito acima do oferecido no próprio mercado financeiro. Como o juro real no Brasil está mais baixo, os consumidores têm uma excelente alternativa com o uso da energia solar.

Há no Brasil mais de 70 linhas de financiamento e mecanismos de garantia financeira para quem quer adquirir energia solar fotovoltaica, com taxas de juro a partir de 0,75% ao mês, o que viabiliza a instalação. Muitas vezes, a economia na conta de luz trazida pelo sistema solar já paga a parcela do financiamento e ainda libera recursos para as famílias, empresas, produtores rurais ou até governos.

Recentemente, a Associação Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia e Consumidores Livres (Abrace) sinalizou que a conta de energia do consumidor pode ter um aumento de até 20% em decorrência do pacote anunciado pelo governo de socorro às companhias do setor elétrico na pandemia da COVID-19. Esta sobretaxa na conta de luz torna a fonte solar fotovoltaica ainda mais atrativa e competitiva.

Portanto, neste momento crítico da economia brasileira e mundial, a tecnologia solar fotovoltaica se tornou uma importante aliada, trazendo economia direta ao bolso dos brasileiros, aliviando o orçamento das empresas e dos governos, os protegendo contra aumentos anuais das tarifas e ainda ajudando o meio ambiente e a sustentabilidade.

Estes são alguns dos bons motivos que fazem com que o setor solar fotovoltaico ocupe uma posição destacada neste período mais crítico e repleto de incertezas que o mundo e o Brasil atravessam. A ABSOLAR e as empresas do setor continuarão trabalhando incessantemente para manter empregos, desenvolver tecnologias para atender novas demandas e levar energia limpa, renovável e barata para residências, comércios, indústrias, propriedades rurais e prédios públicos.

Leandro Martins – presidente e fundador da Ecori Energia Solar

Rodrigo Sauaia – CEO da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR)

Ronaldo Koloszuk – presidente do Conselho e Administração da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR)

Instalar energia solar está mais barato para os brasileiros em 2020

Economizar na conta de luz através de um sistema de energia solar é uma solução que está mais acessível para os brasileiros este ano.

A informação é baseada nos dados do último estudo estratégico da empresa Greener sobre o mercado fotovoltaico brasileiro de geração distribuída, lançado no começo de fevereiro.


Segundo o estudo, os preços para aquisição da tecnologia para o consumidor final registrados em janeiro de 2020 tiveram redução média de 9,3% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Os responsáveis por esse barateamento foram os equipamentos do kit de energia solar, que apresentaram redução média de 6% nos preços em relação a junho de 2019.

A pesquisa foi elaborada de acordo com as informações de 884 empresas de energia solar entrevistadas no mercado de geração distribuída.

Com base na média de valores apresentada, um sistema residencial de pequeno porte, capaz de atender um consumo de até 300 quilowatts-hora/mês, custa hoje no Brasil cerca de R$12 mil.

O preço é metade do custo atual do carro popular mais barato no país e um dos motivos que explicam a rápida popularização dessa tecnologia que possui 25 anos de vida útil.

Com a economia de até 95% gerada na conta de luz, o consumidor ainda obtém o retorno desse investimento em pouco tempo, cerca de 3 a 6 anos.

E é justamente a economia nas faturas que o brasileiro quer, sendo ela a principal motivação de compra da tecnologia apontada por 92,7% das empresas.

Por outro lado, a maior objeção registrada ainda é o custo dos sistemas, considerado caro por 31,5% dos consumidores atendidos pelas empresas analisadas na pesquisa.

A solução para esse impasse está nas linhas de financiamento de energia solar, forma de pagamento utilizada por 81% das entrevistadas.

Um dado interessante revelado pela pesquisa foi o aumento de empresas com foco exclusivo na tecnologia fotovoltaica, sinal do crescimento de mercado e aumento no faturamento.

De acordo com a mais recente projeção da ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), atualmente o Brasil possui 14 mil empresas no segmento de geração distribuída.

Com os preços mais acessíveis e maior oferta da tecnologia, a associação prevê um salto da capacidade instalada da tecnologia e cerca de R$16,4 bilhões em investimentos em 2020.

Fonte: EcoDebate

Energia Renovável: opção para independência energética

O sistema é composto pelas placas solares e demais equipamentos do kit de energia solar

Empresários que buscam alternativas para redução de custos operacionais têm a opção de investir em fontes de energia renovável. E isso pode ser com placas fotovoltaicas (energia solar) ou os aerogeradores (energia eólica). Ambas são uma maneira de alcançar a independência energética do negócio com o uso de fontes inesgotáveis.

Atualmente, a conta de energia elétrica representa um dos principais custos fixos das empresas. Principalmente, nos setores industriais que consomem elevada quantidade para movimentação do parque fabril. O investimento na geração própria tem se tornado uma boa alternativa para redução desta despesa dentro dos empreendimentos. E isso significa o redirecionamento do recurso, antes utilizado à geração de energia a outras atividades. Dentre elas, a modernização e inovação da empresa.

A energia renovável não traz apenas benefícios financeiros, ela também proporciona melhores práticas de controle ambiental. A implantação dos sistemas contribui para a preservação dos recursos naturais esgotáveis utilizados na produção de energia. E também para a redução da emissão de gases poluentes nocivos ao meio ambiente e à saúde da população.

No Espírito Santo, a produção energética renovável representou 7,4% de toda energia produzida em 2018. É o que aponta o balanço energético realizado pela Agência de Regulação de Serviços Públicos do Estado do Espírito Santo (ARSP).

Instalação de placas fotovoltaicas

O sistema fotovoltaico é composto pelas placas solares e demais equipamentos do kit de energia solar. Esse sistema transforma a luz do sol em energia elétrica e pode suprir todo o consumo de um empreendimento, como comércio ou empresa, garantindo uma economia de até 95% na conta de luz. O investimento retorna em, aproximadamente, quatro anos, proporcionando mais de 25 anos de geração de energia, que é o tempo de vida útil dos equipamentos instalados.

No Espírito Santo, apenas 1,9% da energia produzida deriva desse tipo de fonte, correspondendo a 36,9 Megawatts (MW). Assim, ocupa o 14º lugar no ranking de estados brasileiros que mais investem em energia solar. Aponta o levantamento da Aneel/Absolar, deste ano.

Com incidência solar em praticamente todos os meses do ano, o Estado possui uma potencialidade significativa ainda a ser explorada.

Energia Eólica

O sistema eólico produz eletricidade de forma limpa, sem emitir gases poluentes na atmosfera. No entanto, depende de fatores meteorológicos para funcionar. Por isso, é importante que o sistema opere interligado com diferentes fontes de energia. Isso porque é necessário compensar uma possível falta de vento ou cobrir aumentos na demanda.

Os municípios de Presidente Kennedy e Marataízes, no litoral sul, apresentam vocação para usinas eólicas (dezenas até centenas de Megawatts). São as áreas com menores custos de interligação ao sistema elétrico.

Crédito para Economia Verde

Mesmo com a potencialidade, a utilização de fontes de energia renováveis em terras capixabas ainda é pouco explorada. O Governo do Estado oferece alternativas para empresas investirem nos modelos. Umas delas é a linha para Economia Verde, disponibilizada pelo Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes).

O que é?

É um financiamento para incentivar o desenvolvimento da eficiência energética, das melhores práticas de controle ambiental e do uso de materiais recicláveis. A linha busca apoiar a adoção de sistemas de produção e consumo que preservem os recursos naturais, utilizem fontes de energia renováveis, mantenham a vegetação nativa, além de outros procedimentos que contribuam para a correta utilização de ativos ambientais.

O que pode ser financiado?
  • Investimentos em energia renovável e eficiência energética;
  • Apoio a empresas que utilizem subprodutos ou produtos reciclados como principal matéria-prima em seus processos produtivos; condicionantes ambientais aplicadas pelos órgãos competentes;
  • Apoio a empresas participantes da cadeia de materiais reaproveitáveis; Investimentos no controle ambiental; e
  • Apoio a projetos com capital de giro associado (financiando investimento fixo e capital de giro).

Fonte: ES Brasil

Empresa de Pesquisa Energética observa queda drástica no preço da energia solar

Expectativa é que a fonte se consolide como uma das mais competitivas para expansão da matriz energética nacional

A redução vertiginosa do preço da energia solar, verificada nos últimos leilões de energia, deve-se a maior competitividade do setor, que já possui oferta maior que a demanda de projetos. A informação é de Thiago Barral, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Em declarações à imprensa, Barral afirmou ainda que há uma gama de empresas e empreendedores interessados em investir nessa fonte.

O maior atrativo para os investidores, segundo declarações de Barral, é o baixo risco de desenvolvimento desses projetos, políticas corporativas e a capacidade de atrair capital para financiar empreendimentos. Conforme já foi apontado no Plano Decenal de Energia da EPE, colocado em consulta pública no ano passado, a previsão é que a energia solar se consolide como uma das fontes mais competitivas para expansão da matriz energética nacional.

“Vale ressaltar que apenas uma fonte não é uma solução adequada para a segurança eficiente e para o menor custo do sistema. O ideal é a combinação de várias fontes. A energia solar, sozinha, não vai dar conta de atender às necessidades energéticas do país nos próximos anos, mas se apresenta como uma das fontes que têm papel relevante nesse cenário”, disse.

As fontes solar e eólica, por exemplo, têm apresentado resultados surpreendentes nos últimos leilões, tornando-se cada vez mais competitivas. “Isso deve-se ao bom desempenho do setor, aliado a inovação e a estratégias das indústrias”, complementou.

As hidrelétricas ainda respondem por mais de 70% da matriz energética nacional, mas esse porcentual vai diminuir ao longo dos anos, com a diversificação das fontes de energia. Esse cenário já pode ser observado nos últimos leilões que, segundo Barral, no curto prazo, não houve grandes projetos de hidrelétrica no Brasil.

“Com exceções da Usina de Castanheiras, em Mato Grosso, que a própria EPE vem estudando, com potência instalada de 140 megawatts (MW) de energia, que se encontra em etapa de licenciamento; a Usina de Tabajaras, em Rondônia, em estágio mais avançado de desenvolvimento, com capacidade de 400 MW; e a Usina de Bem Querer, em Roraima, com 650 MW, em fase de estudos de impacto ambiental na região e de componente indígena”, disse.

Esses projetos fazem parte do Programa de Parcerias de Investimento (PPI) pela condição de licenciamento ser um aspecto fundamental para o avanço desses empreendimentos, mas Barral lembra que nenhum deles passou por audiência pública.

Fonte: Portal Solar