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Usina de energia solar mais potente do mundo é concluída no Japão


Apesar de todas as condições desfavoráveis, o Japão, um pequeno país insular, composto por 6.852 ilhas, onde as quatro maiores (Honshu, Hokkaido, Kyushu e Shikoku), representam 97% da área terrestre nacional e, ainda por cima, possui relevos montanhosos e irregulares, com escassos recursos naturais, contando com a décima maior população do mundo, com cerca de 128 milhões de habitantes, tem buscado, cada vez mais, soluções inovadoras de abastecimento de energia a fim de suprir a demanda de sua população.

Assim surgiu a maior usina solar flutuante do mundo, um empreendimento financiado pela empresa Kyocera em parceria com a Century Tokyo Leasing, sob o reservatório Yamakura Dam, localizado a cerca de 70 km de Tóquio.


Este empreendimento conta com cerca de 51 mil painéis flutuantes, em um espaço de 180 mil metros quadrados, que em pleno funcionamento, produzirão mais de 16 mil megawatt-hora por ano, o suficiente para abastecer cerca de 5 mil residências da região, evitando a liberação de cerca de 8.170 toneladas cúbicas de CO2 na atmosfera por ano.

As usinas flutuantes possuem inúmeras vantagens, uma das principais é que no verão a eficiência na geração de energia não diminui por conta do aumento da temperatura, pois o ambiente aquático ao redor ajuda a manter a temperatura resfriada, aumentando a eficiência de geração. Além disso, as placas solares instaladas são à prova d’água, constituídas por um polímero de alta densidade, o que permite o aproveitamento de áreas maiores.

Após o acidente com a usina nuclear de Fukushima, em março 2011, o Japão suspendeu as atividades de todas as suas usinas nucleares, priorizando o gás natural como fonte energética e ainda apostou em fontes de energia renováveis, investindo 3 vezes mais em projetos para a implementação de sistemas fotovoltaicos do que países como Alemanha e China, sendo nos anos de 2013 a 2015, o segundo maior instalador global de sistemas fotovoltaicos, que até 2030, poderá representar cerca de 12% da matriz elétrica do país, diante dos 4% atuais.

Tendência em países insulares

As ilhas Malvinas (ou Falkland) são constituídas por 1.196 ilhas, sendo que somente 203 são habitadas, estão localizadas a cerca de 450 km ao sul da península do Decão, ao sudoeste da Índia. Se no Japão o terreno irregular não ajuda, nas Malvinas o que falta é espaço. Como muitas das ilhas nas Maldivas são pequenas, você pode atravessar algumas delas em menos de 10 minutos.

O país que dependia predominantemente por fontes de energia fósseis, hoje, com a ajuda da Swimsol, uma empresa de energia solar com sede na Áustria, resolveu esta questão voltando-se para o mar, utilizando painéis solares flutuantes, aproveitando o espaço marítimo e o sol abundante das ilhas Malvinas, e graças ao resfriamento da água, garantem uma maior eficiência do que aqueles em terra.



A Swimsol não comercializa os sistemas flutuantes, mas a eletricidade que eles produzem, que tem um custo mais barato que o diesel, graças a feed-in* subsidiada pelo governo. A ideia é instalar dezenas de megawatts porque o espaço está lá e existe a necessidade .

Em 2014, as Maldivas gastaram um quinto do seu produto interno bruto em combustível. Isso significa que a cada hora que você trabalha, 12 minutos você só trabalha para pagar combustível.

O diretor e fundador da Swimsol, Martin Putschek, disse que: “As pessoas falam sobre energia das marés ou energia eólica e isso é fantástico, mas não funciona nos trópicos. No Caribe, sim; lá você tem vento. Mas nas Maldivas ou Cingapura você não tem vento suficiente, e você também não tem ondas grandes. A energia renovável de escolha é a solar, porque o que eles têm é muito sol, muito mar, estamos apenas combinando os dois”.

Novas células solares à base de semicondutores e matriz de plástico

Habitualmente, as células solares são fabricadas com silício. Suas principais qualidades são a estabilidade no tempo (vinte anos), além de um bom rendimento. Nada é perfeito: seu custo é elevado! Conseguem melhor preço as células solares ditas de "filme fino", que associam o telureto de cádmio (CdTe) e o sulfeto de cobre e índio.

Os pesquisadores de Linz (Austria) conseguiram combinar o sulfeto de cobre e índio (partículas de dimensões nanométricas) com uma matriz de polímeros orgânicos. A fabricação, além de barata, é simples. Os testes demonstraram que os dois componentes da célula, tanto o orgânico quanto os inorgânicos contribuem para a produção de eletricidade.

Todavia, o rendimento não está ainda ao nível das células clássicas. As pesquisas estão sendo realizadas em colaboração com a Universidade de Oldenburg (Alemanha) e a Universidade Técnica de Tallinn, na Estônia.

FONTE: APA