Mostrando postagens com marcador WTE FULL. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador WTE FULL. Mostrar todas as postagens

Resíduos para o desenvolvimento de energia na África - uma nova planta da WTE

Waste to Energy International (WTEI) continua o desenvolvimento de resíduos para energia na África seguindo a estratégia de longo prazo. Além de nosso projeto de transformação de resíduos em energia no Egito , assinamos o acordo para desenvolver, investir, construir e operar uma nova planta de transformação de resíduos em energia na África Subsaariana.

A nova usina de transformação de resíduos em energia deve processar 2.000 tpd (toneladas por dia de RSU (resíduos sólidos urbanos) e, como resultado, a usina deve produzir cerca de 40 MW de eletricidade.

Resíduos em usina de energia na África

O G20 estabeleceu uma meta global com o objetivo de implementar tecnologias de transformação de resíduos em energia na África. Em particular, o documento diz o seguinte. “O G20 deve criar um grupo de trabalho ... para melhorar o setor de resíduos a jusante. O G20 deve pedir às organizações relevantes ... que identifiquem as melhores práticas ... para estabelecer sistemas nacionais de coleta de dados de resíduos. Articular políticas de gestão de resíduos para um sistema mais eficaz, considerando os requisitos específicos da tecnologia de transformação de resíduos em energia ”.Hugo Le Picard, G20 Insights.

Como a WTEI realiza um novo desperdício para o desenvolvimento de energia na África

Em resposta a esses objetivos globais, a WTEI criou um consórcio para construir e operar uma nova planta de transformação de resíduos em energia na África. Esta planta será a terceira instalação no continente, depois da planta da Etiópia e da planta da WTEI no Egito . O consórcio inclui OAK - nosso parceiro de investimento de longo prazo, o desenvolvedor local e o patrocinador do projeto. Criamos o consórcio seguindo nosso modelo de desenvolvimento, que utilizamos para diversos projetos de energia alternativa.

Agora, a WTEI e o desenvolvedor local iniciaram o estudo de viabilidade para determinar a melhor tecnologia aplicável. A equipe do desenvolvedor local atua no país, coletando respostas para o nosso RFI (solicitação de informações). Na próxima etapa, a WTEI realizará negociações com o provedor de tecnologia e o contratante EPC. Com isso, teremos uma proposta firme de CAPEX e OPEX para nosso modelo financeiro. Os cálculos baseados nos custos reais criarão uma base severa para o financiamento de nossos investidores e instituições financeiras.

Todo o ciclo de desenvolvimento, iniciado em outubro de 2021, levará de 2 a 3 anos. Em 3-5 meses, realizaremos o estudo de viabilidade. O encerramento financeiro demorará cerca de 1 a 2 meses. Em seguida, o consórcio fará a construção e o comissionamento. A planta deve estar operacional por 25-30 anos.

Portanto, agora, quando a WTEI expande sua presença na África, nosso portfólio continua crescendo. Juntamente com o projeto hidrelétrico, o valor total do investimento de nossos projetos em andamento atingiu 1,2 bilhão de dólares. O futuro do negócio de energia alternativa parece mais promissor hoje do que em qualquer época anterior. E esperamos que WTEI agregue uma contribuição valiosa para um ambiente melhor e mais saudável.


Preço em leilão dá sinal positivo a térmicas a lixo no Brasil, diz indústria

Preço em leilão dá sinal positivo a térmicas a lixo no Brasil, diz indústria

Reuters. Vista de usina movida a resíduos sólidos em Burnaby, Canadá 17/06/2019 REUTERS/Lindsey Wasson

Por Gabriel Araujo

SÃO PAULO (Reuters) - O nascente setor brasileiro de termelétricas movidas a resíduos sólidos urbanos se mostrou satisfeito com os preços fixados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para a negociação de eletricidade gerada por essa fonte no próximo leilão A-5, marcado para o dia 30 de setembro, que representa um movimento pioneiro para o segmento.

A reguladora informou na última terça-feira que o certame negociará energia de térmicas movidas a lixo por 639 reais por megawatt-hora (MWh), valor que ficou dentro das expectativas da Associação Brasileira de Recuperação Energética (Abren).

Segundo o presidente da entidade, Yuri Schmitke, os estudos de mercado realizados pelo setor apontavam um preço médio esperado de 650 reais/MWh. Como o valor oferecido para o certame está próximo dessa marca, ele acredita que o mercado tenha recebido um sinal positivo em relação à fonte.

Os preços ainda são bastante elevados se comparados a outras fontes de energia --no leilão, o segundo maior valor fixado é de 365 reais/MWh, para termelétricas a outros combustíveis sem outorga. Schmitke acredita, porém, que a introdução do Waste-to-Energy (WTE, na sigla em inglês) nos certames seja um primeiro passo para a evolução do setor e consequente redução de custos.

"A perspectiva é que esse custo vai reduzir, como aconteceu com a energia eólica. A eólica mostra claramente o que acontece com o mercado quando ele se desenvolve: há uma queda de preço, fabricação nacional, criação de uma cadeia de fornecimento de serviços, máquinas e equipamentos, e isso reduz o preço", afirmou Schmitke em entrevista à Reuters.

De acordo com a Aneel, 12 projetos de termelétricas a resíduos sólidos que somam 315 megawatts (MW) de capacidade foram inscritos no leilão A-5, que negociará energia para suprimento a partir de 1º de setembro de 2026.

A Abren acredita, porém, que o certame vai se concentrar em três projetos com licença ambiental garantida, que somam 131 MW: a URE Barueri, em São Paulo, com 20 MW; a URE Caju (Rio de Janeiro, 31 MW); e a URE Mauá, do Grupo Lara (São Paulo, 80 MW).

A Reuters havia antecipado em fevereiro a intenção do governo de testar as térmicas movidas a lixo nos leilões de geração a partir deste ano, depois de experiências de sucesso na inserção de novas fontes --como eólica e solar-- em sua matriz energética ao longo da última década.

A associação aguarda agora pela distribuição de demanda para o leilão.

Schmitke, que vê a inserção da fonte no leilão como a maior vitória da Abren até hoje, espera que o certame dê viabilidade pelo menos aos três projetos mencionados.

"A gente espera que o governo viabilize pelo menos esses três projetos, porque são projetos que se não forem viabilizados agora, vai atrasar bastante o desenvolvimento deles. São projetos que estão maduros, (prontos) para começar as obras", afirmou.

A Abren --que conta com empresas como a norte-americana Babcock & Wilcox, a nipo-suíça Hitachi Zosen Inova e a francesa Veolia como associadas-- espera ainda que a fonte volte a ser inserida nos próximos leilões de eletricidade no Brasil.

Segundo Schmitke, já há discussões no governo para que as térmicas a resíduos sólidos entrem no leilão de capacidade, em janeiro de 2022, e também no leilão A-5 do primeiro semestre do ano que vem. "E quem sabe no A-5 do segundo semestre também", afirmou.

Leilão de Energia Nova A-5 é aprovado pela ANEEL e será realizado em 30/9

A Diretoria Colegiada da ANEEL aprovou nesta terça-feira (24/8) o edital do Leilão de Geração nº 8/2021-ANEEL, ou Leilão A-5 de 2021

A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL aprovou nesta terça-feira (24/8) o edital do Leilão de Geração nº 8/2021-ANEEL, ou Leilão A-5 de 2021. O certame visa à contratação de energia elétrica gerada por novos empreendimentos a partir de fontes hidrelétrica, eólica, solar fotovoltaica, termelétrica a biomassa, a carvão mineral nacional, a gás natural e de tratamento de resíduos sólidos urbanos. A realização do leilão está prevista para 30 de setembro de 2021, com transmissão ao vivo no portal da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) cadastrou 1.694 empreendimentos, com 93.859 megawatts (MW) de potência cadastrada. Um dos destaques deste leilão será o tratamento dado às usinas termelétricas a partir de resíduos sólidos urbanos, ou seja, de lixo. Foram cadastrados 12 projetos com total de 315 MW para esse produto, que será licitado na modalidade por disponibilidade, com período de suprimento de 20 anos. “A geração por resíduos sólidos urbanos traz valor econômico para os aterros sanitários e agrega receita para as prefeituras que podem vender o biogás ou gerar energia para ser comercializada ou utilizada em edificações públicas do município. Ela transforma o que era antes um passivo ambiental em ativo energético”, avalia o diretor-geral da ANEEL, André Pepitone.

“Entendo que foi absolutamente acertada a decisão do MME de criar um produto diferenciado para essa fonte, considerando que, até essa data, o Brasil dispõe de cinco empreendimentos termelétricos a resíduos sólidos urbanos, totalizando 19,6 MW”, destacou o diretor Hélvio Guerra, relator do certame. Dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) apontam que o país gerou, em 2018, 79 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos.


O leilão segue as premissas da Portaria MME n° 10/2021 e contratará oferta de geração na modalidade por quantidade para empreendimentos eólicos e solares fotovoltaicos, com prazo de suprimento de 15 anos, e hidrelétricos (centrais geradoras hidrelétricas, pequenas centrais hidrelétricas, usinas hidrelétricas e ampliação de usinas existentes), com prazo de 25 anos. Para empreendimentos termelétricos, serão negociados contratos por disponibilidade, com prazo de 20 anos. O início do suprimento, para todos os contratos, é 1/1/2026.

O custo Marginal de Referência do Leilão de Energia Nova A-5/2021 estabelecido pelo MME foi de R$ 639,00/MWh, e os preços iniciais são os relacionados a seguir:
  • Preços iniciais para novos empreendimentos e para os empreendimentos com outorga sem contrato:
  • Produto por quantidade (fonte hidrelétrica): R$ 320,00/MWh (trezentos e vinte Reais por megawatt-hora);
  • Produto por quantidade (fonte eólica): R$ 191,00/MWh (cento e noventa e um Reais por megawatt-hora);
  • Produto por quantidade (fonte solar fotovoltaica): R$ 191,00/MWh (cento e noventa e um Reais por megawatt-hora);
  • Produto por disponibilidade (fonte termelétrica): R$ 365,00/MWh (trezentos e sessenta e cinco Reais por megawatt-hora); e
  • Produto Disponibilidade a partir da recuperação energética de resíduos sólidos urbanos: R$ 639,00/MWh (seiscentos e trinta e nove Reais por megawatt-hora.

Preços para empreendimentos com outorga e com contratos regulados celebrados anteriormente, vigentes ou não:
  • Preço de Referência para PCHs e CGHs: R$ 249,22/MWh (duzentos e quarenta e nove Reais e vinte e dois centavos por megawatt-hora);
  • Preço de Referência para UTE: R$ 266,86/MWh (duzentos e sessenta e seis Reais e oitenta e seis centavos por megawatt-hora); e
  • Preço de Referência para UHE: R$ 174,27/MWh (cento e setenta e quatro Reais e vinte e sete centavos por megawatt-hora).

A Consulta Pública nº 035/2021, que debateu com a sociedade o conteúdo do edital do leilão, recebeu 62 contribuições de 21 participantes. O aviso de licitação, o edital e os anexos serão publicados na quinta-feira 26/8.

A recuperação de energia é essencial no tratamento de resíduos não recicláveis

Por ocasião da publicação do pacote climático “Fit for 55”, a ESWET reafirmou a contribuição essencial da recuperação de energia para a gestão de resíduos


Por ocasião da publicação do pacote climático “Fit for 55” , a ESWET reafirmou a contribuição essencial da recuperação de energia (Waste-to-Energy) para a gestão de resíduos na Europa. A Waste-to-Energy já contribui para a descarbonização do setor, desviando os resíduos não recicláveis ​​dos aterros e recuperando energia e matérias-primas secundárias.

Reduzir aterros sanitários significa, antes de tudo, reduzir as emissões de metano, um gás até 84 vezes mais potente que o CO2 em 20 anos. Além disso, a recuperação de energia (eletricidade, calor e vapor) e de matérias-primas secundárias economiza recursos virgens e melhora o consumo de energia e materiais na Europa.

Dois arquivos incluídos no pacote climático “Fit for 55” estão diretamente relacionados às operações de transformação de resíduos em energia: a Diretiva de Energia Renovável (RED) e o Sistema de Comércio de Emissões (ETS). Em ambos os casos, as revisões propostas pela Comissão Europeia preservam a contribuição positiva de Waste-to-Energy para o tratamento seguro de resíduos não recicláveis.

Em primeiro lugar, a revisão proposta da Diretiva de Energia Renovável (RED) aborda precisamente a urgência de aproveitar todas as fontes de energia renováveis ​​disponíveis , incluindo eletricidade, vapor, aquecimento e resfriamento gerados a partir de não-resíduos. Na verdade, cerca de 50% da produção de energia das usinas de transformação de resíduos em energia é renovável, pois provém da fração biodegradável dos resíduos.

No que diz respeito à revisão do ETS, a decisão de manter todo o setor de gestão de resíduos sob o Regulamento de Compartilhamento de Esforços é uma avaliação cuidadosa. Incluir a incineração de resíduos municipais apenas no ETS da UE, sem qualquer avaliação de impacto inicial anterior, causaria efeitos colaterais, como maior custo de reciclagem, taxas adicionais para os municípios e um aumento de resíduos não recicláveis ​​enviados para aterros legais e ilegais.

O próximo passo para reduzir ainda mais as emissões de GEE de resíduos não recicláveis ​​é apoiar a implementação de captura e armazenamento de carbono (CCS) em usinas de transformação de resíduos em energia . O setor pode se tornar neutro em carbono ou mesmo negativo em carbono, como demonstrado por vários projetos-piloto na Europa.

"A Comissão Europeia estabeleceu um ambicioso conjunto de medidas para reduzir drasticamente as emissões das indústrias europeias", disse Patrick Clerens, Secretário Geral da ESWET . "Os fornecedores de transformação de resíduos em energia estão empenhados em tomar as medidas necessárias para alcançar a neutralidade de carbono com o apoio da União Europeia."

Devido à complexidade da questão, a ESWET acredita que as reformas que abrangem o setor de gestão de resíduos devem sempre avaliar cuidadosamente as consequências ambientais e econômicas , levando em consideração o amplo impacto em toda a cadeia de gestão de resíduos e fornecimento de energia.

ALTA TAXA DE CRESCIMENTO PROJETADA PARA A INDÚSTRIA DE RESÍDUOS PARA ENERGIA

A indústria de resíduos em energia (WtE) está vendo um potencial de crescimento significativo. Algumas estimativas de crescimento previsto indicam que a indústria crescerá a uma taxa composta de crescimento anual (CAGR) de mais de sete por cento até 2024.


Outros mostram um CAGR estimado de cerca de cinco por cento até 2028. Apesar disso, o crescimento do WtE está previsto para ser alto e terá um impacto contínuo na indústria de resíduos e reciclagem.

Potencial de crescimento

As tecnologias WtE atuais destroem ou capturam toxinas do lixo, incluindo chumbo, mercúrio, compostos orgânicos voláteis, halogênios e outros poluentes, filtram produtos químicos prejudiciais, eliminam o odor do aterro sanitário e destroem resíduos contaminados.

De acordo com Megan Wilson, vice-presidente de desenvolvimento corporativo e relações com investidores da Babcock & Wilcox, o crescimento da indústria de transformação de resíduos em energia é impulsionado por vários fatores, e esses fatores podem diferir por região. Na Europa, especialmente no Reino Unido, Escandinávia e outros países da UE, as ações regulatórias têm incentivado menos dependência de deposição de resíduos urbanos em aterros até e incluindo a proibição de novos aterros.

Há um forte senso de responsabilidade social em alguns países que impulsiona os esforços de reciclagem e conservação do solo.

“As usinas de transformação de resíduos em energia se encaixam bem com essa ética porque incentivam a reciclagem e colocam os resíduos não recicláveis ​​em uso benéfico na geração de energia de base e, ao mesmo tempo, protegem o meio ambiente”, disse Wilson. As usinas de transformação de resíduos em energia que a Babcock & Wilcox construiu para seus clientes apresentam controles de poluição de última geração, permitindo que essas usinas gerem energia de base ou forneçam aquecimento urbano, ou ambos, e o façam enquanto controlam as emissões ambientais.

Nos Estados Unidos, existem cerca de 70 plantas WtE atualmente em operação, o que é muito menos do que na Europa. Como Wilson explicou, nos Estados Unidos, os aterros sanitários são mais abundantes e o custo econômico dos resíduos do aterro (sem contar o custo ambiental) é muito menor do que na Europa.

“Ao mesmo tempo, também estamos vendo uma resistência contra a construção de novos aterros nos Estados Unidos porque o público está se tornando mais preocupado com o impacto de longo prazo de enterrar o lixo no solo e uma sensação cada vez maior de que podemos fazer um trabalho melhor de reduzir a quantidade de resíduos que produzimos, reciclando, reutilizando e colocando os resíduos que geramos em um uso benéfico ”, disse Wilson.

Os EUA estão vendo uma discussão cada vez maior por legisladores e legisladores sobre as emissões de metano de aterros sanitários e outras fontes. “O metano é freqüentemente ignorado porque tem vida mais curta na atmosfera do que o dióxido de carbono; no entanto, tem um impacto poderoso ”, disse Wilson. “De acordo com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas, o metano tem aproximadamente 84 vezes o Potencial de Aquecimento Global (GWP) do dióxido de carbono em 20 anos. Em termos de Potencial de Aquecimento Global, o metano é responsável por quase um quarto das emissões dos EUA. Aproximadamente um quinto do total das emissões de metano dos EUA provenientes da atividade humana é gerado a partir de aterros sanitários. Não podemos lidar com a mudança climática sem lidar com o metano dos aterros. ”

De acordo com a EPA, há mais de 2.600 aterros sanitários municipais ativos e 3.200 inativos nos EUA. Esses locais emitem coletivamente metano que soma mais de 330 milhões de toneladas de GWP com base em 20 anos a cada ano - aproximadamente igual às emissões de 70 milhões de carros .

“Este problema continua a crescer à medida que mais 140 milhões de toneladas de resíduos são adicionadas aos aterros sanitários anualmente”, disse Wilson.

Como David Roeder, diretor de transição de resíduos da Ecofin explicou, há movimentos pró-reciclagem e anti-aterro em ação simultaneamente.

“Embora tenhamos feito reciclagem e outras iniciativas de redução de resíduos nos EUA por décadas, a força motriz por trás dos esforços crescentes nessas áreas nos últimos anos (e daqui para frente) é o cumprimento das metas de descarbonização e redução de emissões de GEE”, Roeder disse. Simplificando, os resíduos podem ser transformados em uma fonte de energia renovável com menor intensidade de carbono do que os combustíveis fósseis, com emissões reduzidas de GEE. E, há uma confluência de fatores que contribuem para o crescimento deste setor.

Como Roeder apontou, há vários mandatos governamentais em jogo que estão afetando a mudança em direção a mais instalações WtE, incluindo: Padrões federais para combustíveis renováveis ​​feitos de resíduos; processos de licenciamento cada vez mais difíceis para aterros novos ou ampliados; proibições estaduais e locais sobre a introdução de orgânicos em aterros sanitários em um esforço para reduzir a produção de metano do aterro; e padrões de portfólio renováveis ​​exigidos pelo estado para serviços públicos.

“As melhorias tecnológicas também tornaram a transformação de resíduos em energia mais prática e econômica em escala para muitos tipos diferentes de resíduos orgânicos, incluindo resíduos agrícolas, alimentares e florestais”, disse Roeder. Há uma forte demanda por energia derivada de resíduos de clientes governamentais e comerciais, principalmente como forma de reduzir as emissões de GEE das frotas de transporte, bem como de clientes varejistas. Além disso, existem fortes incentivos de crédito de combustível em vigor que fornecem receitas significativas para estimular ainda mais a produção de energia a partir de resíduos.

“Finalmente, as melhorias tecnológicas ampliaram significativamente a energia produzida, do que era simplesmente eletricidade - da incineração de lixo (também conhecido como dinheiro para o lixo) - para uma ampla variedade de energias renováveis, como gás natural renovável, diesel renovável, combustível de aviação sustentável , pellets de madeira renováveis ​​e hidrogênio renovável ”, disse Roeder. “Com mais aplicações potenciais para energia renovável, há um apetite maior para converter resíduos em energia. E essas aplicações adicionais ampliaram o setor de resíduos em energia muito além de projetos meramente localizados em aterros sanitários, para projetos autônomos que evitam que os resíduos cheguem a um aterro.”

Roeder acrescentou um comentário adicional: “As próprias ambições das corporações de reduzir a quantidade de resíduos que vão para o aterro para obter um desempenho ESG mais alto e seus clientes que exigem menos resíduos desnecessários estão desviando os resíduos do aterro para WtE. Essa tendência ainda está em seus estágios iniciais e tem um longo caminho para o crescimento da WtE. ”

Impactos na indústria de reciclagem

Uma coisa sobre a transformação de resíduos em energia que costuma ser esquecida é como ela complementa os programas de reciclagem. As comunidades dos Estados Unidos com instalações de transformação de resíduos em energia realmente veem as taxas de reciclagem aumentar, enquanto a dependência de aterros sanitários diminui.

“Isso porque as tecnologias de combustão de resíduos em energia podem usar resíduos que de outra forma não poderiam ser reciclados - entulhos de construção, plásticos não recicláveis, resíduos perigosos, destroços de tempestades de furacões, madeira e outros materiais - e usá-los como combustível”, Wilson disse. “Os metais podem ser recuperados do processo de transformação de resíduos em energia e os subprodutos desse processo também podem ser reaproveitados, como o asfalto para a construção de estradas. A conversão de resíduos em energia apoia a reciclagem e a economia circular. ”

Robert Laswell, um especialista em energia renovável e sustentabilidade com mais de 10 anos de experiência no espaço de energia solar e renovável, disse que a WtE deve ter um impacto positivo, pois a iniciativa WtE fornece outra alternativa para a indústria de energia, onde grandes investimentos são feitos para para reduzir nossas emissões de GEE.

“O desenvolvimento da tecnologia do conceito WtE e a reciclagem serão a razão de grandes passos na direção de onde podemos reutilizar e converter os resíduos em uma forma utilizável de bens”, disse Laswell. “Essas duas técnicas de gestão de resíduos não têm impacto uma sobre a outra simplesmente porque podem usar diferentes tipos de resíduos.”

Roeder disse que, a curto prazo, para aterros mais antigos e maiores que já produzem quantidades significativas de metano a partir de produtos orgânicos em decomposição, eles podem obter fluxos de receita de royalties com a conversão do metano capturado em eletricidade ou gás natural renovável para venda.

“Esses são frequentemente acordos de 10 a 20 anos que fornecem uma fonte adicional de estabilidade financeira de longo prazo para o aterro sanitário participante”, disse Roeder. A longo prazo, espera-se que a tonelagem do aterro seja adversamente impactada por várias iniciativas atuais, como proibições de introdução de produtos orgânicos, redução do conteúdo de embalagem e estratégias de desvio de resíduos.

Como uma compensação parcial para diminuir a tonelagem de entrada em uma base relativa, Roeder apontou que é amplamente esperado que haverá muito menos licenças de aterro emitidas, o que deve aliviar parte do risco competitivo de base geográfica atual.

“Para empresas de reciclagem que atualmente se concentram em papel, plásticos e metais, existem oportunidades para ampliar suas operações de processamento de resíduos para lidar com resíduos que serão desviados para o setor de energia”, disse Roeder. “Acreditamos que é um cenário realista ver uma consolidação e integração na indústria de gestão de resíduos, em que grandes players oferecem uma gama completa de serviços para empresas e municípios, ou seja, reciclagem, transformação de resíduos em energia e aterro, em vez de se concentrar apenas em uma saída para resíduos. ”

O maior desafio para a reciclagem de resíduos sempre foi como conseguir um processo eficiente de separação e coleta, ao mesmo tempo em que superava os problemas de contaminação. Isso também desempenha um papel nos processos WtE. “Tão verdadeiro quanto isso tem sido para vidro, garrafas de plástico e latas de alumínio, também será verdade - talvez ainda mais - para orgânicos como resíduos relacionados com alimentos, resíduos de madeira e resíduos verdes / de jardim, que coletivamente respondem por quase 60 por cento de resíduos depositados em aterros nos EUA de acordo com a EPA ”, disse Roeder. “Um processo separado e único provavelmente será necessário para lidar com esses resíduos orgânicos de forma eficaz.”

Outra parte crucial da iniciativa WtE é educar as pessoas e as indústrias sobre qual é a forma mais eficiente de descarte de resíduos. Laswell disse que coletar os resíduos separadamente é o primeiro passo crucial que deve ser alcançado. Assim que todas as indústrias e famílias começarem a estar cientes da importância da coleta seletiva, toda a iniciativa terá sucesso.

“A educação nesse assunto específico lhes dará conhecimento, porque todos nós temos que nos preocupar com nossos resíduos”, disse Laswell. “Temos que começar com as indústrias que mais geram resíduos, que receberão um plano de gerenciamento de resíduos exato e como cada resíduo deve ser tratado. Simultaneamente, as pessoas também devem estar perfeitamente cientes de como seus resíduos devem ser descartados para obter os benefícios deles. ”

Progresso contínuo

Wilson vê um enorme potencial de crescimento em energia renovável, incluindo transformação de resíduos em energia. Babcock & Wilcox está atualmente buscando oportunidades de WtE nos Estados Unidos, Caribe, América do Sul, América Latina, Ásia, Europa e Oriente Médio.

“Além da combustão de resíduos para geração de calor e energia, também vemos um crescente potencial de mercado futuro para combustíveis derivados e sintetizados criados a partir de resíduos sólidos urbanos, como gás de síntese, etanol ou hidrogênio, que podem ser usados ​​para gerar energia, abastecer veículos e aplicações industriais ”, Disse Wilson.

O especialista em materiais sustentáveis ​​da PA Consulting, Tony Perrotta, disse que será necessário prestar muita atenção ao cenário regulatório em mudança, bem como à fronteira de tecnologia enfrentada pela indústria de WtE. Por exemplo, há um interesse crescente em combustíveis sintéticos e processos de resíduos em combustíveis, mas o envolvimento do governo será fundamental nessas áreas.

“Uma série de alavancas globais estão se combinando para mostrar suporte para o crescimento do segmento WtE”, disse Perrotta. “Você tem uma quantidade sem precedentes de resíduos compostos por uma infraestrutura de reciclagem levada ao limite. Combine isso com uma aversão crescente pela exportação de resíduos e uma sede quase infinita por energia e o crescimento faz sentido. ”

No momento, a maioria das plantas WtE dos EUA está localizada ao longo da costa leste, especialmente nos estados da Flórida e da Nova Inglaterra, onde os resíduos de aterro são mais caros ou ambientalmente problemáticos.

“Achamos que pode haver um mercado para transformação de resíduos em energia em todo o país”, disse Wilson. “Em nossas conversas com os legisladores, enfatizamos que, como parte de uma política abrangente de energia limpa, o governo dos EUA deve tomar medidas para incentivar a redução das emissões de metano dos aterros, construindo novas usinas WtE e apoiando a reciclagem.”

por MAURA KELLER da American Recycler

Londrina está entre as regiões metropolitanas com maior potencial de geração de energia através do seu lixo urbano do brasil



A região metropolitana de Londrina aparece num levantamento realizado pela ABREN-Associação Brasileira de Recuperação Energética de Resíduos entre as capitais com maior potencial de geração de energia do seu lixo urbano.

De acordo com o último senso de 2019 a RM de Londrina tem em torno de 1.120 milhão de habitantes. Cada habitante gera por dia uma média de 820 gramas de lixo. Isso significa que a cidade produz por dia 920 toneladas de lixo por dia e perto de 382.000 toneladas por ano.

A cidade tem com esse volume um custo ambiental passa de 25 milhões de reais por ano com a saúde pública.

Esses números apontados no levantamento da ABREN mostram que a região metropolitana de Londrina é uma região com capacidade para receber a instalação de 2 plantas geradoras de energia com a transformação desses resíduos.

Essas plantas juntas poderiam gerar mais de 22 MWe de potência instalada, totalizando a produção de quase 179.000 MWh/Ano de energia elétrica. A cidade contaria ainda com investimentos de R$ 359 milhões por planta e a geração de 150 empregos diretos nas obras e prosseguimento implantado.

Shenzhen inaugurará em 2020 a maior usina do mundo que transforma resíduos em energia

Escrito por Eric Baldwin | Traduzido por Camilla Sbeghen

A maior usina de geração de energia a partir de resíduos, de Schmidt Hammer Lassen e Gottlieb Paludan, deve ser inaugurada no ano que vem, nos arredores de Shenzhen, na China. A nova fábrica é feita para lidar com 5000 toneladas de resíduos por dia dentro de uma estrutura simples, limpa e icônica. Ela irá incinerar resíduos e gerar energia enquanto ensina os residentes sobre o ciclo de desperdício de energia. O projeto visa mostrar novos empreendimentos no setor de resíduos para energia da China e compartilhá-los com o mundo.


Com uma população de 20 milhões, Shenzhen produz 15.000 toneladas de lixo por dia, um número que está aumentando aproximadamente 7% ao ano. Para neutralizar isso, a nova usina da Shenzhen Energy não somente usa os processos tecnológicos mais avançados na incineração de resíduos, mas também atua como uma fonte de educação para os cidadãos. Em um único dia, a usina vai lidar com cerca de um terço dos resíduos gerados pelos habitantes de Shenzhen.


Os visitantes são convidados a acessar a fábrica por meio de um parque, cruzando uma ponte de entrada que se eleva até um hall e um centro de visitantes com vista para a maquinaria da usina.

O edifício apresenta uma forma circular para controlar o impacto da estrutura e a quantidade de escavação necessária para construir no local. O projeto organiza toda a fábrica, incluindo edifícios auxiliares, em um volume - quebrando o tradicional layout retangular das instalações industriais. O telhado de 66.000 m2 foi projetado para ser coberto por até 44.000 m2 de painéis fotovoltaicos, oferecendo a oportunidade para a fábrica não apenas fornecer uma maneira mais limpa de lidar com os resíduos da cidade, mas também contribuir para a provisão de energia renovável.

O trabalho de detalhamento do projeto começou no início de 2016 e a fábrica está programada para entrar em operação em 2020.

Resíduos em energia: lições do Japão

As objeções à gaseificação não mudaram desde que a tecnologia foi inventada: muito cara, muita manutenção, não eficiente o suficiente em comparação com a incineração convencional. Somente o Japão foi capaz de fazer melhor. Por que é isso?

© cidade de Kitakyushu

Planta de gaseificação na cidade de Kitakyushu: a política de aterros extremamente restritiva do Japão é um grande impulsionador para a gaseificação, enquanto as desvantagens da tecnologia são menos importantes do que em outros lugares.

A gaseificação é considerada a alternativa mais difundida aos processos convencionais de incineração de resíduos em grelha e leito fluidizado. No entanto, ainda não foi implementado em grande escala. De acordo com o Banco Mundial, a participação de mercado de tecnologias alternativas, como a gaseificação, não passa de 2%, mesmo em países de alta renda. Em países de baixa renda, essas tecnologias são, na realidade, inexistentes.

No entanto, há uma grande exceção: o Japão. No início dos anos 2000, a gaseificação e os processos de pirólise menos comumente usados ​​juntos tinham uma participação de mercado de mais de 50% no setor de transformação de resíduos em energia. Embora agora tenha caído para cerca de 25-30%, a indústria de resíduos do Japão ainda seria inconcebível sem as usinas de gaseificação.

A preferência do Japão pela gaseificação é resultado de sua geografia. Grandes partes da nação insular são tão densamente povoadas que há espaço extremamente limitado para a construção de aterros sanitários, onde os resíduos da reciclagem térmica podem ser descartados. Além de um regime de separação e reciclagem muito rígido, a gaseificação é, portanto, uma alavanca-chave na estratégia de gerenciamento de resíduos do Japão para minimizar o uso de aterros sanitários.

Vantagens da gaseificação

Nobuhiro Tanigaki é gerente sênior da Nippon Steel Engineering, líder de mercado no Japão, que construiu mais de 50 plantas de gaseificação. Ele explica as vantagens usando o exemplo do Direct Melting System (DMS) da empresa, um benefício do qual é produzido significativamente menos resíduos do que com a incineração convencional. “A quantidade final de aterro de grelha no Japão é de aproximadamente 15%, enquanto o aterro final de nosso Sistema de fusão direta é de apenas 3%. Ele contém apenas o resíduo do Controle de Poluição do Ar, enquanto o aterro da tecnologia de grelha convencional contém cinzas e resíduos de APC. Como os custos de aterro de cinzas e resíduos de APC são quase os mesmos, a diferença é o benefício. Além disso, a co-gaseificação DMS de outros resíduos de difícil tratamento, como rejeitos de centros de reciclagem.

No Japão, que tem os custos médios de aterro mais altos do mundo, esse é um argumento muito forte. Os custos proibitivos de aterro são o fator decisivo para a indústria japonesa de resíduos. Enquanto uma média de cerca de 25% dos resíduos domésticos ainda são enviados para aterros na UE, o número correspondente no Japão é de 10%. Este resíduo consiste apenas em material residual da incineração ou gaseificação. Na Europa, a meta de 10% de aterro sanitário estabelecida no Pacote de Economia Circular não deve ser alcançada até 2035. No entanto, a importância da reciclagem de resíduos em energia no Japão torna-se ainda mais clara quando a quantidade total de resíduos é considerada, não apenas lixo doméstico. De acordo com dados do Ministério do Meio Ambiente do Japão, apenas 1,1% de todo o volume de resíduos gerados no Japão foi depositado em aterro em 2015.

Resíduos em energia: lições do Japão

As objeções à gaseificação não mudaram desde que a tecnologia foi inventada: muito cara, muita manutenção, não eficiente o suficiente em comparação com a incineração convencional. Somente o Japão foi capaz de fazer melhor. Por que é isso?

© cidade de Kitakyushu

Planta de gaseificação na cidade de Kitakyushu: a política de aterros extremamente restritiva do Japão é um grande impulsionador para a gaseificação, enquanto as desvantagens da tecnologia são menos importantes do que em outros lugares.

A gaseificação é considerada a alternativa mais difundida aos processos convencionais de incineração de resíduos em grelha e leito fluidizado. No entanto, ainda não foi implementado em grande escala. De acordo com o Banco Mundial, a participação de mercado de tecnologias alternativas, como a gaseificação, não passa de 2%, mesmo em países de alta renda. Em países de baixa renda, essas tecnologias são, na realidade, inexistentes.

No entanto, há uma grande exceção: o Japão. No início dos anos 2000, a gaseificação e os processos de pirólise menos usados ​​juntos tinham uma participação de mercado de mais de 50% no setor de transformação de resíduos em energia. Embora agora tenha caído para cerca de 25-30%, a indústria de resíduos do Japão ainda seria inconcebível sem as usinas de gaseificação.

A preferência do Japão pela gaseificação é resultado de sua geografia. Grandes partes da nação insular são tão densamente povoadas que há espaço extremamente limitado para a construção de aterros sanitários, onde os resíduos da reciclagem térmica podem ser descartados. Além de um regime de separação e reciclagem muito rígido, a gaseificação é, portanto, uma alavanca-chave na estratégia de gerenciamento de resíduos do Japão para minimizar o uso de aterros sanitários.

Vantagens da gaseificação

Nobuhiro Tanigaki é gerente sênior da Nippon Steel Engineering, líder de mercado no Japão, que construiu mais de 50 plantas de gaseificação. Ele explica as vantagens usando o exemplo do Direct Melting System (DMS) da empresa, um benefício do qual é produzido significativamente menos resíduos do que com a incineração convencional. “A quantidade final do aterro de grelha no Japão é de aproximadamente 15%, enquanto o aterro final do nosso Sistema de fusão direta é de apenas 3%. Ele contém apenas o resíduo do Controle de Poluição do Ar, enquanto o aterro da tecnologia de grelha convencional contém cinzas e resíduos de APC. Como os custos de aterro de cinzas e resíduos de APC são quase os mesmos, a diferença é o benefício. Além disso, a co-gaseificação DMS de outros resíduos de difícil tratamento, como rejeitos de centros de reciclagem,

No Japão, que tem os custos médios de aterro mais altos do mundo, esse é um argumento muito forte. Os custos proibitivos de aterro são o fator decisivo para a indústria japonesa de resíduos. Enquanto uma média de cerca de 25% dos resíduos domésticos ainda são enviados para aterros na UE, o número correspondente no Japão é de 10%. Este resíduo consiste apenas em material residual da incineração ou gaseificação. Na Europa, a meta de 10% de aterro sanitário estabelecida no Pacote de Economia Circular não deve ser alcançada até 2035. No entanto, a importância da reciclagem de resíduos em energia no Japão torna-se ainda mais clara quando a quantidade total de resíduos é considerada, não apenas lixo doméstico. De acordo com dados do Ministério do Meio Ambiente do Japão, apenas 1,1% de todo o volume de resíduos gerados no Japão foi depositado em aterro em 2015.

Política Restritiva

Embora a política extremamente restritiva de aterros sanitários seja o principal fator para a gaseificação, algumas das desvantagens da tecnologia são menos importantes no Japão do que em outros lugares. Isso se deve principalmente à legislação específica que rege o sistema de gerenciamento de resíduos japonês.

Por exemplo, os municípios no Japão não apenas precisam elaborar um plano de gestão de resíduos de longo prazo para pelo menos os próximos 20 anos, mas também devem tratar e / ou reciclar seus próprios resíduos em sua área. Se necessário, pequenos municípios também podem formar associações, mas o transporte de resíduos em distâncias mais longas é geralmente proibido. Além disso, como a transformação de resíduos em energia é um dos esquemas de gestão de resíduos, a redundância da central é do interesse dos municípios. Isso incentiva a demanda por

unidades pequenas que processam quantidades relativamente pequenas e para as quais também há slots de manutenção suficientes disponíveis como resultado de níveis de utilização mais baixos - todos fatores que favorecem as tecnologias de gaseificação. Segundo estimativas, as fábricas operam apenas cerca de 280 a 300 dias por ano.

E a gaseificação tem uma vantagem adicional: no Japão, a cinza residual produzida durante a incineração não pode ser usada diretamente, por exemplo na construção de estradas, mas deve passar por um tratamento adicional, como fusão ou calcinação. Na gaseificação, na qual nenhuma cinza inferior é produzida, esse problema não surge em primeiro lugar.

Esperando pelo avanço

Para Nobuhiro Tanigaki, uma coisa é, portanto, clara: “De acordo com a estrutura legal que temos no Japão, a incineração convencional com grelha pode não ser a melhor solução para os municípios. Além disso, se a tecnologia pode processar o maior número possível de resíduos na mesma planta, em um processo conhecido como co-gaseificação, ela muda as condições de contorno da gestão de resíduos e é vantajosa para os municípios ”, diz Tanigaki. Isso também fala a favor dessa forma de gaseificação.

No momento, porém, as experiências do Japão não podem ser facilmente transferidas para outros países - porque não importa o quão bem a tecnologia se encaixe no sistema japonês, em outros países ela é considerada exótica. E com razão, na opinião de Peter Quicker, Professor de Tecnologia de Combustíveis da RWTH Aachen University. “As tecnologias de gaseificação têm estado à beira de um avanço na indústria de resíduos por décadas, principalmente de acordo com os fornecedores dessas tecnologias. Conceitos surpreendentes e aparentemente novos têm sido exaltados repetidamente, mas nenhum desses conceitos ainda é viável e, ao mesmo tempo, acessível. É por isso que não existem plantas desse tipo na Europa.”

O que o exemplo japonês também mostra é que o aspecto técnico é um fator que determina o sucesso ou o fracasso de uma tecnologia. O quadro político e jurídico é outro. É por isso que empresas como Amedeo Vaccani e Suejean Asato, da consultoria de gestão baseada em Zurique A. Vaccani & Partners acreditam que a gaseificação deve permanecer no radar dos fornecedores europeus também. Em uma avaliação de mercado, eles julgam que: “É concebível que uma ou outra nova tecnologia de gás de síntese possa realmente atingir a maturidade do mercado e atingir um bom nível de competitividade. Como resultado, os fabricantes de plantas europeus que usam processos tradicionais provavelmente serão comparados com processos alternativos com mais frequência no futuro.”

Fonte: /waste-management-world.com

Entrevista - “Você pode até fazer diamantes com resíduos residuais”

O Professor Peter Quicker, da Unidade de Tecnologia de Combustíveis da RWTH Aachen University, explica por que realmente existe apenas uma alternativa para a incineração de resíduos - e ela está no design do produto, a montante da lata de lixo.

© RWTH Aachen

Professor Quicker, ouvimos regularmente a promessa de que os processos de gaseificação poderiam substituir a incineração de resíduos clássica e se tornar a próxima grande novidade no processamento de resíduos térmicos. Qual é a sua avaliação?

Peter Quicker Em primeiro lugar, temos que esclarecer o que queremos dizer com gaseificação. Muito do que vem sob este termo é, na verdade, incineração em dois estágios. Um exemplo do Reino Unido refere-se a processos que foram desenvolvidos quando plantas capazes de produzir gás calorífico estavam sendo promovidas lá. Isso foi conseguido primeiro pela incineração dos resíduos com uma pequena quantidade de oxigênio, que sempre produz gás combustível. Se você fizesse uma medição, poderia dizer: Estou produzindo gás pela incineração de resíduos, que teoricamente posso usar como energia. Na realidade, porém, em tais fábricas, o ar é adicionado novamente em um segundo estágio que segue imediatamente e o processo de combustão continua. Portanto, trata-se de uma incineração em dois estágios e não de gaseificação.

E quanto ao Japão? O país é considerado um reduto da gaseificação.

Os Processos Peter Quicker são frequentemente usados ​​lá, que são semelhantes, mas os dois estágios ocorrem separados espacialmente. Esse desenvolvimento surgiu quando regulamentações foram aprovadas no Japão que exigiam que as cinzas produzidas pela incineração de resíduos fossem derretidas. Nestes processos de dois estágios separados espacialmente, os resíduos são primeiramente desgaseificados e, em seguida, o gás produzido é queimado em um forno de alta temperatura junto com o coque, ou seja, o carbono que sobra do processo de desgaseificação. A ideia é que as cinzas derretam durante o processo. Isso reduz o volume do material residual. A escória que sobra depois
a cinza derretida é completamente inerte, queimada e livre de poluentes. Se pingar na água, vitrifica. Mas o problema com o processo é que você precisa adicionar combustível fóssil adicional, por exemplo, gás natural ou carvão, para fazê-lo funcionar. Além disso, o processo é muito mais caro do que a combustão convencional.

Mas existem outros processos de gaseificação que realmente produzem um gás que está disponível para posterior utilização térmica.

Peter QuickerExistem instalações de gaseificação em leito fluidizado onde o gás produzido durante o tratamento de resíduos vai diretamente para um processo a jusante, por exemplo, para o calcinador de um forno rotativo de cimento. Porém, aqui também o gás é queimado de forma que nenhum gás seja recuperado que possa ser usado para uma utilização subsequente de valor mais alto. Uma tecnologia de gaseificação que visa a utilização motora do gás produzido é conhecida como processo Thermoselect. Seu uso falhou na Europa, mas algumas fábricas ainda estão operando no Japão. Eles gaseificam os resíduos para produzir um gás que pode ser usado em processos de alto valor. No entanto, o desempenho dessas plantas é, para dizer o mínimo, muito medíocre. Um problema é que as temperaturas muito altas exigidas para este processo são difíceis de atingir com o desperdício por si só. Portanto, o gás natural deve ser adicionado constantemente - uma quantidade não desprezível na verdade: 40 metros cúbicos por tonelada. E 400 metros cúbicos de oxigênio por tonelada também são necessários. E, em última análise, o gás muitas vezes não é limpo o suficiente para o uso do motor e, apesar do esforço, é queimado novamente em uma câmara de combustão para executar um processo de vapor.

Você está dizendo que, na realidade, não existe uma única planta em funcionamento onde os resíduos possam ser gaseificados?

Peter Quicker Na verdade, não conheço nenhum caso em que os resíduos residuais sejam gaseificados em condições que chegam a meio caminho de fazer sentido econômico e em que haja um benefício adicional em comparação com a incineração de resíduos convencional. No Japão existe uma fábrica onde o plástico é gaseificado e onde o hidrogênio é produzido ao final do processo. Mas eu vejo isso mais como um exemplo de demonstração. Para que esse processo funcione, ele precisa de uma matéria-prima de boa qualidade que imediatamente se questione se não faria mais sentido reciclar esse material. Além disso, ainda há muito trabalho a ser feito na matéria-prima antes da gaseificação. O plástico deve ser limpo, triturado e extrudado.


E não há mais nada?

Peter Quicker Muitos processos estão sendo testados em que o plástico é pirolisado, resultando em óleos que podem ser usados ​​como matéria-prima para a indústria química. Mas a qualidade desses óleos de pirólise é tão baixa que, na verdade, eles só podem ser usados ​​em pequenas quantidades como aditivo ao petróleo bruto na refinaria. Ou seu processamento é extremamente complexo. Isso pode fazer sentido para certas frações especiais que estão claramente separadas, como espumas de colchão ou placas de isolamento térmico, e para as quais a reciclagem mecânica não é possível. Eu aconselharia a qualquer pessoa que pensa que na pirólise eles encontraram uma solução para o lixo de plástico doméstico a dar uma boa olhada em um saco de reciclagem ou lata de lixo e então considerar o que eles precisariam fazer para separar os plásticos de variedade única do resto do conteúdo.

Com a quantidade certa de esforço, é possível.

Peter Quicker Com a quantidade certa de esforço, tudo é possível. Você pode até fazer diamantes com resíduos residuais. Tecnicamente, é possível. Você apenas tem que separar todos os minerais para que fique apenas com o carbono, que você pirolisa em carbono puro, e então o pressuriza em alta temperatura por vários meses para fazer diamantes. Isso é possível. No entanto, não gostaria de ver a mochila ecológica que você criou no processo. É algo semelhante com a gaseificação. Também aqui, quanto mais complexo o processo, pior seu equilíbrio, tanto ambiental quanto economicamente.

Portanto, não há alternativa à incineração de resíduos?

Peter QuickerTodo mundo sempre pede uma alternativa! Sim, existe, mas é a montante do depósito, não a jusante dele. Ao projetar produtos, muito mais consideração deve ser dada à sua capacidade de serem separados em materiais individuais no final de seu ciclo de vida, porque isso permitirá que esses materiais sejam reciclados. No momento, porém, as coisas infelizmente estão indo exatamente na direção oposta. Tudo está sendo colado, fundido, soldado ou fundido. E mais e mais produtos têm componentes eletrônicos de estilo de vida embutidos que você não pode remover e acabam no lixo residual. Nem todo casaco precisa ser capaz de fazer uma xícara de café. Não, não é culpa da incineração de resíduos que tantos resíduos desnecessários são produzidos. Ele o elimina e o faz da melhor maneira técnica possível. Mas ainda há uma necessidade urgente de queimarmos menos recursos valiosos. A maneira de fazer isso, no entanto, é por meio da prevenção de resíduos e da reciclagem. Não adianta esperar que um dia seja inventado um processo com o qual - se me desculpem a expressão - você pode transformar merda em ouro. Mesmo na Idade Média, eles sabiam que isso não funcionava.

Peter Quicker é professor da RWTH Aachen University e um dos especialistas mais conhecidos do mundo nas áreas de transformação de resíduos em energia, tecnologias alternativas de tratamento de resíduos e recuperação de materiais.

Fonte: Waste Management World

Conversão de resíduos de laticínios em energia renovável e água limpa

Firma de investimento e parceira da empresa de energia para desenvolver a conversão anaeróbica de resíduos lácteos Ben & Jerry em 1 MW de energia renovável na rede de Vermont.

© wong sze fei / EyeEm - stock.adobe.com

A Leyline Renewable Capital anunciou uma parceria com a PurposeEnergy para facilitar o desenvolvimento do projeto SAINT em St. Albans, Vt., Que converterá anaerobicamente resíduos de alimentos industriais, incluindo resíduos de laticínios de alta resistência Ben & Jerry e sorvete despachado, em 1 MW de energia renovável e água limpa.

Leyline Renewable Capital, fornecedora líder de dívida de pré-construção e capital acionário para o desenvolvimento de energia renovável.

PurposeEnergy, um desenvolvedor que projeta e opera sistemas de tratamento de águas residuais industriais que convertem resíduos orgânicos em energia renovável e água limpa.

O projeto SAINT terá início este ano e começará a processar resíduos de sorvete no outono de 2022. Uma vez em operação, o projeto irá gerar energia renovável suficiente para abastecer aproximadamente 1.000 casas em Vermont e sequestrar fósforo, evitando que entre na bacia do Lago Champlain. O excesso de fósforo pode causar o florescimento de algas, reduzir a clareza da água, criar odores e prejudicar a vida aquática, o que reduz o uso recreativo do lago e causa impacto no turismo e no meio ambiente da região.

A PurposeEnergy construirá esta planta de pré-tratamento anaeróbico adjacente ao local de produção da Ben & Jerry's, que será conectada por meio de um tubo enterrado de três polegadas que receberá os subprodutos da Ben & Jerry's para tratamento, eliminando a necessidade de centenas de caminhões-tanque de resíduos a cada ano. A fim de maximizar a produção de energia dos digestores, a PurposeEnergy irá misturar outras matérias-primas, incluindo resíduos alimentares despackaged, chocolate e subprodutos de queijo, com o sorvete. Como resultado, outras empresas da comunidade também podem usar os digestores para processar seus subprodutos, enquanto economizam dinheiro e reduzem sua pegada de carbono.

"A PurposeEnergy espera revolucionar a maneira como as instalações de produção de alimentos e bebidas processam, utilizam e recuperam resíduos orgânicos", disse Eric Fitch, fundador e CEO da PurposeEnergy. "Estamos gratos que a Leyline nos forneceu o capital crítico de que precisávamos para iniciar este projeto, bem como a orientação de que precisávamos para iniciar o projeto SAINT e ajudar a Ben & Jerry's a gerenciar seus subprodutos de maneira sustentável."

FONTE Leyline Capital Renovável

Compra de sucata gera créditos de PIS e Cofins, decide Supremo Tribunal Federal

A compra de sucata (desperdícios, resíduos ou aparas) gera créditos de PIS e Cofins. Esse foi o entendimento firmado pelo Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, por maioria, ao declarar a inconstitucionalidade dos artigos 47 e 48 da Lei 11.196/2005. O julgamento foi concluído nesta segunda-feira (8/6).

Gilmar Mendes disse que vedação aos créditos gera desigualdade tributária
Fellipe Sampaio /SCO/STF

O artigo 47 proíbe o uso de crédito de PIS e Cofins " nas aquisições de desperdícios, resíduos ou aparas de plástico, de papel ou cartão, de vidro, de ferro ou aço, de cobre, de níquel, de alumínio, de chumbo, de zinco e de estanho" e nos demais desperdícios e resíduos metálicos do Capítulo 81 da Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados. Já o artigo 48 suspende a incidência de PIS/Cofins no caso de venda de desperdícios, resíduos ou aparas para pessoa jurídica que apure o imposto de renda com base no lucro real, exceto se a vendedora for tributada pelo Simples.

Na ação, a Sulina Embalagens argumentou que a proibição do uso de créditos de PIS e Cofins na compra de sucata fere o dever de proteção ao meio ambiente ao penalizar as empresas que utilizam materiais recicláveis, tornando sua atividade mais onerosa do que a das companhias que adquirem materiais oriundos da indústria extrativista.

Em defesa dos dispositivos, a Fazenda Pública alegou que eles foram engendrados para beneficiar o elo mais frágil da cadeia produtiva, no caso, os pequenos catadores de papel. O Estado também sustentou que a lei suspende a tributação das cooperativas de catadores, repassando o ônus tributário para a fase posterior da cadeia de produção, geralmente ocupada por grandes corporações.

Prevaleceu o voto do ministro Gilmar Mendes. Para ele, a norma prejudica as empresas que vendem sucata. O magistrado apontou que tais companhias pagam 3,65% de PIS e Cofins, e as compradoras têm crédito de 9,25%. Dessa maneira, é mais vantajoso comprar das entidades que contribuem do que das isentas, que não geram créditos tributários.

"Salta aos olhos que, embora o legislador tenha visado a beneficiar os catadores de papel, a legislação provocou graves distorções que acabam por desestimular a compra de materiais reciclados. Hoje, do ponto de vista tributário, é economicamente mais vantajoso comprar insumos da indústria extrativista do que adquirir matéria-prima de cooperativas de catadores de materiais recicláveis", disse Gilmar.

Segundo o ministro, as consequências são ainda mais nocivas quando a fornecedora de sucata é optante pelo Simples. "Neste particular, a lei não prevê isenção tributária para o microempresário ou empresa de pequeno porte e, mesmo assim, proíbe que o adquirente apure créditos de PIS/Cofins. Como resultado, ocorrerá acentuada elevação da carga tributária total, que corresponderá ao somatório das contribuições sociais devidas pelo microempresário e pelo produtor de celulose, sem nenhuma possibilidade de compensação."

Dessa maneira, Gilmar Mendes apontou que há violação ao princípio da isonomia tributária. Além disso, destacou que a norma é incompatível com finalidades que a Constituição Federal almeja em matéria de proteção ao meio ambiente e de valorização do trabalho humano.

Gilmar Mendes votou para declarar a inconstitucionalidade do artigo 47 e, por arrastamento, do 48 da Lei 11.196/2005. O voto dele foi seguidos pelos ministros Luís Roberto Barroso, Cármen Lúcia, Luiz Edson Fachin, Luiz Fux, Nunes Marques e Ricardo Lewandowski.

A relatora, ministra Rosa Weber, votou pela constitucionalidade da proibição de créditos de PIS e Cofins na compra de sucata. Segundo ela, esse impedimento serve de contraponto à isenção concedida em benefício do fornecedor de materiais recicláveis. Porém, Rosa disse que as empresas optantes pelo Simples devem ter créditos tributários. O entendimento da relatora foi seguido pelo decano, Marco Aurélio.

Por sua vez, o ministro Alexandre de Moraes considerou os artigos 47 e 48 compatíveis com a Constituição.

Já o ministro Dias Toffoli avaliou que apenas o artigo 47 é inconstitucional.

Homenagem a advogado

Em seu voto, Gilmar Mendes homenageou Diogo Sant’ana, advogado e ex-secretário executivo da Secretaria Geral da Presidência da República durante o governo de Dilma Rousseff, que morreu no ano novo.

Em sustentação oral no processo em nome da Associação Nacional dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis (veja abaixo), Santana argumentou que "esta é a principal causa que pode afetar a vida de milhares de catadoras e catadoras ao redor do Brasil ". De acordo com o advogado, o caso era importante para a proteção do meio ambiente e para a inclusão social.

"Esta foi a última sustentação oral apresentada pelo nobre advogado à Corte. Infelizmente, Diogo de Sant’ana partiu sem que pudesse testemunhar que, mesmo diante da notável complexidade da matéria posta, o STF acabou por encampar a tese que defendera com tanta proficiência", apontou Gilmar.

"A brilhante atuação do advogado nesses autos, porém, é uma simples amostra do seu real legado. Nascido na pobreza, Diogo consolidou formação acadêmica de excelência e ocupou cargos de alto escalão no governo federal. Tudo para que, tanto no setor público quanto na advocacia, pudesse o jurista fazer do seu trabalho um instrumento de transformação coletiva solidária. Esse primoroso exemplo de devoção à defesa dos direitos humanos, à promoção da fraternidade e ao tão inspirador respeito a todos que os cercavam é o que motiva essa singela homenagem. A trajetória de Diogo de Sant’ana merecerá sempre a revisitação inspiradora daqueles que sonham em fazer da vida uma rica jornada de passagem."

Clique aqui para ler o voto de Gilmar Mendes
RE 607.109

Por Sérgio Rodas
Fonte: Conjur

Desenvolve SP lança linha de crédito Economia Verde (LEV) – Saneamento e Resíduos


Iniciativa para projetos de tratamento de água e resíduos sólidos oferece prazo de até 120 meses e carência de até 24 meses

O Desenvolve SP, banco do Governo do Estado de São Paulo, lançou a Linha Economia Verde (LEV) – Saneamento e Resíduos, voltada ao financiamento de projetos de preservação da água e tratamento de resíduos sólidos de micro, pequenas e médias empresas. A iniciativa integra a série de medidas da instituição financeira para estimular a retomada da economia de forma sustentável para as empresas, o meio ambiente e a sociedade.

“É urgente compreender que as empresas precisam ir além dos resultados financeiros e se tornarem responsáveis também pela sustentabilidade ambiental e social. O Desenvolve SP, como banco do empreendedor, tem a missão de estimular esse novo modelo econômico mais sustentável, direcionando recursos neste sentido”, afirma Nelson de Souza, presidente da instituição.

Os recursos da linha LEV – Saneamento e Resíduos provêm da parceria inédita entre o Desenvolve SP, a International Finance Corporation – IFC e o Santander Brasil, por meio da qual o banco estadual captou US$ 100 milhões (cerca de R$ 530 milhões) para financiamento de projetos sustentáveis de empresas paulistas. Deste total, 25% (cerca de R$ 130 milhões) serão fornecidos pela nova linha; e 75% serão disponibilizados para obras do programa de despoluição Novo Rio Pinheiros.

Micro, pequenas e médias empresas podem solicitar crédito para financiamento de projetos de preservação da água e gestão resíduos com condições favoráveis e prazos prolongados:

Linha Taxa Prazo Carência
  • LEV – Saneamento e Resíduos
  • A partir de 0,53% ao mês + SELIC
  • Até 120 meses
  • Até 24 meses

Objetivos do Desenvolvimento Sustentável

A LEV – Saneamento e Resíduos atende ao item 6 dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – ODS, da ONU, que propõe assegurar a disponibilidade e a gestão sustentável da água e saneamento para todos; ao objetivo 11, que visa reduzir o impacto ambiental por meio da gestão de resíduos municipais; e ao item 12, que trata da redução substancial de geração de resíduos por meio da prevenção, redução, reciclagem e reuso.

O Desenvolve SP já investiu R$ 1,5 bilhão em projetos alinhados aos ODS da ONU. Em 2020, foram mais de R$ 111 milhões investidos no financiamento de projetos sustentáveis por meio da linha de crédito Economia Verde, um aumento de 208% em relação a 2019, quando a modalidade registrou em torno de R$ 36 milhões em aportes.

Tendência

O interesse e o potencial de negócios sustentáveis são crescentes no Brasil. Somente na esfera da gestão de resíduos, o país já conta com 227 startups que realizam logística reversa – coleta, reuso, reciclagem, tratamento e/ou disposição final dos resíduos – e economia circular – redução, reutilização, recuperação e reciclagem de materiais, segundo o 3º Mapa de Negócios de Impacto Socioambiental, divulgado em 2021 pela Pipe.Social.

A empresa paulistana Recinert Ambientale, que gere resíduos da construção civil antes descartados em aterros, fragmentando-os para serem reaplicados na construção civil, obteve financiamento do Desenvolve SP para expandir seu negócio. “É com muito orgulho que fomos precursores do uso desses materiais. Nossa iniciativa estimulou inclusive a presença de novos concorrentes, o que é bom, pois é assim que se desenvolve a sociedade e a economia, beneficiando a população”, afirma Egídio Buso, sócio-fundador da empresa.

Com o avanço da agenda #ESG – de boas práticas ambientais, sociais e de governança – e a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), estas empresas começaram a atrair a atenção de investidores. Ainda assim, o país recicla menos de 4% do lixo que produz, perdendo R$ 8 bilhões por ano como consequência, segundo o Ministério do Meio Ambiente.

Reflexões da Aliança: a noção de "reciclagem em cascata"

A reciclagem é mais frequentemente agrupada em Reciclagem Mecânica ou Reciclagem Química. Descubra como essas abordagens podem ser usadas em sequência, mantendo os materiais em circulação no mais alto nível de qualidade, valor econômico e ambiental pelo maior tempo possível.

Por Martyn Tickner, chefe de terceirização e desenvolvimento de projetos

Em um artigo anterior , comparamos o roteiro de Resíduos Não Gerenciados à Circularidade a um quebra-cabeça; há muitas peças diferentes que contribuem para a solução e todas devem ser encaixadas. Você precisa ter uma ideia do quadro geral para saber como posicionar as peças individuais do quebra-cabeça.

Em nosso caso, o quadro geral tem muitas partes - reduza o consumo desnecessário; Reutilize onde pudermos; Substitua materiais por opções mais sustentáveis; implantar sistemas básicos de gestão de resíduos com Coleta e Descarte , Triagem e Reciclagem ; use matérias-primas renováveis onde fizer sentido; fonte de intervenções econômicas para financiar soluções; adaptar o comportamento do consumidor para criar bons hábitos; e limpeza para resolver o legado. Todos esses elementos fazem parte do quebra-cabeça da construção de uma economia circular de sucesso.

Anteriormente, falamos sobre soluções de alta tecnologia para a classificação de plástico usado - o centro do nosso quebra-cabeça - optando por se concentrar em regiões de alta renda, bem regulamentadas e fortemente comprometidas. A partir daí, podemos explorar diferentes áreas, peça por peça, levando a uma visão do futuro - e à jornada para chegar lá.

O próximo passo é a reciclagem

Dentre as muitas tecnologias diferentes que existem, a Reciclagem é mais frequentemente agrupada em Reciclagem Mecânica ou Reciclagem Química . No entanto, em vez de mergulhar nas tecnologias, vamos ter em mente o panorama geral e olhar para três níveis diferentes de qualidade de saída de reciclagem.

Reciclagem de circuito fechado

Tecnicamente, um ciclo fechado é um conceito de cadeia de suprimentos, o retorno ou retomada de um objeto para Reutilizar ou Reciclar de volta no mesmo aplicativo. No entanto, adotando um contexto um pouco mais amplo, podemos considerar o ciclo fechado como significando a reciclagem de volta para uma qualidade semelhante à do material original - um produto adequado para um propósito para ser usado novamente no original ou em uma aplicação de demanda semelhante.

O circuito fechado é nossa opção preferida em relação ao valor econômico e ambiental

No entanto, a quantidade de matéria-prima disponível para reciclagem em circuito fechado geralmente é limitada pela falta de qualidade de segregação, coleta e classificação do plástico usado. Além disso, as regulamentações nacionais podem restringir ainda mais a capacidade de usar reciclar em mercados altamente regulamentados, como aplicações de alimentos.

O exemplo mais conhecido de reciclagem de plástico em circuito fechado são as garrafas PET, devolvidas para fazer novas garrafas PET. As garrafas são facilmente reconhecidas e coletadas separadamente de outros plásticos; a tecnologia existe para lavar, lascar e reciclar; a economia (geralmente) funciona, com PET reciclado (r-PET) em alta demanda. E onde o r-PET não atende aos rígidos padrões de qualidade para grau alimentício, ele ainda tem outras oportunidades úteis (ciclo de redução).

Reciclagem de malha aberta

Muitas vezes a qualidade do plástico disponível é comprometida devido à presença de diferentes tipos de plásticos; graus mistos do mesmo plástico; e / ou contaminação orgânica. Além disso, alguns plásticos se degradam a cada vez que passam pelo ciclo de reciclagem e, após 3 a 10 ciclos, não são mais adequados para uso posterior.

Onde a qualidade é comprometida, o plástico usado pode ser reciclado mecanicamente em um aplicativo de qualidade inferior - também conhecido como "downcycled" - normalmente em produtos como móveis de jardim, baldes de tinta, baldes e materiais básicos de construção e construção. Em nosso exemplo PET, isso seria em tecidos ou bandejas de alimentos.

A reciclagem Open Loop pode não ser uma solução tão boa quanto Closed Loop, mas ainda é uma boa alternativa - oferecendo valor econômico e uma redução na pegada de carbono em comparação com a fabricação de novo plástico virgem e / ou descarte em aterro ou resíduo para energia. Além disso, essas aplicações costumam ter um longo ciclo de vida, o que significa que o carbono usado para fazer o produto é sequestrado (preso em vez de liberado na atmosfera) por um período de tempo.

A escala da reciclagem de malha aberta é, como malha fechada, ainda limitada pela quantidade e qualidade de matéria-prima disponível. Mesmo que houvesse matéria-prima disponível, também existe o desafio de encontrar mercados grandes o suficiente para absorver toda a produção.

Reutilização

É aqui que a saída do processo de reciclagem tem uma qualidade superior à da matéria-prima de plástico, ou entrada. Existem várias tecnologias diferentes que estão sendo desenvolvidas - por exemplo, processos de conversão enzimática ou processos de reciclagem mecânica avançados, como solvólise. O mais típico, entretanto, é a reciclagem química, em que um produto plástico é decomposto ou despolimerizado de volta à matéria-prima.

A vantagem da reciclagem química é que ela permite a produção de plástico de qualidade totalmente equivalente ao plástico virgem original e supera quaisquer restrições regulamentares sobre o uso do reciclado em aplicações exigentes, como alimentos ou uso médico. No entanto, as tecnologias de reciclagem química normalmente terão um impacto de carbono maior do que a reciclagem de circuito fechado ou circuito aberto e um custo operacional mais alto (portanto, captura de valor mais baixo) do que a reciclagem de circuito fechado.

Trabalhando juntos em conjunto: reciclagem em cascata

Portanto, com base no exposto, deve ficar claro que nenhuma solução em si é a ideal. O tempo determinará qual porcentagem de nossa reciclagem vem de qual abordagem, mas certamente todas as três serão implantadas. A abordagem ideal é usar essas abordagens em sequência, conhecidas como reciclagem em cascata , mantendo os materiais em circulação no mais alto nível de qualidade, valor econômico e ambiental pelo maior tempo possível.


O modelo de reciclagem em cascata permite que o plástico seja reciclado continuamente, usando tecnologias complementares para manter a qualidade do reciclado.

Em primeiro lugar, use a reciclagem de circuito fechado tanto quanto possível - limitada pela disponibilidade de matéria-prima de alta qualidade.

Em seguida, use a Reciclagem de malha aberta, na medida em que as oportunidades de mercado façam sentido do ponto de vista econômico.

Em seguida, use a reciclagem química para elevar o que não pode ser reciclado mecanicamente de volta ao mais alto nível de qualidade, idêntico ao plástico virgem original.

E repita - uma e outra vez. Isso é circularidade em ação.

A jornada rumo à circularidade

As soluções para fazer isso existem ou estão sendo desenvolvidas em um ritmo notável. No entanto, com menos de 10% do lixo plástico do mundo sendo reciclado hoje, precisamos de grandes investimentos em capacidades de reciclagem para criar essa cascata de circuito fechado, circuito aberto e reciclagem química.

Esta é uma área de foco muito importante para a Aliança: apoiar a demonstração de soluções técnicas e modelos de negócios viáveis; e entender o que é necessário para impulsionar a mobilização de capital e a adoção em larga escala de soluções técnicas para expandir rapidamente a capacidade de reciclagem do mundo.

Ainda assim, existem muitas peças do quebra-cabeça a serem encontradas.

Quais participantes da cadeia de valor assumirão a liderança na consolidação da indústria altamente fragmentada de hoje? Como podemos consolidar fluxos de matéria-prima para atingir escala crítica? Quem vai investir em novas instalações de triagem e reciclagem de última geração e conduzir as abordagens de qualidade necessárias? Quanto tempo levará a indústria para converter filmes plásticos multimateriais complexos em estruturas que são mais recicláveis ​​- e construir as instalações para reciclá-los?

Talvez o mais desafiador de tudo: quais intervenções econômicas são necessárias para permitir que a indústria de reciclagem concorra com o plástico virgem?

Siga nossa discussão enquanto abordamos essas questões, construindo o quebra-cabeça peça por peça.