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Energia Azul é a energia por osmose. Técnica aplicada em 1 m² e abastecer 50 mil lâmpadas LED


A luta dos cientistas para reduzir a dependência mundial por combustíveis fósseis nos trouxe mais uma grande descoberta, publicada recentemente pela revista científica Nature. Trata-se de um método, desenvolvido por pesquisadores do EPFL’s Laboratory for Nanoscale Biology, que ocupa apenas 1 m² e tem potencial para abastecer 50 mil lâmpadas LED de uma vez só.

A base do processo é a osmose, fenômeno natural que balanceia a concentração de um elemento dentro de um espaço delimitado por meio de uma membrana semipermeável – lembra das aulas de química? – e, o melhor, não exige alto investimento. É mais uma forma de usar a sabedoria da natureza a nossa favor, sem explorá-la.


Basicamente, durante o processo, uma membrana atrai íons positivos e repele os negativos, que são liberados e transportados via corrente, gerando energia elétrica. O ideal seria construir usinas de energia por osmose em locais onde a água doce e salgada se encontram – fenômeno conhecido aqui no Brasil como pororoca ou macaréu.

O bacana é que a tecnologia não depende do aparecimento do sol ou do sopro do vento. É possível aplicá-la constantemente, 24 horas por dia. E, para um país litorâneo como o Brasil, pode representar uma ótima oportunidade. Só é preciso aprimorar a técnica e estudar melhor os possíveis impactos para o meio ambiente.


Abaixo, assista ao vídeo que o EPFL’s Laboratory for Nanoscale Biology desenvolveu para explicar, de maneira ilustrativa, o processo.

Fonte: The Greenest Post

Energia Osmótica (Energia Azul) é a mais nova energia renovável

Na família das energias renováveis, mais um membro: a energia osmótica! A Noruega se lança a construção, em Hurum, no sudeste do país, do primeiro protótipo do mundo de central que funciona com este princípio. A instalação, implantada no sítio de uma empresa papeleira, deverá ser operacional até o fim de 2008, anunciou recentemente a empresa Statkraft, responsável pelo projeto.

A osmose é um fenômeno natural que ocorre quando duas soluções de concentrações diferentes são separadas por uma membrana, a água passa do meio menos concentrado para o meio mais carregado de elementos dissolvidos. No protótipo norueguês, água doce vai enriquecer um compartimento contendo água do mar. O aumento da pressão resultante permite acionar turbinas geradoras de eletricidade.

Representação esquemática da futura central norueguesa de geração de energia osmótica. - Créditos: Statkraft

É claro que a instalação é modesta. A potência elétrica fornecida deverá ser de 2 a 4 kW, contudo, representa uma etapa importante para o desenvolvimento futuro deste procedimento. Este tipo de energia marinha parece simples, limpo e renovável: sua fonte principal é a água do mar. Poderá ele vir a revolucionar o mundo das energias alternativas? É muito cedo para dizer, uma vez que os obstáculos tecnológicos são numerosos.

"Entre estes, e não dos menores, o tamanho das membranas necessárias", sublinha Gerard Pourcelly, cientista do CNRS (Centre National de la Recherche Scientifique, da França) e diretor do Instituto Europeu de Membranas. "O futuro protótipo permitirá recuperar 4 watts por m2. Para alimentar um apartamento que consome 10 quilowatts, é necessário, portanto, utilizar 2.500 m2 de membranas que, mesmo se forem espiraladas, representam uma superfície equivalente à terça parte de um campo de futebol..."

O cientista acredita que essa tecnologia tem futuro. Segundo ele, "no prazo de cinco anos, pode-se considerar a generalização desse tipo de projeto, mas em uma escala da ordem de algumas centenas de quilowatts, no máximo um megawatt". Quanto à empresa Statkraft, esta estima que 10% da produção energética da Noruega poderão ser assegurados por esta nova fonte de energia renovável.

Fonte: Nouvel Obs.