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Repasse integral de custo de energia deve elevar conta de luz em 15%

Assessores do Palácio do Planalto avaliam que a adoção de um racionamento no momento prejudicaria ainda mais Jair Bolsonaro em sua campanha pela reeleição.

Iluminação pública - Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Representantes de distribuidoras, associações de consumidores e analistas de mercado estimam que a bandeira 2 vermelha -a mais cara na conta de luz- terá de dobrar de valor em setembro para cobrir a alta dos custos de geração de energia.

Se a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) adotar medida nesse sentido, a conta de luz passará por um reajuste médio de 15,2%.

Com a maior crise hídrica dos últimos 91 anos, as hidrelétricas perderam espaço na oferta, enquanto o governo se viu obrigado a acionar térmicas -fonte mais cara, cujo custo é repassado ao consumidor.

As bandeiras -verde, amarela e vermelha- constam da conta de luz e servem para indicar a necessidade de se reduzir o consumo. Caso contrário, o cliente paga mais.

Questionado, o ministro Bento Albuquerque (Minas e Energia) afirmou à reportagem que, embora a "atualização" das bandeiras seja competência da Aneel, ela "contempla o valor necessário para a cobertura de custos de GSF [risco hidrológico] e de despacho termelétrico adicional, dentre outros [fatores]".

"Na atual conjuntura, esses custos estão aumentando. Os custos adicionais ou serão considerados na bandeira ou serão considerados na tarifa", disse o ministro.

Distribuidores e grandes consumidores, no entanto, aguardam um impacto mais forte via bandeira tarifária, o que acarretaria um aumento de até 15,2% caso passe de R$ 94,90 para cerca de R$ 190 o MWh (megawatt-hora).

A projeção desse aumento nas contas de luz foi feita pelo diretor de regulação da TR Soluções, Hélder Sousa. A empresa desenvolveu um sistema que simula as condições de projeção das tarifas consideradas pela Aneel.

Segundo Sousa, a tarifa média hoje sem impostos nem bandeiras é de R$ 532 por MWh (megawatt-hora). Com a bandeira vermelha 2 a R$ 94,92, o valor passa para R$ 627. Se a bandeira for para R$ 190, a tarifa saltará para R$ 722 -um aumento de 15,2%. O cálculo não considera impostos.

Com o agravamento da crise hídrica, que fez secar rios que abastecem os reservatórios das hidrelétricas, o país passou a importar energia da Argentina e do Uruguai e a acionar termelétricas por, em média, R$ 2.000 o MWh.

Muitas empresas, particularmente indústrias intensivas de energia, passaram a buscar o insumo no mercado livre para tentar amenizar seus custos.

Nesse mercado, o preço de referência (o chamado PLD) passou de R$ 213, em janeiro deste ano, R$ 583, em agosto. A bandeira é um sistema que reflete justamente o aumento de custo variável da energia sempre que há fenômenos adversos, como uma seca muito intensa.

As concessionárias trabalham com tarifas reguladas sobre as quais incide o valor da bandeira vigente. A pressão pelo repasse integral dos custos atuais para o sistema de bandeiras vem desde a última reunião da Aneel, no final de junho.

Naquele momento, a área técnica da agência recomendou que o país continuasse consumindo energia com bandeira vermelha patamar 2 (a mais cara) e propôs um aumento para R$ 115 o MWh -ou R$ 11,50 a cada 100 kWh (quilowatt-hora).

Naquele momento, se o reajuste da bandeira vermelha nível 2 fosse de R$ 11,50, o aumento previsto nas contas dos consumidores seria entre 10% e 15%, movimento que exerceria ainda mais pressão sobre a inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

No acumulado dos últimos 12 meses até agosto, o IPCA-15 atingiu 9,3% -e um dos maiores impactos foi o da energia elétrica, que subiu 5% no mês, segundo o IBGE.

Por isso, o diretor-geral da Aneel, André Pepitone, preferiu uma proposta intermediária. Impor um reajuste de 52% na bandeira vermelha 2, o que daria R$ 94,90 o MWh. Esta foi a decisão do conselho diretor, no final de junho deste ano.

Com a decisão, a diretoria da agência optou por parcelar o reajuste, postergando cerca de R$ 3 bilhões para as tarifas em outro momento.

Para isso, realizou uma consulta pública para que os consumidores decidam se preferem que esse repasse seja feito ainda neste ano. A expectativa no mercado é que a decisão saia nos próximos dias.

Desde então, a situação das geradoras ficou ainda pior diante do agravamento da seca. O diretor-geral do ONS (Operadora Nacional do Sistema), Luiz Carlos Ciocchi, afirmou nesta quarta-feira (25) que havia previsão de chuvas na região Sul entre julho e agosto, mas elas foram frustradas, o que levou o grupo de monitoramento emergencial da crise a tomar medidas mais drásticas de preservação da água no sistema e partir para um pacote de incentivo à redução de consumo por consumidores do mercado regulado (residencial e empresas de menor) e para grandes consumidores.

O programa de redução de consumo de consumidores residenciais foi anunciado no Ministério de Minas e Energia também na quarta, sem os detalhes mais importantes. Durante o evento, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, rechaçou racionamento.

Assessores do Palácio do Planalto avaliam que a adoção de um racionamento no momento prejudicaria ainda mais Jair Bolsonaro em sua campanha pela reeleição. O presidente vê sua popularidade despencar diante de medidas contra a pandemia e da degradação do cenário econômico. Para eles, palavras como racionamento e reajustes de preços precisam ser evitadas diante do custo político.

O ministro e sua equipe de secretários e até o diretor da Aneel se esquivaram de comentar sobre futuros reajustes das tarifas, algo dado como certo pelo mercado.

Pepitone, da Aneel, não explicou se o programa de descontos para os consumidores residenciais será capaz de amenizar as contas diante de um provável aumento da bandeira vermelha 2. Ele disse apenas que a agência está "estudando", mas não explicou o quê.

Consultada, a Aneel não respondeu até a publicação desta reportagem.

Por Julio Wiziack (Folhapress)

Quanta energia renovável há disponível na Terra?

Toda a energia da Terra é, em última instância, irradiada para o espaço - é por isso que há tanto interesse no chamado resfriamento radiativo, ou refrigeração passiva. [Imagem: NASA]

Fluxos de materiais e fluxos de energia

Que a Terra tem seus limites em termos de energia, é algo sobre o que já temos uma noção muito firme.

É por isso que governos e instituições em todo o mundo estão defendendo o conceito de economia circular. Ao fechar os ciclos dos materiais, os impactos ambientais associados à extração de matérias-primas podem ser evitados e o problema dos resíduos pode ser resolvido em grande medida.

Essa abordagem, no entanto, não é por si só suficiente para construir uma sociedade sustentável, uma vez que deixa em aberto a questão de quanto e com que rapidez os materiais podem ser reciclados e quanta energia é usada para alimentar esses ciclos.

Afinal, em uma sociedade verdadeiramente sustentável, não apenas os fluxos de materiais, mas também os fluxos de energia devem permanecer dentro dos limites estabelecidos pelo nosso planeta.

A questão-chave é, portanto: Há energia renovável suficiente disponível na Terra para gerenciar de forma sustentável os fluxos de materiais sem violar os limites planetários?

Esta questão está sendo investigada por uma equipe liderada pelo professor Harald Desing, do Laboratório de Tecnologia e Sociedade, ligado ao EMPA, na Suíça.

Esquema para quantificação do estoque de energia renovável da Terra.
[Imagem: Harald Desing et al. - 10.3390/en12244723]

Energia limpa sem limites?

Se olharmos para a Terra como um sistema, ela só troca energia com o espaço. De longe, a maior parte da energia trazida para o sistema terrestre é a radiação solar, complementada por pequenas contribuições do movimento planetário e da energia geotérmica. Esses fluxos de energia sempre foram usados inteiramente pela própria Terra, alimentando seus vários subsistemas, como os oceanos, a atmosfera e as florestas, bem como a geração das superfícies de gelo reflexivas.

A maioria desses subsistemas converte a energia recebida em fluxos de energia renováveis adicionais, por exemplo, as correntes de vento e água ou a produção de biomassa. Nessas conversões, a energia livre, chamada exergia, é extraída dos fluxos de energia que chegam.

À medida que a humanidade desvia cada vez mais fluxos de energia renovável para suas atividades, as partes disponíveis para o sistema terrestre são reduzidas. O sistema terrestre pode compensar esses desvios até certo ponto. No entanto, se eles forem muito grandes, aumenta o risco de ultrapassar os chamados "pontos de inflexão". Isso resultaria em mudanças rápidas e irreversíveis no sistema terrestre, como o derretimento das calotas polares, o que por sua vez aceleraria as mudanças climáticas.

A fim de não exceder esses pontos de inflexão, a área de terra ocupada pela tecnosfera não deve exceder um determinado limite planetário - que não sabemos ainda qual é. Contudo, além da escala, a forma como a terra é usada também é crucial: Usinas de energia solar, em vez de florestas, por exemplo - é apenas um exemplo, já que não há propostas de derrubar florestas para instalar painéis solares - atrapalhariam a biodiversidade, a evaporação e, portanto, o ciclo da água, a irradiação de calor de volta ao espaço e muito mais.

Esses limites máximos para ocupação da terra não se aplicam apenas ao uso direto da energia solar, mas também à colheita da chamada energia química - isto é, à agricultura e silvicultura, que produzem alimentos e forragens, materiais de aquecimento, combustíveis e materiais de construção. Aqui, a produção de energia para uso humano, incluindo os biocombustíveis, já compete com a produção de alimentos em muitas áreas.

Há muita energia na Terra, mas apenas uma parte pequena dela pode ser desviada da manutenção do próprio sistema planetário. [Imagem: Harald Desing et al. - 10.3390/en12244723]

Eletricidade como moeda universal

Para poder comparar ou somar os diversos potenciais de energias renováveis, os pesquisadores os converteram em equivalentes de energia elétrica.

Para fazer essa conversão, foram levadas em consideração as eficiências das tecnologias das usinas disponíveis hoje, já que faz diferença se a eletricidade é gerada a partir de energia solar, queima de madeira ou carvão ou energia hidrelétrica. Essas perdas de conversão reduzem a possível colheita de alguns potenciais de forma significativa.

O resultado do estudo é surpreendente: 99,96% da energia que chega à Terra vinda do espaço é necessária para alimentar o próprio sistema terrestre e a produção de alimentos - portanto, apenas 0,04% pode ser usado tecnicamente.

Embora pareça pouco, esse potencial ainda é cerca de dez vezes maior do que a demanda global de energia de hoje.

Um outro resultado, por outro lado, não é surpreendente quando olhamos para as perdas de conversão: Devemos preferir colher e usar a energia disponível por meio da conversão direta da energia solar. Afinal, quase todos os recursos de energia renovável - incluindo eólica, hidrelétrica e produção de biomassa - são, em última análise, movidos a energia solar. O uso direto de energia solar, portanto, significa menos etapas de conversão e, desta forma, menos perdas.



Outra tecnologia em desenvolvimento a ser considerada em futuros estudos inclui as células termovoltaicas, que geram eletricidade à noite aproveitando o frio do espaço. [Imagem: Masashi Ono]

Fotovoltaicos em todas as superfícies feitas pelo homem

Grande parte da energia do Sol poderia ser colhida de uma pequena porção dos desertos da Terra, mas isso é técnica e logisticamente problemático.

Assim, a equipe propõe que a energia solar deve ser colhida em superfícies já "tampadas" em todo o mundo, o que inclui telhados e fachadas, mas também estradas, ferrovias e estacionamentos. Essa área seria suficiente para alimentar uma sociedade global com o consumo de energia dos países desenvolvidos.

No entanto, se o interesse for elevar a demanda global de energia ao nível da demanda per capita atual na Suíça, será necessário usar áreas desérticas. Todos os outros potenciais de energia (por exemplo, eólico ou biomassa) são ordens de magnitude menores do que o uso direto de energia solar - e alguns recursos já estão sendo usados em demasia. No entanto, eles podem desempenhar um papel significativo localmente, especialmente porque podem reduzir a necessidade de capacidade de armazenamento de energia, um problema que não foi considerado neste estudo - a coleta de energia solar pela tecnologia fotovoltaica é ótima para o dia, mas não funciona à noite.

Então o caminho para uma sociedade sustentável em termos energéticos é tão simples quanto construir usinas solares em massa? Não é tão simples, é claro.

A equipe analisou apenas a primeira etapa - calcular o potencial de energia disponível. A quantidade real de energia disponível será menor: Os fatores limitantes incluem a disponibilidade de matérias-primas, mas também capital humano e financeiro, impactos ambientais durante a extração ou produção de matérias-primas, operação e descarte das usinas e a necessidade de infraestrutura adicional para distribuição e armazenamento de energia.

Os pesquisadores estão analisando agora como pode ser esse caminho para nos levar de uma sociedade baseada em combustíveis fósseis para uma sociedade solar. O sistema de energia solar não deve apenas ser grande o suficiente para atender à demanda global, mas também deve ser capaz de substituir o sistema de combustível fóssil com rapidez suficiente para evitar a catástrofe climática a tempo, adiantam eles.

Bibliografia:

Artigo: Powering a Sustainable and Circular Economy-An Engineering Approach to Estimating Renewable Energy Potentials within Earth System Boundaries
Autores: Harald Desing, Rolf Widmer, Didier Beloin-Saint-Pierre, Roland Hischier, Patrick Wäger
Revista: Energies
DOI: 10.3390/en12244723

A verdade científica sobre o desperdício em energia

Um novo relatório do The City College de Nova York afirma que o desperdício em energia desempenha um papel fundamental na redução dos gases de efeito estufa e complementa os esforços de reciclagem.

© electriceye - stock.adobe.com

Instalações de transformação de resíduos em energia oferecem proteção ambiental significativa, reduzem as emissões de gases de efeito estufa e desempenham um papel complementar importante nos esforços de reciclagem, de acordo com um novo relatório do City College of New York que revisou os estudos científicos mais atualizados da indústria .

O relatório, "The Scientific Truth about Waste-to-Energy", do professor CCNY e engenheiro químico Dr. Marco J. Castaldi, apela a dezenas de análises científicas independentes para oferecer uma avaliação abrangente da influência do lixo para energia na sustentabilidade ambiental e saúde pública.
"Minha esperança são decisões políticas baseadas em fatos comprovados, ao invés de alegações infundadas"

"Nos últimos anos, tornou-se evidente que os formuladores de políticas locais que lutam para administrar os desafios assustadores da gestão de resíduos estão fazendo isso com informações desatualizadas ou errôneas", disse Castaldi. "Este relatório é um esforço para fornecer aos funcionários uma única fonte de informações confiáveis ​​que tire suas conclusões de uma ampla gama de pesquisas e tenha sido submetido a rigorosos exames por especialistas no assunto de diversas origens e organizações. Minha esperança é que, no futuro, os funcionários estará bem posicionada para tomar decisões políticas com base em fatos comprovados, em vez de alegações infundadas. "

O mundo atualmente tem mais lixo do que em qualquer momento da história - com os EUA gerando quase 300 milhões de toneladas por ano, de acordo com os números mais recentes da EPA. As instalações de transformação de resíduos em energia geram energia renovável a partir de resíduos não recicláveis ​​e não compostáveis ​​que, de outra forma, seriam depositados em aterro. O relatório de Castaldi observa que a quantidade de resíduos a serem depositados em aterro pode ser reduzida em até 90% ao empregar resíduos para energia.

O relatório destaca os principais benefícios do uso de tecnologia de transformação de resíduos em energia, incluindo reduções significativas nas emissões de gases de efeito estufa (GEE), a compatibilidade da indústria com a reciclagem e forte correlação com o aumento da reciclagem nos EUA e uma redução significativa na vasta extensão de terra dos EUA que está sendo consumido por aterros, que são uma fonte significativa de metano, um poderoso GEE. Também inclui estudos científicos revisados ​​por pares que mostram que as instalações de transformação de resíduos em energia não afetam adversamente a saúde humana e que o processo de conversão altamente regulamentado tem um impacto insignificante na qualidade do ar em comparação com as emissões de caminhões e outros tipos de poluição do ar relacionados ao tráfego.

O relatório chega em um momento crítico, com novos compromissos federais para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e uma compreensão crescente das limitações de contar apenas com programas de redução, reutilização e reciclagem. Além disso, as Nações Unidas divulgaram um relatório este mês destacando a importância de reduzir as emissões de metano para desacelerar o aquecimento global.

Uma pesquisa independente conduzida em todo o mundo estabeleceu que a tecnologia moderna de controle de emissões e padrões regulatórios rígidos garantem que o processo de conversão de resíduos em energia seja realizado de uma forma que proteja efetivamente a saúde pública e o meio ambiente, concluiu o relatório.

"Até que as práticas globais de fabricação e embalagem mudem drasticamente, teremos que lidar com quantidades significativas de resíduos não recicláveis. Nesse ínterim, existem apenas duas maneiras de gerenciar os resíduos não reciclados que nossa sociedade produz: aterro ou usá-los para gerar energia com segurança, "disse o professor Ashwani Gupta da Universidade de Maryland, membro do painel de revisão por pares. "Todos os estudos confiáveis ​​conduzidos sobre este assunto concluíram que a conversão de resíduos em energia é preferível a deposição em aterro."

Aneel altera norma de segurança em instalações elétricas

Mudanças nos procedimentos de distribuição estão relacionadas a acidentes de trabalho e na rede de distribuição.


A Agência Nacional de Energia Elétrica revisou a norma que trata de segurança do trabalho e das instalações de distribuição de energia elétrica, promovendo alterações nos Módulos 4 e 6 dos Procedimentos de Distribuição de Energia Elétrica. As novas regras serão aplicadas a partir de 2022, permitindo que as distribuidoras tenham um tempo de adaptação.

A norma aprimora conceitos relacionados a segurança, modifica procedimentos de apuração e de envio de informações pelas distribuidoras e define novos indicadores para avaliação de fatores e causas dos acidentes. As mudanças passaram por audiência pública.

Aneel aumenta tarifa de energia em parte de SP, MS e MT

Foto: Agência Brasil

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou nesta quinta-feira (22), em reunião pública extraordinária, os reajustes tarifários de energia elétrica de 2021 das concessionárias Companhia Paulista de Força e Luz – CPFL Paulista, Energisa Mato Grosso e Energisa Mato Grosso do Sul.

Para consumidores residenciais, os índices de reajuste serão de 8,24% (CPFL Paulista), 7,28% (Energisa MS) e 7,29% (Energisa MT).

As novas tarifas já entraram em vigor para 4,6 milhões de unidades consumidoras localizadas em 234 municípios do Estado do São Paulo, 1,5 milhão de unidades consumidoras situadas em 141 municípios do Mato Grosso e 1 milhão de unidades consumidoras localizadas em 74 municípios de Mato Grosso do Sul.

Segundo a Aneel, houve um conjunto de ações promovidas para amenizar esses índices finais, sem ultrapassar um dígito, como a conta-covid e o reperfilamento do pagamento do financeiro da RBSE (recebimento do saldo remanescente) das transmissoras.

Os fatores que mais impactaram o processo tarifário foram os custos com as atividades de distribuição de energia, gastos com compra de energia impactados em especial pela energia da Usina de Itaipu, precificada em dólar, e pagamento de encargos setoriais.

Em meio às constantes altas no valor da energia, os sistemas fotovoltaicos são uma das principais alternativas para serviços e usuários residenciais reduzirem custos com a conta de luz. Desde 2012, a pessoa que gera sua própria energia também pode ceder sua geração excedente para a rede elétrica, abatendo esse volume de sua conta.

Atualmente, a Aneel está tentando revisar esse benefício e criar taxas, medida que é combatida pelo setor fotovoltaico. O segmento luta pela aprovação pelo Congresso Nacional de um marco regulatório para a energia fotovoltaica, que impeça mudanças de rotas e dê previsibilidade ao investidor para manter investimentos e gerar empregos.

Como levar a luz do Sol para dentro de casa

As "bolas de cristal" captam a luz e as envia para a escuridão por meio de fibras ópticas.
[Imagem: NTU Singapore]

Sol sob demanda

É bem conhecido o uso de garrafas PET com água, instaladas no teto ou nas paredes, para iluminar o interior de ambientes sem gastar eletricidade.

Mas Charu Goel e Seongwoo Yoo, da Universidade Tecnológica Nanyang, em Cingapura, queriam algo "mais tecnológico" - e, claro, mais versátil e mais eficiente.

Eles então substituíram a garrafa PET por esferas de vidro ou de acrílico, que funcionam como uma lente para concentrar a luz solar.

Mas aí acabam as similaridades com o sistema de baixo custo: A luz é capturada da esfera e levada para onde será usada por meio de fibras ópticas.

Além de permitir a instalação de tantas esferas quantas sejam necessárias sem mexer na construção, a luz pode ser levada para longas distâncias - os pesquisadores estão focando seu trabalho na iluminação de espaços subterrâneos.

Coletor de luz solar

Assim como uma lupa, a bola de vidro funciona como concentrador solar, permitindo que raios de sol paralelos formem um foco nítido em seu lado oposto.

Essa luz solar focalizada é então coletada por cabos de fibra óptica, que a transportam até o local a ser iluminado - a luz é emitida diretamente pela extremidade do cabo de fibra.

Para otimizar a quantidade de luz solar que pode ser recebida e transportada conforme o sol se move no céu, pequenos motores de passo ajustam automaticamente a posição da extremidade de coleta das fibras.

Pode parecer high-tech demais, mas o sistema é mais simples e mais barato do que os sistemas de movimentação dos grandes concentradores parabólicos espelhados dos sistemas convencionais.

Esquema de funcionamento da esfera coletora de luz.
[Imagem: Charu Goel/Seongwoo Yoo - 10.1016/j.solener.2020.12.071]

Melhor que LED

Em experimentos em um depósito totalmente escuro (para simular um ambiente subterrâneo), a eficácia luminosa do dispositivo - a medida de quão bem uma fonte de luz produz luz visível usando 1 Watt de energia elétrica - é de 230 lumens/Watt.

Isso excede em muito a eficácia das lâmpadas LED disponíveis comercialmente, que têm uma saída típica de 90 lumens/Watt.

"Nossa inovação compreende materiais prontos para uso, disponíveis comercialmente, tornando-a potencialmente muito fácil de fabricar em escala. Devido às restrições de espaço em cidades densamente povoadas, projetamos intencionalmente o sistema de colheita de luz natural para ser leve e compacto. Isto o torna conveniente para ser incorporado na infraestrutura existente no ambiente urbano," disse o professor Yoo.

Bibliografia:

Artigo: Hybrid daylight harvesting system using static ball lens concentrator and movable optical fiber
Autores: Charu Goel, Seongwoo Yoo
Revista: Solar Energy
Vol.: 216, Pages 121-132
DOI: 10.1016/j.solener.2020.12.071

5 mil pessoas serão beneficiadas com energia elétrica proveniente de fontes renováveis no Pantanal


Parceria entre a Energisa e o governo do MS planeja levar eletricidade oriunda de fontes renováveis ​​para os residentes de áreas do Pantanal

O Grupo Energisa e o Governo do Estado de Mato Grosso Sul possuem um projeto em cooperação com o objetivo de fornecer energia elétrica por meio de fontes renováveis para mais de 5 mil pessoas que vivem em áreas do bioma, no Pantanal, até 2022. De acordo com o projeto, chamado “Ilumina Pantanal”, até julho deste ano, o plano levará energia a mais de 2.000 consumidores locais.

De acordo com o governador Reinaldo Azambuja: “Fizemos uma ampla parceria. Até o ano que vem atenderemos grandes, médias e pequenas propriedades, além de ribeirinhos e moradores tradicionais da região pantaneira. É um programa que abrange todos. Serão 90 mil quilômetros quadrados de nova cobertura. Estamos falando de uma área territorial que é quase o tamanho de Portugal, ou superior aos países da Dinamarca e Holanda juntos”.

A Energisa garante que o usuário da eletricidade receberá o microssistema para geração de energia solar fotovoltaica e o excesso de energia ficará armazenado na bateria. O diretor-presidente da Energisa Mato Grosso do Sul, Marcelo Vinhaes, disse que “Universalizar o acesso à energia numa região tão importante para o desenvolvimento sustentável brasileiro é um grande passo na história do Grupo Energisa. Para alcançar este objetivo, investimos em inovação e sustentabilidade, criando uma solução pioneira que vai contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população local e o crescimento socioeconômico do pantanal, preservando a fauna e a flora do bioma”.



Investimentos:

No total, o Grupo Energisa investirá cerca de 134 milhões de reais no plano, que vai cobrir uma população de 90 mil quilômetros quadrados. O projeto otimista atenderá os moradores das cidades de Corumbá, Aquidauana, Coxim, Ladário, Porto Murtinho, Rio Verde e Miranda.

O plano entrou em fase piloto em 2018, atendendo 23 unidades consumidoras. Esses locais receberam sistemas de energia solar e armazenamento de energia, atendendo 100 pessoas na época.

Programa deve garantir energia elétrica para cinco mil pessoas no Pantanal de MS, diz empresa

'Ilumina Pantanal': projeto desenvolvido em parceria entre a Energisa e o governo de Mato Grosso do Sul que pretende levar energia elétrica por fonte renovável à população residente em áreas do bioma.

Placas fotovoltaicas estaladas em casas de ribeirinhos no Pantanal de MS
Foto: Energisa/Divulgação

"Ilumina Pantanal", este é o nome do programa firmado em parceria entre o grupo Energisa e o governo de Mato Grosso do Sul, a fim de levar energia elétrica por fonte renovável a mais de cinco mil pessoas que moram na região do bioma até 2022. De acordo com a proposta, até julho deste ano, o programa levará energia para mais de duas mil unidades consumidoras da localidade.

Todos os detalhes do esquema foram anunciados ao público, por meio de uma live, nesta terça-feira (2). A empresa de energia elétrica garantiu que as unidades consumidoras receberão microssistemas de geração solar fotovoltaica e a energia excedente será armazenada em baterias.

O diretor-presidente da Energisa Mato Grosso do Sul, Marcelo Vinhaes, reforçou que os microssistemas servirão para o fornecimento de energia limpa e ininterrupta aos clientes, mesmo durante a noite e em dias chuvosos ou nublados, quando há pouca incidência da luz solar.

“Universalizar o acesso à energia numa região tão importante para o desenvolvimento sustentável brasileiro é um grande passo na história do Grupo Energisa. Para alcançar este objetivo, investimos em inovação e sustentabilidade, criando uma solução pioneira que vai contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população local e o crescimento socioeconômico do pantanal, preservando a fauna e a flora do bioma”, afirmou Vinhaes.

No total, o Grupo Energisa está investindo cerca de R$ 134 milhões no programa que atenderá uma população espalhada por uma área de 90 mil km². Moradores dos municípios de Corumbá, Aquidauana, Coxim, Ladário, Porto Murtinho, Rio Verde e Miranda serão atendidos pelo projeto otimista.

Em 2018, o programa teve início, em uma etapa piloto, que atendeu 23 unidades consumidoras. Estes locais receberam sistemas de geração solar e o armazenamento de energia, que atendeu 100 pessoas na época, que nesta terça (2), mostrou os próximos passos do programa.

Para o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), este é um projeto audacioso que une desenvolvimento e preservação ambiental.

“É uma proposta ousada de universalização, que vai melhorar a qualidade de vida da população, levando eletricidade para regiões de difícil acesso em uma faixa territorial maior que de muitos países da Europa. Com isso, vamos contribuir com o crescimento socioeconômico do Pantanal, com fornecimento de uma energia limpa, preservando a fauna e a flora”, disse o Azambuja.

Energia elétrica pode subir até 13% este ano, diz Aneel


O diretor-geral da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), André Pepitone, avalia que o aumento médio nas contas de luz em 2021 deve ser o maior desde 2018. A declaração foi dada na semana passada durante reunião de diretoria da agência.

Segundo Pepitone, a estimativa é que, "se nada for feito", o aumento médio fique em 13% em 2021. Esse percentual cairia para 8% com a devolução aos consumidores de uma parte dos R$ 50 bilhões em impostos cobrados a mais nas contas de luz nos últimos anos.

A proposta, em fase de consulta pública, prevê a devolução dos valores por meio de abatimento nos próximos reajustes tarifários, em até cinco anos. Ainda assim, o reajuste seria o maior em três anos - em 2018, foi de 15%.

"Estamos buscando medidas para conter a escalada tarifária. Mas cada setor tem que ajudar um pouco", disse o diretor.

De acordo com a Aneel, vários fatores pressionam os preços, entre eles o maior uso de termelétricas (em período de longa estiagem) e a disparada do dólar, que encarece as operações da hidrelétrica de Itaipu. Outra causa é a alta do IGPM, que mexe com parte dos cálculos adotados pela Aneel.

Alternativa

Em meio a uma realidade de energia elétrica cada vez mais cara, a geração solar fotovoltaica aparece como uma das alternativas mais viáveis para reduzir custos. A tecnologia permite redução de até 95% no valor das contas de luz, além de gerar energia através de fonte limpa e segura (sem interrupções).

Fontes: G1 e Agência O Globo

Consumo de energia elétrica cai, mas setor solar avança

Crise derruba consumo de energia elétrica, mas amplia busca por geração solar
 
Com o impacto do coronavírus na economia, o consumo de energia elétrica no Brasil foi 1,5% menor em 2020, em relação a 2019, informa a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica).

Segundo o órgão, observou-se um aumento do consumo de 2,8% no mercado livre e uma retração de 3,4% no regulado. A geração elétrica também caiu, refletindo o baixo consumo, mas fontes de geração sustentáveis como eólica e fotovoltaica se destacaram.

"Nos últimos quatro a cinco meses, houve uma rápida recuperação (no consumo de energia elétrica), principalmente nos setores de grande consumo. Ainda assim, abril, maio e o início de junho foram muito ruins em termos de consumo nos setores de produção, bens e serviços", diz Rui Altieri, presidente do Conselho de Administração da CCEE, no site do órgão.

Geração

Em relação à geração de energia, ainda conforme a CCEE, houve uma redução de 1,6% no Sistema Interligado Nacional, passando de uma produção de 64.637,5 MW médios em 2019 para 63.596,8 MW médios em 2020.

Entre as fontes, foi observada redução das térmicas, de -7,1%, e das hidrelétricas (- 0,9%), impactadas pela redução do consumo. Por outro lado, observou-se aumento nas eólicas, de 1,5%, e usinas solares fotovoltaicas, de 19,3%. O resultado de ambas, diz a Câmara, se explica por questões climáticas e pela ampliação nos parques produtores.

Os benefícios da energia solar, segundo o segmento fotovoltaico, são também econômicos, a tornando uma alternativa em tempos de crise. Com a geração própria obtida por painéis solares, a conta de luz pode ter uma redução de até 95% no valor final.

130 milhões de brasileiros terão aumento na conta de luz este mês


Várias distribuidoras de energia no país tiveram reajustes tarifários aprovados em abril e maio, mas por conta da pandemia a agência nacional de energia elétrica, Aneel, determinou que o reajuste entrasse em vigor apenas a partir de 1 de julho.

As distribuidoras que tiveram aumentos “represados” foram: CPFL PAULISTA, ENERGISA-MS, ENERGISA-MT, COELBA, ENEL-CE, COSERN, ENERGISA-SE, EQUATORIAL-AL, CELPE. Somadas, essas distribuidoras atendem a cerca de 64 milhões de brasileiros.

Além destas, outras distribuidoras tiveram aumento no final de junho, são elas: ENERGISA-MG, RGE-SUL, ENERGISA-RJ, COPEL e CEMIG. A ENEL SP, ENERGISA-TO e ENERGISA-S-SE estão prevendo reajuste para as duas primeiras semanas deste mês. Estas distribuidoras atendem cerca de 66 milhões de brasileiros.

No total, 62% da população brasileira sofrerá com os aumentos que entrarão em vigor agora em julho. Além disso, a Aneel aprovou 16 bilhões de reais para socorro às distribuidoras, a chamada Conta-covid. Os aumentos nas tarifas de energia serão diluídos ao longo de cinco anos, portanto será pago pelos consumidores.

Você sabia que é possível fugir dos constantes reajustes tarifários das distribuidoras? A instalação de um sistema fotovoltaico pode reduzir sua conta em até 95%. Desta forma, você deixará de sofrer com os reajustes anuais das tarifas, pois estará produzindo sua própria energia através da luz do sol.

Fazenda disponibiliza cadastro para consumidores de energia elétrica com isenção de ICMS


A Secretaria da Fazenda de Santa Catarina (SEF) disponibilizou o acesso para cadastramento dos consumidores de energia elétrica classificados como micro e minigeradores, que têm direito à isenção de ICMS. A medida, regulamentada pelo Decreto 233/2019, dispensa o pagamento de impostos para a geração de eletricidade distribuída em centrais com capacidade instalada de até 1 MW (um megawatt).

Instruções para cadastro:

1. Acesse o link disponível aqui.

2. Preencha com a Inscrição Estadual, CNPJ ou CPF e clique em Avançar;


3. Preencha o e-mail, telefone de contato e repita o que está escrito na mensagem para validar o pedido. Selecione “Aceito receber as informações e notificações sobre este pedido de concessão, exclusivamente por meio eletrônico através do e-mail aqui informado e/ou através das Publicações Eletrônicas da Secretaria da Fazenda na página www.sef.sc.gov.br”. Clique em Avançar;

4. Selecione o beneficiário do pedido e clique em Avançar;

5. Selecione o Código 493 do “Benefícios do Grupo: ICMS ISENÇÕES”. Clique em Avançar.


6. Escolha a Distribuidora de Energia Elétrica e preencha cada código de Unidade Consumidora (UC) a ser beneficiada com a isenção, clicando, em seguida, em Gravar. Marque a mensagem “Atesto que cada uma das unidades consumidoras relativas a esse pedido de tratamento tributário diferenciado se enquadra em microgeração ou minigeração de acordo com a Resolução Normativa 482 de 2012 da Aneel, cuja potência instalada seja, respectivamente, menor ou igual a 75 kW e superior a 75kW e menor ou igual a 1 MW”. Clique em Avançar.

Inaugurado o primeiro laboratório de inovação em alta tensão e energia renovável na Colômbia

A Universidade Nacional da Colômbia e a Enel-Codensa criaram um laboratório que articulará e conectará a academia, empresas privadas e incorporadoras, a fim de encontrar soluções para as necessidades, realidades e desafios do setor elétrico. Neste laboratório, a Enel-Codensa investirá este ano mais de US$ 2.000 milhões de pesos (cerca de 587.000 dólares).

Escola de Arquitetura da Universidade Nacional da Colômbia. - Foto: Wikimedia Commons

A Enel-Codensa, subsidiária colombiana da multinacional de energia italiana de origem Enel, dedicada à distribuição e comercialização de energia elétrica, e a Universidade Nacional da Colômbia lançaram o primeiro Laboratório de Inovação em Alta Tensão e Energias Renováveis ​​(LIATER) no país. . O objetivo do laboratório é gerar soluções inovadoras e eficientes “para enfrentar os desafios que o setor de infraestrutura elétrica apresenta no quadro da transformação de energia que a Colômbia está passando”, diz o comunicado de imprensa da empresa.

Ele afirma que este ano investirá mais de US$ 2 bilhões em pesos (cerca de US$ 587.000) no projeto, o que impulsionará o desenvolvimento de produtos e soluções para problemas específicos que surgem na construção de subestações e redes de alta tensão.

"Dentro das expectativas do Laboratório de Inovação de Energias Renováveis ​​e de Alta Tensão, eles podem propor soluções de energia elétrica cada vez mais compatíveis com o meio ambiente e as comunidades nas áreas de influência de subestações e redes", afirmou o gerente da Enel-Codensa, Francesco Bertoli.

"Este laboratório se tornará um exemplo para o país de como a academia e o setor privado devem trabalhar juntos, para o desenvolvimento de soluções que beneficiem todo um setor econômico", conclui a declaração.

GERADOR DE ENERGIA REENGE - ENERGIA VERDE




O Gerador Síncrono

O REENGE é um Gerador de Energia portátil e autônomo que não polui o meio ambiente por não utilizar combustível. Possui sistema de controle de rotação indutivo, para economia de energia inteligente. Fácil manutenção, armazenamento, com rodas para melhor manuseio. Indicado para locais sem energia de rede, podendo atuar como fonte suplementar ou principal. 

Excelente para ser usado em produtos eletrônicos que exijam estabilidade de energia. possibilitará a geração de energia renovável através do não consumo de fontes fosseis, transferindo essa energia para utilização na própria edificação quando necessária e devolvendo para a rede elétrica o excedente gerado, conectando na Rede Pública nos padrões de Geração de Energia Distribuída de acordo com a regulação da ANEEL, com o uso de um Painel de Transferência de Energia, assim, reduzindo a conta de luz com uma energia limpa e sustentável.

O Conceito

Na busca de desenvolver um gerador infinito, que todos sonham, ainda enfrentando barreiras técnicas para obter o gerador ideal. Baseado em fontes de energias limpas, temos geradores de alto rendimento, como solar, eólicas e hídricas. Estes geradores possuem matrizes de geração não constantes, tornando assim, a geração sazonal, partindo da eficácia dos geradores síncronos eletromagnéticos – usados na eólica – partimos para resolver o problema da fonte matriz. Que deve ser limpa, constante e de fácil acesso, a solução para resolver a diferença entre a potencia real da elástica, foi usar uma fonte de energia de corrente continua com bateria recarregável, tornando assim a fonte constante, a potencia elástica próximo a nula e o coeficiente de arrasto do gerador próximo a relação 0,25j / 1,5W.

A proporção Joule / Watt, permitiu gerar tensões continuas de 12V com correntes próximas a 200A, o que possibilitou criar um gerador continuo como fonte limpa de energia, e cuja longevidade está próxima de cinco anos.

No diagrama em bloco temos a seguintes disposições:

1 – Motor elétrico 12 V – Matriz.

2 – Bateria de partida para tirar gerador da inercia (Start)

3 – Gerador Assíncrono modelo Gaiola com rotor Magnético.

4 – Circuito Eletrônico (Mosfet) para Transformar CC em AC.

5 – Transformador de Potencia In = 12V / 200A out = 220V 18A.

*Potencia R.M.S. de 2400W – Vale lembrar que na transformação elevatória a potencia de entrada é muito próxima a da saída.











A energia elétrica trará eletricidade para 1.400 famílias na Amazônia peruana

A acciona.org, a fundação corporativa do grupo Acciona, expande seu projeto Luz en Casa Amazonía para levar eletricidade a mais de 5.000 pessoas de cerca de 30 comunidades indígenas rurais da Amazônia peruana.

Imagem: acciona.org

O programa Luz en Casa Amazonía, que até agora fornecia eletricidade a mais de 400 famílias na Bacia Amazônica Napo, pertencente principalmente à comunidade indígena Kichwa, é estendido às bacias de outros afluentes da Amazônia, trazendo eletricidade com sistemas fotovoltaicos domésticos para mais 1.000 famílias.

De acordo com a fundação, a acciona.org dará acesso a eletricidade nesta nova fase a mais de 5.000 beneficiários (mais 1.000 famílias) de cerca de 30 cidades próximas aos rios Napo, Ucayali e Marañón, onde, além disso, a acciona.org realizará uma o trabalho de informações e treinamento, fazendo os próprios habitantes entenderem os benefícios do serviço, são capazes de lidar com as instalações corretamente e podem usar com eficiência a eletricidade fornecida.

"Serão utilizados sistemas fotovoltaicos de terceira geração que sejam facilmente gerenciáveis, transportáveis, robustos e livres de contaminantes, o que os torna muito adequados para ambientes muito remotos e sensíveis ao meio ambiente", afirmou o comunicado. O equipamento oferece mais de 4 horas de eletricidade, carregando um telefone celular e operando um dispositivo elétrico (rádio, TV ...) por cerca de 2 horas.

Durante o projeto, a Universidade Politécnica de Madri, parceira da acciona.org nesta ação, realizará uma análise e avaliação dos procedimentos para melhorar a escalabilidade da Luz na Casa Amazonía, além de revisar e melhorar outros processos.

Além disso, o projeto é cofinanciado pela Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID), por meio da chamada de 2018 para ações de inovação para o desenvolvimento.

China inaugura sua maior linha de transmissão de ultra-alta tensão

Segundo agência local, projeto pretende atender crescente demanda por energia nas regiões do leste, além de reduzir o desperdício de eletricidade no oeste.


A China colocou em operação sua maior linha de transmissão de energia de ultra-alta tensão (EHV, na sigla em inglês), conectando a região de Xinjiang, no extremo oeste, à província de Anhui, ao leste, noticiou na terça-feira (2) a agência estatal Xinhua.

O projeto visa ajudar a atender a crescente demanda por energia nas regiões industrializadas do leste, além de reduzir a quantia de eletricidade desperdiçada no oeste.

Como parte da campanha antipoluição de Pequim, novas usinas movidas a carvão foram banidas no leste do país para melhorar a qualidade do ar.

A linha de transmissão, de 3.324 quilômetros, com tensão de 1.100 quilovolts (kV), foi projetada para transmitir 66 bilhões de quilowatts-hora (kWh) de eletricidade por ano, segundo a Xinhua.

A China vem construindo linhas de transmissão de eletricidade entre diferentes regiões, especialmente com projetos de ultra-alta tensão, que possuem maior capacidade de transportar energia com menores perdas em relação às linhas comuns.

De acordo com a elétrica State Grid, até o final de junho o país possuía 18 linhas de ultra-alta tensão que somavam 27.570 km em extensão.

A Administração Nacional de Energia aprovou no último mês de setembro 12 projetos de transmissão de ultra-alta tensão, voltamos ao transporte da eletricidade gerada por usinas de fontes renováveis localizadas no oeste da China para as regiões leste e central.

Até o final de 2018, a capacidade de transmissão entre regiões na China era de 136 GW, de acordo com dados do Conselho de Eletricidade do país.

Por Reuters 

Chile completa a interconexão do Sistema Elétrico Nacional

O país já conta com a rodovia elétrica Cardones-Polpaico, que permitirá a transferência de energia renovável do norte para a zona centro-sul, o que possibilita a entrada maciça de energia renovável na matriz energética.

Foto: Ministério da Energia do Chile

A presidente do Chile, Sebastián Piñera, acompanhado dos ministros de Energia, Juan Carlos Jobet, e da Economia, Juan Andrés Fontaine, inaugurado há poucos dias Elétrica Linha de Transmissão Cardones-Polpaico ligando as regiões de Atacama e Metropolitan.

O trabalho de transmissão de 753 quilômetros, que já está operando a 500 kV, marca um marco importante para o Chile ao completar a interconexão do Sistema Elétrico Nacional, permitindo assim a entrada massiva de energia renovável na matriz energética.

Essa rodovia elétrica envolveu a construção de 1.728 torres de alta tensão, teve um investimento total de US $ 1.000 milhões e cruza as regiões de Atacama, Coquimbo, Valparaíso e Metropolitana.

Importância do Projeto

Interconexão : Este trabalho de transmissão é essencial para que a interligação entre os sistemas elétricos do SING e do SIC seja uma realidade, operando a plena capacidade e resolvendo o cenário de congestionamento que o sistema de transmissão apresenta atualmente.

Descarbonização da matriz : ajudará a substituir a geração térmica (carvão, petróleo, gás) por energia renovável (solar, eólica, entre outras) produzida no norte do país devido às suas vantagens geográficas, e que exige transporte para os centros de consumo.

Novos projetos de energia renovável : viabiliza novas usinas de energia solar e eólica, que não são viáveis ​​devido à falta de capacidade de transmissão, o que exige injetar e satisfazer um crescente consumo de energia no país.

Reforço da segurança do sistema elétrico : O Sistema Elétrico Nacional é fortalecido na medida em que contribui para a diversificação e flexibilidade da matriz energética.

O ministro da Energia, Juan Carlos Jobet, disse que "esta linha melhora a segurança energética porque fortalece o sistema elétrico nacional". Assim, em anos de seca ou catástrofes naturais, podemos responder rapidamente e transferir energia de um lugar para outro para garantir o suprimento. É importante destacar que esta estrada elétrica é fundamental para avançar na descarbonização de nossa matriz. "

Detalhes do projeto Cardones-Polpaico

A linha de transmissão Cardones - Polpaico foi concebido como uma única linha elétrica, dividido em três seções, e inclui a construção de três novas subestações, mais expansão quatro estações existentes.

A primeira secção se encontra na região de Atacama entre Copiapó e Huasco, e subestações ligados Nova Cardones e Nova Maitencillo através de um duplo circuito de linha 500 kV de cerca de 134 km, e também considerada uma linha link de 5 km 220 kV novos e existentes subestação Cardones Cardones. Este trecho é operacional desde janeiro 2018.

A segunda secção abrange as regiões de Atacama e Coquimbo, variando de províncias Huasco para Elqui, e subestações ligados Nova Maitencillo e Nova Pão de Açúcar através de uma linha de circuito duplo de 500 kV cerca de 212 quilómetros de comprimento. Também considera uma linha que une cerca de 1 km de 220 kV e Nova Maitencillo Maitencillo subestação hoje. Esta seção começou a fase de energização em abril 2018.

Enquanto isso, a terceira parcela atravessar as regiões de Coquimbo, Valparaíso e Metropolitana, uma viagem passando pelas províncias de Elqui, Limari, Choapa, Petorca, Quillota, Marga Marga e Chacabuco.

As subestações Nueva Pan de Azúcar e Polpaico são conectadas através de uma linha de circuito duplo de 500 kV de aproximadamente 408 quilômetros. Considera igualmente uma linha de ligação aproximada de 220 kV, com 23 km de extensão, entre a subestação de Nueva Pan de Azúcar e a subestação de Pan de Azúcar. Sua energização foi concluída em maio de 2019.

Em novembro de 2017, o governo chileno anunciou o lançamento do novo Sistema Eléctrico Nacional, que foi criado com a interligação do Sistema Central Interligado (SIC) e Norte Grande (SING), ou de dois dos quatro sistemas Eletricidade no país.

Transelec constrói linha para conectar 293 MW de energia solar em Atacama

A nova linha de transmissão conectará duas usinas solares de larga escala da empresa irlandesa Mainstream ao Sistema Elétrico Nacional do Chile.

Uma usina solar da Total Solar em Atacama, no norte do Chile. Imagem: Total Solar

Transelec, empresa líder em transmissão de energia elétrica do Chile, assinou um contrato com a empresa irlandesa Mainstream Renewable Power para construir uma nova linha de transmissão de 220 kV para conectar dois parques solares para o sistema elétrico nacional do Chile: o Solar Parque Rio Escondido 170 MW e 123 MW planta Valle Escondido.

A construção da nova linha de 55,5 km, que será conectada à subestação Cardones, começará no segundo semestre deste ano.

Ambos os projetos estão sendo realizados pela Mainstream em Tierra Amarilla, na região norte do Atacama. Conforme relatado pela Transelec em sua nota, o projeto do Río Escondido já tem sua Resolução de Qualificação Ambiental (RCA) aprovada. No final de dezembro, a Mainstream anunciou a entrada do projeto solar Valle Escondido de 105 MW no Sistema de Avaliação do Impacto Ambiental (SEIA). A Mainstream recebeu 1.300 MW no concurso de eletricidade de 2016.

A Transelec é uma empresa de distribuição de 78% do Sistema Interligado Central do Chile e 100% do Sistema Interligado do Grande Norte (SING). Em setembro de 2017, comprou a subestação Don Héctor, localizada perto do projeto solar Pelicano, uma usina fotovoltaica de 100 megawatts que a fabricante de módulos US SunPower.

Governo discute implantação de linha de transmissão de energia elétrica


A Secretaria de Estado da Infraestrutura dos Recursos Hídricos e do Meio Ambiente realizou reunião para discutir a implantação de linha de transmissão Campina Grande III/João Pessoa II, com extensão de 123 km, mais a subestação de 500 KW João Pessoa II, obras que vão reforçar e proporcionar maior confiabilidade ao sistema de suprimento de energia elétrica da Região Metropolitana da Capital.

Participaram da reunião, representantes da empresa indiana Sterlite Power Brazil, responsável pela execução da obra, o diretor presidente da Energisa PB Ricardo Charbel e assessores, além do secretário da pasta, Deusdete Queiroga, do secretário executivo de Estado de Energia e do Programa de Aceleração do Crescimento (Seepac) Robson Barbosa e da secretária executiva dos Recursos Hídricos, Virgiane Melo.


De acordo com o secretário Deusdete Queiroga, durante a execução da obra serão contratadas empresas locais, com mão de obra local o que gerará emprego, movimentando o setor econômico do Estado.

O secretário executivo da Seepac, Robson Barbosa, disse que a empresa Sterlite Power Brazil veio expor o planejamento para execução do empreendimento.

Ele destacou que a linha de transmissão e a subestação vão garantir o suprimento de energia elétrica da Região Metropolitana de João Pessoa formada por 12 municípios, por um período de 20 anos. Serão investidos aproximadamente R$ 320 milhões, com prazo previsto para a conclusão da instalação em 2022. A construção deve ter início em outubro deste ano.

Fonte/Imagem: Secom/PB

Peru quer mercado elétrico mais competitivo e sustentável

A Vice-Ministra da Eletricidade do Peru, Patricia Elliot.
Foto: Ministério de Energia e Minas do Peru

O Ministério de Minas e Energia do país pretende realizar uma ampla revisão do quadro regulamentar para o sector eléctrico e vai trazer à discussão a necessidade de avançar em um trabalho planejado e abrangente para o mercado da eletricidade mais competitiva e sustentável, embora nenhuma profiling medidas ainda concretas.

Durante a inauguração do Fórum Empresarial Peru Energy: Inovação em uma indústria que transforma um país , a Vice-Ministra da Eletricidade do Peru, Patricia Elliot, disse que o Ministério de Minas e Energia (MEM) manifestou repetidamente sua preocupação com o iniciativas legislativas que buscam fazer mudanças isoladas no marco regulatório que rege o setor elétrico peruano.

O atual marco regulatório, disse ele, permitiu o desenvolvimento de uma matriz elétrica sustentável (que é baseada na geração de energia térmica e hidrelétrica) e as taxas de eletricidade do país são competitivas, em comparação com outros países da região.

"O regulador, Osinergmin, também se pronunciou contra as mudanças que serão avaliadas novamente na Comissão de Defesa do Consumidor. Ajudaremos este grupo de trabalho a apresentar nossos argumentos e propor uma solução abrangente para o setor elétrico ", afirmou o vice-ministro.

"O contexto gerado pela discussão do PL 2320 evidencia a necessidade de realizar uma revisão abrangente do arcabouço legal do setor elétrico, o que representa um desafio que o MAM assumirá", enfatizou.

O objetivo do MAM é encomendar os estudos necessários para realizar uma revisão abrangente do marco regulatório e estabelecer consenso para alcançar uma nova reforma no setor elétrico, disse o funcionário.

"Mais de 10 anos do Estado atrás, os e agentes reguladores we consenso para construir o quadro regulamentar que permitiu aumentar a oferta de energia eficiente e geração sustentável", lembra Patricia Elliot, referindo-se à chamada reforma "segundo setor elétrico ".

"Desde a última reforma, tem havido uma série de avanços tecnológicos que tornam economicamente viável a geração com fontes renováveis ​​não convencionais (fotovoltaicas e eólicas, entre outras) e de geração distribuída, que acompanharam o crescimento alcançado pelo país. O MEM discutirá a necessidade de avançar em um trabalho planejado e abrangente para que nosso mercado de eletricidade aumente sua competitividade e sustentabilidade ", concluiu o vice-ministro.