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Baleia encontrada morta nas Filipinas, tinha 40 quilos de plástico no estômago

Os efeitos catastróficos do plástico nos oceanos tem feito muitas vítimas. Mesmo os seres humanos comem já alimentos com uma quantidade considerável de microplásticos. O futuro também irá mostrar que estamos a morrer lentamente com uma profunda intoxicação de plástico.


Prova de uma poluição generalizada, principalmente nos mares, foi agora descoberta uma baleia que tinha 40 quilos se plástico no estômago. 16 sacos de arroz, uma lona plástica usada em plantações de banana e sacos de compras foram alguns dos objetos de plástico retirados do interior da baleia.

Na passada sexta-feira, foi encontrada uma baleia na costa sudeste das Filipinas. O animal tinha 40 quilos de plástico no estômago, conforme foi dado a conhecer pela imprensa local.

O cetáceo, uma baleia-bicuda-de-cuvier, apareceu na sexta-feira à beira-mar no município de Mabini, na província de Valle Compostela, tendo sido submetido a autópsia no domingo.

Entre os objetos de plástico encontrados dentro da baleia estão 16 sacos de arroz, uma lona plástica usada em plantações de banana e sacos de compras, concluiu o Departamento de Pesca e Recursos Aquáticos da província.

O biólogo marinho Darrell Blatcheley afirmou que nos dez anos em que examinou baleias e golfinhos mortos, a maioria morreu na sequência da ingestão de plástico.

Testador solar flutuante para combater tufões filipinos


A empresa filipina está olhando para o manejo sustentável dos recursos aquáticos, bem como para a mitigação das mudanças climáticas no lago Laguna. Crédito: SunAsia Energy

O primeiro e maior teste solar flutuante (FPV) das Filipinas, que está em construção no terceiro maior lago do Sudeste Asiático, tem como objetivo demonstrar como a tecnologia combinada com um método de empilhamento de parafusos pode resistir a tufões em uma região que tem em média 20 tempestades cada ano.

A SunAsia Energy, desenvolvedora filipina de energia renovável, concluiu recentemente o primeiro segmento deste testado flutuante de 20,5 kW que é de propriedade de sua subsidiária NorteSol Energy. O sistema usa módulos da fabricante chinesa Trina Solar, com metade da planta usando painéis de alumínio e a outra metade de painéis sem moldura. Mais módulos de outros fabricantes também serão testados em uma segunda fase.

O projeto está localizado no Lago Laguna, 55 km ao sul do distrito comercial da cidade de Makati, que faz parte da imensa metrópole de Manila, na ilha de Luzon, no norte do país.

Theresa Capellan, presidente da SunAsia Energy, disse à PV Tech que os resultados do teste serão compartilhados em uma conferência sobre energia solar flutuante em junho - acrescentando: "Vamos escalar até o tamanho de utilitário FPV assim que o testbed produzir um resultado favorável". são otimistas sobre".

Vento e ondas

O recurso de água natural do Lago Laguna abrange 95.000 hectares e atravessa várias cidades e vilas. Em dezembro passado, a NorteSol Energy assinou um acordo com a Autoridade de Desenvolvimento do Lago Laguna (LLDA) para pilotar a FPV solar no lago e estudar sua viabilidade técnica e operacional, particularmente durante a temporada de tufões de junho a setembro.

“Laguna Lake é um local desafiador para um sistema solar fotovoltaico flutuante devido às suas águas, ventos e ondas. Sabemos que as tempestades visitam as Filipinas 20 vezes por ano, em média ", disse Karlo Abril, diretor de projetos da SunAsia Energy.

A Abril explicou que no Japão e em Taiwan, as usinas de FPV tendem a ser aparafusadas na superfície da água para garantir a estabilidade de ondas fortes e ventos tempestuosos durante a temporada de tufões. Considerando que, SunAsia Energy introduziu um método de empilhamento de parafuso nas Filipinas como sua solução de ancoragem em antecipação a fortes tempestades.

A Ciel et Terre, pioneira da tecnologia solar flutuante francesa, também ofereceu sua experiência nos processos de instalação do projeto baseado em Laguna Lake.

Vários aspectos da planta serão testados, incluindo os módulos Trina Solar, observando o efeito de estruturas de alumínio, entre outros materiais, em superfícies de água. A SunAsia também usará sensores avançados para registrar os movimentos do tempo, rastrear a velocidade do vento, flutuar nas ondas de tags e monitorar as mudanças na qualidade da água. 

"A experiência em Cingapura e Vietnã revela que a maior vantagem da energia solar flutuante são seus efeitos de resfriamento nas águas", acrescentou Capellan em comunicado. Os painéis solares reduzem a evaporação durante o verão, aumentam os níveis de oxigênio e melhoram a qualidade geral da água. as áreas de pesca do lago. Isto implica que a FPV solar pode ajudar a aumentar a população de peixes, pois as águas mais frias aumentam o zooplâncton, tornando mais fácil para os peixes encontrarem comida e se reproduzirem. ”

A SunAsia já está bem estabelecida no espaço filipino de energia renovável, possuindo uma das maiores usinas fotovoltaicas em escala de utilidade pública em Toledo, Cebu, e o que ela afirma ser um sistema de microgrids de primeira qualidade em San Jose del Monte, Bulacan.

Invenção brasileira, 'lâmpada de garrafa pet' é usada na África e na Ásia

Dispositivo que espalha luz solar dispensa eletricidade. Questão energética será discutida na conferência Rio+20.


Foi em 2001, com a notícia do risco de um apagão, que o mecânico mineiro Alfredo Moser teve a ideia: usar garrafas pet cheias d'água para iluminar cômodos escuros durante o dia, sem usar energia elétrica.

Cada garrafa é encaixada num buraco no telhado, fazendo com que os raios do sol se refracionem e se espalhem no ambiente. O resultado é uma iluminação equivalente a uma lâmpada com potência entre entre 40 e 60 watts.

Simples e barata, a ideia ultrapassou os limites de Uberaba, cidade onde foi inventada, e ganhou o mundo, chegando à África e à Ásia.

(Do dia 1º a 9/6, o G1 publica uma série de reportagens abordando os principais temas que serão discutidos na Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio+20.)

O acesso à energia é um dos temas que serão debatidos na Rio+20. A ONU estima que um quinto da população mundial ainda viva sem eletricidade.


Como surgiu

Em 1975, Moser trabalhava como mecânico em uma empresa de telecomunicações em Brasília e ficou assustado com a notícia da queda de um avião.

“A gente ficava se questionando se acontecesse com a gente, como daríamos sinal para o resgate. Nosso chefe, na época, disse para colocar água num vidro e colocar na direção do sol. O calor colocaria fogo no capim, fazendo sinal”, relembrou.

Lâmpada de garrafa pet em Cebu, nas Filipinas.
(Foto: Liter of Light/Divulgação)
Com essa "lente improvisada" na cabeça, o mecânico teve a chance de usar a dica na prática, mais de duas décadas depois, quando surgiu o risco de um apagão no Brasil.

“Fiquei apavorado com aquela notícia. Daí resolvi usar minha ideia, mas com garrafas de plástico. Adicionei água limpa, duas tampinhas de água sanitária, peguei um pedaço de filme de máquina fotográfica para proteger a tampinha da garrafa do sol, coloquei no telhado, e pronto”, disse.

Segundo o inventor, as lâmpadas são ideais para serem usadas durante o dia nos cômodos menos iluminados. “Em um corredor que é escuro ou um banheiro, nem precisa acender a luz. Acende e apaga sozinha”, disse.


Os vizinhos adotaram a ideia também. Até um supermercado do bairro usa garrafas plásticas para iluminar o ambiente. Além de ajudar o meio ambiente, a iniciativa gera economia para o usuário.

Fronteiras

A ideia de Moser foi adotada pela MyShelter Foundation, que ainda este ano pretende chegar à marca de 1 milhão das lâmpadas de Moser instaladas nas Filipinas. Somente na capital daquele país, Manila, a organização estima que haja 3 milhões de casas sem energia elétrica. 

Por depender da luz solar, o dispositivo não ilumina à noite. Mas para famílias pobres, das quais muitas vivem em favelas em que um barraco está grudado em outro, sem janelas, ter mais luz durante o dia já é de grande ajuda.

Outro lugar distante onde a invenção de Moser está servindo para iluminar casas de famílias carentes é Nairóbi, no Quênia. Em Korogocho, uma região de favela, uma organização está instalando as garrafas desde o ano passado.

Foi um morador dessa área, o jovem Matayo Korogocho, quem viu no YouTube um vídeo que mostra a invenção do mecânico mineiro. Ele cresceu numa casa em que não havia dinheiro sequer para comprar querosene para iluminação.

Moser mostra como funciona sua invenção.
(Foto: Graziela Oliveira/G1)

Novo modelo

Apesar de não ter o apoio que queria – Alfredo Moser disse que já procurou órgãos públicos e privados para investir na ideia das garrafas pet – o mecânico afirmou que está aperfeiçoando o projeto. "Vou melhorar a lâmpada para clarear ainda mais e para ter condições de colocar na laje, no forro”, explica.



O objetivo de Alfredo é ajudar principalmente as pessoas que não têm condições de pagar pela energia. “O pessoal está precisando de luz. Meu ganho é pouco, não posso cobrar muito porque é gente carente e faço um preço bom também para ajudar. Mas a manutenção é barata, não gasta fio de luz e você vai tê-la para o resto da vida. No meu galpão, as lâmpadas estão há mais de 10 anos e nunca troquei água de nenhuma”, conta.

Por Santos e Graziela Oliveira
Do G1 Triângulo Mineiro