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O silício vai perder o trono? Células solares sem silício chegam ao mercado em maio de 2007

Se o silício pretendia continuar dominando o reino da eletrônica, mantendo-se no trono como senhor absoluto por anos a perder de vista, o CIS (do inglês, Copper Indium di-Selenide) mostra que está em campo para disputar terreno.

O CIS é um material semicondutor, capaz de substituir o silício das células fotovoltaicas habituais. Mesmo ciente de que a batalha é dura, a Showa Shell Sekiyu KK (Japão) entrou na área para competir e irá comercializar, a partir de maio, células para painéis solares à base de CIS.

Bem mais simples de fabricar, seu rendimento de 10% é ligeiramente inferior àquele das células de silício policristalino. Quanto ao preço de venda dos painéis solares, está bem próximo dos policristalinos.

O equivalente em energia solar CIS de 20 MWatt/ano deverá ser produzido na usina de Miyazaki, na ilha de Kyushu (Japão). 

Com o aumento do mercado de células fotovoltaicas, a tecnologia que usa matéria-prima na forma de sólidos policristalinos sofre problemas de aprovisionamento de silício. Por outro lado, a tecnologia CIS também necessita de aprovisionamento, neste caso ainda mais crítico, uma vez que se trata do índio, metal raro, o qual somente a reciclagem poderia, em longo prazo, garantir quantidades suficientes.

A partir de maio de 2007, a Showa Shell prevê comercializar no Japão os painéis solares CIS, sob a forma de módulos fixados sobre telhados. O produto, em breve, também deverá ser vendido na Alemanha e em outros países europeus, entretanto para estes não há ainda previsão definida.

Quando a luz atinge uma célula solar feita com tecnologia CIS são gerados pares elétron-buraco. Tais pares são separados pela célula solar. Isto leva ao aparecimento de uma corrente no circuito externo que, por exemplo, pode ser usada para acender uma lâmpada. Créditos: CIS Solartechnik

Alternativas outras têm sido pensadas para substituir as células solares de silício. Os japoneses as vêem com grande interesse, na medida em que já está pronto o plano do governo para o financiamento do desenvolvimento da energia solar. 

A Sharp Corporation vai, assim, iniciar em maio a produção em massa de células que utilizam 100 vezes menos silício policristalino que o habitual e a Fuji Electric começou, desde de dezembro de 2006, a produzir células fotovoltaicas utilizando silício amorfo. É importante observar que as pesquisas sobre células solares orgânicas também estão muito ativas no Japão.

Fonte: Enerzine