Projeto da Celesc vence prêmio nacional de sustentabilidade

Celesc subsidiou 60% da instalação de 1.000 painéis solares, com investimento de R$ 17 milhões.

O projeto, inédito no país, oportunizou a instalação de 1000 sistemas fotovoltaicos em residências de Santa Catarina. Foto: Divulgação/Engie Solar

O programa Bônus Eficiente Linha Fotovoltaica, desenvolvido pela Celesc em parceira com a Engie, acaba de conquistar o Prêmio Eco 2017, promovido pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (AMCHAM).

O projeto, inédito no país, oportunizou a instalação de 1.000 sistemas fotovoltaicos em residências de Santa Catarina, com investimento total de R$ 17 milhões, sendo R$ 11,3 milhões do Programa de Eficiência Energética da empresa e R$ 6,7 milhões como contrapartida dos clientes que adquiriram o sistema. Assim, a distribuidora catarinense subsidiou 60% da instalação dos painéis solares, oferecidos por cerca de 40% do custo praticado no mercado.

“Receber um prêmio de âmbito nacional é, sem dúvida, um importante reconhecimento para esta ação que vai além do estabelecido pelo Governo Federal e oferece um produto de valor, com um preço mais acessível ao consumidor interessado. Porém, mais que oferecer o desconto, o que se quer é estimular o uso racional da energia elétrica e contribuir de forma efetiva com a economia doméstica, com a redução do carregamento das redes e com a diversificação da matriz energética brasileira”, explica Cleverson Siewert, presidente da Celesc.

As instalações dos sistemas inicialmente previstos foram concluídas em novembro pela Engie. “A iniciativa, que já demonstrou ser sucesso pela grande procura que teve por parte dos consumidores, recebe agora esse importante reconhecimento nacional”, afirma Rodolfo de Sousa Pinto, presidente da Engie Solar.

Além da satisfação de gerar sua própria energia limpa e renovável, os participantes podem ter uma economia na conta de energia elétrica de até R$ 2 mil por ano. “O retorno do investimento para o cliente da companhia é de três a quatro anos, com a vida útil dos equipamentos de 25 anos”, destaca Sousa Pinto.

Lançado em fevereiro deste ano, o bônus Fotovoltaico obteve mais de 11 mil interessados cadastrados já nos primeiros dias. O projeto atende a Resolução Normativa da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) nº 482/2012 e também contempla o processo de Geração Distribuída, quando a energia excedente produzida pela unidade consumidora é fornecida para a rede de distribuição.

Como funciona


– Um sistema de energia solar fotovoltaico é capaz de gerar energia elétrica por meio da radiação solar. Os sistemas isolados são utilizados em locais remotos ou onde o custo de se conectar à rede elétrica é elevado, como casas de campo, refúgios iluminação, telecomunicações, bombeio de água etc. Já os sistemas conectados à rede substituem ou complementam a energia elétrica convencional;

– Enquanto um sistema isolado precisa de baterias e controladores de carga, sistemas conectados à rede funcionam somente com painéis e inversores, já que não precisam armazenar energia;

– Na instalação do sistema, os medidores existentes nas unidades consumidoras são substituídos por medidores bidirecionais, que permitem registrar a quantidade de energia gerada por meio das placas fotovoltaicas injetada no sistema Celesc;

– Vencedora do Edital, a ENGIE é a empresa responsável por instalar os sistemas fotovoltaicos, monitorar o desempenho e prestar assistência técnica especializada.
História do Prêmio Eco

O Prêmio ECO, um dos mais importantes do país na área de sustentabilidade empresarial, é promovido há 35 anos pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (AMCHAM). A entidade, fundada em 1919, visa o aprofundamento das relações bilaterais Brasil-Estados Unidos e reúne cerca de cinco mil empresas associadas do país e exterior. Os encontros e debates sobre tendências e perspectivas que promove reúnem mais de 90 mil executivos anualmente.

Edição de 2017

A edição do Prêmio ECO 2017, realizada em conjunto com o Estadão, teve número recorde de 102 inscritos nas duas categorias que premia: ‘Sustentabilidade em Processos’ e ‘Sustentabilidade em Produtos ou Serviços’. A escolha dos vencedores é feita por uma comissão que analisa os cases e faz visitas aos finalistas para conhecer de perto os projetos. A CELESC venceu na categoria Produtos – Empresas de Grande Porte juntamente com CDHU, Itaú, Rhodia, Ambev, Vibria e Arcos Dourados. A cerimônia de premiação será dia 13 de dezembro, em São Paulo, na sede da AMCHAM.

Fonte: Economia SC

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